ALPB

Deputado Estadual mais votado em JP critica TSE: “Preocupado quando a gente chama o ladrão de ladrão”

Postagem 'fake' de Virgolino é repreendida pela Justiça - Marcone Ferreira

Com mais de 49 mil, sendo 31 mil obtidos só em João Pessoa, o deputado estadual reeleito, Walber Virgolino reprovou, nesta quinta-feira (20), as recentes medidas do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em combate às fake news nas Eleições 2022.

“Eu acho que o TSE e o STF deveriam se preocupar era em compra de votos, era na utilização da máquina pública em favor de quem está no poder. Os Estados estão demonstrando isso. Prefeitos e governadores comprando votos, utilizando a máquina pública, e o TSE está preocupado o que o político diz do outro, está preocupado quando a gente chama o ladrão de ladrão”, disse o deputado.

Para o bolsonarista, essa situação está deixando o pleito do próximo dia 30 desigual, causando revolta na “população de bem”, e insinuou que “não vai acabar bem”. Apesar das fake news serem um problema para as eleições, o deputado eleito pelo PL acredita que a luta contra a corrupção é mais importante.

MaisPB

 

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Brasil

MP Eleitoral pede que TSE reprove contas de Haddad e mande petista devolver R$ 5 milhões

O MPE (Ministério Público Eleitoral) recomendou ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral) a reprovação das contas de Fernando Haddad (PT) em 2018, ano em que ele concorreu à Presidência da República. O órgão encontrou inconsistências na prestação de contas do petista de quase R$ 5,05 milhões e sugeriu ao Tribunal que determine a devolução do valor aos cofres públicos.

A manifestação do MPE foi feita pelo vice-procurador-geral eleitoral, Paulo Gustavo Gonet Branco. Segundo ele, a campanha de Haddad não cumpriu o prazo para a entrega do relatório financeiro, recebeu recursos de fontes vedadas, omitiu gastos da prestação de contas final, pagou passagens aéreas em duplicidade, entre outras irregularidades.

“O parecer do Ministério Público Eleitoral não vê como dar as contas por aprovadas e sugere a determinação de ressarcimento ao erário do montante de R$ 4.963.532,17, além de recolhimento ao Tesouro Nacional do valor de R$ 82.560,60, devidamente atualizados”, frisou Gonet Branco. A recomendação dele será analisada pelo ministro Benedito Gonçalves, relator do processo de prestação de contas de Haddad em 2018.

As recomendações do vice-procurador-geral eleitoral seguiram um relatório produzido pela Asepa (Assessoria de Exame de Contas Partidárias) do TSE sobre a prestação de contas de Haddad. De acordo com a assessoria, uma das principais inconsistências cometidas pela campanha de Haddad foi a falta de apresentação de documentação comprobatória de despesas pagas com dinheiro público.

Segundo a Asepa, Haddad apresentou contratos de prestação de serviço “com objetos amplos e genéricos sem especificação das atividades desenvolvidas”, além de não ter discriminado os móveis e/ou equipamentos alugados. O órgão considerou, ainda, que as falhas, além de macularem a transparência e a confiabilidade das contas, comprometeram a efetiva fiscalização dos gastos.

Gonet Branco recomendou que R$ 3,9 milhões utilizados pelo petista sem o devido detalhamento sejam devolvidos ao poder público. “Embora tenha sido devidamente intimado a apresentar documentação complementar para atender às diligências — com posterior dilação do prazo para cumprimento das exigências e do acolhimento da documentação apresentada em mídia física —, o candidato não se desincumbiu de apresentar documentação comprobatória idônea para sanar as irregularidades acima identificadas”, ressaltou.

De acordo o vice-procurador-geral eleitoral, Haddad deixou de explicar a relação com a campanha dele de algumas pessoas que usufruíram de passagens aéreas e diárias pagas pela equipe do petista. Os gastos do ex-presidenciável com isso foram de R$ 109,7 mil. Haddad alegou que não há previsão legal para essa exigência, mas Gonet Branco disse que a jurisprudência do TSE obriga a comprovação de despesas eleitorais com documentos idôneos, que permitam demonstrar a vinculação do gasto com a campanha.

Além disso, o vice-procurador-geral eleitoral constatou que Haddad tem irregularidades no valor de R$ 124 mil decorrentes da falta de apresentação de listas de passageiros dos voos fretados, necessárias para identificar os beneficiários e comprovar o vínculo com a campanha eleitoral.

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Brasil

Redes sociais criticam decisão do TSE para tirar posts do ar em até 2h


A resolução aprovada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), nesta quinta-feira (20), que reduz o prazo para plataformas digitais excluírem publicações contendo fake news, gerou críticas e questionamentos por parte das empresas.

