Com um alerta de chuvas intensas em vigor, emitido neste domingo (12) pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) e válido até as 10h, desta segunda-feira (13), João Pessoa registrou quase 30 mm de chuvas nas últimas 24h, segundo dados obtidos das plataformas do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden).
Neste domingo, um restaurante localizado na Orla, em Tambaú, foi interditado de forma preventiva devido ao colapso parcial do muro de um terreno vizinho. No Miramar, uma casa foi parcialmente interditada devido ao afundamento de parte do quintal causado por uma fossa desativada que cedeu. Não foi necessário realocar os moradores.
Já no sábado (11), houve a interdição total de uma casa em Mandacaru, que está com o teto comprometido devido à infestação de cupins e afundamento de parte do piso, oferecendo risco à habitabilidade. A moradora foi levada para casa de amigos.
O prefeito eleito de Cabedelo, Edvaldo Neto (Avante) disse que, um dos seus primeiro atos será proibir que a gestão municipal contrate pessoas ligadas ao tráfico de drogas e o crime organizado.
“É muito importante dizer também que nós já temos dois atos importantes para ser firmados e feitos a partir de amanhã, segunda-feira, que é encaminhar, à Câmara de Vereadores, a lei que diminui o IPTU, que foi aumentado, que foi um absurdo para a cidade de Cabedelo. Como presidente da Câmara, não pude fazer antes; e também estaremos encaminhando uma lei que proíbe a contratação de qualquer pessoa que responda por crimes oriundos de tráficos de drogas e organização criminosa”, completou.
Edvaldo conquistou 61% dos votos válidos, somando 18.180 votos, e superou o adversário Walber Virgolino (PL).
A eleição suplementar foi convocada após a cassação dos mandatos do prefeito André Coutinho (Avante) e da vice-prefeita Camila Holanda (PP), eleitos em 2024. A decisão da Justiça Eleitoral apontou que a chapa teve envolvimento com orgaizações criminosas, o que levou à anulação do resultado do pleito anterior.
O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu dois alertas de chuvas para cidades da Paraíba. Os alertas são válidos até as 23h59 deste domingo (12).
O alerta amarelo foi emitido para todo o estado, que devem registrar chuva entre 20 e 30 mm/h ou até 50 mm/dia, ventos intensos (40-60 km/h). Há ainda baixo risco de corte de energia elétrica, queda de galhos de árvores, alagamentos e de descargas elétricas.
Já o alerta laranja incluiu João Pessoa e mais 57 cidades. Nesses locais deve, ser registradas chuvas entre 30 e 60 mm/h ou 50 e 100 mm/dia, ventos intensos (60-100 km/h). O risco de corte de energia elétrica é maior, assim como a queda de galhos de árvores, alagamentos e de descargas elétricas.
O número de profissionais com vínculo formal de trabalho doméstico diminuiu na Paraíba entre 2015 e 2025, passando de 20.517 vínculos formais em 2015 para 18.018 em 2025. Algo, porém, não mudou: as mulheres permanecem com forte presença na categoria, representando 87,6% do total de trabalhadores no estado, enquanto os homens correspondem a 12,08%.
Os dados, que fazem parte do eSocial e estão disponíveis no Painel do Trabalho Doméstico, foram divulgados nesta sexta-feira (10) pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).
No que diz respeito à faixa etária, a maioria dos trabalhadores domésticos na Paraíba estão na faixa etária de 40 a 49 anos, com 6.330 vínculos; em seguida vêm os de 50 a 59 anos, com 5.361 vínculos; e aqueles na faixa etária dos 30 ao 39 anos, com 3.411 vínculos.
Já em relação à remuneração, o estudo apontou, por outro lado, que esses empregados passaram a receber mais entre os anos do período analisado: em 2019, a média era de R$ 1.454,93; já em 2025, é de R$ 1610.
Embora tenha havido uma reduzida nesse valor entre 2020, 2021 e 2022 (quando chegou a R$ 1432,92; R$ 1388,15; e R$ 1436,22), a partir de 2023 se vê um novo crescimento, passando para R$ 1509 em 2023, R$ 1551 em R$ 2024 e R$ 1610 em R$ 2025.
A senadora Daniella Ribeiro revelou, nesta sexta-feira (10), que foi vítima de violência doméstica durante um relacionamento com um juiz. O relato foi feito durante seminário no Tribunal de Justiça da Paraíba.
