Paraíba

VÍDEO: “GOLPE DO LIMPA NOME” Em menos de um mês, Paraíba volta a ser destaque nacional

 

Ver essa foto no Instagram

 

Um post compartilhado por Portal BG PB (@blogdobgpb)

A Paraíba voltou a ganhar destaque em rede nacional. O estado foi citado em uma reportagem exibida pelo Fantástico, da TV Globo, neste domingo (31), sobre a suposta “indústria do limpa-nome”, esquema investigado em diversos estados do país.

Segundo a reportagem, juízes paraibanos estão entre os investigados por suposta participação em decisões judiciais que beneficiavam ações coletivas destinadas à retirada temporária de restrições de crédito de consumidores inadimplentes.

Um dos juízes citados é Glauco Coutinho Marques, que, segundo o Ministério Público, teria concedido decisões favoráveis a entidades investigadas. As apurações apontam suspeitas de pagamento de vantagens indevidas para a emissão das liminares. O magistrado é réu no processo e está afastado do cargo desde 2024.

Outro nome mencionado é o da juíza Daniere Ferreira de Souza, que também é investigada por órgãos de controle em razão de decisões relacionadas ao esquema.

As investigações seguem em andamento e buscam esclarecer a participação de associações, advogados e magistrados no esquema, além de verificar a legalidade das liminares concedidas.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.

Paraíba

RETROCESSO: UFPB e UFCG caem em ranking das melhores universidades do mundo

Divulgação

Um levantamento divulgado nesta segunda-feira (1º) pelo Centro para Rankings Universitários Mundiais (CWUR), na edição 2026 do ranking Global 2000, mostra que a Universidade Federal da Paraíba (UFPB) e a Universidade Federal de Campina Grande (UFCG) seguem entre as universidades mais bem colocadas do mundo. A UFPB ocupa a 1.284ª posição mundial, enquanto a UFCG aparece na 1.962ª colocação.

Apesar disso, as duas universidades paraibanas estão entre as 45 das 52 instituições brasileiras que perderam posições em relação ao ano passado.

Segundo o CWUR, o recuo das instituições brasileiras está relacionado principalmente ao desempenho em pesquisa científica e ao avanço de universidades estrangeiras. O presidente do CWUR, Nadim Mahassen, afirmou que a perda de competitividade das universidades do país está ligada à insuficiência de investimentos no setor.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.

Paraíba

Paraíba registra mais de 70 homicídios de mulheres em 2024; negras são maioria

A Paraíba registrou 71 homicídios de mulheres em 2024, segundo dados do Atlas da Violência 2026, divulgados nesta terça-feira (26). O estado apresentou taxa de 3,4 mortes para cada 100 mil mulheres, índice igual à média nacional.

O levantamento é produzido pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) em parceria com o Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP) e reúne indicadores de violência letal em todo o país.

Apesar do número de casos, o relatório aponta queda nos homicídios de mulheres na Paraíba nos últimos anos. Em comparação com 2023, houve redução de 10,1% na taxa de mortalidade feminina no estado. Já no acumulado entre 2014 e 2024, a diminuição foi de 39,3%, acima da média nacional, que registrou queda de 27,7% no mesmo período.

Mulheres negras são maioria das vítimas

Os dados do Atlas também mostram desigualdade racial nos casos de violência letal contra mulheres na Paraíba. Em 2024, 54 mulheres negras foram assassinadas no estado. A taxa foi de 4 homicídios para cada 100 mil mulheres negras, mantendo estabilidade em relação ao ano anterior.

Entre as mulheres não negras, foram registradas 12 mortes, com taxa de 1,6 homicídio por 100 mil mulheres.

Segundo o estudo, mulheres negras têm risco 2,5 vezes maior de serem vítimas de homicídio na Paraíba em comparação com mulheres não negras.

Na comparação regional, a Paraíba apresentou taxa inferior à de outros estados do Nordeste. Enquanto o estado registrou 3,4 mortes por 100 mil mulheres, o Ceará teve índice de 5,7. Pernambuco e Bahia registraram taxa de 5,4.

Mesmo assim, o índice paraibano ainda é mais que o dobro do registrado em São Paulo, estado com a menor taxa do país, de 1,5 homicídio por 100 mil mulheres.

