Instabilidades, erros, conteúdo excluído sem justificativas, vazamento de dados e golpes em redes sociais, como Facebook e o Instagram, agora poderão ser registrados na plataforma consumidor.gov. A medida decorre da portaria nº 12 de 2021 da Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon) e começou a valer no mês de setembro. As informações são da Agência Brasil.
Segundo aponta levantamento feito pela Senacon, que é vinculada ao Ministério da Justiça e Segurança Pública, as reclamações de usuários de redes sociais aumentaram 300% no período de janeiro a julho deste ano. Entre as principais queixas estão o registro de perfis falsos utilizando dados pessoais, o compartilhamento de dados não autorizados e a cobrança por produtos e serviços não solicitados.
A Secretaria-Geral da Presidência da República registra que existem 150 milhões de usuários de redes sociais no Brasil – o que equivale a 70% da população.
Nesta semana, o Facebook, o Instagram e o Whatsapp apresentaram instabilidade de mais de seis horas, o que inviabilizou diversos negócios, já que as plataformas são usadas como meio de operação de inúmeros usuários.
A falha gerou uma notificação por parte do Procon do estado de São Paulo, que orientará usuários sobre possíveis ações contra as empresas. “O Procon-SP pretende identificar as causas da pane geral e punir as empresas com multas superiores a R$ 10 milhões, salvo se houver justificativa de evento fortuito, externo e incontrolável, e assim fixar responsabilidades para futuras ações individuais reparatórias”, disse o diretor do Procon, Fernando Capez.
A Nasdaq -a bolsa de valores dedicada ao mercado de tecnologia- foi afetada pela falha, e as ações das gigantes das redes sociais chegaram a acumular perdas de US$ 50 bilhões.
O ministro da Ciência, Tecnologia e Inovações, Marcos Pontes, comentou, no último fim de semana, o corte no orçamento da pasta, aprovado pelo Congresso Nacional por solicitação do Ministério da Economia. O projeto retirou R$ 690 milhões do ministério comandado por Pontes e repassou para outros setores.
Com a redução, o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI) perdeu 90% do seu orçamento, incluindo recursos que serviriam para o pagamento de bolsas de pesquisa, o que pode impactar projetos em andamento.
Nota do Ministério da Economia – Em nota, o Ministério da Economia informou, na sexta-feira (8), que proposta de alteração na programação orçamentária “ocorreu para cumprir decisão governamental quanto à necessidade de remanejar recursos neste momento, a qual foi referendada pela Junta de Execução Orçamentária (JEO)”.
“Não são recursos originados da reserva de contingência do FNDCT. Entre essas demandas, consta o atendimento de R$ 89,8 milhões para o MCTI. Desse total, R$ 63 milhões serão destinados para despesas com produção e fornecimento de radiofármacos no país. Outros R$ 19 milhões vão para o funcionamento das instalações laboratoriais que dão suporte operacional às atividades de produção, prestação de serviços, desenvolvimento e pesquisa. Estão contempladas ainda despesas do Ministério da Saúde, Educação (R$ 107 milhões para a concessão de bolsas de estudo no ensino superior e outros R$ 5 milhões para o apoio ao desenvolvimento da educação básica), Cidadania, Comunicações, Desenvolvimento Regional (R$ 150 milhões para ações de proteção e Defesa Civil associadas à distribuição de água potável às populações atingidas por estiagem e seca (Operação Carro-Pipa), R$ 100 milhões para a integralização de cotas de moradia do Fundo de Arrendamento Residencial e R$ 2,2 milhões para obras de infraestrutura hídrica) e Agricultura, Pecuária e Abastecimento”, informou a pasta.
Após uma reportagem da agência de notícias ProPublica, dos Estados Unidos, levantar dúvidas sobre a criptografia usada pelo WhatsApp em casos de pessoas que infringem as regras, o aplicativo decidiu fazer mudanças na sua ferramenta de denúncia.
Agora, é possível denunciar mensagens específicas ao WhatsApp por infração às regras do aplicativo. Antes da atualização mais recente, só era possível denunciar pessoas ou grupos inteiros, incluindo as últimas cinco mensagens trocadas na conversa.
Para denunciar uma mensagem isolada ou mais antiga, as pessoas agora podem simplesmente manter a mensagem pressionada até aparecer a opção “denunciar” e tocar nela. Fazendo isso, você ainda estará denunciando a pessoa, mas vai sinalizar aquela mensagem específica para que os moderadores olhem para ela com mais atenção.
