Polêmica

Defesa de Egídio recorre de nova prisão e diz que ele corre risco de morte

Diante do pedido feito pelo Grupo de Atuação Especial contra o Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público da Paraíba (MPPB), para que padre Egídio de Carvalho Neto retorne à prisão, a defesa do ex-diretor do Hospital Padre Zé apresentou recurso e na peça, ilustrada com fotos atuais e que evidenciam inchaço na região abdominal do réu, alegam que os sérios problemas de saúde põem em risco a vida de Egídio que estaria “sofrendo torturantes dores em virtude de sua condição de saúde e sob o risco iminente de morte caso não haja o atendimento adequado, como ocorreu antes de ser operado às pressas, após uma semana largado à própria sorte”.

A referência dos advogados é ao período em que Egídio ficou preso no Valentina Figueiredo por força da Operação Indignus, que apura desvios milionários do Hospital Padre Zé, de onde ele foi diretor por cerca de 10 anos.

Aliás, o recurso traz trechos inflamados em que o advogado José Rawlinson Ferraz responde a suspeição trazida pelo Gaeco em relação à sua conduta. No pedido de prisão de Egídio, a promotoria alega que “o método desta nova empreitada criminosa consistia na interferência direta na administração dos aluguéis de imóveis sob constrição judicial. O segregado, EGÍDIO NETO, por intermédio do seu defensor, determinou que os referidos valores fossem depositados em conta deste último, com o propósito manifesto de evitar que tais recursos fossem alcançados pelas medidas constritivas ordenadas por este juízo, viabilizando, assim, o usufruto indevido desses montantes.”

Por sua vez, Rawlinson responde: “Como alertava ARTHUR SCHOPENHAUER (1788-1860) em sua Dialética Erística, conhecida como o “manual da patifaria intelectual”, há quem tente vencer um debate sem ter razão alguma, recorrendo a manipulações e, como neste caso, partindo até para ofensas pessoais ao advogado, em vez de sustentar se com argumentos sólidos”.

Ele cita o professor Renato Brasileiro de Lima e sustenta que: “A despeito de o sequestro e ulterior registro tornarem o bem imóvel sequestrado inalienável, isso, no entanto, não priva o uso do bem nem mesmo o aproveitamento de seus frutos. É possível, pois, que o acusado continue morando no imóvel, ou que continue percebendo os aluguéis, caso o bem esteja locado, pelo menos até que haja eventual venda judicial”.

O recurso apresentado pela defesa do ex-diretor do Padre Zé afirma que o Gaeco cometeu erros no decorrer do processo. “A Defesa instrui o protocolo do pedido de levantamento de valores, onde se comprova que após mais de um ano dessa midiática e espetaculosa operação, o Ministério Público ofereceu apenas 5 denúncias cujos prejuízos materiais somados alcançam R$ 3.100.862,287, muito embora tenha pedido o sequestro de R$ 116.442.423,18, sem explicar como chegou a esse valor, até porque foram incluídos todos os recursos recebidos do poder público pelo Instituto São José (ISJ) e pela Ação Social Arquidiocesana (ASA) desde 2002, isto é, mais de uma década antes da nomeação do Recorrido”.

Motivo do pedido de prisão

Segundo depoimentos colhidos pelo Gaeco, padre Egídio teria violado as condições impostas durante sua prisão domiciliar. Ele foi liberado da Penitenciária Especial do Valentina Figueiredo em abril deste ano, após ter apresentado problemas de saúde.

O principal motivo para o novo pedido de prisão são os depoimentos de inquilinos de imóveis pertencentes ao padre, que afirmaram ter sido instruídos a continuar pagando aluguéis diretamente ao advogado dele, mesmo após a determinação judicial de bloqueio de seus bens. As testemunhas relataram ao Gaeco que foram pressionadas a fazer os pagamentos para contas indicadas por intermediários, o que indica uma possível tentativa de driblar as decisões judiciais que bloqueavam os bens e suspendiam os repasses financeiros.

