Paraíba

Cagepa ignora MPF e esgotos continuam sendo lançados nos canais da Transposição em Monteiro

MPF constata derramamento de esgoto na transposição do São Francisco em  Monteiro, na PB | Paraíba | G1

Seis anos após a chegada das águas da transposição à Paraíba, parte do esgoto produzido na cidade de Monteiro, no Cariri, ainda é despejado nos canais da transposição. De acordo com o Ministério Público Federal (MPF), as obras do esgotamento sanitário do loteamento Boa Vista, no município, prometidas pela Companhia de Água e Esgotos da Paraíba (Cagepa) não saíram do papel.

Em reunião realizada nessa segunda-feira, a Cagepa informou que ainda não realizou a contratação de empresa de engenharia que irá executar as obras de esgotamento sanitário do loteamento. Por outro lado, a Companhia garantiu que já executou a rede coletora de esgoto da travessa Alfredo Silva, evitando que os efluentes das casas da região fossem lançados indevidamente na galeria pluvial (águas de chuvas) do Município de Monteiro e viessem a poluir o Rio Paraíba.

A Cagepa esclareceu também, na reunião, que removeu ligações clandestinas de esgoto no trecho da galeria pluvial compreendido entre o centro da cidade de Monteiro e o mercado municipal, todavia, não o fez após este ponto e a travessa Alfredo Silva. Após questionamentos do engenheiro do MPF, restou evidenciado na reunião que, embora em menor quantidade, ainda há derramamento de esgoto in natura no leito do Rio Paraíba.

Ainda no encontro virtual, a Prefeitura Municipal de Monteiro informou que não está realizando os procedimentos de limpeza e desobstrução do canal de água pluvial situado nas proximidades do canal da transposição do São Francisco, segundo foi acordado no ano passado.

Novos compromissos

O Município de Monteiro se comprometeu a iniciar, em até 15 dias, a limpeza do canal pluvial, de forma periódica, enquanto a Cagepa se comprometeu a enviar documentação ao MPF comprovando o andamento do procedimento de contratação da empresa que realizará a obra no loteamento, além de prazo de execução e todas as informações pertinentes, bem como os relatórios de análise da qualidade da água, também no prazo de 15 dias. A Cagepa também se comprometeu a realizar, no prazo de um mês, vistoria para verificar a existência de ligações clandestinas que lançam esgoto bruto no canal do Pisf.

Prejuízos à sociedade

Para a procuradora da República Janaina Andrade, é sempre necessário rememorar que a transposição teve elevado investimento de recursos públicos, na ordem de R$ 15 bilhões, e também um dano elevadíssimo à bacia doadora nos aspectos do meio ambiente natural e social.

“Verificou-se, na reunião, que a atuação dos órgãos no tocante às obras complementares ao Pisf é deficitária. No Dia Mundial do Meio Ambiente é importante exortar os gestores que a discussão acerca do problema do esgotamento em Monteiro é tardia, já que a legislação que obriga o saneamento básico nas cidades é bastante antiga. E vale lembrar que as condicionantes das licenças de instalação e de operação do Pisf ainda não foram cumpridas”, declarou a representante do MPF.

“E para além disso, é importante considerar na linha da meta 6 do Objetivo de Desenvolvimento Sustentável que a falta de saneamento básico traz enormes prejuízos à saúde da população”, acrescentou a procuradora.

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Paraíba

Operação do Gaeco em prefeitura da PB investiga fraudes na contratação de empresas da primeira-dama

O Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público da Paraíba deflagrou nesta quarta-feira (7) uma operação que tem como alvo a Prefeitura de São José dos Ramos. A operação ‘Dionísio’, que tem como objetivo apurar a prática de fraudes em licitações, desvios de dinheiro público e falsidade documental no âmbito da administração local.

São investigados contratos e pagamentos efetuados pela atual gestão a empresas que pertencem à primeira-dama e secretária de Finanças do município. As investigações mostraram que a Imperial Ruach Restaurante e Recepções foi contratada mediante processos licitatórios em que foi a única participante ou sem licitação e recebeu entre os anos de 2021 e 2022, R$ 212.188,16 da Prefeitura por supostos serviços de buffet e decoração de eventos.