A polêmica
Em setembro, a agência ProPublica revelou que o Facebook tem contratados, via uma empresa terceirizada, mais de mil “moderadores de conteúdo” para o WhatsApp, exatamente como em outras plataformas da empresa, como o próprio Facebook e o Instagram. O trabalho deles é revisar mensagens denunciadas pelos usuários.
Ao contrário do que a reportagem sugeria numa versão que foi posteriormente corrigida, esse trabalho de moderação não quebra a criptografia de ponta a ponta das mensagens.
Para que as conversas sejam lidas pelos moderadores, o próprio usuário precisa tomar a decisão de denunciar aquela conta ao WhatsApp e, com isso, concordar em enviar uma cópia de mensagens recentes para que os moderadores avaliem o caso.
Como funciona a denúncia
Quando você denunciava um contato no WhatsApp por ter quebrado as regras do aplicativo, as últimas cinco mensagens na conversa com aquela pessoa são enviadas de forma decifrada aos engenheiros e “moderadores” do WhatsApp.
Na sequência, uma inteligência artificial compara os dados não criptografados daquela conta com um banco de “atitudes suspeitas”, como envio em massa de mensagens para várias pessoas ao mesmo tempo, por exemplo.
Se rolar um “match”, um moderador do WhatsApp é alertado e pode escolher dar uma olhada nas mensagens ou não, e depois decidir se coloca o usuário denunciado sob vigia ou expulsa-o do aplicativo.
O WhatsApp, por sua vez, diz que esses funcionários não são moderadores como o do Instagram ou do Facebook porque eles não podem apagar mensagens remotamente.
O Facebook divulgou nota no final da noite desta segunda-feira informando que o apagão global de mais de seis horas em suas redes, que incluem o Whatsapp e o Instagram, foi uma falha interna: um defeito durante alteração em suas configurações. A plataforma informou também que não houve um ataque hacker nem vazamento de dados de usuários.
“Queremos esclarecer que acreditamos que a causa da queda foi uma mudança de configuração”, afirmou a empresa.
De acordo com o Facebook, a falha ocorreu durante uma mudança numa estrutura que coordena o tráfego entre seus centros de dados, o que gerou um efeito cascata que interrompeu a comunicação e fez com que outros centros fossem afetados.
O Facebook também utilizou a nota para pedir desculpas aos usuários pelo apagão.
“A todas as pessoas e empresas que dependem de nós, lamentamos o transtorno causado pela interrupção de nossas plataformas”. A empresa não especificou quem executou a alteração na configuração e se essa mudança estava planejada.
Leia a nota do Facebook:
A todas as pessoas e empresas em todo o mundo que dependem de nós, lamentamos o transtorno causado pela interrupção de hoje em nossas plataformas. Temos trabalhado o máximo que podemos para restaurar o acesso e nossos sistemas estão funcionando novamente. A causa subjacente dessa interrupção também afetou muitas das ferramentas e sistemas internos que usamos em nossas operações diárias, complicando nossas tentativas de diagnosticar e resolver o problema rapidamente.
Nossas equipes de engenharia aprenderam que as alterações de configuração nos roteadores de backbone que coordenam o tráfego de rede entre nossos data centers causaram problemas que interromperam essa comunicação. Essa interrupção no tráfego de rede teve um efeito cascata na maneira como nossos data centers se comunicam, interrompendo nossos serviços.
Nossos serviços estão novamente online e estamos trabalhando ativamente para devolvê-los totalmente às operações regulares. Queremos deixar claro neste momento que acreditamos que a causa raiz dessa interrupção foi uma alteração de configuração com defeito. Também não temos evidências de que os dados do usuário tenham sido comprometidos como resultado desse tempo de inatividade.
Pessoas e empresas em todo o mundo confiam em nós todos os dias para se manterem conectadas. Entendemos o impacto que interrupções como essas têm na vida das pessoas e nossa responsabilidade em mantê-las informadas sobre interrupções em nossos serviços. Pedimos desculpas a todos os afetados e estamos trabalhando para entender mais sobre o que aconteceu hoje para que possamos continuar a tornar nossa infraestrutura mais resiliente.
A nota foi assinada por Santosh Janardhan, engenheiro de infraestrutura.
