Judiciário

Justiça determina afastamento de Buega Gadelha da Presidência da FIEP

Buega Gadelha, presidente da Fiep, se apresentou à Polícia Federal — Foto: Kleide Teixeira/Jornal da Paraíba/Arquivo

 

O juiz Arnaldo José Duarte do Amaral, da 2ª Vara do Trabalho de Campina Grande, determinou nesta quarta-feira (03/05), o afastamento de Buega Gadelha da Presidência da Federação das Indústrias do Estado da Paraíba (FIEP).

O magistrado atendeu a um pedido de concessão de tutela provisória movido pelo Sindicato da Indústria de Material Plástico e de Resinas Sintéticas (Sindiplast/PB) e outras entidades com base na denúncia do Gaeco, do Ministério Público, contra Buega e outras 8 pessoas por fraudes em obras do Sistema S.

“Tal cenário de fato e de direito faz recomendar, a nosso sentir, aadoção do Poder Geral de Cautela e nesse sentido defiro, parcialmente, a pretensão do demandante no sentido de determinar o imediato afastamento do Sr. Francisco Gadelha da Presidência da FIEP, determinando que a demandada, por meio do substituto temporário do Sr. Gadelha (Vice-Presidente Executivo mais idoso / §§ 2º e 3ºdo Art. 25 do Estatuto)”, diz a decisão.

Com Maurílio Jr

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MPPB

Operação Cifrão: Gaeco denuncia Buega Gadelha, chefe de gabinete da Fiep e mais 7 por envolvimento em fraudes

O Grupo de Atuação Especial contra o Crime Organizado (GAECO), do Ministério Público da Paraíba, protocolou duas denúncias relativas à Operação Cifrão. A ação apurou fraudes na contratação de construtoras para execução de obras do Sistema S na Paraíba. A operação foi deflagrada em 2020 pela Polícia Federal e investigou, também, superfaturamento e ligações entre as empresas contratadas e dirigentes da FIEP. As denúncias foram protocoladas junto à 2ª Vara Criminal de Campina Grande.

Em uma das ações são denunciados pelo Gaeco o presidente da Fiep, Francisco de Assis Benevides Gadelha (Buega Gadelha), o empresário Waldeberto Leite de Oliveira, Catarina Rocha Bernardino de Oliveira, Francisco Petrônio Dantas Gadelha e Kelline Muniz Vieira.

A ação faz referência à contratação da Construtora Absolute. O empreendimento foi contratado por R$ 3,7 milhões pelo Sesi.

“Assim, a licitação sob a modalidade Concorrência nº 006/2016 realizada pelo SESI/DR/PB foi edificada com base em condutas vedadas, superfaturamento e desrespeito as formalidades legais, atestando clarividente direcionamento da licitação e vultoso superfaturamento que onerou os cofres da entidade em quase R$ 500.000,00 (quinhentos mil reais), contando com a liderança de FRANCISCO DE ASSIS GADELHA, tratando de dificultar, ilegalmente, a competitividade do procedimento licitatório, através da exigência de vultosa garantia pecuniária para participação no certame, além da ilícita omissão na fiscalização das obras, garantindo a locupletação da quantia desviada através dos diversos superfaturamentos denunciados”, dizem os promotores na denúncia.

Operação Cifrão: Gaeco denuncia Buega Gadelha, chefe de gabinete da Fiep e mais 7 por envolvimento em fraudes

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Na outra ação são denunciados pelo Gaeco o presidente da Fiep, Buega Gadelha, o empresário Alaor Fiuza Filho, Chenia Maia Camelo Brito, Francisco Petrônio Dantas Gadelha, Janildo Sales Figueiredo, e Carlos Estevam de Souza Galvão.

O caso relata indícios de fraudes na contratação da construtora Roma. O empreendimento foi contratado à epoca por R$ 2,8 milhões para execução de obras de construção e reforma dos Centros de Atividades do SESI. Conforme a CGU, foi exigida como garantia um aporte de 5% (cinco por cento) do valor orçado, o que teria afastado as empresas que não dispunham de R$ 141 mil para depositar.

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Na época em que foi deflagrada a Operação Cifrão o presidente da Fiep, Buega Gadelha, convocou uma coletiva de imprensa e afirmou que não houve qualquer tipo de irregularidade nas contratações.

JornaldaPB

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