O presidente Jair Bolsonaro (PL) contou, nesta terça-feira (26), que a maior decepção durante sua gestão ocorreu com o ex-ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta e com a possível aprovação do Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos (Revalida) para médicos formados no Brasil.
“Uma covardia no Brasil todo. O Mandetta quase aprova o Revalida para todo mundo aí. Maior decepção da minha vida com um ministro foi isso aí. E antes queria aprovar o Revalida para as particulares“, disse Bolsonaro, durante conversa com apoiadores, no Palácio da Alvorada.
O Revalida é uma prova de avaliação e qualificação exigida para médicos formados fora do Brasil. A medida é defendida por Mandetta também para os profissionais brasileiros. O exame, no entanto, é alvo de críticas de Bolsonaro, que descartou a possibilidade da ação dias após ser eleito, em 2018.
“Eu sou contra o Revalida para os médicos brasileiros, senão vai desaguar na mesma situação que acontece na OAB. Não podemos formar jovens e depois submetê-los a ser boys de luxo em escritórios de advocacia“, disse o presidente.
Mandetta foi demitido do cargo de ministro da Saúde em abril de 2020, diante da divergência pública entre o presidente e o chefe da principal pasta do governo no combate à pandemia da Covid-19.
O presidente do PSD em João Pessoa e deputado estadual, Felipe Leitão, revelou, nesta terça-feira (26), que o partido está satisfeito com a indicação de Lucas Ribeiro (PP) como vice de João Azevêdo (PSB), confirmando uma aproximação entre a sigla e a pré-candidatura do atual governador.
“Estava muito cristalino e nítido que o PSD marcharia junto com o PP, já que são partidos ‘coirmãos’, digamos assim, que marcham de uma forma unificada. Eu não conseguia ver o PP num canto e o PSD, no outro”, disse o deputado estadual.
Apesar do PSD andar junto com os Progressistas, ainda não haviam confirmado nenhum apoio para as Eleições 2022. O principal nome do partido no estado, a senadora Daniella Ribeiro (PSD), tinha confirmado que tomaria uma decisão após o São João.
No entanto, mesmo sem nenhuma confirmação de apoio a João ainda, Felipe se mostrou contente com a escolha de Lucas Ribeiro, porque não só foi a indicação do Progressistas, mas também foi uma indicação referendada pelo próprio PSD.
“Então, o PSD se sente inteiramente contemplado com o anúncio do governador João Azevêdo, que alçou Lucas Ribeiro para ser companheiro de chapa […] Acredito que nas próximas horas nós teremos novidades, o ato formal da presidenta Daniella Ribeiro se pronunciando sobre o apoio do partido”, concluiu.
O vice-prefeito de Campina Grande Lucas Ribeiro (PP), comentou, nesta terça-feira (26), escolha para compor a chapa de João Azevêdo (PSB) como candidato a vice-governador e disse que a ida para o grupo do governador não afeta sua relação com o prefeito Bruno Cunha Lima (PSD).
Em entrevista ao programa Hora H, apresentado pelo jornalista Wallison Bezerra, na Rede Mais Rádio, Lucas agradeceu ao governador e a todos os partidos que englobam o projeto.
“É um convite que muito me honra em poder está a disposição do nosso Estado. O que mais me motiva agora é trabalhar pela Paraíba e fazer o que tenho realizado em Campina Grande. Para mim, será uma honra está nessa batalha”, afirmou.
Sobre a questão de Campina Grande, onde o prefeito é adversário ao governador João Azevêdo, o progressista disse que está tranquilo em relação a decisão que tomou e que espera manter a mesma relação com Bruno Cunha Lima.
“Temos consciência que o nosso papel está sendo cumprido como partido aliado. Tanto auxiliando na campanha quando fomos vice-prefeito e agora auxiliando na gestão. Independente de posicionamento, acima de tudo, estará Campina Grande, independente de qualquer coisa. Estamos tranquilos e a disposição”, garantiu.
Indicado para ser vice na chapa de João Azevêdo, o vice-prefeito de Campina Grande, Lucas Ribeiro, revelou que a composição da chapa deve ser anunciada nesta terça-feira (26).
“Houve realmente essa conversa neste final de semana e chegou-se a um consenso nesse sentido da indicação do progressistas a vice do governador João Azevêdo. Então os próximos passos de anúncio desse nome, daremos em breve. Possivelmente terça-feira, daremos esse encaminhamento a público”, disse o vice-prefeito de Campina Grande.
De acordo com Lucas, o grupo está conversando com o prefeito de Campina Grande Bruno Cunha Lima (PSD) sobre o atual cenário. Ele ainda declarou que não se pode misturar uma eleição municipal com estadual.
“Desde a eleição de 2020 já tínhamos sinalizado em João Pessoa essa aliança. O prefeito Cícero, através do Progressistas, fez uma aliança com o governador, e desde a vitória, tinha o interesse de se expandir para o Estado, afunilar, e é o que tem acontecido”, destacou.
