Brasil

Bolsonaro tem sérias chances de ser reeleito em outubro, afirma Paulo Coelho

Foto: Reprodução

O escritor Paulo Coelho apontou no último domingo (3) a possibilidade da vitória do presidente Jair Bolsonaro (PL) nas eleições deste ano. “Se o Lula continuar com essa incontinência verbal, e se não investir em comunidades sociais de maneira inteligente e profissional, vai permitir que o atual inquilino do Planalto tenha sérias chances de reeleição”, escreveu Paulo no Twitter.

Segundo a revista Veja divulgou em 25 de abril, Paulo Coelho chegou a criticar publicamente o setor de comunicação que conduz a campanha de Lula. A publicação no Twitter foi deletada, diz a publicação.

No último mês, Lula incentivou seus apoiadores a irem às casas de deputados para “incomodar a tranquilidade”. Deu a declaração durante um evento da CUT (Central Única dos Trabalhadores). Na ocasião, o petista defendeu ser preciso mudar a forma de fazer pressão no Congresso.

Em seguida, Lula afirmou que o aborto deveria ser tratado como questão de saúde pública e um direito que todas as mulheres deveriam ter. A fala foi criticada por políticos evangélicos, bolsonaristas e até integrantes da esquerda. Ante a reação, o petista disse que é contra o aborto, mas reafirmou ser preciso tratar o assunto como questão de saúde.

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Política

“Não tenho preocupação com exclusividade”, dispara João sobre apoio de Lula a Veneziano

Divulgação

O governador João Azevêdo (PSB) afirmou não se preocupar com palanque exclusivo do ex-presidente Lula (PT) na Paraíba. O gestor disse, nesta segunda-feira (2), que palanque único seria um contrassenso e iria de encontro às declarações do petista.

Questionado sobre garantia de apoio de Lula à sua pré-candidatura a reeleição e o vídeo postado pelo petista onde afirma que a aliança do PT na Paraíba é com o MDB, João considerou que política é feita com demonstrações, o que ocorreu durante o congresso nacional do PSB.

“Pode não ter agradado a meia dúzia de pessoas que querem exclusividade e todos nós sabemos que não haverá exclusividade de palanque em canto nenhum desse país. Não tenho preocupação com exclusividade. Quem se preocupa com exclusividade é revendedor de automóvel”, disse João.

Ele preferiu não revelar o conteúdo da conversa que manteve com o ex-presidente, mas disse ter sido um encontro extremamente descontraído, onde foi abordada a Paraíba e necessidade de continuar investindo.

MaisPB

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Política

ARREPENDIDO: Lula discursa em ato em SP e pede desculpas a policiais

Foto: Herculano Barreto Filho/UOL

Ao participar de um evento em comemoração ao Dia do Trabalhador em São Paulo, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, pré-candidato do PT à Presidência da República, começou seu discurso pedindo desculpas aos policiais. Segundo Lula, sua intenção era dizer que Bolsonaro só gosta de milicianos, mas ele acabou ofendendo os policiais.

“Quando eu estava fazendo o discurso [sábado, 30/4], eu queria dizer que o Bolsonaro só gosta de milícia, ele não gosta de gente. E eu falei que ele só gosta de polícia, não gosta de gente. E eu quero aproveitar para pedir desculpas aos policiais deste país, porque muitas vezes comete erros, mas muitas vezes salva muita gente do povo trabalhador e nós temos que tratá-los como trabalhador nesse país. E eu resolvi pedir desculpas junto a vocês, porque neste país o habitual é as pessoas não pedirem desculpa”, disse Lula.

Lula ainda aproveitou para cobrar desculpas de quem o “acusou injustamente” e o colocou na cadeia.

“Eu, por exemplo, estou esperando há seis anos que as pessoas que me acusaram o tempo inteiro peçam desculpa. Só peçam desculpa. Sabe? Peçam desculpas ao povo brasileiro. Peçam desculpa às mulheres e crianças que ficaram meses e meses ouvindo eles me xingarem. Na hora que a minha inocência é provada e na hora que nesta semana a ONU publica o relatório dizendo que eu fui vítima da sacanagem de um ministro, devem começar a pedir desculpa, porque é assim que a gente vai restabelecer um jeito gostoso de fazer política neste país. Portanto eu escolhi o meio dos trabalhadores pra utilizar a palavra desculpas aos policiais que por acaso se sentiram sentido com o que eu falei ontem.”