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Polêmica

Defesa de Janine Lucena volta a negar envolvimento de secretária com facção em JP

Janine Lucena, secretária executiva de Saúde de João Pessoa e filha do prefeito Cícero Lucena — Foto: Sérgio Lucena/Secretaria Municipal de Saúde de João Pessoa/Arquivo

Janine Lucena, secretária executiva de Saúde de João Pessa:

 

A defesa da secretária executiva de Saúde de João Pessoa e filha do prefeito Cícero Lucena, Janine Lucena, enviou uma nota à imprensa, na tarde deste sábado (21), onde voltou a negar de forma categórica que Janine tenha trocado mensagens com um homem considerado chefe de uma facção criminosa que atua na capital.

Na quinta-feira (19), foram divulgado lá trechos de mensagens, e que constam em um processo da Operação Mandare, desencadeada pela Polícia Federal em maio deste ano, para apurar possível relação de grupos criminosos e a Prefeitura de João Pessoa. As informações da PF apontam um acordo de troca de cargos públicos para facilitar acesso a comunidades comandadas pelo crime organizado. Na quinta, a defesa já havia informado que negava o envolvimento de Janine com o chefe da facção.

De acordo com a nota enviada pela defesa de Janine, as acusações são consideradas sem fundamento, após passarem por perícia da Polícia Federal.

“As mensagens em questão não foram encontradas no celular da secretária durante a perícia conduzida pela Polícia Federal. As mensagens atribuídas a Janine não são reconhecidas por ela e não foram encontradas em seus dispositivos. Inclusive, nos questionamos sobre a origem dessas mensagens e sua autenticidade, pois podem ter sido montadas”, afirmou o advogado Gustavo Botto, na nota.

De acordo com o advogado, em colaboração com as investigações, Janine Lucena forneceu voluntariamente seus computadores pessoais e celular contribuindo de todas as formas possíveis para a apuração dos fatos.

Disse ainda que a perícia da Polícia Federal concluiu que não havia nenhum envolvimento da secretária com a organização investigada.

“Não houve qualquer indiciamento ou processo criminal contra Janine. Após a investigação, ficou claro que ela não tem qualquer vínculo com nenhuma organização criminosa”, ressaltou a defesa.

Botto destacou ainda que o caso não teve desdobramentos em relação à secretária, confirmando que não há nenhum processo criminal em trâmite contra ela.

Na nota, a defesa de Janine Lucena também reforça que a atuação da secretária segue pautada pela ética e dedicação à saúde pública, e que qualquer tentativa de manchar sua reputação tem caráter eleitoreiro e difamatório.

CONFIRA A NOTA NA ÍNTEGRA

A defesa da secretária-executiva de Saúde de João Pessoa, Janine Lucena, refutou de forma categórica qualquer envolvimento com o crime organizado, após ter seu nome citado em uma investigação no âmbito da Operação Mandare. As acusações, que envolvem supostas mensagens vinculando a secretária a uma organização criminosa, foram prontamente negadas pela equipe jurídica de Janine e consideradas sem fundamento, após passarem por perícia da Polícia Federal.

De acordo com a defesa de Janine, as mensagens em questão não foram encontradas no celular da secretária durante a perícia conduzida pela Polícia Federal. “As mensagens atribuídas a Janine não são reconhecidas por ela e não foram encontradas em seus dispositivos. Inclusive, nos questionamos sobre a origem dessas mensagens e sua autenticidade, pois podem ter sido montadas”, afirmou o advogado Gustavo Botto.

Em colaboração com as investigações, Janine Lucena forneceu voluntariamente seus computadores pessoais e celular contribuindo de todas as formas possíveis para a apuração dos fatos. A perícia da Polícia Federal concluiu que não havia nenhum envolvimento da secretária com a organização investigada. “Não houve qualquer indiciamento ou processo criminal contra Janine. Após a investigação, ficou claro que ela não tem qualquer vínculo com nenhuma organização criminosa”, ressaltou a defesa.