São cumpridos sete mandados judiciais de busca e apreensão nas residências dos investigados, como também na sede das empresas e na Prefeitura.

A ação tem o apoio dos órgãos vinculados à Secretaria de Estado da Segurança e Defesa Social, Polícias Civil e Militar da Paraíba.

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Judiciário

Justiça Federal aceita denúncia sobre fraudes em empresa de proteção veicular na Paraíba

Quatro pessoas são denunciadas por fraudes em “proteção veicular” na AutoVip

A 14ª Vara Federal da Paraíba aceitou denúncia ajuizada pelo Ministério Público Federal (MPF) contra quatro pessoas acusadas de fraudes em um empresa oferece o serviço de proteção veicular no estado. Foram denunciados na ação penal e tornaram-se réus Erick Henrique dos Santos Oliveira, Ellida Tarcila dos Santos Oliveira, Amarildo Batista da Silva e Kennedy Henrique Leite de Souza.

Segundo as investigações, as atividades ilícitas acontecem em Campina Grande, na Paraíba, e em Caruaru, Cachoeirinha e São Caetano, no estado de Pernambuco. Consta na denúncia do MPF que os quatro réus operam, sem a devida autorização da Superintendência de Seguros Privados (Susep) e regulamentação do Conselho Nacional de Seguros Privados (CNSP), instituição financeira ilegal no mercado de seguros privados, denominada Autoclube de Benefícios VIP, de nome fantasia Autovip – Associação Veicular.

Ainda conforme o que foi apurado pelo Ministério Público Federal, os denunciados oferecem ao público dos quatro municípios um negócio jurídico enganoso denominado “proteção veicular”, com características de contrato de seguro, como se fosse uma sociedade seguradora.

“Essa ‘proteção veicular’ consubstancia, além de concorrência desleal em relação ao mercado oficial de seguros, cenário de potencial dano aos consumidores, uma vez que os contratos não estão regulamentados e as empresas não se submetem ao rígido padrão de controle e fiscalização pelo poder público”, narra o MPF na ação.

Segundo a ação penal, a “proteção veicular” é um serviço oferecido ao público em geral por associações que comercializam produtos falsamente caracterizados como seguro. Segundo a ação, “essas empresas não são fiscalizadas pela Susep, não têm garantia de estrutura financeira para honrar com seus compromissos e foram demandadas em centenas de ações civis públicas movidas pela Susep desde 2015”.

Gestão temerária

Além de operarem ilegalmente com a Autovip, os quatro denunciados  adotaram, segundo a ação recebida pelo Judiciário, duas medidas de gestão temerária na condução dos negócios: não constituíram fundo de reserva para fazer face às perdas dos clientes; e não constituíram e não convocaram efetivamente reunião da assembleia de clientes. Ainda de acordo com o procurador da República que assina a ação penal, se a Autovip depende da receita ou da entrada de novos associados para pagar os valores dos sinistros, uma vez que não tem fundo de reserva, “então não se tem um modelo de negócio diferente de uma pirâmide financeira”. Segundo o MPF, ao não convocarem assembleia geral com todos os associados para deliberações sobre a gestão da pessoa jurídica, os denunciados foram temerários na condução dos negócios.

Publicidade falsa

Ainda conforme a ação penal, para captação de pessoas, os denunciados realizam ampla divulgação da Autovip em mídias sociais e na Internet, apelando para terminologias próprias de contrato de seguro, induzindo os clientes a erro. A empresa divulga ‘planos de cobertura’ contra os seguintes ‘sinistros’: roubo/furto; colisões; para-brisas e vidros; faróis, lanternas e retrovisores; perda total; coberturas de terceiros; e incêndios. Além do mais, os planos envolvem rastreamento veicular e serviços de chaveiro 24 horas; hospedagem para emergências; serviço de reboque; assessoria jurídica e carro reserva. “O emprego de terminologia similar a dos contratos de seguro induz e mantém em erro os investidores, sonegando informações sobre a operação financeira real (contrato de seguro) e prestado informações falsas, descrevendo as operações como ‘proteção veicular’”, acrescenta o MPF na denúncia.

