Polícia

Dono da página ‘Choquei’ é preso em operação da PF contra transações ilegais de mais de R$ 1,6 bilhão

O influenciador Raphael Sousa Oliveira, criador da página Choquei, foi preso durante uma operação realizada pela Polícia Federal nesta quarta-feira (15), em Goiânia. A ação é contra uma organização criminosa acusada de fazer lavagem de dinheiro e transações ilegais de mais de R$ 1,6 bilhão. Além dele, os cantores MC Ryan SP e MC Poze do Rodo estão entre os presos.

O perfil que Raphael administra acumula mais de 27 milhões de seguidores no Instagram. Ele também foi alvo de um mandado de busca e apreensão. Até o momento, não se sabe qual o envolvimento dele no esquema.

Ao g1, o advogado do influenciador, Frederico Moreira, disse que ele está sendo ouvido na sede da Polícia Federal, em Goiânia. A defesa deve se pronunciar ao longo do dia.

De acordo com a PF, os suspeitos usavam um sistema para ocultar e dissimular valores, incluindo operações financeiras de alto valor, transporte de dinheiro em espécie e transações com criptoativos.

No total, mais de 200 policiais federais cumprem 45 mandados de busca e apreensão e 39 de prisão temporária, nas cidades de São Paulo, Rio de Janeiro, Pernambuco, Espírito Santo, Maranhão, Santa Catarina, Paraná, Goiás; e no Distrito Federal.

G1

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Polícia

Genial/Quaest: Flávio ultrapassa Lula pela primeira vez no 2º turno; veja os números

Em um cenário de segundo turno das eleições presidenciais, a pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quarta-feira (15) apontou que Flávio Bolsonaro passou Lula pela primeira vez e está à frente numericamente, com 42%, ante 40% do presidente.

No primeiro turno, o presidente tem 37% das intenções de voto no primeiro turno, seguido pelo senador com 32%.

Oficializado em 30 de março, o ex-governador Ronaldo Caiado (PSD) tem 6% no primeiro turno, e o ex-governador Romeu Zema (Novo), 3%. Augusto Cury (Avante) aparece com 2%, mesmo percentual de Renan Santos (Missão). Cabo Daciolo (Mobiliza) e Samara Martins (UP) têm 1% cada. Aldo Rebelo (Democracia Cristã) não pontuou. Eleitores indecisos somam 5% e votos em branco, nulo ou quem não pretende votar são 11%. A pesquisa só divulgou um cenário para o primeiro turno.

No segundo turno, apesar de Flávio Bolsonaro ter passado Lula pela primeira vez numericamente (42% do senador a 40% do petista), os dois pré-candidatos estão empatados dentro da margem de erro do levantamento, de dois pontos percentuais, para mais ou para menos. Votos em branco, nulo e eleitores que não vão votar são 16%. Indecisos somam 2%.

Em março, o senador e o presidente estavam empatados, com 41%. Em dezembro, quando Flávio foi oficializado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) como pré-candidato, o cenário era diferente e Lula tinha uma vantagem de dez pontos em relação ao senador – o presidente estava com 46% e o senador, com 36%.

Em um cenário de segundo turno com Ronaldo Caiado, o presidente tem 43% e o ex-governador de Goiás, 35%. Votos em branco, nulo e eleitores que não vão votar são 18%, e indecisos, 4%.

Na disputa contra o ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema, Lula aparece com 43% no segundo turno e o pré-candidato do Novo tem 36%. Votos em branco, nulo e aqueles que não vão votar chegam a 17%. Eleitores indecisos, 4%.

Contra Renan Santos, Lula tem 44% no segundo turno e o pré-candidato do Missão, 24% – percentual menor do que os votos em branco, nulo e eleitores que não vão votar, que somam 27%. Indecisos são 5%.

Já no cenário contra Augusto Cury, Lula aparece com 44% e o pré-candidato do Avante, 23%. Votos em branco, nulo e aqueles que não vão votar chegam a 28%. Eleitores indecisos, 5%.

