A Defesa Civil do Haiti confirmou que subiu para 227 o número de mortes causadas pelo terremoto que atingiu o país neste sábado (14). Os números iniciais apontavam para 29 mortos.
O tremor de magnitude 7,2 sacudiu o país por volta das 8h30 (9h30 no horário de Brasília), a 12 km da cidade de São Luís do Sul, localizada a 160 km da capital haitiana, Porto Príncipe, segundo dados do Instituto Geológico dos Estados Unidos (USGS).
O terremoto chegou a ser sentido também na República Dominicana e em Cuba, tendo uma réplica com magnitude de 5,2 graus, a 17 quilômetros da localidade de Chantal.
O primeiro-ministro do Haiti, Ariel Henry, classificou a situação do país como “dramática” e declarou estado de emergência. Em uma mensagem publicada no Twitter, o premiê clamou pelo “espírito de solidariedade e compromisso de todos os haitianos”, para enfrentar “esta situação dramática que vivemos atualmente”.
O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, autorizou uma “resposta americana imediata” para ajudar o Haiti após ser informado sobre o terremoto. Ele também nomeou a diretora da Agência dos EUA para o desenvolvimento (Usaid), Samantha Power, como alta executiva para coordenar esse esforço.
Porém, quando havia a expectativa no país de um pedido de desculpas e até de uma autodenúncia na Justiça, Fernández minimizou a violação das regras de isolamento social e optou por concentrar a culpa na sua mulher.
“Lamento o que aconteceu. Não vai voltar a acontecer”, disse o presidente.
O evento teria ocorrido enquanto estava em vigor um decreto, por ele mesmo assinado, que proibia as reuniões e a circulação de pessoas enquanto obrigava o uso de máscaras e o distanciamento social.
“Fabiola [Yañez, primeira-dama] convocou uma reunião para um brinde com os amigos que não deveria ter feito. Definitivamente, percebo que não deveria ter feito”, disse Fernández.
O deputado Mario Negri, líder da oposição na Câmara e um dos autores de um pedido de impeachment, criticou o presidente argentino: “Não é de um cavalheiro culpar a sua esposa. Não foi um descuido”, afirmou.
“O presidente não explicou por que mentiu aos argentinos ao negar as reuniões sociais e entrou mais no seu próprio labirinto”, disse Negri. A
Argentina teve a mais prolongada e estrita quarentena do mundo ao longo de 233 dias em 2020 que, no entanto, não impediu o contágio de 5,074 milhões de pessoas e a morte de 108.815 delas.
Em mais uma vitória contra o regime de tutela a que é submetida há 13 anos, a cantora Britney Spears deverá deixar de ter seu pai, Jamie Spears, como seu tutor legal. Segundo documentos obtidos pelo jornal The New York Times, o pai da cantora desistiu da função. Ele manifestou ainda o desejo de ajudar na transição para um novo tutor.
A cantora, de 39 anos, está acumulando algumas vitórias na Justiça recentemente, após trocar de advogado. Ela tenta há anos deixar o regime de tutela total em que é submetida e que não lhe permite movimentar suas finanças nem tomar algumas decisões pessoais.
“Mesmo sendo o senhor Spears o alvo incessante de ataques injustificados, ele não acredita que uma batalha pública com a sua filha sobre seu serviço como tutor dela seria de seu interesse”, dizem os documentos.
Em resposta à saída de Jamie Spears, o advogado da cantora, Mathew S. Rosengart, divulgou um comunicado oficial. “Estamos satisfeitos que o Sr. Spears e seu advogado tenham admitido hoje que ele deve ser removido. Estamos desapontados, no entanto, por seus ataques vergonhosos e repreensíveis em curso contra a Sra. Spears”, diz o texto.
“Esperamos continuar nossa investigação vigorosa sobre a conduta do Sr. Spears e outros, nos últimos 13 anos, enquanto ele colheu milhões de dólares do patrimônio de sua filha, e estou ansioso para receber o depoimento juramentado do Sr. Spears no futuro próximo.”
Desde que foi submetida ao controle do pai por sua suposta incapacidade, Britney lançou quatro discos, fez turnês e foi jurada de TV. O arranjo, no entanto, foi interrompido em 2020. Desde então, ela tem se recusado a trabalhar enquanto durar a tutela. Ela parou de fazer shows e de gravar novas músicas até que tenha sua autonomia de volta.
Centenas de convidados celebraram os 60 anos do ex-presidente dos EUA, Barack Obama, na noite de sábado (7), na mansão do político em Martha’s Vineyard, ilha localizada na costa nordeste dos Estados Unidos.
Apesar dos pedidos para a não divulgação, tabloides como Daily Mail e New York Post tiveram acesso a vídeos e imagens –registros com pessoas aglomeradas e sem uso da máscara em meio ao avanço da variante delta nos EUA.
O empresário do rapper Trap Beckham, TJ Chapman, disse ao New York Post que todos os convidados foram obrigados a excluir as publicações na festa depois que as fotos chegaram à mídia.
