A enfermeira Lenilda dos Santos, de 49 anos, morreu na fronteira entre o México e os Estados Unidos. Ela foi abandonada por um coiote –responsável por guiar os imigrantes na travessia– mexicano depois de passar mal na caminhada no deserto que separa os 2 países.
A travessia começou em 7 de setembro. Lenida, 3 amigos e o coiote começaram a caminhada pelo deserto ainda de madrugada. Ela passou mal e foi deixada para trás pelo grupo, que prometeu voltar para buscá-la.
O corpo foi encontrado por agentes da fronteira dos Estados Unidos na última quarta- feira,15, no deserto da cidade de Deming, no Estado norte-americano do Novo México.
Quando foi deixada para trás, Lenilda ainda enviou mensagens para a família contando o que aconteceu. Ela tinha esperanças de que o grupo voltaria para buscá-la.
“Eu dormi aqui, eu não aguentei, eu tô sozinha. Mas eles estão vindo me buscar. Eu tô chegando, falta um pouquinho só para eu chegar. Eu não aguentei”, escreveu, segundo mensagens as quais o jornal Folha de S.Paulo teve acesso.
A família de Lenilda é de Vale do Paraíso, em Rondônia. A enfermeira queria morar nos Estados Unidos para buscar melhores oportunidades de trabalho.
Os familiares de Lenilda ficaram uma semana sem respostas às suas mensagens até seu corpo ser encontrado. Quando ela parou de responder, eles acionaram as autoridades do Novo México.
O Hemisfério Norte ainda está no verão. Os Estados Unidos têm registrado temperaturas recordes, o que aumentou o número de mortes provocadas pelo calor. Além disso, Lenilda não tinha água nem comida ao ser deixada no deserto.
O número de pessoas que tentam cruzar a fronteira do México com os Estados Unidos cresceu em 2021. Em março, o Secretário de Segurança Nacional dos Estados Unidos, Alejandro Mayorkas, afirmou que o número de pessoas poderia ser o “maior em 20 anos”. Na época, ele disse para as pessoas não irem porque as fronteiras estavam fechadas.
No dia seguinte à descoberta do corpo de Lenilda, na quinta- feira,16, um grupo de 140 brasileiros foi encontrado por agentes norte-americanos tentando entrar no país.
“Até o momento, neste mês, os agentes encontraram uma média diária de mais de 600 migrantes, um aumento de mais de 2.000% em relação ao ano passado”, escreveu Chris Clem, chefe da Patrulha da Fronteira dos EUA, em seu perfil no Twitter.
Os voos para países que reabriram suas fronteiras para os brasileiros estão mais baratos que antes da pandemia. De acordo com dados da plataforma de pesquisa e reservas Kayak, viajar para estes destinos chega a custar até 35% menos, como é o caso da Espanha, menos que em 2019.
Passagens para o país — que foi um dos primeiros na Europa a reabrir para o turismo de cidadãos do Brasil — estão saindo por R$ 3.211, em média. No entanto, a diminuição dos valores é mais facilmente vista ao comparar os preços em euros, já que as altas taxas de câmbio podem mascarar a flutuação e encarecer o trajeto.
Outros países muito procurados e agora reabertos para brasileiros também se destacaram: República Tcheca está 32% mais barata, Portugal é um destino 24% mais econômico e Alemanha 28% mais em conta, enquanto Peru é atualmente 16% mais caro do que em 2019. No entanto, ao comparar os preços de passagens para estes destinos nos últimos meses, o cenário muda. Embarcar para o Peru teve aumento de 17% e Portugal subiu 13%, entre julho e agosto.
Portanto, quem pretende viajar nos próximos meses já pode pensar em comprar a passagem, já que os valores podem crescer ainda mais se a tendência de alta se repetir. Fique atento especialmente a passagens para Espanha, Alemanha, Bélgica e Portugal — países com o maior crescimento em buscas entre julho e agosto, segundo o Kayak, com aumentos de 235%, 222%, 199% e 165% respectivamente. Afinal, alta demanda pode elevar os preços.
Um estudo comparativo das três vacinas contra o coronavírus autorizadas nos Estados Unidos descobriu que o imunizante da Moderna é ligeiramente mais eficaz do que o da Pfizer para manter as pessoas fora do hospital. O da Janssen, da Johnson & Johnson, vem em terceiro, mas ainda fornecendo alta proteção.
A vacina da Moderna proporcionou proteção de 93% contra hospitalização, a da Pfizer 88%, enquanto a Jannsen ficou em 71%. No Brasil, até agora, apenas as vacinas da Pfizer e Janssen tiveram usos pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), junto à Coronavac e AstraZeneca.