“Em nenhuma das publicações há menção ao fato de que ‘proteção veicular’ não é contrato de seguro e que a atividade não é regulamentada por lei. A propaganda é no sentido de se aproximar do contrato de seguro, captando clientes com informações falsas. A informação prestada ao cliente é enganosa, fazendo ele crer se tratar de um contrato de seguro”, ressalta.

Remuneração ilegal

No exercício da atividade criminosa, os denunciados celebraram contratos padrão destinados ao público em geral, um ‘contrato de adesão dos produtos e serviços’. Para contratação do plano bastava que o interessado procurasse a sede da empresa e apresentasse cópia de CNH, CRLV e comprovante de residência; após, a Autovip realizava uma vistoria no veículo.

A remuneração da Autovip era uma parcela mensal fixa (‘taxa de administração’ para cobertura de aluguel, folha de pessoal, água e luz) e uma variável (decorrente do rateio dos acidentes) cobradas em cima do preço do automóvel de acordo com o preço médio de veículos da tabela Fipe21, conforme depoimentos colhidos no curso da investigação. Segundo o MPF, a atividade da Autovip é desenvolvida à margem da lei e as cláusulas dos contratos que exigem dos clientes o pagamento de taxas de adesão e mensalidades configuram cobrança indevida.

Pedidos

Na ação, o Ministério Público Federal pede a condenação dos denunciados nas penas por crime de gestão ilegal e temerária de instituição financeira, publicidade falsa e indevida cobrança de taxa.

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Economia

Cesta básica em JP é uma das mais baratas do Nordeste, diz Dieese

Produtos, supermercado, cesta básica

O preço da cesta básica de alimentos caiu em 11 capitais no mês de maio em comparação com abril. As maiores quedas ocorreram em Brasília (-1,9%) e Campo Grande (-1,85%). Os menores valores foram registrados em Aracaju (R$ 553,76), João Pessoa (R$ 580,95) e Recife (R$ 587,13). Os dados, divulgados nesta terça-feira (6), são do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), que pesquisa mensalmente o preço da cesta em 17 capitais.

As altas principais foram observadas em Salvador (1,42%) e Curitiba (1,41%). São Paulo foi a capital onde o conjunto dos alimentos básicos apresentou o maior custo (R$ 791,82), seguida de Porto Alegre (R$ 781,56), Florianópolis (R$ 765,13) e do Rio de Janeiro (R$ 749,76).

Comparando o preço da cesta de maio de 2023 com o do mesmo mês de 2022, houve aumento em 14 capitais, com variações que oscilaram de 0,98%, em Aracaju, a 7,03%, em Fortaleza. Em três capitais houve queda: Recife (-1,47%), Curitiba (-1,38%) e Florianópolis (-0,9%).

No acumulado dos cinco primeiros meses do ano (de janeiro a maio), o custo da cesta básica aumentou em 11 capitais, com destaque para as taxas acumuladas em Aracaju (6,28%), Belém (4,75%) e Salvador (4,14%). As quedas, que ocorreram em seis capitais, variaram de -4,24%, em Belo Horizonte, a -0,4%, no Rio de Janeiro.

Com base na cesta mais cara, que, em maio, foi a de São Paulo, e levando em consideração a determinação constitucional de que o salário mínimo deveria ser suficiente para suprir as despesas da família de um trabalhador com alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência, o Dieese estimou que o valor do salário mínimo necessário, em maio, deveria ter sido R$ 6.652,09 ou 5,04 vezes o mínimo atual, de R$ 1.320.

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Judiciário

Seis desembargadores votam para tornar réu promotor que causou a morte de médico paraibano no Rio Grande do Norte

Seis dos 14 desembargadores do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte (TJRN) votaram para que o promotor Sidharta John Batista da Silva seja réu por homicídio culposo na morte do médico paraibano Hugo Lemos Guimarães, atropelado e morto em 2018. O julgamento para aceitação da denúncia do Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN) deve acabar até sexta-feira (9).

O médico Hugo Guimarães foi morto em 2 de novembro de 2018, em São Miguel do Gostoso, no Rio Grande do Norte. Ele caminhava em uma calçada quando foi atropelado por um quadriciclo que era pilotado por Sidharta John.