A Quaest ouviu 2.004 pessoas entre quinta-feira (9) e segunda-feira (13). O nível de confiança é de 95%, e a margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos. A pesquisa foi contratada pela Genial Investimentos e está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-09285/2026.

Valor

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Polícia

Moraes manda PF abrir investigar Flávio Bolsonaro após postagem sobre Lula

Foto: Reprodução

A decisão do ministro Alexandre de Moraes, do STF, de determinar a abertura de inquérito contra o senador Flávio Bolsonaro (PL) após uma publicação envolvendo o presidente Lula repercutiu nesta terça-feira (14). A apuração foi encaminhada à Polícia Federal, conforme informações do Metrópoles.

De acordo com a decisão, a investigação busca esclarecer se a postagem feita pelo senador em redes sociais configura crime de injúria contra o presidente da República. O caso teve origem em uma manifestação feita por Flávio Bolsonaro no início de 2026.

Segundo a decisão, a Polícia Federal terá prazo de 60 dias para realizar diligências iniciais e reunir elementos sobre o conteúdo publicado pelo parlamentar. A abertura do inquérito ocorreu após representação encaminhada ao Supremo.

Ainda conforme o despacho, o caso foi motivado por análise da PF, a pedido do Ministério da Justiça e Segurança Pública. O conteúdo publicado pelo senador circulou em ambiente digital de ampla repercussão e foi alvo de análise técnica da corporação.

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Paraíba

Sogra de prefeito afastado de Cabedelo era advogada de chefe de facção e ligada a Fernadinho Beira-Mar

A investigação conduzida pela Polícia Federal apontou que sogra do prefeito afastado de Cabedelo, Edvaldo Neto (Avante), era advogada de Flávio de Lima Monteiro, conhecido como Fatoka, chefe do braço da facção criminosa Comando Vermelho na cidade. Cynthia Denize Silva Cordeiro, foi um dos alvos da operação, que gerou o afastamento de Edvaldo da prefeitura.

A investigação apura um desvio de R$ 270 milhões dos cofres públicos. O esquema contratava empresas terceirizadas para empregar pessoas ligadas à facção criminosa na cidade e colocá-las dentro do poder público para desviar recursos.

O Ministério Público da Paraíba (MPPB) citou nos autos do processo, que a participação de Cynthia no esquema “não teria sido acidental” e desempenhava um papel importante no esquema criminoso.

“Ela teria articulado a aliança inicial entre a Prefeitura e a facção. Sua influência, segundo os indícios, se estende, já que é sogra do atual prefeito Edvaldo Neto, o que, em tese, a posicionaria como figura de poder contínuo, garantindo a manutenção do pacto”, diz trecho da decisão. De acordo com a decisão da Justiça, Cynthia também tem uma proximidade com o traficante Fernandinho Beira-Mar. Segundo o processo, há indícios de uma “relação de confiança” entre ela e o criminoso.

A defesa de Edvaldo Neto informou “o prefeito jamais manteve qualquer vínculo ou relação com facção criminosa, sendo tal imputação absolutamente inverídica e incompatível com sua trajetória pública”. Em nota, a defesa do prefeito ressaltou, ainda, que a medida é “de natureza provisória” e “que não implica qualquer juízo definitivo de culpa”.

Blog do BG PB

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Política

José Pereira toma posse como prefeito interino de Cabedelo nesta quarta (15)


O presidente da Câmara Municipal de Cabedelo, José Pereira (Avante), toma posse como prefeito interino do município nesta quarta-feira (15), às 10h, durante sessão extraordinária no plenário da Casa Legislativa. A medida ocorre após decisão da Justiça da Paraíba que determinou o afastamento por tempo indeterminado do prefeito Edvaldo Neto, investigado na Operação Cítricus.