Dados sobre idosos, indígenas e crianças

O Atlas da Violência também trouxe indicadores relacionados a outros grupos vulneráveis na Paraíba.

Entre as mulheres idosas, o estado registrou taxa de 2,1 internações por agressão para cada 100 mil habitantes no sistema de saúde. Ao todo, foram contabilizados 49 homicídios de idosos, considerando homens e mulheres.

Em relação à população indígena, a Paraíba registrou um homicídio de pessoa indígena em 2024, sem detalhamento sobre o sexo da vítima.

No recorte da violência infantil, o levantamento apontou três homicídios de crianças de 0 a 4 anos e seis homicídios de crianças entre 5 e 14 anos, considerando meninos e meninas.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.

Paraíba

Violência contra mulheres e população negra apresenta queda, mas números seguem elevados na Paraíba

A violência contra pessoas negras e mulheres apresentou redução na Paraíba ao longo da última década, segundo os dados do Atlas da Violência 2026. Apesar da queda nos índices, os números ainda revelam cenários persistentes de desigualdade, vulnerabilidade social e concentração da violência entre grupos historicamente mais expostos.

Produzido pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública e pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), o Atlas da Violência reúne dados oficiais do Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM) e do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan), ambos do Ministério da Saúde. O levantamento considera os registros entre 2014 e 2024 e busca subsidiar políticas públicas baseadas em evidências.

Pessoas negras seguem como maioria das vítimas

Mesmo com redução nos índices da violência letal, pessoas negras continuam sendo as principais vítimas de homicídios no Brasil.

Em 2024, o país registrou 32.820 homicídios de pessoas negras, número que representa 77% de todos os assassinatos contabilizados no período. Na prática, quase 90 pessoas negras foram assassinadas por dia no Brasil ao longo do último ano analisado.

Na Paraíba, o número de homicídios contra pessoas negras caiu de 1.342 casos em 2014 para 925 em 2024, redução de 31,1% na década.

Em relação às taxas, a queda foi ainda maior. O estado saiu de 54,8 homicídios por 100 mil habitantes negros em 2014 para 34,1 em 2024, redução de 37,8%, percentual superior ao registrado nacionalmente no mesmo período, que foi de 30,4%.

No Nordeste, a Paraíba aparece como o 5º estado com menor número de homicídios de pessoas negras registrados em 2024. Já no comparativo da última década, o estado foi o 4º da região com maior redução proporcional desses crimes.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.

Paraíba

Homem é preso suspeito de raspar cabelo da namorada em JP

Cidada da Polícia – Foto: Divulgação/Governo da Paraíba

Um homem suspeito de raspar o cabelo e a sobrencelha da namorada foi preso, nessa sexta-feira (29), no bairro de Mangabeira, em João Pessoa. Ele é investigado pelos crimes de lesão corporal grave e tortura.

As investigações tiveram início após a vítima procurar a Delegacia da Mulher da Zona Sul, em maio de 2025, ocasião em que foi acolhida pela equipe especializada e relatou as diversas violências sofridas. Os fatos ocorreram na comunidade Irmã Dulce, onde o investigado teria submetido a mulher a sucessivos episódios de agressão física e psicológica.

A polícia chegou a conclusão que os elementos probatórios apontaram a prática de atos de extrema violência e humilhação contra a mulher, incluindo o corte forçado de seus cabelos e sobrancelhas. Por isso, a autoridade policial pediu a prisão preventiva do homem, que foi deferida pela Justiça em março deste ano.

Depois de uma semana de buscas, os policiais encontraram o acusado na ‘Feirinha’ do bairro de Mangabeira nessa sexta. Os investigadores relataram que o homem deixou de residir na região e passou a trocar de endereço constantemente para dificultar a prisão.

O suspeito está preso na Cidade da Polícia Civil, no bairro do Geisel, na Capital, onde aguarda a audiência de custódia.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.

Paraíba

Cinco trechos de praia estão impróprios para banho na Paraíba; saiba quais


					Cinco trechos de praia estão impróprios para banho na Paraíba; saiba quais
Praia do Amor (Foro: Francisco França/Arquivo)

A Paraíba tem cinco trechos impróprios para banho de acordo com o relatório de balneabilidade divulgado pela Superintendência de Administração do Meio Ambiente (Sudema) nesta sexta-feira (29). Três trechos estão localizados em João Pessoa e dois em Pitimbu, no Litoral Sul.

