A presidente nacional do PT, Gleisi Hoffmann, nega a informação da coluna ‘Radar’ da revista Veja, de que o PT havia feito um acordo com o PSB paraibano para a apoiar a pré-candidatura a reeleição de João Azevêdo.
Com isso, a parlamentar reforça a informação dada com exclusividade pelo Blog do BG PB, de que o PT no estado vai marchar ao lado do senador Veneziano Vital (MDB) na disputa ao Palácio da Redenção.
Recentemente o ex-presidente Lula, inclusive, já chegou a gravar um vídeo oficializando a posição do partido pró-Veneziano.
A coluna da revista Veja frisava que “O petismo vai apoiar candidatos socialistas em cinco estados: MA, PE, PB, ES e RJ” e ainda informava que no Rio Grande do Sul e em outros locais a ‘briga’ pelo apoio do PT ainda continuava.
Nos últimos anos, montantes cada vez mais expressivos de dinheiro público foram depositados nas contas dos partidos políticos brasileiros. Uma dessas fontes é o Fundo Partidário, um aporte anual do Tesouro para as legendas que tem por objetivo, na letra da lei, custear o funcionamento das agremiações. Na prática, porém, serve também como reserva para bancar luxos e privilégios de dirigentes e líderes das siglas.
As prestações de contas de 2021, apresentadas ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), dão uma clara ideia da falta de parcimônia no gasto dos recursos. Levantamento feito pelo Estadão encontrou despesas milionárias com voos de jatinhos e hotéis. O PDT, por exemplo, gastou quase R$ 30 mil para enviar seu presidente, Carlos Lupi, e outro filiado ao encontro da Internacional Socialista, realizado em um resort em Cancún.
Conforme os documentos apresentados pela sigla trabalhista, a dupla chegou dois dias antes e retornou três dias depois do evento da esquerda no Caribe, realizado na primeira quinzena de outubro.
Os partidos prestaram contas no ano passado de pelo menos R$ 18 milhões com hospedagens e passagens aéreas para seus dirigentes e filiados, além de R$ 3,1 milhões em despesas com jatinhos.
A reabilitação dos direitos políticos do ex-presidente e pré-candidato do PT ao Palácio do Planalto, Luiz Inácio Lula da Silva, após a anulação das condenações do petista na Lava Jato, movimentou os recursos do Fundo Partidário da sigla com uso de jatinhos. Os voos tiveram a presença da socióloga Rosângela da Silva, mulher de Lula, assessores e seguranças. A informação foi antecipada pelo site Metrópoles, e confirmada pelo Estadão.
Para os deslocamentos de Lula e seu staff, o PT gastou R$ 698,8 mil. Em maio, o petista viajou a Brasília por R$ 83 mil. Em agosto, preencheu sua agenda com cidades do Nordeste, e voou para o Recife, São Luís, Fortaleza, Natal e Salvador. Todo o giro custou R$ 498 mil. Entre os passageiros dos voos estavam também a presidente do PT, Gleisi Hoffmann, o ex-prefeito Fernando Haddad e o secretário nacional de Comunicação do PT, Jilmar Tatto. O ex-assessor da Presidência da República Edson Antônio Moura Pinto, que ficou conhecido por comprar pedalinhos para o sítio Santa Bárbara, em Atibaia (SP), também estava na lista de passageiros.
Do total de gastos com jatos informados ao TSE, R$ 2,1 milhões serviram às campanhas dos deputados Arthur Lira (Progressistas-AL) e Baleia Rossi (MDB-SP) à presidência da Câmara. O tour de Lira passou por 27 cidades, percorridas em 31 voos de jatinho, pelo valor de R$ 1,1 milhão, em um Cessna, avaliado em US$ 7 milhões em valor de mercado. Estavam na lista de habilitados a viajar no jato executivo seis correligionários do parlamentar e políticos de outras legendas, como os deputados Marcelo Ramos (PSD-AM), Hugo Leal (PSD-RJ), Celso Sabino (União-PA), Elmar Nascimento (União-BA), Luis Tibé (Avante-MG), Luis Miranda (Republicanos-DF) e Silas Câmara (Republicanos-AM).
Rival de Lira, Baleia Rossi pagou R$ 1 milhão em 23 voos a 13 diferentes cidades de norte a sul. Nos documentos de prestações de contas não constam os nomes dos passageiros. Segundo o MDB, além de Baleia, estavam na lista mais nove deputados, incluindo o ex-presidente da Câmara Rodrigo Maia (PSDB) – atualmente licenciado do mandato.