Na denúncia, o MPRN relata que o promotor estava bêbado e resolveu dirigir o quadriciclo. Por isso, o crime é apontado como homicídio doloso, já que ele tinha consciência de que poderia matar alguém dirigindo o veículo embriagado.

Votaram pela aceitação da denúncia:

  • Saraiva Sobrinho (relator);
  • Cornélio Alves (acompanhou integralmente o relator);
  • Dilermando Mota (acompanhou integralmente o relator);
  • Glauber Rêgo (acompanhou integralmente o relator);
  • Virgílio Macêdo (acompanhou integralmente o relator);
  • Ibanez Monteiro (acompanhou parcialmente o relator)

O teor dos votos dos desembargadores só poderá ser conhecido após às 18h da sexta, com o fim da votação eletrônica sobre o caso. Segundo o advogado Rafael Vilhena, que representa a família da vítima, que os votos são favoráveis à aceitação da denúncia do MPRN.

“Isso (votos favoráveis à denúncia). A expectativa é de que o Tribunal receba a denúncia e que ele finalmente possa ser processado pelo crime e ao final condenado pelo homicídio do Hugo Guimarães. A família entende que ele agiu com dolo porque conduziu o quadriciclo sem habilitação e embriagado, segundo as provas encaminhadas ao altos”, afirmou Rafael Vilhena ao ClickPB.

Até às 15h30 desta terça-feira (6), oito desembargadores ainda não votaram sobre o caso. São eles: Amaury Moura; Cláudio Santos; Expedito Ferreira; Gilson Barbosa; João Rebouças; Lourdes de Azevedo; Maria Zenaide; e Vivaldo Pinheiro.

BG com informações do ClickPB

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Judiciário

Justiça anuncia leilão de mansões, carros de luxo e jet ski da Braiscompany avaliados em mais de R$ 6 milhões

A 4ª Vara da Justiça Federal na Paraíba (JFPB) publicou, nesta segunda-feira (5), edital de leilão público que objetiva a venda antecipada de bens sequestrados na investigação sobre a prática de crimes contra o sistema financeiro através da empresa Braiscompany. A medida tomada antes do julgamento final do processo visa prevenir a deterioração dos imóveis, automóveis e embarcações arrecadados até o momento.

Serão realizados dois leilões. No primeiro, marcado para as 09h do dia 28/06, os bens poderão ser arrematados pelo preço de avaliação. No segundo, que acontecerá no mesmo horário do dia 06/07, os bens poderão ser adquiridos por um preço não inferior a 80% do valor da avaliação. Os eventos serão conduzidos pelo leiloeiro público oficial Miguel Alexandrino Monteiro Neto e realizados de maneira eletrônica, através do site www.leiloesmonteiro.com.br.

O leilão está aberto a todas as pessoas físicas capazes e pessoas jurídicas regularmente constituídas. Para participar, os interessados deverão se cadastrar no site do leilão com pelo menos 72 horas de antecedência. Os servidores do setor de leilões da 4ª Vara Federal de Campina Grande, juntamente com o leiloeiro público oficial, estarão disponíveis para esclarecer quaisquer dúvidas sobre o funcionamento do leilão on-line.

Confira os bens que vão à leilão: 

Porsche Cayenne PHEV Azul (2021/2022): Avaliado em R$ 745.000,00, este veículo se encontra em ótimo estado de conservação e uso.

Land Rover Evoque Pure P5D Vermelha (2014): Com 115009 km rodados, este veículo é avaliado em R$ 120.000,00, também em bom estado de uso e conservação.

I/Ram 2500 Laramie Branca (2021): Este veículo de combustível diesel está avaliado em R$ 420.000,00 e conta com apenas 29060 km rodados.

Casa no Condomínio Residencial Atmosphera Eco Residence: Esta casa de 4 suítes, com área construída total de 465,09m², localizada em Lagoa Seca-PB, é avaliada em R$ 2.830.000,00.

Lote no Condomínio Residencial “Sierra Home Resort”: Este lote de 1.262,80m², localizado no Bairro Jardim Tavares, em Campina Grande/PB, possui uma construção de uma casa em andamento e é avaliado em R$ 1.800.000,00.