Trechos impróprios em João Pessoa:

    • Manaíra e Tambaú: Avenida Senador Ruy Carneiro
    • Seixas: Rua dos pescadores
    • Penha: Rua Ver. Mario Torres de Andrade

Trechos impróprios em Pitimbu:

  • Maceió: Avenida Beira Mar
  • Pontinha: Rua Projetada 5

Os pontos monitorados estão situados em João Pessoa, Pitimbu, Mataraca, Baía da Traição, Conde, Lucena, Cabedelo e Rio Tinto.

O relatório coletou amostras nos períodos de 25 a 28 de maio, e é válido até 5 de junho, data de divulgação do próximo relatório.

O que é balneabilidade das praias?

De acordo com a Sudema, a balneabilidade é a qualidade das águas destinadas à recreação de contato primário, que são atividades de contato direto e prolongado com a água (banho, natação, mergulho, pesca, etc), onde existe a possibilidade de ingestão.

Para a avaliação, é necessário o estabelecimento de critérios objetivos, que devem se basear em indicadores a serem monitorados e seus valores confrontados com padrões pré-estabelecidos, para que se possa identificar se determinado local é favorável ou não.

Os corpos d’água contaminados por esgoto doméstico, por exemplo, podem expor os banhistas a bactérias, vírus e protozoários. Crianças e idosos, ou pessoas com baixa resistência, são as mais suscetíveis a desenvolver doenças ou infecções após terem nadado em águas contaminadas.

Doenças transmissíveis em praias com água contaminada

Doenças transmissíveis por meio de água contaminada são uma preocupação em praias. Embora a maioria das doenças relacionadas ao banho não seja grave, elas podem causar uma variedade de sintomas, como enjoo, vômitos, dores de estômago, diarreia, dor de cabeça e febre.

Além disso, infecções em áreas como os olhos, ouvidos, nariz e garganta também são possíveis. Em praias altamente contaminadas, os banhistas podem estar expostos a doenças mais graves, incluindo disenteria, hepatite A, cólera e febre tifoide.

A contaminação da água pode ocorrer de várias formas, como esgoto não tratado, descarga inadequada de resíduos e poluição causada por atividades humanas. A falta de infraestrutura sanitária adequada e o manejo inadequado dos resíduos são fatores contribuintes para a contaminação da água.

É essencial o monitoramento regular de qualidade da água e para que sejam tomadas medidas que minimizem as possibilidades de contaminação. Os banhistas também devem tomar precauções, como evitar engolir água, lavar as mãos antes de comer e após usar o banheiro, e procurar áreas de praia com melhores condições sanitárias.

A conscientização sobre os riscos associados à água contaminada é fundamental para garantir a segurança e o bem-estar dos frequentadores das praias.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.

Paraíba

API se solidariza com repórter da TV Arapuan Jéssica Aquino, agredida enquanto trabalhava

A Associação Paraibana de Imprensa (API) se solidarizou, nesta sexta-feira (29), com a repórter Jéssica Aquino, da TV Arapuan/Band na Paraíba, que foi agredida ao vivo enquanto trabalhava no Mercado Central, em João Pessoa. Em nota, a API “lamentou profundamente” o episódio e cobrou a adoção das providências cabíveis contra o agressor.

“A API lamenta profundamente o episódio e reforça que qualquer ato de violência contra profissionais da imprensa representa uma grave afronta à liberdade de imprensa, ao direito à informação e ao livre exercício do jornalismo”, citou a Associação.

“A entidade se solidariza com a repórter, seus familiares e colegas de trabalho, ao tempo em que espera a devida apuração dos fatos e a adoção das providências cabíveis pelas autoridades competentes”, complementou a API.

A agressão contra a jornalista repercutiu nacionalmente. Jéssica chegou a se emocionar durante a participação e, depois do susto, não voltou ao ar. A suspeita é de que o agressor tem problemas mentais.

