
O leilão 5G foi retomado nesta sexta-feira. Desta vez estão sendo leiloados lotes na faixa nacional de frequência de 26 GHz, considerada atraente pelos investidores. As empresas que arrematarem os lotes terão como compromisso de investimento levar internet às escolas públicas de todo o país.
A Claro levou dois lotes com abrangência nacional por R$ 52,825 milhões, cada. A Telefônica, dona da marca Vivo, arrematou três lotes nacionais, com lances semelhantes, de R$ 52,824 milhões, cada. Não houve ágio. Todos os contratos do leilão valem por 20 anos.
A expectativa do mercado é de que não haveria interesse por todos os blocos da faixa de 26 GHz. Por isso, os lotes que sobrarem podem ser licitados a partir do ano que vem, no chamado “leilão de sobras”.
A frequência de 26 GHz é a última ofertada. Essa faixa é considerada pelos especialistas e empresas a de maior capacidade para o 5G, que entrega uma das principais características da tecnologia: a baixa latência — menor tempo de atraso entre os dados. Para isso, porém, será preciso instalar mais antenas do que hoje.
Por isso, a faixa é considerada complementar e pode ser usada não apenas para o celular, mas também para aplicações de internet das coisas (como indústria 4.0) e banda larga fixa.
No primeiro dia do certame, já foram assegurados R$ 45 bilhões em investimentos.
O leilão foi dominado pelas grandes teles na principal faixa licitada, a de 3,5Ghz, apontada como o filé mignon da disputa. TIM, Vivo e Claro levaram os lotes mais importantes. Mas a licitação, que teve ágio de mais de 13.000%, também atraiu novatas.
Com informações O Globo

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