 

Além disso, o caso não teve desdobramentos em relação à secretária, confirmando que não há nenhum processo criminal em trâmite contra ela. A defesa de Janine Lucena também reforça que a atuação da secretária segue pautada pela ética e dedicação à saúde pública, e que qualquer tentativa de manchar sua reputação tem caráter eleitoreiro e difamatório.

A defesa ainda ressalta que Janine tem todas as certidões negativas, comprovando que não existe nenhum processo criminal contra ela. “Estão tentando requentar a notícia, trazer essa notícia, inclusive, com informações falsas até mesmo no cenário nacional. Contra ela não há nada, a não ser a intenção de tornar isso um caso eleitoral”, finalizou Botto.

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Blog do BG PB com G1

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Defesa diz que vereadora Raíssa Lacerda tem síndrome do pânico e pede revogação de prisão

Raíssa Lacerda seria um dos alvos de operação da PF

           Vereadora Raíssa Lacerda (PSB)

 

A defesa da vereadora Raíssa Lacerda (PSB) protocolou nesta sexta-feira (20/09) à Justiça Eleitoral um pedido de revogação da prisão da parlamentar, alvo da operação Território Livre, da Polícia Federal, que mira crimes de aliciamento violento de eleitores e organizações criminosas em comunidades de João Pessoa. 

Os advogados alegam que ela é ré primaria, possui boa conduta social e bons antecedentes, tem residência fixa e exerce o cargo de vereadora de João Pessoa, de modo que não há qualquer risco a devida persecução criminal no presente caso.

Além disso, a equipe jurídica de Raíssa argumenta que ela possui síndrome do pânico, transtorno de ansiedade generalizada e depressão. A defesa também informou que Lacerda é curadora e representante do seu irmão, pessoa inimputável e com deficiência mental.

O pedido será analisado pela juíza da 76ª Zona Eleitoral, Virgínia Gaudêncio de Novais.

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Polêmica

Em JP: Corpo de menino decapitado pela mãe aguarda reconhecimento de familiares no IML

IML JOAO PESSOA 14 03 2018

 

O corpo de Miguel Ryan, um menino de seis anos brutalmente assassinado e decapitado pela própria mãe, ainda aguarda o reconhecimento de um familiar no Instituto de Medicina Legal (IML). Até o momento, nenhum parente se apresentou para realizar o reconhecimento e dar andamento ao sepultamento da vítima. As autoridades continuam em busca de parentes da criança, enquanto o caso gera grande comoção pública.

Relembre o caso

Miguel foi assassinado em um apartamento localizado no bairro de Mangabeira 4, em João Pessoa. Segundo relatos de vizinhos, gritos de socorro da criança foram ouvidos nas primeiras horas da manhã, o que mobilizou a Polícia Militar. Ao chegar ao local, os policiais encontraram uma cena devastadora: a cabeça do menino estava no colo da mãe, Maria do Rosário Mendes, que apresentava lesões no tórax.

A mulher, que demonstrava sinais de descontrole mental, tentou atacar os policiais com duas facas, forçando-os a disparar tiros para contê-la. Segundo relataram alguns vizinhos, cerca de 10 disparos foram ouvidos.

Maria do Rosário foi socorrida e encaminhada ao Hospital de Emergência e Trauma de João Pessoa, onde permanece em estado grave.

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Polêmica

(VÍDEO) “Minha mãe é inocente”, diz filha de Raissa Lacerda após vereadora ser presa pela PF

Maria Vitória Lacerda, filha da vereadora de João Pessoa Raíssa Lacerda (PSB), divulgou um vídeo nas redes sociais em defesa de sua mãe, que foi presa na manhã desta quinta-feira (19) durante a operação “Território Livre” da Polícia Federal. Em sua mensagem, Maria Vitória expressou sua confiança na inocência de Raíssa, afirmando que sua mãe é vítima de uma perseguição política.