Metrópoles

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Política

FRACASSO TOTAL: Lula atrasa fala em ato vazio em São Paulo

Foto: Reprodução

Após uma série de reuniões de aliados ao pé do palco, colaboradores do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) decidiram adiar sua participação no ato do 1º de Maio, na praça Charles Miller, em São Paulo.

Pela programação original, Lula falaria às 13h, após discursos de presidentes de centrais e representantes de partidos.

Pouco antes das 13h, a organização foi informada que Lula falaria às 15h30, antecedendo o show da cantora Daniela Mercury. A ideia é atrair público para o ato, reunindo militantes com os interessados em assistir à apresentação da baiana.

FolhaPress

Opinião dos leitores

  1. Estão em frangalhos , isso que da um ladrão querendo se tornar presidente novamente e ainda artistinhas de meia tigela como essa daniela mercury comentendo crime fazendo campanha pra o bandido prq ela está louca para uma mamata novamente.

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Política

Por vídeo, Bolsonaro fala a apoiadores na Av. Paulista: “Lealdade a vocês”

Foto: Hyndara Freitas/Metrópoles

O presidente Jair Bolsonaro (PL) fez uma rápida participação, por chamada de vídeo, no ato na Avenida Paulista a seu favor, realizado na tarde deste domingo (1/5).

A manifestação teve início às 14h, e Bolsonaro apareceu de forma online por volta das 15h15. O presidente agradeceu aos apoiadores e destacou que o ato é em defesa da “Constituição, da família e da liberdade”.

“Uma satisfação muito grande poder cumprimenta-los nessa manifestação pacífica em defesa da constituição, da família e da liberdade.  “Devo lealdade a todos vocês, temos um governo que acredita em Deus. Respeito e deve lealdade ao seu povo. Onde vocês estiverem estarei sempre ao lado da população brasileira, agradeço ao criador pela minha vida e que alguns de vocês por terem acreditado e ter me ofertado essa missão em conduzir o destino do Brasil. O bem sempre vence o mal. Muito obrigado a todos vocês. Deus, pátria e família”, disse. O chefe do Executivo participou por intermédio de Tomé Abduch, líder do movimento Nas Ruas.

Com informações do Metrópoles e CNN Brasil

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Política

FOTOS: 1º de Maio tem atos pró-Lula e pró-Bolsonaro em diversas capitais brasileiras

O feriado do Dia do Trabalho, comemorado neste 1º de maio, tem atos políticos espalhados pelo Brasil.

Em São Paulo, manifestantes a favor do presidente Jair Bolsonaro (PL) começam a se reunir na Avenida Paulista. No fim da manhã, eram registrados atos favoráveis ao presidente também no Rio de Janeiro, em Copacabana, e em Brasília, na Esplanada dos Ministérios, e em Belo Horizonte e Goiânia, entre outras capitais.

Apoiadores do governo se reúnem no RJ, em 1° de maio – Crédito: Estadão Conteúdo

Mais cedo, por volta das 10h, o deputado federal Daniel Silveira (PTB-RJ) fez discurso a um grupo de pessoas em Niterói, no qual chamou sua prisão de inconstitucional.

Foto: Hugo Barreto/Metrópoles

Manifestações organizadas por centrais sindicais eram registradas na praça Charles Miller, região central da capital paulista, onde o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva é esperado para discursar.  Apoiadores de Lula também se reúnem em Maceió e Belo Horizonte, entre outras capitais.

