
O TSE emitiu um comunicado na noite desta quinta-feira (14) informando que a versão mais recente da urna eletrônica, a UE 2020, será submetida a testes de segurança. A medida faz parte de uma lista de sugestões das Forças Armadas.
A Corte afirmou que os novos equipamentos passarão por uma fiscalização parecida com a que foi feita no modelo anterior, a UE 2015. As urnas foram submetidas ao chamado TPS (Teste Público de Segurança) em maio deste ano.
Os testes da nova versão serão conduzidos em julho e agosto por pesquisadores da Escola Politécnica da USP (Universidade de São Paulo).
Segundo o comunicado, “análise e a avaliação de segurança dos sistemas eleitorais e do hardware das urnas eletrônicas estão previstas em um convênio firmado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com a universidade, que, desde outubro passado, colabora com a Justiça Eleitoral para aprimorar a integridade e a confiabilidade do voto eletrônico”.
Nos testes públicos de segurança, técnicos simulam ataques para identificar possíveis vulnerabilidades no sistema eleitoral. Nenhuma vulnerabilidade foi detectada no teste anterior.
Também na quinta, o ministro da Defesa, general Paulo Sérgio Nogueira, disse em comissão do Senado que pediu que o TSE acolhesse 3 sugestões feitas pelos militares. Uma delas é o teste público nas urnas.
O general também quer que a Corte torne efetivas a fiscalização e a auditoria pelas entidades fiscalizadoras em todas as fases do processo eleitoral; e que seja realizado teste de integridade em seção eleitoral com cédula de papel.
No comunicado, o tribunal não mencionou o pedido dos militares. E enfatizou que a realização desse tipo de checagem é procedimento padrão.
“A realização da auditoria na UE 2020 foi uma iniciativa proposta pelo próprio TSE, que também atendeu a uma das sugestões feitas pela Comissão de Transparência das Eleições (CTE)”.
De acordo com o TSE, o modelo atual da urna passou por melhorias e é ainda mais seguro do que a versão de 2015.
Poder360






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