“Minha mãe é a melhor pessoa que eu já conheci. Ela é uma mulher caridosa, temente a Deus, que me ensinou a ajudar o próximo e fazer o bem. Eu sei que isso é perseguição, o mal tentando destruir a luz”, disse Maria Vitória, pedindo orações para que a verdade venha à tona.

Raíssa Lacerda, que concorre à reeleição, teve sua prisão mantida após audiência de custódia. A operação da Polícia Federal investiga crimes eleitorais, acusando a vereadora de coação e participação no controle de uma facção criminosa ligada ao tráfico de drogas para influenciar o processo eleitoral. A parlamentar será encaminhada ao Presídio Especial do Valentina.

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Polêmica

(VÍDEO) ‘Não faço pré-julgamento porque já fui vítima’, diz Cícero após prisão de Raissa, vereadora aliada

O prefeito de João Pessoa, Cícero Lucena, comentou a prisão da vereadora aliada, Raissa Lacerda que ocorreu na manhã desta quinta-feira (19).

O gestor em entrevista à rádio Correio FM, pregou cautela com os julgamentos que a parlamentar pode sofrer até que o processo seja concluído.

Ele reforçou a justificativa ao relembrar que já foi vítima de pré julgamentos em alusão ao processo que sofreu por suspeita de improbidade administrativa durante a operação Confraria. Em 2019, após 15 anos, o político foi absolvido. 

“Tenho uma cautela muito grande em fazer isso, porque tanto eu como minha família, principalmente pelo processo político, fomos vítimas ao longo da nossa vida com muitas acusações. Graças a Deus todas elas nós demonstramos a verdade. Confio plenamente na justiça e no rito legal do processo, ou seja, aquilo que a justiça conduza. Fazer pré-julgamento, eu não faço, porque já fui vítima disso.”, disse Cícero.

vereadora Raíssa Lacerda (PSB) permanece presa após passar por audiência de custódia na manhã desta quinta-feira (19), no Fórum Criminal de João Pessoa. A parlamentar será encaminhada para o Presídio Especial Valentina de Figueiredo ainda nesta quinta.

 

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Saiba quem são os alvos de denúncia de suposta milícia digital contra Cícero



					Advogados denunciam perfis falsos contra Cícero e Justiça manda derrubar publicações

				Foto: Karine Tenório/TV Cabo Branco.

 

O jurídico da campanha do prefeito de João Pessoa, Cícero Lucena, acertou na precisão ao expor diretamente os responsáveis por uma suposta operação de difamação digital que teria sido montada contra o gestor.

Em coletiva de imprensa realizada nesta sexta-feira (13), o advogado Walter Agra, que lidera a equipe jurídica de Cícero, apresentou elementos envolvendo uma suposta milícia digital que estaria operando uma campanha para prejudicar a imagem do gestor. O caso será levado ao STF.

Duas pessoas foram identificadas como envolvidas na disseminação de propaganda negativa contra Cícero Lucena.

De acordo com a denúncia, Brenda Cruz Silva Monte, de Belford Roxo (RJ), e Rosecliea da Silva Feitosa, de Mogi das Cruzes (SP), estariam portrás das ações que visavam intensificar uma campanha difamatória durante o período eleitoral.

Segundo a coligação, as investigações revelaram que as duas envolvidas atuaram em conjunto a partir de outros estados, promovendo ataques coordenados nas redes sociais.

O questionamento a partir de agora será saber a motivação de duas pessoas, uma do Rio de Janeiro e outra de São Paulo, com as eleições pessoenses. 

Além disso, a denúncia também sugere a existência de um “Gabinete do Ódio” em João Pessoa, montado com o objetivo de espalhar desinformação e notícias falsas sobre o atual prefeito.