Os Centros de Controle e Prevenção de Doeças (CDC) dos EUA conduziram um estudo nacional de vacinação envolvendo mais de 3.600 adultos hospitalizados com Covid-19 entre março e agosto.
Diferença entre vacinas – Segundo o estudo, a maior diferença entre a vacina feita pela Moderna e a vacina da Pfizer/BioNtech foi impulsionada por um declínio que começou cerca de quatro meses depois que as pessoas foram totalmente vacinadas.
“As diferenças na eficácia da vacina entre a vacina Moderna e Pfizer-BioNTech podem ser devido ao maior conteúdo de mRNA na vacina Moderna, diferenças no tempo entre as doses [três semanas para Pfizer-BioNTech contra 4 semanas para Moderna], ou possíveis diferenças entre grupos que recebeu cada vacina que não foi contabilizada na análise”, escreveu a equipe.
Sobre a vacina da Johnson & Johnson, os cientistas disseram que “uma única dose da vacina de vetor viral Janssen teve comparativamente menor resposta de anticorpos anti-SARS-CoV-2 e eficácia da vacina contra hospitalizações por Covid-19”, acrescentaram.
O CDC trabalhou com pesquisadores de todo o país para estudar 3.689 pacientes em 21 hospitais em 18 estados para o estudo. Eles também analisaram anticorpos no sangue de 100 voluntários saudáveis após terem sido vacinados com uma das três vacinas disponíveis.
*Esse texto foi traduzido. Para ler o original, clique neste link.
O papa Francisco, como sempre ocorre nos voos de volta de suas viagens, abriu a cortina da classe econômica e apareceu para responder às perguntas dos jornalistas. Desta vez, porém, a curta duração do trajeto entre Bratislava e Roma —após uma visita de quatro dias à Hungria e à Eslováquia— permitiu poucas perguntas.
Indagado sobre o pedido da União Europeia de que sejam promovidas leis para permitir o casamento entre homossexuais, ele repetiu que “a Igreja não tem o poder de mudar o sacramento”. “São leis que tentam ajudar a situação de tantas pessoas com orientação sexual diversa. E isso é importante, mas sem impor coisas que não se encaixam na natureza da Igreja. Se querem viver juntos, os Estados têm a possibilidade de apoiá-los civilmente e lhes dar segurança. A lei está bem… mas um matrimônio é um matrimônio. E como sacramento, isso está claro”, assinalou.
“O casamento enquanto sacramento é entre o homem e a mulher. Às vezes, o que eu digo cria confusão, mas somos todos iguais. O Senhor é bom, ele quer que todos sejamos salvos, mas por favor não façam a Igreja negar a sua verdade”, acrescentou o Papa Francisco.
Aborto – Papa Francisco, quanto à questão de Biden, disse que os bispos não devem tomar decisões políticas, e sim pastorais. Mas foi bastante contundente em sua visão sobre o aborto e quem o pratica. “O aborto é um homicídio. Sem meias palavras. Quem aborta, assassina. Peguem qualquer livro de embriologia. Na terceira semana da concepção, às vezes antes que a mulher perceba, já estão presentes todas as características, incluindo o DNA. É uma vida humana e tem de ser respeitada. Para aqueles que não conseguem entender isso, eu faria duas perguntas: é justo assassinar uma vida humana para resolver um problema? É justo contratar um sicário para resolver um problema? Não venhamos com coisas estranhas, cientificamente é uma vida humana. Por isso a Igreja é tão dura nesse ponto: se aceitasse isso, seria como se aceitasse o homicídio cotidiano”, disse. Francisco, entretanto, deixou nas mãos dos teólogos a decisão sobre se deve ou não ser dada a comunhão a quem aborta.
O Reino Unido atravessa a pior crise de oferta em mais de meio século. Unidades do McDonald’s pararam de servir milk-shake. Franquias da Nando’s e do KFC tiveram de fechar por falta de frango. A BP fechou postos de combustível por falta de gasolina e diesel. Frutas e verduras estão apodrecendo nos campos por falta de trabalhadores para a colheita.
Tudo isso vem ocorrendo por duas razões: Brexit e covid-19. Desde o início da pandemia, um milhão de trabalhadores deixaram o Reino Unido, e muitos não voltaram – o pior declínio demográfico desde a 2.ª Guerra. Quem puxa a fila são os caminhoneiros do leste europeu.
Segundo a Road Haulage Association (RHA), há 100 mil motoristas a menos do que os 600 mil que havia antes da pandemia. O resultado é um nó de logística.