Movimentação de 1 de Maio ocorre na Praça Charles Miller, no Pacaembu, terá presenca do ex-presidente Lula e lideranças do PT neste domingo (01) em SP. Crédito: Agatha Gameiro / Framephoto / Estadão Conteúdo
Crédito: Agatha Gameiro / Framephoto / Estadão Conteúdo

CNN Brasil

Opinião dos leitores

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Política

Em ato em Brasília, Bolsonaro cumprimenta apoiadores e cita defesa da “Constituição, democracia e liberdade”

Foto: Hugo Barreto/Metrópoles

O presidente Jair Bolsonaro (PL) participou neste domingo (1º) de uma manifestação com apoiadores em Brasília. Ele andou em meio ao público na Esplanada dos Ministérios, cumprimentou os apoiadores que se aglomeraram no local e falou rapidamente durante a transmissão ao vivo publicada em suas redes sociais.

Vim cumprimentar o pessoal que está aqui nessa manifestação pacífica em defesa da Constituição, democracia e liberdade. Então, parabéns a todos de Brasília, bem como de todo o Brasil que hoje estarão nas ruas. Tamo junto, Brasil é nosso, Deus, pátria e família”, disse Bolsonaro no fim da transmissão. Ele não fez discursos ao público.

Na sequência, Bolsonaro retornou ao Palácio do Alvorada, a residência presidencial.

CNN Brasil

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Política

Vídeo: Apoiadores de Bolsonaro fazem carreata com forte adesão em João Pessoa

Apoiadores de Jair Bolsonaro realizam, na manhã deste domingo, 01/05 , carreata em João Pessoa, em defesa do presidente e contra o STF. O ato teve início no estacionamento do estádio Almeidão, passou pela BR-230 e seguirá até a praia.

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Política

Prazo para regularizar título de eleitor termina na próxima quarta-feira (4)

Foto: Divulgação

Quem pretende votar nas Eleições 2022 tem até quarta-feira (4) para tirar ou regularizar o título de eleitor. Os dois procedimentos podem ser feitos pela internet e são gratuitos. Veja a seguir o que fazer em cada caso.

Como emitir o título de eleitor

Para a emissão do título, são necessários três documentos, e os dados devem ser preenchidos na plataforma Título Net. É importante lembrar que o alistamento eleitoral e o voto são obrigatórios para as pessoas com mais de 18 anos e facultativos para quem tem entre 16 e 17 anos, além de maiores de 70 e pessoas não alfabetizadas.

O primeiro passo para tirar o título de eleitor é digitalizar os documentos obrigatórios. São necessários: identidade com foto (frente e verso); comprovante de residência (recente); comprovante de quitação do serviço militar para homens a partir de 18 anos; e comprovante de pagamento de débito com a Justiça Eleitoral (quando houver).

O último requisito é tirar uma selfie segurando o documento de identificação ao lado do rosto, sem óculos, bonés, gorros, entre outros objetos que possam prejudicar a visualização. Todas as imagens devem estar totalmente legíveis para evitar o indeferimento do pedido.

Com todos esses documentos digitalizados, basta acessar a página do Título Net para iniciar o atendimento a distância. Na página, é preciso informar a unidade da federação em que mora, selecionar a opção “não tenho título de eleitor” e inserir os dados pessoais solicitados, como nome completo, data de nascimento e nome dos pais.

Os documentos já digitalizados devem ser inseridos em sequência. É possível acompanhar o andamento do processo também pela plataforma Título Net, ao final da página, em “acompanhe seu requerimento”.

Como regularizar o título de eleitor

Há ainda eleitores que já tiraram o título, mas estão em situação irregular. Isso acontece quando a pessoa se enquadrar em alguma causa de cancelamento — como faltar à revisão de eleitorado. Aqueles que não sabem se estão com o título regularizado podem verificar pelo portal do TSE. Na coluna “Autoatendimento do Eleitor”, basta clicar em “Situação Eleitoral”. O resultado sai em alguns segundos e basta informar o CPF ou o número do título.

Pode ocorrer ainda em hipótese de suspensão dos direitos políticos — como em condenação criminal definitiva, cancelamento da naturalização por sentença transitada em julgado, improbidade administrativa, conscrição, etc.

Para conferir se está com o título regular, basta acessar o link do TSE sobre a “situação eleitoral” (clique aqui). Quem está com as votações em dia ou justificou as ausências e atendeu às convocações da Justiça Eleitoral ou pagou as multas que tiverem sido aplicadas está com tudo em ordem para as eleições de 2022.