Segundo as evidências apresentadas, as postagens teriam sido feitas através de duas contas sob os nomes “Vanessa Guedes” e “Samira Gomes” e as operações teriam custado mais de R$ 15 mil.

A 1ª Zona Eleitoral de João Pessoa determinou a remoção imediata dos conteúdos ofensivos das plataformas digitais Meta, Google Brasil e Hostinger Brasil. A determinação judicial estipula um prazo de 24 horas para o cumprimento da ordem, com multa de R$ 100 mil em caso de descumprimento.

Com MaurílioJR

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Polêmica

Trade Turístico de João Pessoa repudia uso político negativo da cidade em campanha eleitoral

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O Trade Turístico de João Pessoa divulgou, nesta quinta-feira (12), uma nota oficial expressando sua preocupação e repúdio à maneira como alguns candidatos à prefeitura estão utilizando a imagem da cidade de forma negativa durante a campanha eleitoral. As entidades do setor turístico afirmam que é lamentável que, em vez de apresentarem propostas para fortalecer o turismo, candidatos estejam optando por discursos que desqualificam João Pessoa, visando apenas “ganhos eleitorais momentâneos”.

A nota é assinada por diversas entidades representativas do setor turístico da cidade, incluindo ABIH-PB, ABRASEL-PB, ABAV-PB, SINGTUR-PB, SINDITRANSTUR-PB, ABRAJET-PB, COOPERTUR e COOP SAUDE TRANSTUR.

Ainda de acordo com o Trade Turístico, a cidade é reconhecida por sua hospitalidade, belezas naturais e qualidade de vida, e enfatizam que é um desserviço à cidade retratá-la de forma negativa, especialmente em um momento em que todos os indicadores apontam para um dos seus melhores momentos, com João Pessoa se consolidando como um destino turístico cada vez mais procurado, tanto nacionalmente quanto internacionalmente.

*Confira nota na íntegra:*

NOTA DO TRADE TURÍSTICO

O Trade Turistico de João Pessoa, vem a público manifestar sua preocupação e seu repudio à

tentativa de uso do processo eleitoral em curso para manchar a imagem da capital de todos os paraibanos.

É lamentável que candidatos a prefeito – o cargo máximo de representatividade municipal –

troquem a apresentação de propostas para o fortalecimento do nosso desenvolvimento

turistico por um discurso que contribui, pura e simplesmente, para desqualificar a cidade. Tudo em razão de um interesse eleitoral momentâneo.

Para além de suas belezas naturais e da qualidade de vida que oferece, João Pessoa é conhecida, principalmente, pela hospitalidade dos seus habitantes. O espírito acolhedor é um só,

independentemente de onde residimos – no bairro, na favela ou na região da Orla.

Toda cidade tem, sim, seus problemas pontuais característicos do crescimento urbano, inclusive na segurança. É justo e necessário cobrar soluções dos gestores.

No entanto, é um desserviço a João Pessoa tratá-la negativamente no instante em que todos os

indicadores demonstram que a cidade vive um dos seus melhores momentos, e que se

consolida, a cada dia, como destino preferido nacional e internacional.

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Polêmica

Associações repudiam candidatos que relacionam crime organizado e eleições nas comunidades de JP; veja nota

Moradores e representantes das comunidades de João Pessoa divulgaram carta, nesta quinta-feira (12), repudiando a postura dos candidatos a prefeito da Capital pela oposição: Ruy Carneiro (Podemos), Luciano Cartaxo (PT) e Marcelo Queiroga (PL), que ontem durante entrevista coletiva a imprensa associaram a cidade ao crime organizado. A carta foi assinada por 30 entidades.

“Durante o evento, foram feitas declarações que trataram de forma preconceituosa e desrespeitosa as nossas comunidades, reforçando estereótipos negativos que há muito lutamos para desconstruir”, diz trecho da carta.

