
Os passageiros prejudicados com a paralisação dos serviços da Itapemirim, no final do ano passado, ainda não conseguiram o reembolso dos valores pagos em passagens aéreas. No Procon de São Paulo, as queixas contra a companhia explodiram nos últimos meses. Em dezembro, mês do encerramento das operações, foram 2.352 reclamações e, até o dia 18 de janeiro, mais de 1.600 haviam sido registradas.
A ITA chegou a assinar um acordo com o Procon-SP no dia 28 de dezembro, se comprometendo a reembolsar, num prazo de até dez dias corridos, todos os consumidores que registrassem reclamação no site do órgão. Contudo, a promessa não foi cumprida.
A suspensão dos voos afetou mais de 133 mil passageiros. Na época, a Itapemirim alegou que tomou a decisão diante da paralisação de funcionários de uma empresa terceirizada, e que pretendia retomar suas atividades no último dia 17 de fevereiro.
Procurada pela Folha de São Paulo para explicar os problemas em relação ao reembolso, a companhia disse que enviaria um posicionamento até quinta-feira (24), mas não o fez.
No Facebook, clientes afetados pelo cancelamento de passagens criaram um grupo para compartilhar as experiências. Atualmente, a página reúne 358 membros. Também na rede social, a ITA desabilitou os comentários em publicações em sua página oficial. O último post é do dia 28 de dezembro, um comunicado oficial que fala, justamente, sobre reembolso.
“A Itapemirim reitera que está, rigorosamente, pleiteando os estornos das passagens requeridas por seus clientes junto as operadoras de cartões. Por fim, pontua que se encontra com todos meios de canais disponíveis para melhor atender seus clientes”, diz o texto.
Folha de São Paulo



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