Caso exista alguma multa pendente decorrente de ausência às urnas ou aos trabalhos eleitorais, entretanto, é necessário emitir o boleto para pagamento no site do TSE por meio do serviço “Consulta de débitos do Eleitor”, no link de “quitação de multas” (clique aqui).

Na página Autoatendimento do Eleitor é possível acessar outros serviços, como a inclusão do nome social, a justificativa eleitoral e a emissão de certidões, entre outros.

R7

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Política

O retorno do PT ao poder seria um desastre do qual o país poderia não se recuperar

*Por Pedro Jobim, Leonardo De Paoli

Recentes declarações do ex-presidente Lula a respeito do que poderiam vir a ser elementos de seu programa de governo, num hipotético retorno do PT à presidência, provocaram, estranhamente, reação de surpresa em alguns observadores da cena nacional.

Entre outras propostas, o ex-presidente defendeu a revogação da Reforma Trabalhista; a adoção de metas de crescimento pelo Banco Central; e a reativação dos empréstimos do BNDES como instrumento de fomento ao crescimento.

Anteriormente, o ex-presidente já havia proposto o fim da política de apreçamento dos combustíveis vendidos pela Petrobrás, baseada nos preços internacionais dos mesmos, e advogado, também, o fim do teto de gastos, intenção reiterada nessa última semana.

Não deveria haver nenhuma surpresa quanto ao teor desses comentários. Eles estão alinhados às práticas implementadas pelo PT ao longo dos treze anos de seus governos, que culminaram com a queda de quase 7% do PIB e a elevação de 8pp da taxa de desemprego, entre 2015 e 2016. Essa foi a maior recessão jamais registrada na economia Brasileira desde o início da série do Produto Interno Bruto, em 1901.

Nos concentraremos, aqui, em discutir a proposta do fim do teto de gastos, o questionamento das práticas comerciais da Petrobras e a intenção de voltar a expandir os empréstimos do BNDES.

Consideremos, inicialmente, o teto de gastos.

É natural que o PT seja contra este instrumento de disciplina fiscal. A despesa total do governo central como proporção do PIB, que era de 15,8% em 2002, encerrou 2016 em 19,8%, refletindo crescimento real médio de 6% ao ano, no período. Essa média, por sua vez, pode ser decomposta em 4% para as despesas com pessoal e 8% para as despesas sociais, na mesma métrica.

Uma grande parte do aumento das despesas sociais, nesse período, pode ser explicada pela elevação real do salário mínimo, que foi de 4,6% por ano, na média, entre 2003 e 2016. A explosão dos gastos com Previdência viria a ser um dos fatores de desestabilização fiscal que aprofundaria a recessão de 2015-16, que só pôde ser controlada quando a mudança de governo possibilitasse a introdução do novo regime fiscal, com o instituto do teto de gastos, em 2016, posteriormente complementado pela Reforma da Previdência, aprovada em 2019.

A expansão dos empréstimos do BNDES para países e empresários amigos do PT foi uma estratégia perseguida ao longo de todo o período em que o partido esteve no poder, e que teria papel central na magnificação da crise, a partir de 2014.

As concessões do banco passariam de uma média de 2,0% do PIB no 2º governo FHC para 3,0% entre 2003 e 2015, tendo atingido um pico de 4,3% em 2010. Vários desses empréstimos financiaram verdadeiros desastres industriais e financeiros, como a construção do Comperj, iniciada em 2008; a da Refinaria de Abreu e Lima, em 2007, e o financiamento à Sete Brasil, a partir de 2010.

A baixa nos preços das commodities, a partir de 2014, ajudou a desnudar a política irresponsável de crédito praticada pelo governo por meio do BNDES e de outros braços financeiros, tendo sido a inadimplência de diversos ativos importante fator determinante da agudicidade da recessão.

O BNDES foi ainda a principal ferramenta utilizada no período para a geração de superávits primários contábeis, que eram criados, como vento, pela capitalização do banco com recursos do Tesouro Nacional (R$ 440 bilhões, entre 2008 e 2014), e posterior recolhimento de seus “dividendos” à União.