No texto, as associações destacam que as declarações afrontam a realidade vivida por João Pessoa, composta milhares de famílias honestas que trabalham diariamente para contribuir com o desenvolvimento da cidade. O documento também lamenta o fato dos candidatos associarem as comunidades ao crime organizado sem apresentar nenhuma prova.

“A afirmação de que João Pessoa estaria se tornando um ‘destino procurado por bandidos’, comparando a cidade ao Rio de Janeiro, não só é leviana, como profundamente ofensiva. Tal declaração ignora a realidade vivida por milhares de famílias honestas que trabalham diariamente para melhorar suas condições de vida e contribuir para o desenvolvimento da cidade. Ao associar nossas comunidades à presença de crime organizado sem qualquer prova, cria-se um estigma injusto, que perpetua a marginalização de regiões vulneráveis”.

Os representantes das comunidades afirmam ainda que ao invés de reforçar os estigmas, os candidatos Ruy, Cartaxo e Queiroga “deveriam concentrar seus esforços em apresentar propostas concretas que ajudem a transformar positivamente a vida dessas pessoas”.

“Discursos vazios e comparações pejorativas só prejudicam o necessário debate sobre as soluções reais para os desafios das comunidades”.

Veja a Carta na íntegra abaixo:

Manifestação pública de associações e lideranças de comunidades em João Pessoa

______________

Carta Aberta à População e aos Candidatos à Prefeitura de João Pessoa

Nós, moradores e representantes das comunidades de João Pessoa, vimos a manifestação pública de nossa profunda indignação e repúdio ao teor da coletiva de imprensa realizada recentemente por candidatos de três chapas, a prefeitura de João Pessoa. Durante o evento, foram feitas declarações que trataram de forma preconceituosa e desrespeitosa as nossas comunidades, reforçando estereótipos negativos que há muito lutamos para desconstruir.

A afirmação de que João Pessoa estaria se tornando um “destino procurado por bandidos”, comparando nossa cidade ao Rio de Janeiro, não só é leviana, como profundamente ofensiva. Tal declaração ignora a realidade vivida por milhares de famílias honestas que trabalham diariamente para melhorar suas condições de vida e contribuir para o desenvolvimento da cidade. Ao associar nossas comunidades à presença de crime organizado sem qualquer prova, cria-se um estigma injusto que perpetua a marginalização de regiões vulneráveis.

Havendo crime organizado, é necessário admitir que uma ausência concreta do poder público contribui para esse avanço e que isso não é uma problemática dos últimos anos, mas de décadas de descontinuidade de políticas públicas e desinteresse das autoridades.

Sabemos que há problemas de segurança pública em João Pessoa, como em muitas cidades brasileiras, mas a solução passa longe de discursos que apenas fomentam medo e preconceito. O caminho para resolver essas questões é através de políticas públicas inclusivas, que promovam oportunidades de educação, trabalho digno e acesso a serviços básicos para todos os cidadãos. Nossas comunidades já são, historicamente, alvo de exclusão social, consideramos um desserviço a maneira como as alegações dos candidatos foram feitas.

Ao invés de reforçar os estigmas, os candidatos à prefeitura deveriam concentrar seus esforços em apresentar propostas concretas que ajudem a transformar positivamente a vida dessas pessoas. Discursos vazios e comparações pejorativas só prejudicam o necessário debate sobre as soluções reais para os desafios das comunidades.

Portanto, exigimos respeito e responsabilidade ao abordar as questões de segurança pública em João Pessoa. Nossas comunidades são compostas por pessoas trabalhadoras, dignas e comprometidas com a construção de um futuro melhor. Não aceitamos que nossa realidade seja distorcida ou utilizada de forma oportunista durante uma campanha. Queremos saber quais soluções apresentadas pelos candidatos, queremos sentir o compromisso que cada um com as nossas pautas. Estamos atentos e atentas, avaliando, comparando e escolhendo conforme entendemos que as nossas necessidades estarão sendo priorizadas.