A convocação da posse foi anunciada durante sessão ordinária realizada na terça-feira (14), por meio da leitura de edital. O documento foi expedido pelo próprio José Pereira e tem como base o ofício judicial assinado pelo desembargador Ricardo Vital, que determinou o afastamento do gestor municipal.

A decisão judicial está relacionada à Operação Cítricus, que apura um suposto esquema envolvendo agentes públicos, empresários e integrantes de organização criminosa. Segundo as investigações, o grupo teria atuado na manutenção de contratos milionários e distribuição de vantagens ilícitas, com valores que podem chegar a R$ 270 milhões.

Além do afastamento do prefeito, a Justiça determinou o cumprimento de 21 mandados e outras medidas cautelares, com o objetivo de preservar provas e evitar a continuidade das irregularidades investigadas. A ação é realizada em força-tarefa entre a Polícia Federal, o Ministério Público da Paraíba (GAECO) e a Controladoria-Geral da União (CGU).

De acordo com os órgãos envolvidos, a apuração pode resultar na responsabilização por crimes como fraude em licitação, desvio de recursos públicos, lavagem de dinheiro e financiamento de organização criminosa, entre outros ilícitos que ainda podem ser identificados.

Portal Paraíba

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Judiciário

Nunes Marques é eleito presidente do TSE: “Uma das maiores honras da minha vida”

Foto: Reprodução

O ministro Nunes Marques foi eleito nesta terça-feira (14) presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em votação realizada na sede da Corte, em Brasília. O vice-presidente será o ministro André Mendonça. A nova gestão ficará responsável pela condução das eleições de outubro, em um cenário marcado pelo avanço do uso de inteligência artificial no processo eleitoral.

A posse de Nunes Marques ainda não tem data definida, mas deve ocorrer no próximo mês. Em manifestação após a eleição, o ministro agradeceu a confiança dos colegas e destacou a responsabilidade de assumir o comando do tribunal.

“É uma das maiores honras da minha vida presidir o Tribunal Superior Eleitoral”, afirmou Nunes Marques, segundo declaração feita após a votação.

O vice-presidente eleito, André Mendonça, parabenizou o novo presidente e afirmou que pretende atuar em conjunto na condução do pleito, destacando o trabalho institucional do TSE e das equipes envolvidas no processo eleitoral.

Com a mudança, a ministra Cármen Lúcia deixa a presidência da Corte de forma antecipada. A terceira vaga do Supremo Tribunal Federal no TSE passará a ser ocupada pelo ministro Dias Toffoli, que já atuava como substituto na composição do tribunal.

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Brasil

CPI rejeita relatório que pedia indiciamento de ministros do STF e do PGR

Foto: Vinícius Schmidt/Metrópoles

A CPI do Crime Organizado rejeitou nesta terça-feira (14) o relatório final que pedia o indiciamento dos ministros do STFAlexandre de Moraes, Dias Toffoli e Gilmar Mendes, além do procurador-geral da República, Paulo Gonet. O parecer, apresentado pelo senador Alessandro Vieira (MDB-SE), foi derrubado por 6 votos a 4.

Segundo informações da própria comissão, o relatório atribuía aos magistrados e ao chefe da PGR supostas condutas consideradas incompatíveis com o exercício das funções. O documento também apontava dificuldades enfrentadas pela CPI durante as investigações, incluindo decisões judiciais que teriam limitado os trabalhos.

Antes da votação, mudanças na composição da CPI geraram reação de parlamentares da oposição, que classificaram as substituições como uma estratégia para barrar o avanço do relatório. As alterações ocorreram pouco antes da análise do parecer.

Durante a sessão, o relator afirmou que a proposta tinha caráter técnico e que “ninguém está acima da lei”. Mesmo assim, a maioria da comissão optou por rejeitar o texto final apresentado.

Com a decisão, caberá ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre, avaliar eventuais encaminhamentos futuros. O resultado amplia o embate político em torno da atuação do STF e das investigações sobre crime organizado no país.

