Em um twitter, publicado na tarde desta quarta-feira (14), o Portal Istoé insinua suposto vitimismo de Jair Bolsonaro e acusa o presidente da república de ser “marica”. “Pô, Bolsonaro. Vira homem, porra!”, essa chamada seria para uma matéria do colunista do portal, Ricardo Kertzman, cujo título é: “Ai, gente, tô soluçando. Hic, hic, hic! Que coisa de maricas, pô”
A Câmara dos Deputados concluiu a votação do Projeto de Lei 2336/21, do Poder Executivo, que atribui exclusivamente ao clube mandante das partidas de futebol os chamados direitos de arena, referentes à transmissão ou reprodução do jogo. A matéria será enviada ao Senado.
O tema já havia sido tratado pela Medida Provisória 984/20, que perdeu a vigência sem ter sido votada. As mudanças ocorrerão na Lei Pelé (Lei 9.615/98), que prevê a divisão dos direitos de imagem entre o dono da casa e o adversário. Os deputados rejeitaram todos os destaques apresentados pelos partidos ao substitutivo do relator, deputado Julio Cesar Ribeiro (Republicanos-DF).
Entre outros pontos, o texto do relator mantém a regra atual sobre propaganda de emissoras, que o projeto original mudava apenas para os clubes de futebol.
Confira os destaques rejeitados:
– destaque do Novo pretendia retirar do texto a proibição de emissoras divulgarem propaganda em dispositivos nos estádios;
– destaque do Psol pretendia retirar do texto todas as novas regras sobre negociação do direito de arena entre o clube mandante e as emissoras;
– emenda do deputado Renildo Calheiros (PCdoB-PE) pretendia substituir a negociação individual pela negociação coletiva e unificada entre todos os clubes e as emissoras;
– emenda do deputado Airton Faleiro (PT-PA) pretendia retomar a divisão das verbas do direito de arena também para os árbitros.
A internação repentina de Jair Bolsonaro, apesar dos sinais externos de deterioração física dos últimos dias, fez ressurgir uma das personas prediletas do entorno do presidente: a do mártir político.
O roteiro é conhecido. No dia 6 de setembro de 2018, liderando sem favoritismo evidente a corrida presidencial, Bolsonaro foi esfaqueado no abdômen por um ex-militante do PSOL diagnosticado depois como desequilibrado.
Embora seja um erro creditar à facada a vitória do então candidato, como fez posteriormente Geraldo Alckmin (PSDB, menos de 5% no primeiro turno), ela obviamente foi um fator importante para temperar o caldo no qual Bolsonaro foi servido pelas urnas que ele insiste em dizer que foram fraudadas.
A mistura trazia a antipolítica em alta desde os protestos de 2013 e a implosão dos partidos tradicionais sob a Operação Lava Jato, mas a mitologia do bolsonarismo, se tal coisa existe, logo sacralizou aquele momento.
A camiseta que o deputado usava (amarela com “Meu partido é o Brasil” escrito em verde) com manchas de sangue virou moda virtual entre a turma, e as aparições calculadas do convalescente em lives hospitalares o deixaram ao mesmo tempo online e à margem do debate político.
Poucas horas depois que a sirene tocou no Planalto acerca da gravidade do caso do presidente, nesta quarta (14), coube novamente às redes sociais de Bolsonaro, gerenciadas pelo filho Carlos, lembrar o país do sacrifício do líder.
O texto com uma foto descamisada do presidente diz que as agruras que sofre são consequências da “da tentativa de assassinato promovida por antigo filiado ao PSOL, braço esquerdo do PT, para impedir a vitória de milhões de brasileiros que queriam mudanças para o Brasil”.
O senador Flávio Bolsonaro (Patriota-RJ) disse hoje que o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) foi para a UTI (Unidade de Terapia Intensiva) e precisou ser intubado como precaução. O parlamentar adiantou que amanhã seguirá ao lado da família para São Paulo, com o objetivo de acompanhar mais de perto a recuperação do pai e “dar um pouquinho mais de força”.
Segundo o parlamentar, no início da manhã Bolsonaro estava sem conseguir respirar e está sendo monitorado para evitar que ele aspire o líquido que estava subindo do estômago. As declarações foram feitas em entrevista à rádio Jovem Pan. “Foi realmente para uma Unidade de Tratamento Intensiva, para ficar ali em observação, com os cuidados melhores. Chegou a ser intubado, sim, para evitar que ele bronco aspirasse o líquido que tava vindo do seu estômago. Isso já havia acontecido em uma das cirurgias passadas que ele fez. Por precaução, apenas, nada de grave”, afirmou.
Flávio disse ainda que de sábado (9) para domingo (10) o presidente havia ficado internado por conta dos soluços recorrentes. No final de semana o presidente cumpria agenda no Rio Grande do Sul, onde fez uma motociata ao lado de apoiadores em Porto Alegre. “Estava com muito soluço, não estava conseguindo dormir bem, muita apneia. Ficou em observação, fez alguns exames, tava tudo bem. Voltou para casa no domingo, fizemos até um almoço para recebê-lo”, completou Flávio.