Assinam abaixo, organizações e lideranças comunitárias:

1. Frente Popular de Favelas e Comunidades

2. CENTRO COMUNITÁRIO BOM JOSÉ – CBJ

3. Suely Bezerra – Mulheres Unidas da Matinha

4. Josenilson Santiago Peres – Rua da Mata em Ação

5. Wallam Silva Rodrigues – Associação Comunitária Agrícola de Mussumagro

6. Coletivo Sereias da Penha

7. Elizabeth Carneiro – Liderança do Grotão

8. Patrícia Oliveira – Liderança do Grotão

9. Associação dos Moradores da Penha

10. ASCONSL = Associação Comunitária São Luiz

11. Associação Unificada Dos Moradores Do Bairro São José

12. Associação Costa do Sol

13. Thiago Batista – Ativista Social/ Comunidade São Matheus – Bessa

14. Jorge Cláudio Bezerra Cavalcanti – Grêmio Paulistano (04 de Outubro)

15. Jonas Felizardo de Souza – Associação de Moradores do Riachinho

16. Luiz Costa Sobrinho – FEPAMOC

17. Thais da Silva Siqueira – Mulheres do Vista Alegre

18. Maria do Rosario Costa Pereira – Liderança Irmã Dulce

19. Maria das Dores da Silva – Liderança do Gervásio Maia

20. Maria dos Prazeres Nascimento de Andrade – Feirante do Grotão

21. Rosangela dos Santos Brito – Liderança do Colinas do Sul

22. Valdeti Martins – Liderança do 1º de Abril

23. Edilene dos Santos Brito – Liderança do Irmã Dulce

24. Acip- Associação Comunitária da Ilha do Bispo

25. Ricardo Leandro – Ricardo Leandro – Instituto Projeto Esporte Vivo

26. Núbia Gouveia – Liderança Maria de Nazaré

27. Tânia Soares de Oliveira – Associação de Mobilização, Impacto Social, Ambiental e dos Direitos Básico – AMIB

28. Mulheres Captadoras de Reciclagem – CITEX

29. Erinaldo dos Santos Barbosa – Associação de amigos e moradores de Mandacaru e Adjacências

30. ACOMAN- Associação Comunitária Maria de Nazaré

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Polêmica

Secretário da PB diz que candidatos da oposição em JP estão desrespeitando trabalho das Forças de Segurança

 

O secretário de Segurança Pública da Paraíba, Jean Nunes, se posicionou, nesta quarta-feira (11), sobre o pedido de envio de tropas federais para garantir a segurança das eleições em João Pessoa, feito pelos candidatos Ruy CarneiroMarcelo Queiroga e Luciano Cartaxo, que disputam a prefeitura da capital.

Nunes criticou a forma como o tema tem sido abordado no debate eleitoral, destacando que “tentar trazer o tema Segurança Pública para o processo eleitoral, da forma que tem sido feita, tentando diminuir ou desrespeitar o trabalho dos nossos policiais militares, civis e bombeiros militares, é até de maneira desrespeitosa”. Ele afirmou que as forças de segurança estaduais vêm realizando um trabalho eficaz e que “não é coerente tentar usar as forças de segurança para esse debate político”.

Em relação à solicitação do uso de tropas federais, o secretário ressaltou que a condução do processo eleitoral é responsabilidade da Justiça Eleitoral, representada pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE), e que as forças de segurança do estado estão prontas para acatar qualquer decisão. “O que podemos dizer é que as forças de segurança do Estado têm trabalhado e estão prontas”, afirmou.

Jean Nunes também enfatizou o planejamento antecipado realizado pelas forças de segurança estaduais, que inclui a Polícia Militar, Polícia Civil e o Corpo de Bombeiros, em parceria com o TRE. Segundo ele, esse trabalho integrado tem garantido o avanço do planejamento operacional para as eleições.

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