
O ex-ministro da Educação Abraham Weintraub foi punido pelo Conselho de Ética Pública (CEP) da Presidência da República após chamar a mãe de uma usuária do Twitter de “égua sarnenta e desdentada”.
O julgamento ocorreu durante a 233ª Reunião Ordinária da comissão, em 25 de outubro deste ano. O Metrópoles teve acesso ao processo.
O comentário foi feito em resposta a uma internauta que disse que se o país voltasse à monarquia, certamente, Weintraub seria nomeado o bobo da corte. “Uma pena, prefiro cuidar dos estábulos, ficaria mais perto da égua sarnenta e desdentada da sua mãe”, atacou o então ministro da Educação, em mensagem publicada no dia 15 de novembro de 2019.
Na mesma rede social, Weintraub pediu para um usuário continuar “procurando pelo seu pai” e disse a outro que “seu caso não resolve estudando. Tem que reencarnar. Aproveita e peça para não voltar tão feio (parece mistura de tatu com cobra).”
O ex-ministro foi punido com uma censura ética. Essa punição é a mais severa para uma ex-autoridade do governo federal, já que não pode mais ser demitida (Weintraub foi exonerado do cargo de ministro da Educação em junho do ano passado). A penalidade é uma espécie de reprimenda da administração pública que fica marcada no currículo do agente público.
No voto, o conselheiro relator do caso, Edson Leonardo Daléscio Sá Teles, afirmou parecer claro que Weintraub “extrapolou, em muito, a razoabilidade, a ética e a educação que se espera de um ministro de Estado da pasta da Educação”.
Relatou também que, sobre a alegação de “retorsão imediata”, Weintraub poderia muito bem entrar com um processo na Justiça contra os supostos agressores.
Metrópoles




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