O brasileiro Keno Marley avançou às quartas de final da categoria meio-pesado (75kg a 81kg) no boxe nesta quarta-feira. Ele passou pelo chinês Daxiang Chen em duelo pelas oitavas de final, após interrupção da arbitragem logo no segundo round. Foi a estreia de Keno nas Olimpíadas de Tóquio, depois de ficar de by na primeira rodada.
No primeiro round, nos últimos segundos, o brasileiro derrubou o chinês e a arbitragem abriu contagem, mas Chen voltou para a luta. Quatro juízes deram 10 a 9 para Keno, e um deu 10 a 8 para o brasileiro. No segundo round, todos apontaram um 10 a 9 para lutador baiano, mas a luta foi interrompida antes dos 2 minutos já que o chinês estava sem condições de seguir.
Keno Marley volta ao ringue na madrugada de quinta-feira para sexta-feira, 1h24 (de Brasília), para as quartas de final. Ele enfrenta o britânico Benjamin Whittaker.
“O Tribunal de Justiça de São Paulo negou ação de reparação de danos morais ingressada pela apresentadora Xuxa contra a deputada federal Carla Zambelli (PSL-SP)”, informa a Folha. Xuxa pedia pagamento de R$ 150 mil por danos morais, por causa de críticas da parlamentar ao livro “Maya“, voltado ao público infantil e de temática LGBTQIA+.
Zambelli escreveu nas redes sociais que “sexualizar e instigar inocentes ao sexo pavimenta a pedofilia e a depravação”. E lançou a hashtag #XuxaDeixeNossasCriancasEmPaz.
Para a juíza Carolina Pereira de Castro, “o comentário da ré em uma rede social —ainda que sobre um livro que sequer havia sido lançado— reflete a liberdade de expressão e a sua limitação pode ferir preceito constitucional e caracterizar censura, o que não é permitido”.
A magistrada determinou ainda que Xuxa pague custas, despesas processuais e honorários advocatícios no valor de 10% da causa. Zambelli afirma que seus advogados irão doar o montante a entidades de caridade.
A Paraíba recebe nesta quarta-feira (28) um novo lote de vacinas da Pfizer encaminhado pelo Ministério da Saúde. O carregamento contará com 39.780 doses do imunizante.
De acordo com a Secretária de Saúde da Paraíba, a distribuição das doses para os 223 municípios paraibanos acontecerá nesta quinta-feira (29).
A Seleção Brasileira masculina de futebol está garantida nas quartas de final dos Jogos Olímpicos de Tóquio. Nesta quarta-feira (28), a equipe venceu a Arábia Saudita por 3 a 1 no estádio Saitama, do Japão, e ficou na 1ª posição do Grupo F, com cinco pontos.
Em jogo truncado, a equipe abriu o placar com o atacante Matheus Cunha aos 13 minutos do 1º tempo, aproveitando cobrança de escanteio para cabecear firme. Aos 26, no entanto, o zagueiro Al Amri desviou para o fundo da rede depois de bola na área: 1 a 1. Na volta do intervalo, o time conseguiu ampliar com Richarlison, duas vezes, agora artilheiro do torneio com cinco gols.
Na 1ª fase, o Brasil realizou três jogos. Além da Arábia Saudita, venceu a Alemanha por 3 a 2 e empatou com a Costa do Marfim em 0 a 0. Com um elenco considerado promissor, o Brasil teve dificuldade para superar as partidas. O time encerrou a etapa com sete pontos, enquanto a outra vaga foi da equipe africana, que terminou com cinco.
PRÓXIMA FASE
Na etapa eliminatória, o Brasil aguarda decisão dos classificados do Grupo E, formado por Espanha, Austrália, Egito e Argentina. Todas as seleções possuem chance de classificação, em definição que ocorre até às 10h desta quarta-feira (28).
O confronto está marcado para sábado (31), em Saitama, no Japão. A bola rola a partir das 7h (de Brasília).
O Brasil recebeu nesta terça-feira (27) uma nova remessa com 1.053.000 milhão de doses de vacinas da Pfizer. O lote desembarcou no aeroporto de Viracopos, em Campinas (SP), por volta das 20h15. As doses contra a Covid-19 serão destinadas ao Programa Nacional de Imunizações (PNI) do Ministério da Saúde.
Este é o 29º lote do imunizante já entregue ao governo federal. Após recebimento pela pasta da Saúde, as vacinas serão distribuídas entre os estados brasileiros.