Foram as famosas “pedaladas fiscais”, que, além de terem contribuído para a desestabilização fiscal e, portanto, também para a recessão, tiveram importante papel na formalização dos motivos para o impeachment da ex-presidente Dilma Roussef.

A crítica à política de preços da Petrobras feira pelo ex-presidente é, também, natural. Durante o governo do PT, a Petrobras não praticou a paridade dos preços de seus produtos com o mercado internacional, o que contribuiu para a descapitalização da empresa.

Além disso, faz sentido que o ex-presidente não tenha também manifestado intenção em privatizar a estatal. Durante seu governo e o de sua sucessora, a Petrobras endividou-se e torrou dezenas de bilhões de dólares em projetos industriais superfaturados e até hoje inconclusos, como os já citados Abreu e Lima e Comperj, além de ter gasto outras centenas de milhões de dólares na compra de ativos sucateados, como a refinaria de Pasadena, nos EUA, em 2006, que só seria revendida em 2019, por uma fração do custo de aquisição original.

Com a queda no preço do petróleo, de 2014 em diante, a deterioração no balanço da empresa tornou-se visível e ajudou a viabilizar os primeiros resultados da Operação Lava Jato que, posteriormente, levaria vários dos diretores da empresa à época do governo do PT a devolverem à Justiça enormes quantias que haviam sido desviadas ao longo do período.

Muito mais poderia ser dito sobre os métodos de operação do PT e de sua perniciosidade para o país. Por exemplo, a relação corrupta entre figuras importantes do partido e de seus aliados com uma das maiores empreiteiras do Brasil, no decurso de um longo período, detalhada no impressionante livro “A Organização”, de Malu Gaspar.

Neste artigo, nosso objetivo é apenas esclarecer que a instrumentalização da Petrobras e do BNDES para objetivos políticos e as práticas fiscais irresponsáveis estiveram no cerne do projeto de espoliação de recursos do Brasil executado pelo PT entre 2003 e 2016.

Não deveria causar surpresa, portanto, a defesa de idéias, por parte do ex-presidente que, apesar de em si mesmas constituírem “apenas“ má política econômica, não por coincidência integram o mesmo arcabouço que potencializou o vendaval de recessão e impunidade para o qual seu partido arrastou o Brasil, deixando feridas e consequências que levarão décadas para serem absorvidas.

O contraste dessas práticas com os resultados do atual governo não poderia ser maior.

No plano fiscal, o teto de gastos, ainda que abalado pela PEC 23/2021, permanece de pé e permitirá a este governo, como vem destacando repetidamente o ex-secretário do Tesouro Nacional Mansueto Almeida, tornar-se o primeiro, desde a Constituição de 1988, a encerrar seu quadriênio exibindo um gasto menor como proporção do PIB do que aquele observado em seu início.

Boa parte desse resultado advém da disciplina imposta pela atual administração às contas da Previdência e às despesas com pessoal.

gráfico 1 abaixo mostra o reajuste médio do salário-mínimo em cada quadriênio desde 1998.

Já o gráfico 2 exibe com clareza o papel da queda do número de funcionários públicos federais desde 2018, resultado da prática da atual administração de não repor a aposentadoria de servidores (note-se, em oposição, o enorme aumento no número de servidores observado entre 2003 e 2013, quando o PT esteve no governo).

gráfico 3 mostra o resultado na variação real da despesa com pessoal – que passou de aumento anual de 4%, na era PT, à queda de 3%, na atual administração.

No que se refere ao BNDES, além do retorno de R$ 218 bilhões em capital do banco ao Tesouro Nacional entre 2019 e 2022, as concessões anuais, no presente quadriênio, têm se mantido inferiores a 1% do PIB, as menores desde a década de 1990.

Finalmente, no que se refere à Petrobras, a atual administração deu continuidade ao trabalho de saneamento iniciado no governo Temer, que permitiu resgatá-la de uma situação falimentar em 2015 – quando a realidade da empresa, dilapidada pela corrupção, era tão precária que ela sequer pôde honrar as datas de publicacao de diversos de seus balanços entre 2014 e 2016.

