Polêmica

Paraíba paga para menos da metade dos enfermeiros o piso da categoria, revela sindicato

Com mais de 50 mil profissionais atuando na área de enfermagem na Paraíba, a situação do pagamento do piso desses profissionais continua uma incógnita para muitos. São 50.712 profissionais inscritos no Conselho Regional de Enfermagem da Paraíba (Coren-PB).

No entanto, o piso é pago na íntegra apenas pelo governo do Estado para sete mil profissionais efetivos, aposentados, pensionistas e do PB Saúde. No caso dos serviços prestados o pagamento não está sendo efetivado. As prefeituras de Alhandra e São Mamede também estão cumprindo com as obrigações do pagamento do piso.

De acordo Fábio Petterson, presidente do Sindicato dos Auxiliares e Técnicos de Enfermagem do Estado da Paraíba (SATENF-PB), apesar da determinação da Lei aprovada no Congresso e prazos determinados aos Estados e municípios para cumprimento da legislação muitos gestores não estão efetuando o pagamento.

“Temos apenas duas prefeituras pagando o piso, dos 233 municípios, além do governo do Estado que paga apenas aos efetivos do quadro, excluindo os prestadores de serviço. Queremos deixar claro que o piso não está suspenso pelo STF, ou muitos menos, é inconstitucional”, afirmou o presidente da categoria.

Com Clickpb

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Saúde

João Pessoa anuncia pagamento do piso da Enfermagem

Comissão de orçamento do Congresso aprova projeto para recursos a piso salarial da enfermagem
A prefeitura de João Pessoa anunciou que o pagamento do piso salarial para profissionais da Enfermagem pode ocorrer já a partir do mês de maio. O anúncio foi feito pelo Prefeito Cícero Lucena à imprensa durante evento de divulgação da programação junina da Capital, no auditório do Centro Administrativo Municipal (CAM), em Água Fria.

Na ocasião o gestor defendeu o início de um trabalho para estender esse benefício a outras categorias da Saúde.

“Quando o piso nacional foi aprovado apontamos que éramos a favor, mas que precisávamos encontrar fontes de financiamento. Na Frente Nacional dos Prefeitos, da qual sou secretário nacional, trabalhamos junto ao Congresso Nacional e ao Governo de Transição para encontrar essa fonte e o presidente Lula assegurou seu interesse e agora encaminhou a matéria ao Congresso. Espero que até maio possamos ter o repasse e, assim, fazer o pagamento aos servidores”, afirmou Cícero Lucena.

O gestor reforçou que é importante que se trabalhe para ampliar o benefício salarial para outros profissionais da Saúde. “Isso é necessário para que tenhamos justiça salarial e, assim, possamos fazer uma saúde pública com respeito, eficiência e humanização. Os profissionais reconhecidos e valorizados vão utilizar isso em favor de uma saúde melhor para a população”, defendeu.

Blog do BG PB

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Judiciário

5 a 3: Fachin vota contra suspensão do piso da enfermagem

 

O ministro Edson Fachin foi o oitavo magistrado a se pronunciar entre os ministros do Supremo Tribunal Federal sobre a medida cautelar que trata da suspensão dos efeitos do piso da enfermagem. No início da tarde desta segunda-feira (12), o ministro acompanhou a divergência do ministro André Mendonça e foi contrário ao relatório do ministro Luís Roberto Barroso, votando no sentido de determinar que o piso volte a vigorar. Ainda faltam os votos de três ministros.

O entendimento de Fachin é de que não há justificativa plausível para a suspensão. Em seu voto, o ministro disse que, ao instituir um piso nacional salarial para toda uma categoria, abarcando inclusive empregados da iniciativa privada, “não se deve exigir reserva de iniciativa para a lei impugnada”. Segundo Fachin, dois motivos justificam tal compreensão.

“Primeiro porque a competência legislativa plena é do Congresso Nacional e qualquer restrição às prerrogativas do parlamento deve ser restritamente interpretada. Não se olvide que o Congresso Nacional, no ponto, regulamentou um direito constitucional fundamental, sendo desnecessária norma constitucional expressa para garantir um direito fundamental social. Vale dizer, o piso salarial é um direito fundamental social, de modo que não se pode exigir emenda constitucional para dar a ele concretude”, disse o magistrado.

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