Segundo ela, houve agressões físicas e controle psicológico, incluindo tentativa de sufocamento.
“Enquanto o senhor estava no seu apartamento, eu muitas vezes estava debaixo de um travesseiro sendo sufocada. E a pessoa que fazia isso, do lado de fora, era um mestre em ser socialmente agradável”, afirmou.
A senadora também contou que foi obrigada a fazer uma tatuagem com a assinatura do agressor, posteriormente coberta após o fim do relacionamento.
“Mas, por que você continuava? Eu vou dizer porque. Porque o abusador faz com que você acredite que tudo é culpa sua”, disse.
A Polícia Militar fez uma interdição em uma rua do bairro dos Bancários, em João Pessoa, desde o final da manhã desta sexta-feira (10), após uma suspeita de um surto de uma policial da corporação dentro de um apartamento.
De acordo com a Polícia Militar, a mulher foi liberada após negociações durante a tarde. Uma imagem flagrou o momento da saída dela do apartamento e a entrada em uma ambulância do Serviço de Atendimento Médico de Urgência (Samu).
Policiais da PM foram chamados no local por volta das 10h50 para atender a ocorrência e tentam realizar negociação com a mulher que está dentro do apartamento desde então. De acordo com a Polícia Militar, a mulher estava com duas pistolas dentro do apartamento, mas não as utilizou em nenhum momento. Não havia mais ninguém dentro do local com ela.
Equipes do Corpo de Bombeiros e também do Serviço de Atendimento Médico de Saúde (Samu) foram chamadas para o local. Após a saída da mulher do local, ela foi encaminhada para receber atendimento médico.
Parte das equipes que estiveram no local conseguiram acessar o prédio e vizinhos relataram ter ouvido gritos no local após o possível surto.
Uma pessoa disse que a cabo da Polícia Militar é lotada no Centro Integrado de Comando e Controle (CICC) e que, na quinta-feira (9), ela foi liberada do serviço após ter um episódio de surto enquanto trabalhava.
O Bessa Grill foi interditado na manhã desta sexta-feira (10), durante uma operação conjunta do Ministério Público da Paraíba (MPPB), por meio do MP-Procon, em conjunto com a Vigilância Sanitária de João Pessoa e o Corpo de Bombeiros.
Durante a fiscalização, foram identificadas diversas irregularidades, como a presença de produtos impróprios para consumo, certificado do Corpo de Bombeiros vencido, itens armazenados em câmara fria sem a devida identificação e validade, além de condições inadequadas de higiene, incluindo esgoto exposto e presença de vetores no estabelecimento.
Diante das irregularidades constatadas, foi lavrado auto de infração pelos fiscais do MP-Procon, e o estabelecimento foi interditado pela Vigilância Sanitária de João Pessoa, permanecendo impedido de funcionar até que todas as exigências sejam devidamente regularizadas.
Um outro estabelecimento no bairro do Bessa também foi autuado pelos fiscais do MP-Procon, em razão de irregularidades constatadas, como a ausência de Procedimentos Operacionais Padronizados (POPs) e a comercialização de produtos sem informações de validade.
De acordo com o diretor-geral do MP-Procon, o promotor de Justiça Francisco Bergson Gomes Formiga Barros, a atuação conjunta dos órgãos é essencial para garantir a efetividade da fiscalização e a segurança dos consumidores, de forma a prevenir consequências graves à saúde e à segurança da população.
O juiz Antônio Carneiro de Paiva Júnior, da 4ª Vara de Fazenda Pública da Capital, determinou que sejam tomadas uma série de medidas emergenciais para conter o lançamento de esgoto sem tratamento nas praias urbanas de João Pessoa (Cabo Branco, Tambaú, Manaíra e Bessa).
A ação foi movida pelo Instituto Protecionista SOS Animais e Plantas contra o Município, a Companhia de Águas e Esgoto da Paraíba (Cagepa), a Superintendência de Meio Ambiente (Sudema) e o Estado da Paraíba.
A entidade sustenta que há um processo progressivo de degradação ambiental, agravado por falhas no sistema de saneamento e drenagem provocado pelos órgãos responsáveis.