O parlamentar disse que o estado de saúde apresentado pelo presidente na manhã de hoje foi uma “surpresa”. “Ele tinha voltado a apresentar um quadro no mesmo sentido que ele estava no final de semana”, disse à Jovem Pan.
A Paraíba tem 409.744 casos confirmados de contaminação pelo novo coronavírus, segundo informações da Secretaria de Estado da Saúde (SES) divulgadas nesta quarta-feira (14). O número de mortes confirmadas por Covid-19 subiu para 8.829 no estado desde o início da pandemia. São 1.304 novos casos e mais 14 mortes na última atualização. Todos os 223 municípios paraibanos registraram casos da doença e 222 cidades registraram óbitos.
Do total, nove óbitos aconteceram nas últimas 24 horas. Os pacientes eram sete homens e sete mulheres, com idades entre 31 e 84 anos. A cardiopatia foi a comorbidade mais frequente e quatro não tinha comorbidades. As mortes aconteceram nos municípios de Araçagi (1); Areia (1); Bayeux (1); Brejo dos Santos (1); Campina Grande (3); João Pessoa (4); Matinhas (1); Pombal (1) e Solânea (1).
A ocupação de leitos de UTI em todo o estado é de 38%. Na região metropolitana de João Pessoa, 36% dos leitos de UTI para adultos estão ocupados. Em Campina Grande, o mesmo setor tem taxa de 41%. No Sertão, 44% dos leitos de UTI estão ocupados.
Foi registrado no sistema de informação SI-PNI a aplicação de 2.084.910 doses. Até o momento, 1.481.040 pessoas foram vacinadas com a primeira dose e 603.870 completaram os esquemas vacinais, onde 552.802 tomaram as duas doses e 51.068 utilizaram imunizante de dose única. A Paraíba já distribuiu um total de 2.308.815 doses de vacina aos municípios.
O empresário Roberto Santiago, que cumpre medidas cautelares impostas pela Operação Xeque-Mate, conseguiu autorização para deixar a comarca de Cabedelo para se tratar no Hospital Albert Einstein, em São Paulo. A decisão foi da 1ª Vara Mista de Cabedelo, do Poder Judiciário da Paraíba.
Ele acompanhou a sua esposa que foi realizar uma cirurgia de catarata no olho esquerdo no dia 8 deste mês. Além disso, foi realizar exames complementares após receber o diagnóstico de câncer de próstata. Confira a decisão na íntegra clicando aqui.
De acordo com o documento, Roberto Santiago está autorizado a viajar a São Paulo para realizar compromissos profissionais mediante apenas comunicação prévia. Sua última solicitação foi atendida na última sexta-feira (09), deste mês.
A data estimada para a sua volta foi a última terça-feira (13). A autorização da viagem foi estritamente para o tratamento de saúde de Roberto e a justiça cobra, posteriormente, os exames e laudos realizados. Resta saber se o empresário já retornou, e junto com ele, trouxe as provas do tratamento.
O presidente do Tribunal Regional da Paraíba (TRE-PB), Joás de Brito, disse nesta quarta-feira (14) que não há tempo hábil para viabilizar o voto impresso, caso o desejo de Jair Bolsonaro seja atendido e mudanças na lei possibilitem o voto auditável.
Em entrevista ao programa Arapuan Verdade, da Arapuan FM, conforme apurou o ClickPB, Joás destacou que “se for aprovado dentro do princípio, já que somos presos ao que manda a legislação, nós teremos que cumprir, correr e nos adaptar. Vai haver uma série de dificuldades e tá muito em cima já”.
Joás de Brito destacou também que ocorreram outras duas tentativas de voltar o voto impresso, em 1998 e 2002, mas na época viu-se que não era adequado. Ele também pontuou que essa mudança tem um custo elevado, de cerca de R$ 2 bilhões. Além disso é necessário tempo para preparar o sistema eleitoral.
“Essa problemática que tem de se pensar com cautela. Uma situação que tem de ser analisada. Temos notícias de que há dificuldade de adquirir equipamentos para isso. Não se pode comprar diretamente, tem que ser com licitação. É uma eleição muito grande, com voto para presidente, senador, deputados estaduais e federais. E, além disso, as urnas devem estar acopladas, funcionar em conjunto com a urna eletrônica, uma situação que tem de se pensar pela complexidade e tempo”, resumiu.
O cantor DJ Ivis foi preso nesta quarta-feira (14) em Fortaleza após os vídeos de agressões contra a ex-mulher, Pamella Holanda, serem divulgados por ela nas redes sociais (veja acima). O governador Camilo Santana confirmou a prisão do artista por meio das redes sociais.
“Acabo de ser informado pelo nosso secretário de Segurança da prisão do DJ Ivis, no caso das agressões a Pamella Holanda. A prisão preventiva havia sido solicitada ontem pela nossa Polícia Civil e decretada há pouco pela Justiça. Que responda pelo crime cometido”, publicou Camilo.