“Cerca de 95% de tudo o que recebemos no Reino Unido chega no contêiner de um caminhão”, disse Rod McKenzie, diretor da RHA. “Então, se não houver caminhões circulando em número suficiente, haverá menos coisas sendo entregues.”
A combinação de pandemia e novas regras de imigração – após o Brexit – deixou setores-chave sofrendo de intensa escassez de mão de obra. A queda em ritmo recorde da oferta de emprego aumentou os salários médios, mas criou um problema incomum: as empresas não conseguem preencher as vagas deixadas pelos imigrantes.
A crise afetou o agronegócio. Frutas foram deixadas apodrecendo nas fazendas, matadouros têm dificuldade para processar a carne de porcos e galinhas e as entregas de leite estão atrasadas. Segundo associações do setor, os problemas não decorrem da falta de produtos, mas sim de trabalhadores para colher, processar e transportar os alimentos.
A União Nacional dos Fazendeiros e a Federação de Alimentos e Bebidas estimam que há mais de 400 mil vagas não preenchidas no setor, de fazendas, fábricas de processamento de carne e cozinhas de restaurantes. Em julho, a Barfoots, uma das maiores produtoras de alimentos do Reino Unido, jogou fora 500 toneladas de abobrinha porque não conseguiu encontrar trabalhadores para a colheita. “Estamos com a água no pescoço”, disse Julian Marks, diretor da empresa.
O problema, no entanto, não fica restrito à colheita. De acordo com Marks, não há mão de obra para conduzir tratores, operar maquinário ou controlar a qualidade do produto. “Estamos operando com 10% a 15% a menos de mão de obra a maioria dos dias.”
Na semana passada, o McDonald’s anunciou que estava sem milk-shakes e várias bebidas engarrafadas. A Nando’s fechou 50 de seus 450 restaurantes por falta de frango. Pelo mesmo motivo, a KFC retirou alguns itens do menu.
Os gargalos também atingiram suprimentos médicos. Com a falta de tubos para coleta, o Sistema Nacional de Saúde (NHS) restringiu em 25% o número de exames de sangue. “É urgente que a demanda seja reduzida ao máximo para que o NHS possa lidar com seu estoque cada vez mais limitado de frascos”, disse a direção, em carta enviada a médicos e hospitais.
Em agosto, a British Petroleum (BP) fechou temporariamente alguns postos de combustível por falta de gasolina e diesel. A empresa assegurou que o problema era localizado e restrito a poucas unidades, mas o pânico em muitas partes do país provocou uma corrida para encher o tanque.
Outro exemplo de como Brexit e pandemia trabalharam juntos para a escassez foi a interrupção das importações de papel e fibra da União Europeia, que provocaram o fechamento de fábricas e causaram falta de copinhos de café e de refrigerante. Ao mesmo tempo, o aumento da demanda global por caixas de papelão, por causa do da explosão do consumo online, este uma consequência da covid, também afetou o equilíbrio do mercado.
Advertências também foram feitas para problemas de logística que podem atrapalhar a chegada de brinquedos no Natal, minando um pouco do otimismo da recuperação da economia após sucessivos lockdowns para tentar conter a circulação do vírus.
A rede de supermercados Iceland, que conta com mais de 900 unidades no Reino Unido, recomendou que os varejistas aumentassem seus estoques imediatamente. O diretor administrativo da empresa, Richard Walker, disse à BBC que vem registrando de 30 a 40 cancelamentos de entregas por dia. “Isso está afetando diariamente a cadeia de oferta”, afirmou.
O governo do primeiro-ministro, Boris Johnson, que fez campanha pelo Brexit, até agora rejeitou todas as sugestões de que a crise tenha relação com a saída da UE. Apesar da pressão de empresários e agricultores, Johnson se recusa a mudar a política de concessão de vistos para permitir a entrada de mais imigrantes – um tema central do Brexit.
A ironia é que a situação, embora agravada pela covid-19, é exatamente o que ambos os lados disseram que aconteceria durante o referendo de 2016. Os ativistas pela saída da UE prometiam que os salários ficariam mais altos, enquanto os que defendiam a permanência alertavam sobre a escassez de alimentos e gargalos na logística de abastecimento.
Até agora, entre as poucas medidas concretas que o governo britânico tomou para diminuir a escassez de mão de obra estão o aumento do número de horas que os motoristas podem trabalhar por dia e iniciativas para recrutar novos motoristas – ambas são consideradas insuficientes pelo setor de transporte e logística, que pedem a criação de 10 mil vistos sazonais para caminhoneiros – semelhante ao programa para trabalhadores agrícolas.