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Brasil

Governo troca membros da CPI para tentar barrar relatório que pede impeachment de ministros do STF e do PGR

Foto: Edilson Rodrigues

Aliados do governo se articularam nesta terça-feira, 14, para barrar o relatório final da CPI do Crime Organizado que pede o indiciamento e a abertura de processo de impeachment contra três ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e contra o procurador-geral da República, Paulo Gonet.

Os governistas conseguiram mudar parte dos integrantes do colegiado. Saíram três senadores que votariam a favor do documento e entraram no lugar deles outros três parlamentares orientados a dar voto contrário.

A mobilização atendeu a uma pressão de integrantes do STF que acabaram como os principais alvos do relatório do senador Alessandro Vieira (MDB-SE). Prevista para a manhã desta terça, a reunião convocada para apresentação e votação do relatório chegou a ser adiada para esta tarde.

A CPI tem 11 senadores titulares, dos quais dez votam, e sete suplentes. Com as mudanças, o placar previsto é de quatro votos favoráveis ao texto de Alessandro Vieira e seis contrários.

Saíram: Sérgio Moro (PL-PR), Wellington Fagundes (PL-MT), Jorge Kajuru (PSB-GO) e Marcos do Val (Avante-ES). Moro, Kajuru e Do Val eram titulares e votariam a favor do relatório.

Entraram: Beto Faro (PT-PA), Marcos Rogério (PL-RO), Soraya Thronicke (PSB-MS) e Teresa Leitão (PT-PE). Os dois petistas e Soraya se tornaram titulares e vão votar contra o texto de Alessandro Vieira.

As substituições se deram a partir de pressão do governo sobre os líderes dos blocos partidários que indicam os membros da CPI.

No caso de Sérgio Moro, por exemplo, ele fazia parte do bloco Parlamentar Democracia quando era filiado ao União Brasil. Como migrou ao PL para disputar a eleição a governador do Paraná, a liderança do bloco, composto por MDB, PSDB, Podemos e União, aproveitou para retirá-lo hoje, e com isso Moro perdeu o assento na CPI.

O líder do bloco era Efraim Filho (União-PB), que também migrou para o PL. A determinação da troca se deu por meio de Eduardo Braga (MDB-AM), aliado do governo e líder do MDB no Senado, o maior partido do bloco.

O PSB e o PSD formam o bloco Resistência Democrática, liderado pela senadora Eliziane Gama (PSD-MA), aliada do governo. Soraya é governista e a entrada dela no lugar de Kajuru garante um voto a mais conforme os interesses do Palácio do Planalto.

O pedido de indiciamento contra ministros do STF é inédito na história das CPIs do Congresso.

Estadão Conteúdo

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Paraíba

Rougger Guerra é exonerado da chefia de gabinete da Prefeitura de JP após operação da PF

Secretário Rougger Guerra em entrevista ao Meio-dia Paraíba, da Rádio Pop – Foto: Thaysa Videres

O prefeito de João Pessoa, Léo Bezerra (PSB), decidiu, na tarde desta terça-feira (14), exonerar o chefe de gabinete do Município, Rougger Guerra.

A medida foi tomada após solicitação do próprio auxiliar, formalizada por meio de nota pública. Guerra foi alvo de mandado de busca e apreensão em uma operação realizada conjuntamente pela Polícia Federal, pelo Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público da Paraíba, e pela Controladoria-Geral da União (CGU), dentro da operação Cítrico.

Segundo auxiliares, a decisão de Léo Bezerra segue um procedimento padrão em situações semelhantes, permitindo que o agora ex-chefe de gabinete possa se dedicar à sua defesa. A operação, conforme os órgãos responsáveis, tem como finalidade cumprir medidas cautelares expedidas em investigação que apura a suposta atuação de uma organização criminosa envolvida em fraudes em licitações, desvio de recursos públicos, lavagem de dinheiro e possível financiamento de facção criminosa com atuação em Cabedelo.