Casa Residencial no Loteamento Antônio Francisco do Bú V: Esta casa simples de 2 quartos, com área construída de 148,13m², localizada em Campina Grande/PB, avaliada em R$ 150.000,00.

Embarcação Motoaquática GTI SE 155: De cor preta e laranja, esta embarcação é avaliada em R$ 70.000,00 e se encontra em bom estado de conservação e funcionamento.

MaisPB

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Paraíba

VÍDEO: Segurança do São João de CG demitido por beber com Gusttavo Lima diz que cantor ‘sumiu’ após promessa

O segurança paraibano demitido após aceitar uma bebida alcoólica oferecida pelo cantor Gusttavo Lima, durante show no Parque do Povo, em Campina Grande, da última sexta-feira (2), disse estar se sentindo “lesado” pelo artista.

O sertanejo havia prometido ao segurança que caso ele fosse demitido iria ajudá-lo, insistindo para que o funcionário bebesse. No entanto, a demissão aconteceu logo após o ato, por meio do WhatsApp, segundo relatou o segurança.

Até o momento, ele afirmou não ter recebido qualquer contato da assessoria do cantor e continua desempregado. Ao fazer um apelo para o blog de Márcio Rangel, nessa segunda-feira (5), o segurança afirmou ser pai de dois filhos autistas e ser o único provedor financeiro de sua família.

BG com Paraíba Já

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Paraíba

Lula prioriza Pernambuco na agenda e menospreza novamente a Paraíba

LULA EM PERNAMBUCO: Confira a agenda do PRESIDENTE em Pernambuco nesta terça (6) e quarta (7) - Portal de Prefeitura

O presidente Lula cumpre nesta terça-feira (6) uma extensa agenda no estado de Pernambuco. O presidente irá à cidade de Goiana, município pernambucano que faz divisa com a Paraíba onde está localizado a fábrica da montadora Jeep. Ele deve chegar por volta das 15h em terras pernambucanas, sem qualquer sinalização de atravessar a fronteira.

Em maio, a vinda do presidente Lula a João Pessoa chegou a ser confirmada pelo ministro Márcio Macêdo, da Secretaria-Geral da Presidência da República durante o do PPA participativo. No entanto, a Secretaria-Geral da Presidência informou que não há nenhuma previsão de passagem do petista em solo paraibano.

Não é a primeira vez que Lula diminui a importância do estado e prioriza Pernambuco. Em março, a visita do presidente à Paraíba foi curta durante a inauguração do primeiro complexo híbrido de energia solar e eólica autorizado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Annel), localizado em Santa Luzia, no Sertão paraibano.

Lula entrou mudo e saiu calado num agenda relâmpago que durou meia-hora. Logo após um breve pronunciamento, cumpriu uma agenda em Pernambuco onde participou de reuniões com a governadora Raquel Lyra (PSDB), que durante a campanha estadual silenciou sobre aliança presidencial, enquanto sua adversária, Marília Arraes, subia no palanque petista.

São exemplos de uma falta de consideração com o povo paraibano, que contribuiu para a sua eleição ano passado.

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Judiciário

Justiça recebe denúncia do Gaeco e Buega Gadelha se torna réu pela terceira vez

Justiça recebe denúncia do Gaeco e Buega Gadelha se torna réu pela terceira vez

A juíza da 2ª Vara Criminal de Campina Grande, Flávia de Souza Baptista, recebeu nesta segunda-feira (5) a terceira denúncia apresentada pelo Gaeco no âmbito da Operação Cifrão. Outras duas decisões semelhantes e com o mesmo embasamento, mas em casos diferentes, já tinham sido proferidas.

Com a decisão, tornam-se réus o atual presidente da Fiep, Buega Gadelha; o engenheiro Francisco Petrônio Dantas Gadelha; o diretor de Administração e Finanças do Sesi, Jorge Aragão da Silva; o supervisor administrativo do Senai, Dannilo Cláudio de Araújo; os empresários Francisco de Paula Abrantes de Oliveira, Laudemiro de Souza Barros, Marconi Wanderley; além do tesoureiro da Fiep, Marconi Tarradt Rocha.