A Câmara de Comércio Britânica afirma que a falta de pessoal prejudicará o crescimento da economia nos próximos meses. A Confederação de Recrutamento e Emprego (REC), que representa empresas e agências de emprego, alertou esta semana que o problema pode durar até dois anos, e dados recentes apontam para um agravamento da situação.
Os empregadores adicionaram 200 mil anúncios de empregos só na última semana de agosto, e o REC estima que o total de vagas seja de quase 1,7 milhão. “A demanda por trabalhadores permanece alta”, disse o diretor da REC, Neil Carberry. “Com os setores de alimentação, logística e hotelaria enfrentando dificuldades, apesar da proximidade do Natal, os próximos meses serão ainda mais difíceis.”
Cerca de 5 milhões de habitantes de Xiamen, no sudeste da China, foram hoje (14) colocados em confinamento, após terem sido detectados 32 casos de covid-19, naquela que é uma das mais populosas cidades da província de Fujian. No total, a província de Fujian registrou 60 novos casos nas últimas 24 horas, incluindo um assintomático. Análises preliminares citadas pela imprensa local indicam a presença da variante Delta entre os contagiados.
O jornal The Paper alertou para a entrada em vigor, a partir da última meia-noite local (horário local), da suspensão dos serviços de ônibus de longa distância, no âmbito de uma série de medidas, que incluem o regresso às aulas online, em todos os níveis de ensino, e o fechamento de vários locais públicos.
A imprensa local também informou que todos os complexos residenciais de Xiamen permanecerão “fechados”, para evitar que os moradores saiam. Apenas viajantes com teste negativo terão acesso ao aeroporto da cidade, feito, no máximo, 48 horas antes da partida.
As cidades de Putian e Quanzhou (esta última, com mais de 6 milhões de habitantes), também na província de Fujian, registraram casos positivos, como parte do mesmo surto. No caso de Putian – onde começa hoje a ser feita uma campanha massiva de testes – a imprensa local informou que as infecções estão concentradas numa escola e numa fábrica de calçado.
Nessa segunda-feira (13), as autoridades afirmaram que o surto deve alastrar-se a outras regiões do país, mas que poderão controlá-lo antes do início do feriado da “semana dourada”, que se realiza no início de outubro.
O Bureau Federal de Inteligência dos Estados Unidos (FBI, na sigla em inglês) divulgou no sábado (11) o primeiro documento relacionado à investigação dos ataques de 11 de setembro de 2001 e às alegações de apoio do governo saudita aos sequestradores, após uma ordem executiva do presidente norte-americano, Joe Biden.
Parentes das vítimas haviam pedido a Biden que não comparecesse aos eventos memoriais para marcar o 20º aniversário no sábado caso ele não divulgasse os documentos que eles afirmam que mostram que autoridades da Arábia Saudita apoiaram os atentados.
O documento de 16 páginas parcialmente editado e divulgado pelo FBI expôs contatos entre os sequestradores e associados sauditas, mas nenhuma evidência de que o governo em Riade foi cúmplice dos ataques, que mataram quase três mil pessoas.
A Arábia Saudita afirma que não teve nenhum papel nos ataques. A embaixada saudita em Washington não respondeu imediatamente a um pedido de comentários feito pela agência de notícias Reuters, enviado na noite de sábado.
Em um comunicado divulgado em 8 de setembro, a embaixada disse que a Arábia Saudita sempre defendeu a transparência em torno dos eventos de 11 de setembro de 2001 e saúda a divulgação pelos EUA de documentos confidenciais relacionados aos ataques.
Quinze dos 19 sequestradores eram da Arábia Saudita. Uma comissão do governo dos EUA não encontrou evidências de que a Arábia Saudita financiou diretamente a Al Qaeda. Ficou em aberto se as autoridades sauditas poderiam ter feito isso individualmente.
As famílias de cerca de 2,5 mil dos mortos e mais de 20 mil pessoas feridas, empresas e várias seguradoras processaram a Arábia Saudita em busca de bilhões de dólares.
Em comunicado em nome da organização 9/11 Families United, Terry Strada, cujo marido Tom foi morto em 11 de setembro, disse que o documento divulgado pelo FBI no sábado eliminou quaisquer dúvidas sobre a cumplicidade saudita nos ataques.
“Agora os segredos dos sauditas foram expostos e já passou da hora de o Reino assumir o papel de seus agentes no assassinato de milhares em solo americano”, disse o comunicado.