Na 6a feira (6), Obama disse ao New York Times que reduziu a lista de 500 convidados por causa do avanço da covid nos EUA. Ainda assim, teriam comparecido famosos como John Legend –que cantou os parabéns –, Beyoncé, Jay-Z, Bradley Cooper e George Clooney, registraram os portais Politico e The Hill.
Ainda durante a semana, a Casa Branca confirmou que o presidente Joe Biden foi convidado para a festa, mas que não poderia comparecer. Os convidados teriam sido presenteados com máscaras personalizadas e guardanapos com “44×60”. Os números simbolizam que Obama foi o 44º dos EUA e completou seu 60º aniversário.
O democrata não se manifestou sobre a festa em suas redes sociais até o fechamento desta matéria.
Milhares de argentinos saíram às ruas de Buenos Aires neste sábado (7) em protesto contra a falta de empregos e a pobreza, em um país que sofre há anos com a crise econômica, intensificada pela pandemia de coronavírus.Organizações de desempregados e grupos de esquerda encabeçaram o protesto que começou em uma igreja a oeste da capital argentina, para onde peregrinam anualmente milhares de pessoas para pedir por emprego no santuário de San Cayetano – patrono local do trabalho -, terminando na Praça de Maio, em frente à sede do governo.
“Venho pedir pelas pessoas que não têm trabalho: meu irmão não tem, meus vizinhos ficaram sem trabalho e muita gente que vemos que está mal de todas as formas”, disse Néstor Pluis, auxiliar escolar de 41 anos.
A Argentina busca crescer 7% em 2021 para deixar para trás uma recessão com inflação alta iniciada em 2018, que foi agravada pela quarentena decretada com a pandemia de covid-19. A crise deixou 42% da população na pobreza, com uma taxa de desemprego de 10,2%.
A campanha de vacinação contra a covid-19 em Israel começou, de fato, a aplicar a terceira dose em pessoas com mais de 60 anos neste domingo (01), após ter dado o pontapé inicial nesta etapa na última sexta-feira com o presidente israelense, Isaac Herzog, e um pequeno número de cidadãos.
Segundo a imprensa local, dezenas de milhares de israelenses já fizeram o agendamento para receber esta dose de reforço da vacina da Pfizer, que está disponível há várias semanas para adultos imunodeprimidos e agora também para quem tem mais de 60 anos e recebeu a segunda dose há pelo menos cinco meses.
O objetivo do governo é ter cerca de 1,5 milhão de cidadãos com mais de 60 anos vacinados na próxima semana, em uma nova campanha que surge à medida que o país continua registrando taxas crescentes de morbidade do novo coronavírus.
Clalit, a principal provedora de saúde entre as quatro empresas israelenses responsáveis pela administração da vacina, recebeu neste domingo cerca de 1.300 pessoas nas suas clínicas em todo o país para a aplicação da terceira dose e outros sete mil clientes estão agendados para serem imunizados nos próximos dias.
Israel é pioneiro no mundo na aplicação de uma terceira dose da vacina da Pfizer, recomendação da empresa farmacêutica que desencadeou um debate global, mas que ainda não foi aprovada pelas autoridades sanitárias dos Estados Unidos nem da União Europeia.
As infecções diárias aumentaram constantemente em Israel nas últimas semanas, fenômeno que é atribuído à propagação da variante delta.
Após alguns meses de quase normalidade, o país, que liderou uma das campanhas de vacinação mais rápidas do mundo e imunizou cerca de 60% da população-alvo com duas doses, teve novamente de aplicar algumas restrições devido ao aumento das infecções.
Na linha dos últimos dias, mais de 2.000 novos casos de covid-19 foram diagnosticados nas últimas 24 horas, com uma taxa de positividade acima de 3%, um aumento acentuado em relação à semana anterior, quando a taxa estava abaixo de 2,5%.
Atualmente, quase 19 mil pessoas estão infectadas com o vírus em Israel e mais de 210 pacientes com covid-19 em estado grave estão internadas em hospitais.
Nas últimas semanas, as autoridades israelenses também reforçaram as restrições para as pessoas que voltam do exterior e expandiram os países para os quais as viagens estão proibidas por serem considerados de maior risco.
Esta lista inclui Brasil, Espanha, Argentina e México, para onde os cidadãos israelenses e residentes no país não podem viajar sem uma autorização especial.
A Espanha liberou a entrada no país de voos partindo do Brasil, depois de interromper as conexões em fevereiro deste ano, por causa da pandemia de covid-19. O anúncio foi feito hoje (31) pela embaixada espanhola no Twitter e vale a partir do dia 3 de agosto, para familiares de cidadãos espanhóis e para quem tem visto de longa duração, incluindo estudantes.
“A partir do dia 3 de agosto serão permitidos os voos desde o #Brasil para a #Espanha para membros da família de cidadãos espanhóis e portadores de vistos de longa duração, inclusive estudantes. É estabelecida uma quarentena obrigatória para todos os passageiros”, publicou a embaixada na rede social.
No dia 22 de julho a Espanha já havia reaberto suas fronteiras, com restrições, para pessoas de 23 países, mas o Brasil tinha ficado de fora da lista.