Na decisão, a magistrada extinguiu a punibilidade dos réus quanto ao crime de fraude em licitação, considerando a prescrição da prática. Ela também determinou o arquivamento das investigações com relação a Kelline Muniz Vieira.

Nesta terceira denúncia o Gaeco trata a respeito de uma licitação do Sesi que contratou a empresa LPM para a execução de obras (de engenharia) no inicial valor de R$ 1.435.957,55. O empreendimento tinha em seu quadro societário, naquela época, Marconi Wanderley, Laudemiro de Souza Barros e Francisco de Paula Abrantes de Oliveira.

Segundo os investigadores, Marconi é cunhado do atual tesoureiro da Fiep, Marconi Tarradt. Já Laudemiro é genro do tesoureiro. Buega Gadelha foi recentemente afastado do comando da Fiep por uma decisão da Justiça do Trabalho, em Campina Grande. Ele recorreu da decisão e voltou ao cargo.

O recebimento das duas denúncias marca o início do processo penal. Todos os investigados, claro, terão amplo direito de defesa e ao contraditório, com a oportunidade de explicar os questionamentos feitos pelo MP. Na época em que foi deflagrada a Operação Cifrão, o presidente da Fiep, Buega Gadelha, convocou uma coletiva de imprensa e afirmou que não houve qualquer tipo de irregularidade nas contratações.

Jornal da Paraíba

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Paraíba

Brasil só recicla 4% dos resíduos sólidos; Famup tem projeto que incentiva prática na Paraíba

Dados da International Solid Waste Association (ISWA) mostram que no Brasil apenas 4% dos resíduos sólidos que poderiam ser reciclados são enviados para esse processo, índice muito abaixo de países de mesma faixa de renda e grau de desenvolvimento econômico, como Chile, Argentina, África do Sul e Turquia, que apresentam média de 16% de reciclagem. Entendendo a importância da reciclagem para a economia e para o meio ambiente, a Federação das Associações de Municípios da Paraíba (Famup) destaca, nesta segunda-feira (5), Dia Nacional da Reciclagem e Dia Mundial do Meio Ambiente, o projeto ‘Reciclo para Todos’ que vem mudando a realidade de municípios do estado.

O ‘Reciclo para Todos’ é um projeto desenvolvido com base na competência e qualificação atestada da equipe técnica da Famup, composta por uma equipe multidisciplinar que já participou da elaboração e execução de diversas ações ligadas a implementação das normas jurídicas em torno das demandas ambientais, pautadas pela Política Nacional de Resíduos Sólidos, tendo como regramento balizador a Lei Federal de nº 12.305/2010, em parceria com o Ministério Público do Estado da Paraíba, Sudema e Ibama. No estado, a parceria já acontece nos municípios de Alhandra e Caaporã.

“Esse é um projeto de inclusão social, de destino correto dos resíduos sólidos e inclusão dos catadores dentro da Lei de Resíduos Sólidos. Um projeto que conta com o apoio do Ministério Público da Paraíba, um parceiro que contribui com essas ações. Todos os municípios paraibanos podem participar do ‘Reciclo para Todos’, basta procurar a Famup. O projeto é financiado pelas prefeituras por meio de convênio e veio para resolver muitos problemas”, destacou o presidente George Coelho.

O município que se interessar em garantir o projeto terá da Famup todo apoio para executá-lo através de uma equipe técnica, em conformidade com a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS). O ‘Reciclo para Todos’ tem na figura dos catadores de resíduos sólidos um dos objetos de mudança. As atribuições conferidas aos catadores pela sociedade e pelo poder público, possuem um viés contraditório, pois não é dado a esses agentes o devido reconhecimento da sua dignidade humana, uma vez que a sociedade ainda não despertou para o papel fundamental dos catadores.

O setor produtivo (Comércio e Indústrias) e a sociedade também são objeto dos projetos desenvolvidos dentro do ‘Reciclo para Todos’, assim como o poder público, mas em particular se destaca os alunos do Ensino Médio e Fundamental da rede de ensino pública e privada, a estes se somam todos os profissionais da saúde, educação e da assistência social.

Blog do BG PB com PortalDaCapital

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