Representantes das redes sociais ouvidos pelo Metrópoles apontam dificuldades para cumprir a determinação. Algumas consideram até ser “inviável” fazer alterações imediatas nas equipes, a fim de possibilitar a remoção de URLs em duas horas desde já e em até uma hora no dia do segundo turno das eleições (30/10).

A norma chancelada pelo TSE aumenta o poder de polícia da Justiça Eleitoral e abre a possibilidade de retirada de conteúdo desinformativo em até duas horas. A Corte vai poder determinar que as plataformas derrubem um conteúdo, mesmo não haja ação de um candidato ou coligação contra essa publicação. Se for considerado que aquela fake news já foi discutida pelo plenário do tribunal e removida em outros locais, a Assessoria Especial de Enfrentamento à Desinformação do órgão poderá obrigar a retirada do ar.

Antes, o prazo para a remoção de posts era de 24 horas. Agora, o estipulado poderá ser de até duas horas. “A exceção virou regra. Como vou excluir dezenas de conteúdos que chegam do TSE e de todos os TREs em duas horas? Sem treinar equipe, sem contratar, a 10 dias das eleições? É inviável. Decisão judicial se cumpre, lógico, mas é preocupante”, analisou o integrante de uma das plataformas digitais. Todas os representantes de redes ouvidos pelos Metrópoles preferiram não se identificar por temer retaliações.

Há preocupação também sobre a nova multa por descumprimento, que varia de R$ 100 mil a R$ 150 mil por hora: “É o taxímetro da multa, com a hora em mais de R$ 100 mil”, reclamou representante de plataforma.

Princípio da anualidade

Outro questionamento feito pelas redes sociais e por especialistas ouvidos pelo Metrópoles é acerca da anualidade eleitoral. Esse entendimento considera que as regras da eleição seguinte devem ser definidas até um ano antes do dia das votações.

Esse princípio está expresso no artigo 16 da Constituição de 1988, para o qual “a lei que alterar o processo eleitoral entrará em vigor na data de sua publicação, não se aplicando à eleição que ocorra até um ano da data de sua vigência”. Em conformidade com a Constituição, os conceitos de segurança jurídica, de eficácia normativa e de processo eleitoral estão intimamente ligados ao princípio da anterioridade.

Metrópoles

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Brasil

Bolsonaro bate recorde de Lula e passa 1,7 milhão de acessos em podcast

Dois dias depois, o presidente Jair Bolsonaro (PL) bateu hoje o recorde de audiência simultânea alcançada pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em um podcast, no YouTube. Foram mais de 1,1 milhão de internautas simultâneos, que acompanharam a entrevista do atual mandatário no Inteligência Ltda..O recorde foi alcançado com apenas 28 minutos de entrevista. Os números foram registrados em podcasts diferentes.

Com pouco mais de uma hora e meia de transmissão, o podcast contava com mais de 1,7 milhão de acessos simultâneos.

Na última terça-feira (18), Lula havia registrado o recorde ao conceder entrevista no Flow Podcast, com 1.096.000 de internautas, simultaneamente —quase o dobro do programa com Bolsonaro, que teve pouco mais de 550 mil em mais de 5 horas de conversa, em agosto.

Com informações de UOL

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Paraíba

Deputado mais votado do Brasil, Nikolas Ferreira defende impeachment de Moraes e questiona Pacheco: ‘Tá com rabo preso?’

Nikolas compartilha vídeo do Portal Uai com Janones sobre orçamento secreto  - Politica - Estado de Minas

O deputado federal mais votado do Brasil, Nikolas Ferreira (PL), defendeu hoje (20), um novo pedido de impeachment contra o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) e presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Alexandre de Moraes.

Considerado pelo deputado como arqui-inimigo de Bolsonaro, Nikolas pontuou durante entrevista à uma emissora de rádio de João Pessoa, que os diversos pedidos de impeachment contra Moraes já protocolados no Senado Federal só não foram colocados em pauta porque estão sendo ‘engavetados’ pelo presidente da Casa, Rodrigo Pacheco (PSD). Ele sugeriu ainda que o senador pode ter ‘rabo preso’ com a Suprema Corte de Justiça.

“Eu defendo [impeachment] unicamente do Alexandre de Moraes, são vários e vários pedidos feitos no Senado e o presidente, Rodrigo Pacheco, que é mineiro, e peço desculpas ao Brasil por isso, pois a gente teve que tirar a Dilma e colocou o Pacheco, mas que está de olhos fechados para tudo isso que está acontecendo”, disse.

“São inúmeros pedidos de impeachment que estão lá [engavetados] no Senado que infelizmente estão desviando os olhos para a questão. Qual o problema presidente do Senado [Pacheco] você pautar um impeachment? Se não tiver votos suficientes, não vai para frente, mas tem que ser colocado em pauta. Qual o medo? Tem algum rabo preso? disparou Nikolas.