Um integrante do diretório estadual do MDB em Alagoas, presidido pelo senador Renan Calheiros (MDB-AL), acionou o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) nesta segunda-feira (25) para pedir a suspensão da convenção nacional do partido, marcada para esta quarta (27).
No evento, o partido deve confirmar a candidatura da senadora Simone Tebet (MDB-MS) à Presidência da República.
O autor da ação é Hugo Wanderley Caju, eleito pelo diretório alagoano do MDB como representante na convenção nacional da sigla.
No documento, Caju afirma que a plataforma escolhida para a realização da reunião “não é capaz de garantir o sigilo do voto” na convenção. Segundo ele, o voto secreto é garantido pelo estatuto do MDB e o sistema escolhido “não é capaz de assegurar esse nível primordial de segurança e de sigilo das informações”.
O representante estadual também pede que a convocação da convenção seja anulada.
“A realização da Convenção Nacional Ordinária […] vulnera tal garantia [do sigilo do voto], por se tratar de meio comprovadamente inidôneo para assegurar o padrão de sigilo necessário a deliberações dessa natureza. O problema não é, portanto, o modo pelo qual a convenção será realizada (presencial ou virtualmente), mas, sim, a tecnologia oferecida aos filiados com direito a voto”, afirma o autor da ação.
Em uma rede social, o diretório nacional do MDB disse ter confiança no sistema eletrônico escolhido.
“O MDB irá responder ao TSE a ação apresentada pelo emedebista alagoano Hugo Caju. A assessoria jurídica do partido tem plena convicção de êxito. O MDB confia na segurança do sistema eletrônico de votação, aliás como a maioria dos brasileiros”, publicou o perfil oficial do partido.
Renan Calheiros, que preside o MDB em Alagoas, vem defendendo o apoio da sigla à candidatura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do PT, de quem é aliado. Ele e outros caciques do partido, em especial os das regiões Norte e Nordeste, são próximos ao petista.
No mesmo documento, o representante do diretório alagoano do MDB pede ao TSE, além da anulação da convocação da convenção e da suspensão da reunião:
a convocação das eleições partidárias em modalidade que garanta o sigilo das votações; e
caso a convenção não seja suspensa antes da realização, que sejam anuladas as decisões tomadas.
Disputa interna
Representantes de alas distintas do MDB vêm protagonizando, nas últimas semanas, uma disputa interna para decidir quem a legenda apoiará no primeiro turno das eleições para presidente.
No último dia 18, lideranças de 11 estados se reuniram em São Paulo para declarar apoio à pré-candidatura de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à Presidência.
No dia seguinte, o MDB divulgou uma nota assinada por dirigentes do partido em 19 estados para reiterar apoio à pré-candidatura de Simone Tebet.
Além do próprio MDB, PSDB e Cidadania estão unidos em uma aliança para lançar a candidatura de Tebet – definida pelos partidos como a “terceira via” para enfrentar a polarização entre Lula e Bolsonaro.
Para compensar o aumento dos gastos com a aprovação dos benefícios previstos na Proposta de Emenda à Constituição (PEC) dos Auxílios, o Ministério da Economia pediu que as quatro grandes estatais mudem sua política de dividendos e paguem mais ao Tesouro Nacional.
O ofício foi enviado à Caixa Econômica, Petrobras, Banco do Brasil e Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social.
A PEC dos Auxílios foi aprovada no fim de junho e estipula um pacote de R$ 41,25 bilhões para reduzir o impacto dos aumentos sucessivos nos preços dos combustíveis.
A informação foi confirmada pelo secretário especial do Tesouro e Orçamento do Ministério da Economia, Esteves Colnago, nesta segunda-feira (25), durante coletiva. Segundo ele, o governo pediu que as estatais aumentem o repasse aos acionistas e tornem os pagamentos à União trimestrais ao invés de semestrais.
“Enviamos um ofício geral em que a gente pede para que eles estudem a possibilidade, respeitada a política de investimentos e respeitados os eventuais requerimentos de Basileia, o que eles podem eventualmente pagar de dividendos e se eles podem nesse exercício pagar trimestralmente e não semestralmente”, disse.
Com essa mudança, o pagamento que seria feito de dividendos no 1º trimestre de 2023 poderia ser feito ainda neste ano.
Colnago afirmou que, até o momento, apenas o Banco do Brasil respondeu, dizendo que não seria possível atender ao pedido do governo.
“Para essas despesas que foram criadas de forma emergencial com a PEC e com a perda de arrecadação da Lei Complementar 194, que somam R$ 58 bilhões, a gente está buscando ter receitas extraordinárias na mesma magnitude”, afirmou Colnago.
“A parte de despesas já foi arcada com uma receita que não estava entrando, mas a gente gostaria que a parte do índice de receitas também fosse arcada com receita extraordinária”, disse. “Foram criadas obrigações excepcionais, nós pagamos também com receitas excepcionais”, finalizou.