O União Brasil custeou jatinhos para viagens entre Salvador e Brasília por R$ 267 mil. Em parte dos documentos, consta como único passageiro o dirigente do partido ACM Neto. A maior parte destes gastos se dá para a realização de eventos e painéis temáticos. Em alguns casos, há o pagamento de hotéis luxuosos.
No PDT, uma viagem a Cancún custou R$ 29,7 mil à legenda. O valor bancou seis diárias no Resort Golf & Spa para Lupi e Eduardo Martins Pereira, integrante da Executiva Nacional do partido. O hotel tem acesso irrestrito a comida e bebida, além de quartos com vista para o mar do Caribe. O hotel sediou o encontro da Internacional Socialista, do qual a dupla participou, nos dias 8 e 9 de outubro. A estadia, porém, durou entre os dias 6 e 12 daquele mês.
No PSDB, somente as prévias que levaram à escolha do ex-governador João Doria – cuja candidatura ao Planalto naufragou – custaram mais de R$ 12 milhões, se somados os gastos com passagens aéreas, aluguel de imóveis e do software para votação que apresentou diversas falhas durante o pleito. As prévias tucanas foram também o evento mais caro promovido por um partido em 2021. O PSDB acabou retirando a pré-candidatura de Doria.
Os recursos do Fundo Partidário costumam ser usados para custear o aluguel de imóveis para sediar as legendas. O maior gasto de 2021 relacionado à sede de uma agremiação foi feito pelo PSL, que comprou uma casa de 500 metros quadrados por R$ 5,4 milhões na Avenida Nove de Julho, em São Paulo. Hoje, este é o escritório do União Brasil.
O Fundo Partidário chegou a quase R$ 1 bilhão no ano passado. Desde 2018, se somou ao fundo eleitoral (R$ 4,9 bilhões disponíveis para 2022) como recursos públicos para campanhas e partidos. Com a aprovação da minirreforma eleitoral, passou a ser permitido o uso do Fundo Partidário para custear de forma indireta serviços nas campanhas, como impulsionamento de conteúdo na internet, compra de passagens aéreas e contratação de advogados, segundo o TSE.
Os partidos citados disseram que os gastos foram legais e devidamente informados ao TSE. O PT afirmou que os deslocamentos de Lula e de dirigentes “muitas vezes têm de ser feitos em aeronaves fretadas” e disse ter como critérios para a contratação do serviço “a capacidade de passageiros, autonomia de voo, disponibilidade de datas e competitividade de preços”.
O MDB afirmou ter feito os fretamentos de Baleia Rossi “de forma extraordinária e única, sob critérios de economicidade”, somente em janeiro de 2021, período que antecedeu a eleição da Câmara.
Segundo o PDT, a viagem de Lupi a Cancún “contempla dias de ida e retorno e agendas da Internacional Socialista, e reuniões do colegiado dos vice-presidentes, nos dias anteriores e posteriores à reunião”.
O PSDB afirmou que as prévias envolveram nove meses de trabalho, e que os gastos de R$ 12 milhões foram com viagens da militância e dos pré-candidatos, cadastramento de filiados, debates internos e externos e a realização de evento em Brasília com mais de 700 mandatários tucanos de todo o País.
Procurados, Progressistas, PL e PSL não responderam.
Um vereador do município de Sousa e um comerciante foram alvos de um atentado neste domingo (17), quando retornavam em um carro de uma festa no município de São Bento, na Paraíba.
O carro foi atingido com pelo menos seis disparos, mas só o comerciante Robson Sergio de Souza, foi atingido com um tiro na cabeça. Ele perdeu o controle da direção e colidiu em um poste. Já o vereador Juninho de Zilda (PTB) saiu ileso do atentado.
O caso aconteceu na rodovia PB-293, saída de São Bento para Paulista, região de Catolé do Rocha.
O SAMU prestou os primeiros socorros e a vítima foi encaminhada em estado grave para um hospital local e deverá ser transferido para uma outra unidade.
O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Luiz Edson Fachin, declinou nesta sexta-feira (15) de um convite do presidente Jair Bolsonaro para que comparecesse na próxima segunda-feira (18) a um encontro com embaixadores no Palácio da Alvorada.
Por “dever de imparcialidade”, já que preside a Justiça Eleitoral, Fachin informou que não pode comparecer a eventos organizados por candidatos ou pré-candidatos — Bolsonaro é pré-candidato à reeleição.
Datado de quarta-feira (13), o convite assinado pelo embaixador André Chermont de Lima, chefe do Cerimonial da Presidência da República, não menciona qual é o tema do encontro com os “chefes de missão diplomática”.