Com este lote, a Pfizer já entregou 24 milhões de doses ao Brasil. “Faltam quase 6 milhões que serão entregues até o dia 1º de agosto, para completar as 30 milhões de doses que terão sido entregues ao Governo brasileiro neste primeiro semestre de 2021”, informou a representante da Pfizer no país.
O lote recebido nesta terça-feira faz parte do primeiro contrato, assinado entre o governo e a farmacêutica norte-americana, em março deste ano, que prevê 100 milhões de vacinas até o final de setembro.
Outro acordo, firmado em maio, estabelece outras 100 milhões de doses entre outubro e dezembro.
O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, admitiu em entrevista exclusiva à CNN que a pasta já trabalha com a possibilidade de precisar repetir anualmente a vacinação contra a Covid-19. O ministro afirmou que as fábricas de vacinas veterinárias são uma aposta do governo para que o país seja autossuficiente em imunizantes contra a doença.
“É possível que se torne uma endemia e que tenhamos que vacinar a população brasileira anualmente. Por isso, temos que fortalecer o nosso complexo industrial da saúde, para que tenhamos condição de produzir vacinas suficientes no Brasil. Não só o IFA nacional, mas também o banco de células”, disse Queiroga, entrevistado pelo âncora William Waack e pela analista de Economia Raquel Landim.
De acordo com o ministro da Saúde, o governo se baseia em uma lei aprovada pelo Congresso que permitiu aos parques industriais que produzem vacinas contra doenças em animais possam iniciar a produção de imunizantes contra o novo coronavírus.
Para Queiroga, a expertise do agronegócio brasileiro permitirá que essa produção ocorra em larga escala e o país se converta em “líder global”. “Que nós possamos participar do Covax Facility [consórcio da OMS para a compra de vacinas] não para adquirir vacinas, mas para fornecer”, afirmou o ministro.
A judoca Maria Portela está fora dos Jogos Olímpicos de Tóquio. Representante do Brasil na categoria 70kg feminina, a gaúcha foi eliminada nesta quarta ao sofrer uma derrota polêmica para Madina Taimazova, do Comitê Olímpico Russo, nas oitavas de final. O revés ocorreu no golden score na luta mais longa da Olimpíada de Tóquio até aqui. Portela foi desclassificada ao receber o terceiro shido, a punição mais leve do judô, quando o combate se arrastava por quase 15 minutos. Instantes antes, a brasileira teve um wazari não computado pelo juiz, o mexicano Everardo Garcia. O golpe teria definido a luta a seu favor.
– O árbitro, se a gente não define, ele tem que definir. E quem tiver um pouco mais de iniciativa, vai levar. Não foi culpa dele. Eu tinha que ter sido mais agressiva, imposto mais o ritmo, por mais que não fosse efetiva, que foi o que ela fez e acabou levando. Agora quero ajudar a equipe para chegar no pódio. Sei que meu ponto é muito importante e o foco é esse, contribuir para que possamos evoluir na competição porque somos um time muito forte – disse Maria Portela.
O Ministério Público Eleitoral (MPE) concluiu que não houve crime de natureza eleitoral praticado pelo ex-governador Ricardo Coutinho (PSB), nos delitos denunciados pelo Ministério Público na Operação Calvário. Em um parecer, o órgão pede ao juiz da 1ª Zona Eleitoral que reconheça a incompetência da Justiça Eleitoral no caso e que o processo seja remetido à 3ª Vara Criminal da Capital.
Ao analisar o caso, a promotora Jovana Tabosa argumentou que na denúncia é possível extrair-se que, em meados de outubro de 2010, houve acordo entre Ricardo Coutinho, então candidato ao cargo de governador, e o representante da Cruz Vermelha, empresário Daniel Gomes, para que continuassem a trabalhar juntos em projetos na área da saúde.
Para tanto, segundo o MP, Daniel destinou recursos que seriam usados na campanha eleitoral do ex-governador.
Para a Promotoria, a mera transcrição, na denúncia, de trechos contendo referências à campanha eleitoral de 2010 não implica, por si só, na existência de delitos de cunho eleitoral.
Segundo o MP, a contrapartida ofertada ao recebimento da propina seria a implementação de mecanismos de desvio de recursos públicos, através da terceirização da gestão hospitalar.