Leia nota na íntegra

A Associação Paraibana de Imprensa (API) manifesta solidariedade à repórter Jéssica Aquino, da TV Arapuan/Band Paraíba, vítima de agressão na manhã desta sexta-feira (29), durante o exercício de sua atividade profissional em João Pessoa.

A jornalista participava de uma entrada ao vivo no programa Tribuna Livre, abordando a comercialização de milho no período junino, quando foi surpreendida por uma pessoa em situação de rua, sofrendo empurrões e agressões físicas diante das câmeras.

A API lamenta profundamente o episódio e reforça que qualquer ato de violência contra profissionais da imprensa representa uma grave afronta à liberdade de imprensa, ao direito à informação e ao livre exercício do jornalismo.

A entidade se solidariza com a repórter, seus familiares e colegas de trabalho, ao tempo em que espera a devida apuração dos fatos e a adoção das providências cabíveis pelas autoridades competentes.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.

Paraíba

(VÍDEO): Repórter da TV Arapuan é agredida durante entrada ao vivo no Mercado Central

 

Ver essa foto no Instagram

 

Um post compartilhado por Portal BG PB (@blogdobgpb)

A repórter Jéssica Aquino, da TV Arapuan, afiliada da Band na Paraíba foi covardemente agredida na manhã desta sexta-feira (29) durante uma entrada ao vivo no programa Tribuna Livre. Jéssica havia iniciado a conversa com o apresentador Bruno Pereira para falar sobre a venda de milho no período junino quando foi surpreendida por uma pessoa em situação de rua.

Durante a transmissão, Jéssica sofreu empurrões e tapas. Em nota, a emissora manifestou solidariedade à repórter e disse que a profissional está fisicamente bem, mas permanece abalada emocionalmente . caso foi registrado e as providências cabíveis estão sendo tomadas.

 

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.

Paraíba

Escândalo do Padre Zé: “Prato Cheio foi um prato cheio para quem queria desviar recurso”, diz MP


					Escândalo do Padre Zé: "Prato Cheio foi um prato cheio para quem queria desviar recurso", diz MP

“Esse programa Prato Cheio foi um prato cheio para quem queria desviar recurso”. A afirmação é do Procurador de Justiça Luís Nicomedes, do Ministério Público, durante o julgamento desta quarta-feira (27) no Órgão Especial do Tribunal de Justiça da Paraíba, que tornou réus dois ex-secretários do Estado, o padre Egídio de Carvalho e mais 13 pessoas.

Na denúncia, o MP aponta um suposto pagamento de propina aos ex-auxiliares do Governo João Azevêdo, Tibério Limeira e Pollyanna Werton, além de pagamentos indevidos a ex-diretores do Hospital Padre Zé e servidores da Secretaria de Desenvolvimento Humano do Estado.

“Mercadoria”, “quilograma”, “encomenda” e “documentos” seriam alguns dos termos usados para fazer referência aos pagamentos, conforme o MP.

Mas a tese sustentada pelo Gaeco não se resume aos supostos repasses indevidos. Os investigadores apontaram também falhas na fiscalização e execução do Programa Prato Cheio, o que teria contribuído para os desvios. Desde a contratação das empresas até a falta de acompanhamento na distribuição dos alimentos.

No período compreendido entre 2021 e 2023 foram firmados 14 (quatorze) Termos de Colaboração para o Programa Prato Cheio, com vigência de até 06 meses, totalizando recursos liberados de R$ 21.124.000,00 (vinte e um milhões e cento e vinte e quatro mil reais), abrangendo ações nos municípios de João Pessoa, Guarabira, Campina Grande, Pombal e Cajazeiras.

“Nota-se uma prevalência/hegemonia das empresas vinculadas a KILDENN TADEU como fornecedoras dos itens ligados ao programa PRATO CHEIO – ALGUMAS INCLUSIVE CRIADAS NO ANO DE PARTICIPAÇÃO -, cujo montante total (apenas nos mencionados Termos de Colaboração) alcançou o montante de R$ 18.424.000,00 (dezoito milhões e quatrocentos e vinte e quatro mil reais)”, relata a denúncia.

Em uma outra denúncia o Gaeco aponta desvios superiores a R$ 10 milhões no programa do Governo estadual.