O deputado federal Ruy Carneiro (PSC), afirmou, nesta segunda-feira (25), que não há disputa por vaga na chapa majoritária do deputado federal Pedro Cunha Lima (PSDB) para o Governo do Estado nas eleições 2022.
Em entrevista ao programa Hora H, apresentado pelo jornalista Wallison Bezerra, na Rede Mais Rádio, o parlamentar disse que para o seu partido, o PSC, o importante é que se forme uma composição competitiva para disputar as eleições.
“Não existe essa disputa de partidos para fazer composição na chapa. O que existe é o objetivo de fazer uma chapa competitiva e qualificada para governar a Paraíba. Essa questão de que seja do PSC, do Cidadania, do PSDB, isso é detalhe menor”, argumentou.
Ruy disse ainda que acredita que a eleição só será definida no segundo turno e defendeu várias candidaturas no pleito.
“Para que as pessoas tenham oportunidade de ouvir propostas, fazer suas análises, ouvir programas de governo, o confronto de ideias e sobrarão dois para que a população escolha”, afirmou.
O pré-candidato a governador da Paraíba, Veneziano Vital do Rêgo (MDB) reuniu na tarde e noite deste domingo (24), na cidade de Capim, no Vale do Mamanguape, seis prefeitos, numa festa de reafirmação de apoios à sua pré-candidatura ao Governo da Paraíba. A festa teve a presença de vários líderes políticos de cidades da região e de outros municípios paraibanos.
Veneziano agradeceu os apoios e reafirmou seu compromisso com os municípios, destacando a necessidade de que a Paraíba volte a ter um gestor que saiba ouvir os prefeitos e as lideranças municipais, acolhendo os anseios da população. “Serei um governador aberto ao diálogo, como tenho feito como Senador, recebendo a todos, ouvindo a todos, independente de bandeira ou de opções políticas. A Paraíba precisa mudar e nós estamos nos propondo a isso. Este evento, hoje, é um divisor de águas e marca a arrancada de uma jornada de vitória”, destacou Veneziano.
Estiveram presentes os prefeitos Tiago Lisboa, de Capim; Elias Costa, de Jacaraú; Totó Ribeiro, de Curral de Cima; Marinaldo Cruz, de Logradouro; Léo Bandeira, de Lucena; e Manoel Júnior, de Pedras de Fogo.
O Instituto FSB Pesquisa e o BTG Pactual divulgaram nesta segunda-feira (25) pesquisa quantitativa realizada por telefone (via CATI), entre os dias 22 e 24 de julho. Foram entrevistados 2 mil eleitores sobre as eleições presidenciais deste ano. Confira abaixo nos cenários Espontâneo e Estimulado.
Na pergunta espontânea “Se as eleições fossem hoje, em quem você votaria para presidente da República?”, o ex-presidente Lula fica com 40%; Bolsonaro, com 30%, Ciro Gomes, com 3%; e Simone Tebet, com 0%. Os demais candidatos somaram 2%; 6% responderam, nenhum; 4%, branco ou nulo; e 15%, não sabem ou não responderam.
Na intenção de voto estimulada (com cenário completo), Lula soma 44%; Bolsonaro, 31%; Ciro Gomes pontua 9%; Simone Tebet, 2%; André Janones, 2%; Pablo Marçal aparece com 1%; Vera Lúcia, José Maria Eymael, Sofia Manzano, Luciano Bivar e Leonardo Péricles empatam com zero; 5% responderam nenhum; 2%, branco ou nulo; e 3% não sabem ou não responderam.
A pesquisa está registrada no TSE sob o número BR-05938/2022.
O presidente Jair Bolsonaro (PL) será o 1º chefe do Executivo a disputar a reeleição com uma “chapa pura”, aquela formada por nomes do mesmo partido. Escolhido como o número 2 da chapa, o general Walter Braga Netto se filiou ao PL em março.
Bolsonaro também será o 1º desde 1998, quando a reeleição foi permitida, a trocar o candidato a vice-presidente antes de tentar se manter no poder por mais 4 anos. Fernando Henrique Cardoso, do PSDB, Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff, do PT, repetiram os nomes de seus vice-presidentes quando disputaram o 2º mandato. O atual vice-presidente, Hamilton Mourão (Republicanos), deve disputar cargo no Senado pelo Rio Grande do Sul.
Bolsonaro também é o 1º chefe do Executivo a trocar de partido entre uma eleição e outra. Uma troca do tipo já havia ocorrido para o cargo de vice: José Alencar, segundo nome na chapa de Lula, trocou o PL pelo PRB ao disputar mais um mandato.
A reeleição para quem ocupava cargos no Poder Executivo em todos os níveis de governo foi autorizada por meio de uma emenda constitucional de 1997.
A medida beneficiou todos que já exerciam mandatos à época, como prefeitos, governadores e o então presidente da República, FHC.
Uma composição “chapa pura” chegou ao 2º turno em 2014, quando os candidatos Aécio Neves e Aloysio Nunes disputaram o Palácio do Planalto pelo PSDB.
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