Imagem: Reprodução/University of North Carolina at Chapel Hill
Cientistas da Universidade de Stanford e da Universidade da Carolina do Norte em Chapel Hill, nos Estados Unidos, criaram uma vacina em formato de adesivo, impressa em 3D, que demonstrou oferecer maior proteção que a vacina aplicada por meio de injeção. A inovação é composta por microagulhas impressas em 3D alinhadas em um adesivo de polímero e apenas o tempo suficiente para alcançar a pele para aplicar a vacina.
O estudo foi realizado em animais e publicado pela equipe de cientistas no Proceedings of the National Academy of Sciences. Os resultados mostraram que a resposta imune resultante do adesivo vacinal foi 10 vezes maior do que uma vacina aplicada em um músculo do braço com uma picada de agulha. O “truque”, segundo os cientistas, é aplicar o adesivo da vacina diretamente na pele, que está cheia de células do sistema imunológico que as vacinas visam.
No comunicado em que divulgaram os resultados ao público, os pesquisadores lembram que a pandemia do novo coronavírus mostrou a importância da vacinação feita em momento oportuno, mas, ao mesmo tempo, destacou obstáculos logísticos, como ter que se dirigir a um posto de imunização, necessidade de geladeira ou freezer para armazenamento, manipulação dos frascos por profissionais treinados e, por fim, injeção no braço.
“Enquanto isso, os adesivos de vacina, que incorporam microagulhas revestidas de vacina que se dissolvem na pele, podem ser enviados para qualquer lugar do mundo sem manuseio especial e as próprias pessoas podem aplicar o adesivo. Além disso, a facilidade de uso de um adesivo vacinal pode levar a taxas de vacinação mais altas”, destacaram os cientistas.
Já há uma equipe de microbiologistas e engenheiros químicos formulando vacinas de RNA — como as vacinas desenvolvidas pela Pfizer e Moderna — em adesivos de microagulha para testes futuros.
Em uma reunião extraordinária realizada hoje (24), o conselho diretor da Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) aprovou as regras gerais para a implantação do 5G ao Brasil. A data do leilão foi marcada para 4 de novembro, último dia de mandato do presidente da agência, Leonardo de Morais, e aniversário do órgão.
Os conselheiros da Anatel debateram os últimos detalhes do edital que convocará as empresas de telecomunicações a fazer ofertas pelas faixas de radiofrequência destinadas ao 5G. A expectativa do governo é de que a nova geração de internet já esteja disponível em algumas cidades brasileiras antes do fim do ano. O edital prevê que as operadoras comecem a oferecer sinal de 5G até 31 de julho de 2022.
O texto final ampliou o prazo para a instalação da Rede Privativa do governo federal e do Projeto Amazônia Integrada e Sustentável (PAIS), duas exigências feitas pelo governo Bolsonaro, e que serão financiados pelas operadoras que comprarem a faixa de 3,5 GHz.
Além disso, os conselheiros decidiram que a obrigação de levar internet a escolas públicas — sugestão feita pelo TCU (Tribunal de Contas da União) — será acompanhada por uma entidade específica para isso, a EACE (Entidade Administradora da Conectividade de Escolas). O órgão será criado por representantes dos ministérios da Educação e das Comunicações e pelas empresas que comprarem a faixa de 26 GHz.
A Gol pretende comprar ou arrendar 250 aeronaves elétricas de decolagem e pouso vertical (eVTOL), conhecido como carro voador elétrico, informou a companhia nesta terça-feira (21). Assinou acordo via Grupo Comporte, que pertence ao acionista controlador da empresa aérea, com a Avalon, de leasing de aeronaves.
A previsão é iniciar as operações com uma malha desses equipamentos no Brasil em meados de 2025. São aeronaves do tipo VA-X4 eVTOL, criada pela britânica Vertical Aerospace, um dos modelos mais avançados em táxi aéreo da atualidade, segundo o comunicado.
No último dia 15 de setembro, a Gol anunciou ao mercado que vai receber um aporte de US$ 200 milhões da gigante americana American Airlines. As duas empresas, que já são parceiras, vão ampliar ainda o acordo de compartilhamento de voos.
A Embraer, fabricante brasileira de aeronaves, e a Azul já haviam anunciado a entrada na corrida pelo ‘carro voador’.
Aumento da malha regional
O acordo também faz parte da estratégia da Gol de crescer no transporte aéreo regional, após a compra da MAP em junho último, que é opera no Norte do país e até São Paulo.