Mas, em transmissões pela internet, Bolsonaro tem afirmado que pretende questionar os resultados de eleições. Ele frequentemente ataca o processo eleitoral e as urnas eletrônicas, mas nunca apresentou provas — inclusive já admitiu isso — das acusações de fraude que costuma fazer.
“Incumbiu-me o Senhor Presidente do Tribunal Superior Eleitoral de agradecer ao honroso convite, mas, na condição de quem preside o Tribunal que julga a legalidade das ações dos pré-candidatos ou candidatos durante o pleito deste ano, o dever de imparcialidade o impede de comparecer a eventos por eles organizados”, respondeu em ofício Fernanda Jannuzzi, chefe do Cerimonial do TSE.
O anúncio da reunião com os embaixadores foi feito por Bolsonaro em uma transmissão ao vivo por rede social no último dia 7. Ele afirmou que convocaria o encontro para falar sobre “como é o sistema eleitoral brasileiro”, com documentos sobre as eleições de 2014 e 2018.
“Será um PowerPoint mostrando tudo o que aconteceu nas eleições de 2014, 2018, documentado, bem como essas participações dos nossos ministros do TSE, que são do Supremo, sobre o sistema eleitoral”, declarou na ocasião. Na última terça-feira (12), Bolsonaro disse que o encontro reunirá “uns 50 embaixadores”.
Em 31 de maio, o TSE realizou o evento “Sessão informativa para embaixadas: o sistema eleitoral brasileiro e as eleições de 2022”, no qual diplomatas estrangeiros ouviram exposições de ministros e secretários do tribunal sobre as eleições e o sistema eletrônico de votação.
Bolsonaro chegou a reclamar do evento promovido pelo TSE. “Vê o que aconteceu na semana passada: o ministro Fachin convida, e aproximadamente 70 embaixadores vão ao TSE para ouvir dele as maravilhas que são as urnas eletrônicas brasileiras”, afirmou em 6 de junho.
Antes do evento com os embaixadores, o tribunal fez o teste de segurança das urnas eletrônicase respondeu às recomendações do Ministério da Defesa sobre o sistema eleitoral.
O pagamento dos auxílios a caminhoneiros e taxistas deve começar apenas em agosto, segundo o governo federal informou nesta sexta-feira (15). Como uma espécie de compensação, as categorias receberão no próximo mês duas parcelas dos benefícios aprovados pelo Congresso Nacional. Serão feitos seis pagamentos até o fim deste ano.
A proposta do parlamentou que permitiu a criação dos subsídios previa o início dos repasses em julho, mas o Executivo fará as primeiras transferências apenas na primeira quinzena de agosto.
Com isso, para evitar que os profissionais fiquem sem o valor que deveria ser disponibilizado em julho, o governo pagará uma parcela retroativa no mês que vem.
Para os caminhoneiros, o valor será de R$ 1 mil. Segundo o Ministério do Trabalho e Previdência, os dados dos profissionais foram repassados pela Agência Nacional de Transportes Terrestres e estão sendo checados para que os pagamentos sejam efetuados aos que são aptos a recebê-los.
Para evitar o recebimento indevido do voucher, somente transportadores registrados como autônomos no Registro Nacional de Transportadores Rodoviários de Cargas até 31 de maio de 2022 farão jus ao benefício. O custo total da medida é estimado em R$ 5,4 bilhões.
Valor para os taxistas segue indefinido
Com relação aos taxistas, o governo terá de calcular quanto será repassado a cada profissional, visto que o Congresso Nacional não definiu um valor específico para o benefício. O subsídio terá um impacto de R$ 2 bilhões aos cofres públicos.
Para ter direito à ajuda, os taxistas precisarão apresentar um documento de permissão para prestação do serviço, feito pelo poder público municipal ou distrital, que tenha sido emitido até 31 de maio deste ano.
O Ministério do Trabalho e Previdência informou que vai solicitar os documentos aos 5.570 municípios do país para liberar o auxílio à classe.
A pasta destacou que, desde a semana passada, “realiza ações para que o pagamento dos auxílios para caminhoneiros e para taxistas seja feito o mais breve possível”.
“É importante ressaltar que o Ministério do Trabalho e Previdência, com toda integridade e transparência, reconhece a relevância dos benefícios para o país e não medirá esforços para que os profissionais sejam amplamente atendidos”, frisou o órgão.
A Câmara dos Deputados enviou à sanção, nessa sexta-feira (15.jul.2022), o projeto que cria piso salarial para a enfermagem. O envio foi antes de os congressistas apontarem a origem dos recursos que bancarão a medida.