De acordo com as investigações, o esquema teria utilizado a contratação fraudulenta de empresas fornecedoras de mão de obra ligadas à facção criminosa “Tropa do Amigão”, associada ao “Comando Vermelho”. Também foi identificada a infiltração de integrantes da facção em estruturas da Prefeitura de Cabedelo, além da circulação de recursos públicos em benefício do crime organizado e o uso de contratos administrativos como forma de garantir poder, influência territorial e proteção institucional.

As apurações apontam ainda para a existência de um conluio envolvendo agentes políticos da alta cúpula municipal, empresários e membros da organização criminosa, com o objetivo de manter contratos milionários e distribuir vantagens ilegais, cujo montante pode chegar a R$ 270 milhões.

A decisão do desembargador Ricardo Vital de Almeida também determinou o afastamento do prefeito interino de Cabedelo, Edvaldo Neto (Avante), eleito no último domingo (12) para governar o município até 31 de dezembro de 2028.

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Paraíba

Operação apreende quase R$ 400 mil; mais de R$ 96 mil estavam na casa do prefeito Edvaldo

Material encontrado durante operação

Durante o cumprimento da operação contra o prefeito eleito de Cabedelo, Edvaldo Neto (Avante), e auxiliares, agentes da Polícia Federal apreenderam mais de R$ 400 mil em dinheiro em espécie. Na casa do gestor, foram apreendidos aproximadamente R$ 96 mil.

O dinheiro foi localizado dentro de embalagens da marca de cosméticos Natura e em caixas de papelão. Também foram encontrados mais de 10 relógios de luxo, da Rolex, avaliados em mais de R$ 30 mil cada um.

No entanto, por não haver irregularidades, os acessórios não foram recolhidos.

O montante em dinheiro foi apreendido pelos policiais e será analisado no decorrer da investigação. Consequentemente, será feito o rastreio para apurar se a verba é ilícita ou não.

Entenda operação 

O prefeito de Cabedelo, Edvaldo Neto, foi afastado do cargo na manhã desta terça-feira (14), durante a Operação Cítrico, deflagrada pela Polícia Federal. A investigação apura a suposta atuação de organização criminosa voltada à fraude em licitações, desvio de recursos públicos, lavagem de dinheiro e possível financiamento de facção criminosa.

Além do prefeito, foram alvos de mandados auxiliares da gestão municipal, o ex-prefeito da cidade, Vitor Hugo, e o secretário de Gestão Governamental de João Pessoa, Rougger Guerra.

Conforme apurado, o esquema investigado teria se valido da contratação fraudulenta de empresas fornecedoras de mão de obra vinculadas à facção criminosa “Tropa do Amigão”, braço do “Comando Vermelho”, com infiltração de faccionados em estruturas da Prefeitura de Cabedelo/PB, circulação de valores de origem pública em favor do crime organizado e utilização de contratos administrativos como instrumento de manutenção de poder, influência territorial e blindagem institucional.

A investigação revelou um consórcio entre agentes políticos da alta cúpula do município, empresários e integrantes de organização criminosa, voltado à perpetuação de contratos milionários e à distribuição de vantagens ilícitas, cujo valor pode chegar até R$ 270 milhões de reais.

Estão sendo cumpridos 21 mandados de busca e apreensão, além de outras cautelares pessoais determinadas pelo Poder Judiciário, tais como o afastamento do atual Prefeito de Cabedelo/PB e de outros servidores públicos, com a finalidade de aprofundar a colheita probatória, preservar a investigação e impedir a continuidade das condutas investigadas. As diligências são executadas em regime de força-tarefa entre a Polícia Federal, o Ministério Público da Paraíba, por intermédio do GAECO, e a Controladoria-Geral da União.

“A investigação segue em andamento e os fatos apurados poderão ensejar responsabilização pelos crimes de frustração do caráter competitivo de licitação, desvio de recursos públicos, lavagem de dinheiro e financiamento de organização criminosa, sem prejuízo de outros ilícitos eventualmente identificados no curso da apuração”, informou a PF.

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