O VA-X4 pode transportar até quatro passageiros e um piloto, com alcance de 160 quilômetros a uma velocidade de 320km/h. As aeronaves têm decolagem e ouso vertical, produzindo até cem vezes menos ruído que um helicóptero quando em voo de cruzeiro.
Outra vantagem importante é a menor emissão de gases poluentes. A Gol afirma que, com mudanças na frota atual e a inclusão dos modelos eVTOL, vai cumprir sua meta de neutralidade de carbono até 2050.
De início, a Gol vai fazer um estudo de viablidade, o que inclui a certificação da aeronave pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), que deve também avaliar a infraestrutura necessária para o uso do equipamento no país, ao lado de outras autoridades do setor de aviação.
A Avolon prevê que o processo de certificação da VA-X4 no país esteja concluído até 2024.
A publicação do edital do leilão do 5G está prevista para a semana que vem, segundo o ministro das Comunicações, Fábio Faria, apesar de a análise do documento pela Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) ter sido adiada no início da semana, após pedido de vista do conselheiro Moisés Queiroz Moreira.
“Acredito que, em breve, vamos resolver. O edital pode sair no dia 21 ou 24. Nenhuma dos investimentos e prazos que estão lá serão prejudicados. Tudo será mantido”, disse o ministro em evento do setor, nesta quinta-feira (16).
O edital foi aprovado pelo TCU (Tribunal de Contas da União) no último dia 25 de agosto.
5G Standalone – Faria disse ainda que a tecnologia 5G Standalone — que não depende do 4G para funcionar — deve chegar no estado de São Paulo até o Natal.
“Até julho do ano que vem, todas as capitais terão o 5G Standalone funcionando. Talvez nós ultrapassemos o Chile como o primeiro país na América Latina”, disse.
Pela primeira vez turistas espaciais entraram em órbita sem a companhia de astronautas profissionais e passarão três dias viajando em torno da Terra.
Tudo saiu como planejado no início da missão Inspiration4 da Space X, a companhia espacial do bilionário Elon Musk, que também é fundador da montadora de carros elétricos Tesla.
O foguete Falcon 9 foi lançado às 21h02 (horário de Brasília), levando ao espaço a nave Crew Dragon com quatro pessoas a bordo. Sob aplausos da equipe da SpaceX, durante a transmissão, a Crew Dragon entrou oficialmente em órbita terrestre em apenas 12 minutos.
Estava sacramentado o sucesso de uma viagem espacial bem mais ambiciosa que as realizadas em julho pelos bilionários Richard Branson e Jeff Bezos.
Por volta de 14 minutos após o lançamento, os tripulantes ainda estavam atados às poltronas por cintos de segurança, mas puderam ver um cachorrinho de brinquedo levado por um deles a bordo flutuar em ambiente de gravidade zero.
Às 21h11, cerca de oito minutos após o lançamento, o primeiro estágio do foguete reutilizável fez uma manobra de rotação e se separou. Redirecionado para a Terra, pousou suavemente na base cerca de 9 minutos e 30 segundos depois do lançamento.
Sua velocidade foi reduzida, em apenas dois minutos, de 7.200 quilômetros por hora para 40 quilômetros por hora.
Enquanto isso, a espaçonave seguiu viajando a uma velocidade superior a 27 mil quilômetros km por hora, a uma altitude de mais de 200 quilômetros. A equipe em terra aplaudia com entusiasmo cada etapa do plano cumprida.
“Poucos estiveram lá antes e muitos virão. A porta está se abrindo agora, é incrível”, disse o bilionário Jared Isaacman, o comandante da missão, de dentro da cápsula após chegar ao espaço.
Uma pesquisa realizada pela Agência EY mostra que o número de ataques cibernéticos contra empresas cresceu 300% em todo mundo durante a pandemia.
O levantamento aponta que a maioria dos ataques são feitos por meio de phising (método que engana os usuários para conseguir dados ou invadir sistemas), malware (roubo e danificação de dispositivos) ou por ataques de negação de serviço.
Outra pesquisa, da Kaspersky, mostra que o Brasil é o país da América Latina em que as empresas sofreram o maior número de ataques (mais de 5 milhões), seguido da Colômbia (1,8 milhão), México (1,7 milhão), Chile (1 milhão) e Peru (507 mil).
Os especialistas apontam que os principais motivos são falhas e desatualizações nos sistemas e falta de treinamento de funcionários. A pandemia também tem sua parcela de culpa, já que muitas empresas foram forçadas a adotar o home office sem terem a segurança necessária para o acesso remoto.