Hoje, a Petrobras é uma empresa saudável, que distribuirá, em 2022, de forma completamente livre de malabarismos contábeis, quase R$ 400 bilhões aos governos federal e estaduais, na forma de dividendos, royalties, e impostos diversos, representando, de modo oposto ao observado no período do PT, um notável indutor de fortalecimento tanto para as contas públicas quanto para o crescimento da economia.

Alguns poderiam argumentar que, apesar de toda a malversação de recursos públicos praticada pelo PT, a economia logrou crescer em boa parte do período em discussão. É verdade.

No entanto, isso ocorreu por uma combinação dos seguintes fatores: algumas escolhas minimamente acertadas de política econômica; ponto de partida da economia brasileira, em 2002, extremamente desfavorável (juros de 25%, inflação de 12%, taxa de câmbio depreciada, relação crédito/PIB de apenas 26%), indicadores que puderam ser melhorados sem muita dificuldade nos anos subsequentes; enorme crescimento da China e correspondente ciclo de commodities favorável à economia brasileira; e, ainda, crescimento da população em idade ativa superior a 1,5% ao ano.

Esse conjunto de circunstâncias permitiu que os mencionados descalabros na política fiscal, as políticas de crédito irresponsáveis e a má utilização de recursos públicos permanecessem escamoteados durante muitos anos, até que a inversão do ciclo de commodities expusesse os diversos malfeitos já descritos.

As circunstâncias da economia local e global, hoje são muito mais adversas do que as vigentes àquele período. A repetição das mesmas políticas praticadas, como defende o ex-presidente, portanto, seriam punidas com muito mais velocidade, por meio de resultados econômicos muito ruins e a rápida intensificação do empobrecimento do Brasil.

Cabe ainda um último comentário sobre a preferência pelo PT, em relação à atual administração, abertamente defendida por respeitados observadores da cena nacional, sob o argumento de que a reeleição do incumbente representaria um “risco à democracia”.

É verdade que a corrupção de agentes públicos e o uso de empresas estatais para fins de interesse do grupo político no poder está presente no Brasil, e em diversos outros países, desde longa data.

Nesse aspecto, porém, a inovação implementada pelo PT viria a ser o sequestro sistemático dos recursos do Estado e seu direcionamento a fundos partidários e pessoais de alguns de seus integrantes ou aliados, de modo a apoiar a perpetuação do partido no poder.

Em dois séculos de independência, essa foi a primeira vez em que o país e seus recursos viram-se reféns de um grupo político organizado em torno de tal objetivo.

No plano da história do Brasil, esse nível de espoliação pode ser comparado apenas ao ciclo do ouro no século XVIII, quando a Coroa portuguesa apertou o garrote sobre a economia local e dela extraiu todos os recursos que pôde para sustentar o restante de seu império ultramarino.

Há aqui, obviamente, uma importante diferença: os integrantes do PT são, em sua maioria, pelo menos no papel, brasileiros, ao passo que o Brasil, à época do ouro das Geraes, era uma colônia de Portugal.

Outras comparações pertinentes são as formas de patrimonialismo extremo observadas na antiga Rússia Imperial ou em algumas ditaduras contemporâneas da África.

A violência praticada ao Estado de Direito no Brasil pelo PT, na forma dos esquemas de corrupção amplamente documentados nos autos de múltiplas cortes, delações de empresários, livros e toda espécie de mídias, é inquestionável.

A democracia – ingênua ou dolosamente associada por muitos à simples prática do sufrágio universal – é apenas um pequeno componente do Estado de Direito que, em nosso país, está sim seriamente ameaçado.

Não pelo atual líder do Poder Executivo que, apesar de sua retórica por vezes virulenta, não avança para além de suas atribuições e nem desrespeita a ordem constitucional, diferentemente de alguns integrantes de outros poderes constituídos.

O retorno do PT ao poder seria um desastre do qual o país pode não ter chance de se recuperar.

Pedro Jobim – Sócio fundador da Legacy Capital. Atua no mercado financeiro desde 2002, tendo sido economista-chefe do banco Itau BBA e da tesouraria do banco Santander. É engenheiro mecânico-aeronáutico formado pelo Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), mestre em economia pela PUC-Rio e Ph.D em economia pela Universidade de Chicago.

InfoMoney

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