A ex-ministra de Solidariedade e Saúde da França Agnès Buzyn foi indiciada na sexta- feira ,10, por “colocar em perigo a vida de outros” com sua gestão da pandemia de covid-19.
Ela ainda poderá recorrer. Uma segunda possível acusação de “falha em impedir um desastre” não foi apresentada, conforme informações da Associated Press.
Na sexta- feira,10, Buzyn compareceu a uma audiência no Tribunal de Justiça da República dizendo que seria uma “excelente oportunidade” para se explicar e “estabelecer a verdade”.
Afirmou que não deixaria a ação do governo ser “desacreditada”. Segundo ela, sua gestão fez muito para preparar o país para a crise sanitária.
Buzyn foi ministra da Saúde de maio de 2017 a fevereiro de 2020, no início da pandemia. Em janeiro, ela disse que havia “praticamente nenhum risco” de o vírus se espalhar de Wuhan, na China, até a França. “O risco de propagação do coronavírus entre a população é muito pequeno”, disse.
Os primeiros casos da doença na França foram identificados no final de janeiro. Em fevereiro, Buzyn deixou o Ministério para lançar uma candidatura para a prefeitura de Paris, mas perdeu.
Em março de 2020, ela voltou a atrás e afirmou que sabia que a covid-19 era um tsunami. “Quando deixei o Ministério, eu chorava porque sabia que a onda do tsunami estava à nossa frente. Saí sabendo que não haveria eleição”, afirmou ao jornal Le Monde.
O Tribunal de Justiça da República é o único órgão na França com poderes para julgar ministros por atos realizados durante o mandato. Já recebeu 14.500 queixas. Dede julho de 2020, investiga a gestão da pandemia, que já matou mais de 115 mil pessoas no país.
A ex-ministra é a 1º pessoa a ser acusada, mas já foram realizadas buscas nas casas e escritórios do atual ministro da Saúde, Oliver Véran, do ex-premiê Edouard Philippe, da própria Agnès Buzyn e da porta-voz do governo Sibeth Ndiaye….
Atualmente, Buzyn trabalha para a OMS (Organização Mundial da Saúde), no gabinete do diretor-geral, Tedros Adhanom Ghebreyesus.
O presidente americano, Joe Biden, participou na manhã deste sábado de uma cerimônia em homenagem às quase 3 mil vítimas dos atentados terroristas de 11 de setembro de 2001, que completam duas décadas hoje.
No Marco Zero, onde ficavam as torres do World Trade Center (WTC) e foi construído um memorial, ele e os ex-presidentes Barack Obama e Bill Clinton prestaram homenagem aos mortos nos ataques. Todos os presentes fizeram um minuto de silêncio às 8h46 (9h46 em Brasília), no horário em que o primeiro avião, sequestrado por cinco dos 19 terroristas da al-Qaeda envolvidos no atentado, atingiu a Torre Norte do WTC. Os nomes das quase 3 mil vítimas foram lidos no evento solene, como vem ocorrendo todos os anos.
O Marco Zero de Manhattan, onde ficavam as Torres Gêmeas, se tornou um local de peregrinação e homenagem aos mortos. Os dois edifícios foram substituídos por uma torre, o novo WTC, e por um monumento, uma fonte com formato de piscina cujas paredes funcionam como cascatas e têm os nomes gravados das 2.753 vítimas de Nova York. As demais 224 morreram no ataque ao Pentágono e no quarto avião sequestrado, que caiu na Pensilvânia quando se dirigia à capital, Washington.
Logo depois da cerimônia no Marco Zero, Biden viajará ainda neste sábado para Shanksville, Pensilvânia, onde o vôo 93 da United colidiu com um campo depois que os passageiros contiveram os sequestradores e evitaram que outro alvo fosse atingido. Finalmente, Biden retornará à área de Washington para visitar o Pentágono, o símbolo do poderio militar dos EUA que foi perfurado por outro dos aviões que foram usados como mísseis naquele dia. Os presidentes dos EUA costumam viajar para um dos três locais do ataque no aniversário de 11 de setembro, mas é incomum ir a todos os três no mesmo dia.
Foto: Richard Drew/AP/ArquivoFoto: Stan Honda/AFP/ArquivoFoto: Larry Downing/Reuters/ArquivoFoto: Sean Adair/Reuters/ArquivoVice-presidente dos EUA, Dick Cheney -Foto: Arquivo Nacional dos EUA via Reuters/ArquivoFoto: Sara K. Schwittek/Reuters/ArquivoPresidente dos EUA, George W. Bush- Foto: Win McNamee/Reuters/ArquivoFoto: Spencer Platt/Getty Images via AFP/Arquivo
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