“As empresas criaram servidores remotos por causa da pandemia e esta virou uma das principais portas de entrada de ransoware (quando há pedido de resgate pelos dados). Querendo resolver a questão do trabalho remoto, criam um problema de exposição dos sistemas”, afirma Rodrigo Jorge, diretor executivo de segurança da informação da Neoway.
Investir em tecnologia é importante, mas não resolve completamente as fragilidades de segurança, já que muitos ataques começam por meio de um link ou arquivo malicioso que chega ao e-mail dos funcionários.
“A maioria das grandes empresas já tem um ambiente bem seguro e controlado, mas uma pequena brecha, que pode vir tanto no parque tecnológico como das pessoas, pode ser a porta de entrada para uma infecção”, afirma Denis Riviello, head de cibersegurança da Compugraf.
As grandes companhias já estão investindo em segurança há alguns anos, mas as pequenas e médias não têm a mesma capacidade financeira para isso. Os sistemas de tecnologia costumam ser caros e, com a pandemia, muitas estão lutando para se manter de portas abertas, sem sobras financeiras para investir.
“Uma empresa pequena pode prestar serviço para uma grande. Os hackers podem conseguir entrar no sistema maior por meio das terceirizadas”, afirma Francisco Gomes Júnior, advogado especialista em direito digital.
Apesar de considerar a LGPD positiva, Gomes diz que a lei tem o potencial para deixar as empresas na mão dos hackers e que isso deve aumentar ainda mais o número de ataques nos próximos meses.
“Uma empresa com mais compliance não vai aceitar suborno de hackers, mas vão ter companhias que vão colocar na ponta do lápis o que é mais barato: pagar a multa da ANPD, caso os dados sejam vazados, ou o resgate ao hacker”, afirma Gomes.
Quais os setores mais vulneráveis?
“Hoje todos estão igualmente suscetíveis. Vemos que alguns investem mais, como o financeiro, mas não quer dizer que estão menos expostos”, afirma Riviello.
Quais os dados mais roubados?
Segundo Gomes, no caso de empresas normalmente os hackers bloqueiam o sistema e estão mais interessados no valor que podem conseguir pelo resgate das informações. Quando o alvo são dados de pessoas físicas, os mais comuns são os cadastros bancários, que incluem informações como nome, CPF e score bancário.
Como prevenir os ataques
A melhor forma é investimento em segurança e em treinamento para todos os profissionais da empresa. Uma pesquisa da Deloitte diz que 33% das companhias não oferecem treinamento sobre segurança cibernética e proteção de dados aos seus funcionários. Outras 47% das empresas fornecem a todos os funcionários, 14% apenas aos times de tecnologia, 4% apenas aos profissionais de riscos/governança e 2% aos executivos da companhia.
“A cultura e a conscientização dos funcionários são fundamentais, tanto da área da TI como de todo o resto da empresa. As companhias precisam lembrar que o barato pode sair muito caro quando o assunto é tecnologia. A equipe de segurança é facilitadora, mas tem a missão de que todos enxerguem seu papel dentro da segurança da empresa”, afirma Jorge.
Na Neoway, por exemplo, toda semana a equipe de TI envia simulações de phishing para conscientizar os funcionários. Se alguém clicar no link será avisado que caiu em uma pegadinha. Para Jorge, desta forma a pessoa pensará duas vezes e evita que cliquem quando for de fato uma fraude.
Por causa da LGPD e do início das multas, em agosto deste ano, Riviello diz que as empresas estão investindo mais em tecnologia nos últimos dois anos.
“Vimos esse movimento das empresas mais preocupadas, investindo mais, falando mais sobre segurança e privacidade. Com os ataques e os anúncios acontecendo na mídia de informações vazadas, as primeiras multas, isso reforça o caminho que elas estão seguindo. Vai servir de exemplo, quanto mais modificações houver, mais as empresas vão estar preocupadas, porque vai estar valendo”, afirma Riviello.
Os especialistas orientam que as empresas já trabalhem com um plano para o caso de serem invadidas. Dessa forma, tendem a conseguir resolver a situação de forma mais rápida.
“Hoje a discussão não pode ser mais se você vai ser infectado, mas quando isso vai acontecer. Estamos vendo uma avalanche de tentativas, de ameaças, então as empresas devem se antecipar para estarem preparadas”, afirma Riviello.
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