Paraíba

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Brasil

TSE aprova resolução que autoriza Corte determinar remoção de conteúdo sem ser provocada

 

Foto: Reprodução

Na manhã desta quinta-feira (20), os ministros do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) aprovaram uma resolução que aumenta o poder de “polícia” da Justiça Eleitoral contra supostas “fake news”.

A intenção da Corte é possibilitar que medidas mais duras e ágeis sejam tomadas contra as “fake news” nesta reta final das eleições.

A Justiça Eleitoral fica autorizada, de acordo com a nova norma, a agir de ofício no caso de conteúdo sabidamente inverídico, já julgado e republicado em outros sites.

Se a Justiça Eleitoral determinou a remoção de um conteúdo, a plataforma digital o fez, mas ele foi republicado, não há necessidade de nova representação ou julgamento para remoção.

O conteúdo falso poderá ser retirado do ar sem a necessidade de múltiplos processos judiciais.

A resolução permite que o TSE determine a retirada do ar das urls fraudulentas em até duas horas. Às vésperas da eleição, a retirada será em até uma hora. Tudo isso sob pena de R$ 100 mil por hora após a determinação de retirada de desinformação das redes.

No caso da “desinformação replicada”, o presidente do TSE poderá estender a decisão do colegiado para remover todos os conteúdos falsos.

A norma do TSE também autoriza a suspensão de canais que publiquem “fake news” de forma reiterada.

Também fica proibida a propaganda eleitoral paga na internet 48 horas antes do pleito e nas 24 horas depois.

“Quando uma pessoa consegue uma decisão judicial para retirar algo calunioso, quando a plataforma remove, mas percebe que isso foi replicado em outros endereços, isso precisa ser retirado sem nova decisão. Se verificarmos que aquele conteúdo foi repetido, não há necessidade de uma nova representação. O conteúdo precisa ser removido. As plataformas informaram que isso poderia demorar devido a necessidade de identificar cada URL. Nós podemos identificar isso rapidamente com a nossa assessoria e isso ajuda a reduzir o conteúdo injurioso, já julgado, a ser disseminado, afirmou Alexandre de Moraes no julgamento.

Gazeta Brasil 

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Brasil

Nikolas Ferreira, deputado mais votado do país, participa de evento no próximo sábado em JP

O Partido Liberal (PL) realiza no próximo sábado (22), no Forrock, um evento com foco na juventude. Segundo a sigla, o encontro contará com a participação de alguns dos seus principais filiados no estado e no país, a exemplo de Bruno Roberto e Nikolas Ferreira. Ele disputaram as eleições em 2022 e Nikolas foi o deputado federal com maior número de votos no país, com cerca de 1,47 milhão de eleitores.

O PL define o evento como “pensado para os jovens que estão empenhados em defender as cores do nosso país contra as ameaças ideológicas da esquerda”. Além de Bruno e Ferreira, os cantores e influenciadores digitais Guilherme Batista e Jey Reis também estarão presentes. A assessoria do PL informou que para entrada na casa de shows, será necessário um kg de alimento.

ClickPB

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Paraíba

VÍDEO: Vereador protesta “amordaçado” após pedido de retirada de seu discurso na CMJP

O vereador Junio Leandro (PDT) realizou um protesto durante a sessão desta segunda-feira (20) na Câmara Municipal de João Pessoa. No momento reservado à sua fala, Júnior foi ao púlpito da CMJP e iniciou seu tipo regimental colocando fitas na boca e passou cerca de 07 minutos e 30 segundos com o material simbolizando uma espécie de “mordaça”.

Anteriormente, a casa legislativa havia iniciado uma discussão sobre a retirada do termo “pintou um clima” citada pelo vereador do PDT para mencionar uma ação do presidente da República, Jair Bolsonaro (PL). O pedido de retirada do termo foi solicitado pelo vereador Carlão (PL) Ao longo de seu pedido, Carlão citou decisões do STF sobre o uso do termo com objetivo de atingir Bolsonaro.

ClickPB

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Brasil

Comitê de Bolsonaro vive “clima de virada” após Datafolha

O último levantamento do Datafolha mostrou Lula com 49% das intenções de voto (52% dos votos válidos), e Bolsonaro, com 45% das intenções de voto (48% dos votos válidos).

No comitê de Bolsonaro, os dados do levantamento animaram a equipe, que andava atordoada com o caso das meninas venezuelanas. O episódio, avaliam aliados, não provocou perda de votos para Bolsonaro, que confia num “clima de virada” no dia da votação.

No outro lado, a pesquisa foi recebida como um sinal de alerta no comitê de Lula.