“Se a própria denúncia não narra qualquer crime eleitoral que, diga-se de passagem, sequer foi objeto de investigação, não há razão para o feito tramitar na Justiça Eleitoral”, diz o parecer.
O MPE enfatiza ainda que o Código Eleitoral não tipifica o delito de “Caixa Dois”, de modo que a ação de usar dinheiro de origem criminosa em campanha não está prevista como sendo crime eleitoral e que, se fosse reconhecida a competência da justiça eleitoral no caso, ocorreria “a esdrúxula situação” de tramitação na justiça especializada de crimes de corrupção passiva, peculato e fraude à licitação sem paralelismo com qualquer delito eleitoral.
Entenda o caso
O MPPB ajuizou ação penal contra o ex-governador Ricardo Coutinho e outros, pela prática de crimes de corrupção passiva, fraude à licitação e peculato. O ex-governador é acusado de ter comandado um esquema de desvio de recursos da saúde e da educação por meio de fraudes em licitações e superfaturamento de contratos firmados com organizações sociais, notadamente a Cruz Vermelha do Brasil.
A ação foi distribuída à 3ª Vara Criminal de João Pessoa-PB (processo nº 0003269-66.2020.815.2002), com posterior decisão monocrática do ministro Gilmar Mendes (Reclamação nº 46987) declarando a incompetência da Justiça Estadual Comum e determinado a remessa dos autos, especificamente em relação ao reclamante Ricardo Coutinho, à Justiça Eleitoral do Estado.
A ação aportou na Justiça Eleitoral e foi tombada sob o nº 0600082-08.2021.6.15.0070, tendo o juízo da 1ª Zona Eleitoral determinado abertura de vistas ao MPE para se manifestar sobre o caso. A promotora eleitoral, Jovana Tabosa, promoveu o arquivamento da persecução relacionada ao fato eleitoral, após concluir que não houve crime dessa natureza e requereu a remessa do processo à Justiça comum.
Flávio Bolsonaro, que já costumava participar das reuniões da CPI da Covid, agora faz parte oficialmente da comissão, registra O Globo.
Com a saída de Ciro Nogueira, que aceitou o convite de Jair Bolsonaro para chefiar a Casa Civil, Luis Carlos Heinze, que era membro suplente, se tornou integrante titular do colegiado. O filho 01 do presidente ocupará a suplência que era de Heinze.
Mesmo sem integrar a CPI, Flávio apareceu em várias sessões para defender o governo do pai e, algumas vezes, trocou gentilezas com o relator da comissão, Renan Calheiros, como na ocasião em que um chamou o outro de “vagabundo”.
A CPI investiga principalmente ações e omissões do governo federal durante a pandemia. Os senadores governistas, minoria na comissão, tentam investigar principalmente os desvios de estados e municípios, como forma de desviar o foco do Ministério da Saúde e de Bolsonaro.
O Brasil vai iniciar a vacinação de adolescentes entre 12 e 17 anos assim que já tiver distribuído doses a todos os maiores de idade, segundo comunicado divulgado nesta terça-feira (27) pelo ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, e por representantes de estados e municípios.
Neste momento, menores não estão formalmente listados no Programa Nacional de Imunizações (PNI). De acordo com governo federal, Conass e Conasems, a prioridade será para os adolescentes com comorbidades.
Duas semanas atrás, o Ministério da Saúde foi intimado a analisar incluir os adolescentes no PNI, por uma decisão do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF). O magistrado argumentou que, diante da existência de adolescentes com comorbidades e da adequação da vacina da Pfizer a essa faixa etária, não faria sentido manter a restrição a maiores de idade.
A decisão foi tomada no bojo da análise de um caso da cidade de Belo Horizonte (MG). A prefeitura da capital mineira foi ao Supremo para contestar uma outra decisão judicial, que a obrigou a administrar o imunizante da Pfizer em uma adolescente de 15 anos, portadora de uma doença crônica que afeta os pulmões.
Na nota, o ministro Marcelo Queiroga, o presidente do Conass, Carlos Lula, e o presidente do Conasems, Wilames Ferreira, manifestam concordância com a ideia de que estados e municípios não devem antecipar por conta própria os prazos entre a primeira e a segunda dose de vacinas.
Segundo o documento, foi pactuado que “estados e municípios devem seguir, rigorosamente, as definições do Programa Nacional de Imunizações (PNI) quanto aos intervalos entre as doses e demais recomendações técnicas”.
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