Novo exame de corpo de delito
A digital influencer Pamella Holanda, ex-mulher de DJ Ivis, vai ser submetida a um novo exame de corpo de delito para que seja definida a gravidade das lesões sofridas após as agressões do artista. No último domingo, Pamella publicou vídeos em que leva chutes, socos e puxões de cabelo durante uma briga do casal e fez BO em 3 de julho na delegacia da cidade de Eusébio, na Grande Fortaleza.
O delegado adjunto do distrito que investiga o caso, Tarso Facó, informou sobre o novo exame nesta quarta-feira (14), quando mais uma testemunha do caso foi ouvida. Pamella saiu do primeiro depoimento, na segunda-feira (12), com a documentação necessária para que, em 30 dias, um novo exame seja realizado com relação às agressões, de acordo com Facó.
Funcionária do casal é ouvida
A série de depoimentos prestados à Polícia Civil do Ceará sobre o caso de agressão contra a arquiteta e digital influencer Pamella Holanda, ex-mulher do DJ Ivis, continuou nesta quarta-feira (14) com o depoimento de Maria Vaneide da Silva, então funcionária do casal. Ela trabalhava como doméstica na residência deles e pode ajudar na obtenção de informações sobre as violações cometidas pelo produtor musical.
Ela não foi convocada para depor, mas compareceu espontaneamente à Delegacia Metropolitana de Eusébio, na Região Metropolitana de Fortaleza.
Até esta quarta, pelo menos 10 pessoas já foram ouvidas pelas autoridades policiais que investigam o caso de lesão corporal no contexto de violência doméstica contra Pamella Holanda. O caso é acompanhado pelo Departamento de Proteção aos Grupos Vulneráveis (DPGV) da Polícia Civil.
A deputada Gleisi Hoffmann (PT) fez uma sugestão polêmica para a Lei do Mandante, que está sendo votada nesta quarta-feira na Câmara dos Deputados. Em sua conta no Twitter, ela revelou ter apresentado uma emenda para que as torcidas organizadas tivessem direito a receber parte da verba dos direitos de transmissão dos clubes.
“As torcidas organizadas precisam ter direito à participação na divisão da verba dos jogos. Fazem a festa nas nossas arenas e desenvolvem muitas ações sociais junto aos participantes. Por isso, apresentei emenda ao PL 3.336 (na verdade, trata-se do PL 2336) que trata das regras para negociar transmissões”, escreveu Gleisi.
As torcidas organizadas precisam ter direito à participação na divisão da verba dos jogos. Fazem a festa nas nossas arenas e desenvolvem muitas ações sociais junto aos participantes. Por isso, apresentei emenda ao PL 3.336 que trata das regras para negociar transmissões.
No entanto, a proposta de Gleisi foi rejeitada pelo deputado Julio Cesar Ribeiro (Republicanos), relator da Lei do Mandante. Ele também recusou que os jogadores tivessem direito a parte do valor.
A Vertical Engenharia e Incorporações Ltda foi condenada a pagar indenização por atrasar em mais de dois anos a entrega de um apartamento a uma cliente em João Pessoa. A sentença, da 16ª Vara Cível da Comarca da Capital, foi mantida pela Terceira Câmara Cível do Tribunal de Justiça da Paraíba. O relator da Apelação Cível, manejado pela construtora, foi o desembargador Marcos Cavalcanti de Albuquerque.
Na decisão de 1º Grau, a construtora foi condenada a pagar a quantia de R$ 119.603,87 referente a devolução das parcelas mensais pagas, bem como a quantia de R$ 2.392,07 referente a multa contratual pelo atraso na entrega do imóvel. Também foi condenada a pagar a quantia de R$ 10 mil, referente à indenização por danos morais, corrigidos pelo INPC a partir do arbitramento, acrescidos de juros de mora de 1% ao mês, a incidir da data prevista para a entrega do imóvel.
De acordo com os autos, em 04/02/2014 a parte autora firmou contrato com a construtora com vistas a aquisição de um apartamento residencial, ainda na planta, no Edifício Almanara Residence, no bairro do Altiplano.
O contrato firmado entre as partes previa a entrega do imóvel em dezembro de 2015, com tolerância de 180 dias úteis, após a sua expiração. Entretanto, até janeiro de 2017 o imóvel não havia sido entregue, o que resultou na frustração do adquirente em gozar de uma melhor qualidade de vida, assim como na obrigação de prorrogar e arcar com vários meses de aluguel.
A Terceira Câmara deu provimento parcial ao recurso da Vertical Engenharia apenas para que sobre a condenação ao pagamento de indenização por danos morais incida juros de mora a partir da citação, mantendo-se a sentença nos demais termos.
“É inegável a ocorrência do dano moral em decorrência da conduta da construtora, pois os fatos ocorridos, certamente, ultrapassam os alegados meros aborrecimentos ou mesmo o simples descumprimento contratual”, pontuou o relator do processo.
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