Outro lado

Durante o julgamento os advogados dos investigados Tibério Limeira, Pollyanna Werton e padre Egídio de Carvalho pediram a nulidade do procedimento e o não recebimento da denúncia. Eles alegaram cerceamento de defesa e possíveis vícios no armazenamento de provas.

As defesas também questionaram que a denúncia não tinha a assinatura do procurador geral de justiça, tese refutada pelo relator e demais membros do TJ. Eles lembraram que a legislação possibilita a delegação da atuação do PGJ para grupos especializados do Ministério Público – como é o caso do Gaeco.

Os advogados de Pollyanna Werton também afirmaram que ela irá provar ser inocente no decorrer do processo. A defesa de Tibério não se manifestou após o recebimento da denúncia, mas na época em que ela foi apresenta ele considerou que os elementos apresentados pelo MP são frágeis.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.

Paraíba

Relatório aponta contaminação por esgoto, risco sanitário e degradação ambiental na Bica

MPPB constata irregularidades na Bica e ajuíza ação contra Município, Cagepa e Sudema

Na ação, o órgão ministerial afirma que relatórios técnicos, pareceres e fiscalizações realizadas por diferentes órgãos públicos revelaram uma situação persistente de irregularidades no parque, incluindo contaminação por esgoto doméstico, descarte inadequado de resíduos contaminados, infiltrações em áreas veterinárias e deficiência na estrutura destinada aos animais.

O processo tramita na 3ª Vara da Fazenda Pública da Capital e foi proposto pelo promotor de Justiça Edmilson de Campos Leite Filho, responsável pela área ambiental.

Esgoto

Segundo o Ministério Público, a Sudema identificou sinais de severa contaminação hídrica dentro da Bica, com indícios de lançamento irregular de esgoto entre os pontos de nascente e a lagoa do parque. O relatório técnico aponta ainda suspeitas de ligações clandestinas de esgoto no entorno da unidade ambiental, elevando os riscos de proliferação de doenças transmitidas pela água.

A investigação também constatou deficiência estrutural no sistema de esgotamento sanitário interno do parque. De acordo com o MP, não há mapeamento completo da rede de esgoto, existem tubulações expostas e improvisadas, além da ausência de identificação clara sobre o destino final dos efluentes produzidos na área.

Resíduos veterinários

Outro ponto considerado grave pelo Ministério Público envolve o gerenciamento de resíduos contaminados do ambulatório veterinário. Conforme a ação, resíduos infectantes estariam sendo recolhidos manualmente por funcionários e encaminhados informalmente para outra unidade de saúde, sem rastreabilidade documental ou comprovação de destinação ambiental adequada.

Além disso, os órgãos técnicos identificaram acúmulo irregular de resíduos sólidos próximos à lagoa da Bica, situação agravada pela ausência de barreiras físicas eficientes entre o parque e áreas externas, o que facilitaria o descarte clandestino de lixo.

As vistorias também apontaram infiltrações, mofo e umidade em setores sensíveis do ambulatório veterinário, incluindo salas de procedimentos e recuperação animal. Segundo o MP, os problemas comprometem as condições mínimas de salubridade para animais, servidores e colaboradores.

Nos recintos destinados a animais em tratamento, isolamento e reabilitação, foram encontradas inadequações estruturais e falhas no controle térmico, especialmente em espaços destinados a répteis.

A ação ainda destaca problemas no sistema de segurança do parque. De acordo com os relatórios anexados ao processo, a maior parte das câmeras de vigilância estaria inoperante, comprometendo o monitoramento interno, a proteção dos animais e a resposta a situações como invasões, fugas e furtos.

Para o Ministério Público, o conjunto de irregularidades demonstra um “quadro estrutural de degradação ambiental, deficiência sanitária e inadequação operacional incompatível com a finalidade institucional” da Bica.

O MPPB pede que a Justiça determine medidas emergenciais e estruturais para regularização do parque, incluindo recuperação ambiental da lagoa, adequação do sistema de esgotamento sanitário, melhoria dos recintos animais, monitoramento contínuo da água, implantação de medidas de biossegurança e reativação do sistema de vigilância.

Além disso, o órgão requer a condenação da Prefeitura de João Pessoa, Sudema e Cagepa ao pagamento de indenização por danos morais coletivos em razão da persistência dos problemas apontados na ação.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.