O texto diz que que os enfermeiros contratados pelo setor público e pelo setor privado nas regras da CLT (Consolidação das Leis do Trabalho) ganhem ao menos R$ 4.750. Técnicos de enfermagem devem ganhar, no mínimo, R$ 3.325, e auxiliares de enfermagem e parteiras, pelo menos R$ 2.375.
O grupo de deputados que analisou a proposta estima gasto anual de R$ 16,3 bilhões, contando Estado e iniciativa privada. O governo calculou a cifra em R$ 22 bilhões, também incluindo poder público e empresas.
A Câmara dos Deputados aprovou o projeto em 4 de maio. Como o Senado já havia analisado a proposta, faltava só a sanção presidencial para a medida entrar em vigor.
O prefeito de São Bento, Jaques Lúcio, revelou, na noite desta sexta-feira (15), esforços para que o governador João Azevêdo (PSB) e o deputado federal Efraim Filho (União Brasil) estivessem na mesma chapa majoritária para disputar o Governo da Paraíba nas eleições deste ano.
Em entrevista ao programa Hora H, apresentado pelo jornalista Wallison Bezerra, na Rede Mais Rádio, o gestor disse que chegou a ter várias conversas nesse sentido antes que Efraim deixasse a base de João.
“Eu gostaria muito que a equação de Efraim com João Azevêdo tivesse sido realizada e um fosse o governador e o outro o senador. Era o meu desejo pessoal e como gestor. Eu tentei de ambas as partes tanto para com o governador quanto para Efraim. Dialoguei muito com os dois e também com o ex-senador Efraim Morais”, destacou.
Apoiador dos dois políticos, o chefe do Poder Executivo municipal acredita no êxito de Efraim e João Azevêdo na disputa eleitoral, mesmo estando eles com candidaturas em chapas diferentes.
“Eu creio que, mesmo não estando numa chapa, como são duas pessoas trabalhadoras e idôneas, tenho certeza que chegarão lá, mesmo sem está no mesmo lugar. Efraim como senador da Paraíba e João Azevêdo reeleito como governador”, finalizou.
O programa Hora H desta sexta-feira foi gerado direto de São Bento, através da Rádio Solidária FM. A cidade realiza neste final de semana o festival ‘Balançado a Rede’.
O apresentador Datena foi multado em R$ 5 mil por campanha antecipada em ação do Ministério Público Eleitoral de São Paulo (MPE-SP).
O processo foi julgado procedente pelo Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) nesta quinta-feira.
A ação se refere a um vídeo publicado por Datena em 4 de junho, quando ainda era pré-candidato ao Senado pelo PSC. Nele, o apresentador reafirma que concorrerá ao cargo na chapa de Tarcísio de Freitas, pré-candidato do Republicanos ao governo de São Paulo, e diz que ambos serão eleitos juntos com “votação fantástica”:
“É exatamente pela sua confiança, povo de São Paulo, que eu reafirmo a minha pré-candidatura ao Senado, ao lado do Tarcisio, que será eleito governador, nós seremos eleitos juntos com uma votação que você vai nos dar, vai ser fantástica, e este é um recado principalmente a pretensos aliados do presidente, que parecem estar fazendo campanha exatamente para o adversário ou os adversários. Muito obrigado, bom dia, com Deus e saúde”, diz Datena no vídeo, que já havia sido retirado por decisão liminar do TRE-SP.
Segundo a decisão, mesmo tendo desistido de disputar o Senado, a pré-candidatura do apresentador ainda era uma realidade quando as mensagens foram veiculadas. Caberia, portanto, a aplicação da multa por propaganda antecipada.
A ação pede que Datena seja “condenado ao pagamento de multa acima do mínimo legal, pois notória a expressividade de seu patrimônio”.
Da bancada da Paraíba, somente dois deputados federais votaram contra a PEC dos Benefícios, também chamada de PEC Kamikaze.
Os parlamentares contrários à proposta foram Frei Anastácio (PT) e Pedro Cunha Lima (PSDB). O petista já havia justificado seu posicionamento sobre a matéria e agora o tucano também revelou o motivo de seu voto contrário.
“Eu, naturalmente, sabia que esse questionamento iria aparecer, mas é preciso ter coragem para fazer o que é certo e não pensando apenas de maneira imediatista. O que mais massacra o pobre é a inflação. O que mais torna a vida de quem não tem nada ainda mais difícil é uma economia que não gera empregos e oportunidades. Não é justo com nossa população criar um benefício apenas nos meses da eleição. Janeiro chega e o que é que a gente vai ter em janeiro? Mais inflação, uma economia ainda mais destroçada, pessoas sem uma perspectiva de melhora real”, disse o parlamentar que é pré-candidato ao Governo da Paraíba.
Comente aqui