Alguns Pontos desanimaram a caminha do petista :

  •     Sudeste, onde Bolsonaro aumentou a diferença para Lula, chegando a sete pontos, ;
  •     aumento das intenções de voto do presidente da República entre quem ganha Auxílio Brasil;
  •     oscilação de Bolsonaro no mundo evangélico.

“A pesquisa foi boa do ponto de vista que Lula segue com 49%, o suficiente para ganharmos no segundo turno. Não podemos perder votos, e não estamos. E precisamos combater a abstenção. Se fizermos isso, vamos ganhar”, diz o senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), um dos coordenadores da campanha de Lula.

Segundo Randolfe, a coligação de Lula vai começar um forte trabalho para reduzir a abstenção no país. A partir da decisão do Supremo Tribunal Federal, que liberou o passe livre no dia da eleição, o comando da campanha do petista vai buscar convencer prefeitos a adotar a medida. Principalmente no Nordeste, onde o PT e aliados do ex-presidente comandam os Estados da região.

Já no comitê de Bolsonaro, a avaliação é que a estratégia de avançar no Sudeste está dando certo. A missão, segundo a equipe do comitê da reeleição, é ganhar a mais pelo menos um milhão de votos em cada um dos três maiores colégios eleitorais do país: Minas Gerais, São Paulo e Rio.

O aumento na região Sudeste, onde Bolsonaro subiu de de 48% para 50%, enquanto Lula recuou de 44% para 43%, com a diferença passando de quatro para sete pontos, foi destacado como um sinal de que a estratégia está dando certo.

“A dúvida é se vamos conseguir atingir a meta final, estamos subindo na região estratégica da eleição, que vai decidir o pleito, mas pelo menos vamos chegar empatados e tudo pode acontecer no domingo”, avalia um coordenador da campanha de Bolsonaro.

Valdo Cruz, do G1

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Mundo

Liz Truss renuncia ao cargo de premiê do Reino Unido após 44 dias

A primeira-ministra do Reino Unido, Liz Truss, renunciou ao cargo nesta quinta-feira, 20, apósa penas 44 dias de governo, marcados por uma sucessão de crises que aumentou a pressão de parlamentares conservadores a um nível insustentável.

Com isso, aumentou a pressão de parlamentares conservadores sobre a recém-eleita liderança e culminou com a demissão do segundo ministro de seu gabinete em menos de dois meses de mandato.

A pressão dos parlamentares conservadores contra Truss alcançou o ápice na quarta-feira, 19, quando a premiê foi criticada por aliados – e também por opositores do Partido Trabalhista – durante uma ida à Câmara dos Comuns. O descontentamento de parte de sua bancada quase se converteu em uma rebelião partidária durante uma votação sobre a exploração de gás de xisto. A proposta do governo acabou sendo a vencedora, mas o desgaste com o próprio partido ficou evidenciado.

Apesar das tentativas de sinalização de Truss, parlamentares conservadores não diminuíram a pressão sobre a liderança. Em entrevista à rede britânica BBC, o parlamentar conservador Simon Hoare disse que o governo estava em desordem. “Ninguém tem um plano de rota. É todo tipo de luta corpo a corpo no dia-a-dia”, disse, acrescentando que Truss tinha “cerca de 12 horas” para reverter a situação.

“É hora da primeira-ministra ir”, disse a deputada Miriam Cates. Outro parlamentar conservador, Steve Double, disse: “Ela não está à altura do trabalho, infelizmente”.

Truss comunicou sua renúncia após uma reunião na manhã desta quinta com o supervisor da liderança do Partido Conservador, Graham Brady, foi convocado para uma reunião às pressas no número 10 de Downing Street na manhã desta quinta. Brady, que tem como tarefa avaliar se a premiê ainda tem o apoio dos membros do Partido Conservador no Parlamento, é uma figura central para a continuidade ou colapso do governo.

Há seis semanas no cargo, Truss viu sua popularidade despencar rapidamente. Um plano fracassado de recuperação econômica que causou uma crise social e política provocou a queda do secretário de Finanças, Kwasi Kwarteng. Na quarta-feira, em um sinal de indisciplina partidária, mais de dez deputados conservadores pediram a renúncia de Truss — que também viu a sua ministra do Interior, Suella Bravermam, desembarcar do governo.

Braverman, considerada parte da linha-dura do Partido Conservador, alegou como motivo da sua demissão ter usado a sua conta de e-mail pessoal para enviar um documento oficial a um colega, mas os meios de comunicação britânicos apontam principalmente para as diferenças entre as duas mulheres em relação à política de imigração.

Horas depois da demissão de Braverman, o gabinete indicou o ex-ministro dos Transportes de Boris Johnson, Grant Shapps, para o cargo. Shapps apoiou o adversário de Truss nas eleições internas do partido, Rishi Sunak, e sua indicação seria um sinal de “abertura” a outras alas da sigla, segundo observadores.

Estadão

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