Na quarta-feira (28), o secretário-geral do Itamaraty, Fernando Simas Magalhães, se reuniu com o embaixador da Espanha no Brasil, Fernando García Casas, para tratar do assunto, em especial a situação dos estudantes.
As exigências sanitárias para entrar na Espanha incluem um certificado que pode ser o de vacinação, de recuperado de covid-19 com mais de 11 dias ou o teste diagnóstico negativo com no máximo 48 horas. Qualquer um dos certificados deve ser traduzido para o espanhol, inglês, francês ou alemão.
Para a vacinação serão aceitos passageiros que tenham tomado as duas doses da Pfizer, AstraZeneca ou Coronavac pelo menos 14 dias antes da chegada à Espanha, sendo dispensado nesses casos os testes diagnósticos adicionais. A comprovação é feita por meio do certificado digital do Ministério da Saúde, o Conecte SUS, com tradução oficial da embaixada que pode ser requerida pela internet.
Independente da nacionalidade ou da situação de vacinação, todos os viajantes que cheguem à Espanha a partir do Brasil deverão passar por uma quarentena de dez dias, a ser feita no hotel ou domicílio escolhido pela própria pessoa.
As informações foram publicadas no Boletim Oficial do Estado espanhol hoje e tratam das restrições impostas a países com alto risco sanitário para covid-19, segundo critérios de avaliação como taxa de incidência da doença por 100 mil habitantes nos últimos 14 dias e percentual da população vacinada.
O Brasil, a África do Sul, Argentina, Bolívia, Colômbia e Namíbia foram incluídos na categoria de alto risco, estabelecendo a quarentena para os ocupantes de voos procedentes destes países, para que possa ser feito o acompanhamento e rastreio de possíveis casos importados da doença. Viagens de turismo à Espanha continuam proibidas.
O presidente israelense, Isaac Herzog, recebeu hoje uma terceira dose da vacina da Pfizer contra Covid, dando início no país a uma campanha para reforçar a imunização de pessoas com mais de 60 anos.
“Começamos a campanha de reforço da vacinação”, declarou, posando para fotos no Hospital Sheba, no subúrbio de Tel Aviv. “Israel é o pioneiro, tomando a dianteira com uma terceira dose da vacina para pessoas com 60 anos e mais”, acrescentou o primeiro-ministro Naftali Bennett.
De acordo com a Pfizer, que produz a vacina mais usada em Israel, “novos estudos mostram que uma terceira dose tem efeitos neutralizadores contra avariante Delta, cinco vezes mais elevados entre os jovens e mais de 11 vezes entre os mais velhos”.
O governo dos Estados Unidos recomendou que todos, até os que já estão vacinados, voltem a usar máscaras em ambientes fechados nas regiões com alta transmissão de Covid.
O Centro de Controle e Prevenção de Doenças teve que recuar. A partir desta terça-feira (28), o CDC recomenda, mesmo aos vacinados, o uso de máscaras em ambientes fechados nas áreas onde o contágio de Covid é considerado “substancial” ou “alto”. Isso representa dois terços do país. A maior parte corresponde a regiões que têm também os índices mais baixos de vacinação.
A nova recomendação também é válida para quem mora com pessoas vulneráveis – incluindo crianças, que ainda não podem tomar a vacina – e para todos os alunos, professores e funcionários de escolas, independentemente de estarem vacinados ou não.
Por trás da decisão: a variante delta, que fez saltar o número de novos casos diários de 13 mil no país inteiro para mais de 57 mil em poucas semanas.
Enquanto a procura por vacinas caiu. A média diária de doses injetadas passava de 3 milhões em abril. Agora, não chega a 400 mil. O total de americanos plenamente vacinados estacionou em pouco menos de 50%.
Segundo o próprio CDC, 97% das hospitalizações e 99,5% das mortes por Covid atualmente são de pessoas que não se vacinaram.
O presidente da Tunísia, Kais Saied, destituiu o primeiro-ministro, Hichem Mechichi, e suspendeu as atividades parlamentares por 30 dias. O anúncio foi feito nesse domingo (25). Manifestações a favor de Saied foram registradas nas ruas do país. A oposição fala em golpe.
A decisão foi oficializada no fim de um dia com muitos protestos contra o governo e o partido islâmico moderado Ennahda, que é o maior no parlamento do país. A população reclama do aumento de casos de covid-19 e da crise econômica.
Em comunicado realizado na televisão, Saied invocou a Constituição para anunciar que assumirá o poder Executivo com a ajuda de um novo primeiro-ministro.
“Muitas pessoas foram enganadas pela hipocrisia, foram traídas e tiveram seus direitos roubados”, disse o presidente. Ele avisou que as Forças Armadas estão preparadas para responder à violência: “Advirto a quem pensar em recorrer a armas e a quem disparar um tiro, as Forças Armadas responderão com balas”.
Esta é a maior crise da democracia tunisiana desde a revolução de 2011, que desencadeou a Primavera Árabe. Na ocasião, um governo que exercia o poder absoluto no país foi derrubado em favor de um governo democrático, que também falhou.
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