O que foi determinado
Entre as principais medidas impostas de forma solidária aos réus, estão:
Apresentação, em até 30 dias, de um plano de ação para interromper o lançamento de esgoto nas praias de Cabo Branco, Tambaú, Manaíra e Bessa;
Atuação conjunta entre Prefeitura e SUDEMA para monitorar a água no momento da abertura de galerias pluviais;
Inclusão da análise da qualidade da areia no monitoramento ambiental;
Reinstalação, em 15 dias, das placas de balneabilidade ao longo da orla;
Proibição de novas ligações à rede de esgoto e de grandes empreendimentos em áreas sem capacidade comprovada de tratamento.
O juiz também determinou a inversão do ônus da prova, ou seja, caberá aos entes públicos demonstrar que não são responsáveis pelos danos ambientais apontados.
Conflito de versões
Na fase inicial do processo, os órgãos envolvidos apresentaram versões divergentes. A Cagepa negou que haja subdimensionamento do sistema e atribuiu eventuais problemas a ligações clandestinas.
Já o Estado e a Sudema defenderam que o monitoramento é regular e citaram ações como a “Operação Praia Limpa”.
O Município de João Pessoa alegou investimentos recentes e tentou barrar a ação com base em suposta duplicidade de processos, argumento rejeitado pelo magistrado.
Apesar disso, a decisão aponta contradições nas defesas, incluindo documentos apresentados pela própria Cagepa que indicariam perda de eficiência do sistema e necessidade de intervenções estruturais.
Risco ambiental e impacto econômico
Ao justificar a urgência da medida, o juiz ressaltou que a continuidade da poluição pode gerar doenças, comprometer o ecossistema marinho e afetar diretamente o turismo, um dos principais motores da economia local.
Segundo ele, a demora na adoção de providências pode tornar os danos irreversíveis ou mais difíceis de reparar.
Na decisão, o magistrado reconheceu a “probabilidade do direito” e o “perigo de dano”, destacando que o despejo de esgoto in natura representa risco direto à saúde pública e ao meio ambiente. Ele cita, inclusive, o fenômeno da “língua negra” e dados sobre deficiência no tratamento de esgoto como indícios consistentes do problema.
“A inércia em solucionar um problema estrutural que se arrasta por anos e que tem se intensificado, conforme demonstram os documentos e as recentes reportagens, justifica a intervenção judicial imediata para cessar a fonte poluidora e mitigar os danos, sob pena de o provimento final se tornar inútil”, destacou.
A ação segue em tramitação, com prazo para apresentação de defesa pelos réus e acompanhamento do Ministério Público.
Hospital Universitário Lauro Wanderley, em João Pessoa | Foto: Divulgação. Foto: Divulgação
Os servidores dos Hospitais Universitários Lauro Wanderley (HULW), em João Pessoa, e Alcides Carneiro (HUAC), em Campina Grande, finalizaram nesta quarta-feira (8) a greve iniciada pela categoria no último dia 30. Os serviços do hospital voltaram a funcionar nesta quarta às 13h.
Embora nem todas as reivindicações da greve tenham sido atendidas, o que motivou a não concordância da base dos HUs da Paraíba com o fim da greve, a decisão de finalizá-la foi maioria entre as bases que compõem o nacional, encerrando a greve também na Paraíba.
De acordo com o diretor João Carlos Pita, do Sindicato dos Trabalhadores de Empresas Públicas de Serviços Hospitalares na Paraíba (Sindserh-PB) o principal ponto de discordância do sindicato foi referente à redação da cláusula referente ao Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS).
“Nossa interpretação é de que, da forma como foi escrita, a cláusula desconsidera conquistas que tivemos anteriormente. Por isso negamos a proposta, mas a maioria das deliberações nos demais estados foram a favor do fim da greve”, explica.
O acordo ocorreu nos seguintes termos, no âmbito da conciliação processual em curso no Tribunal Superior do Trabalho:
reajuste salarial com aplicação de 100% do INPC (inflação do período a partir de junho de 2026);
auxílio alimentação também reajustado pelo INPC;
assistência médica/odontológica, auxílio escolar e auxílio à pessoa com deficiência, todos reajustados pelo INPC.
A proposta também traz pontos relacionados à prevenção e combate ao assédio, ações afirmativas, proteção à mulher, maternidade e paternidade, regras de férias e licença para acompanhamentos de dependentes.
Ainda de acordo com o Sindicato dos Trabalhadores de Empresa Pública de Serviços Hospitalares na Paraíba, com os dias paralisados de greve serão abonados em 50% e a compensação será de 50% da jornada devida dentro do que já está previsto no ACT vigente para o banco de horas.
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