
A ex-ministra de Solidariedade e Saúde da França Agnès Buzyn foi indiciada na sexta- feira ,10, por “colocar em perigo a vida de outros” com sua gestão da pandemia de covid-19.
Ela ainda poderá recorrer. Uma segunda possível acusação de “falha em impedir um desastre” não foi apresentada, conforme informações da Associated Press.
Na sexta- feira,10, Buzyn compareceu a uma audiência no Tribunal de Justiça da República dizendo que seria uma “excelente oportunidade” para se explicar e “estabelecer a verdade”.
Afirmou que não deixaria a ação do governo ser “desacreditada”. Segundo ela, sua gestão fez muito para preparar o país para a crise sanitária.
Buzyn foi ministra da Saúde de maio de 2017 a fevereiro de 2020, no início da pandemia. Em janeiro, ela disse que havia “praticamente nenhum risco” de o vírus se espalhar de Wuhan, na China, até a França. “O risco de propagação do coronavírus entre a população é muito pequeno”, disse.
Os primeiros casos da doença na França foram identificados no final de janeiro. Em fevereiro, Buzyn deixou o Ministério para lançar uma candidatura para a prefeitura de Paris, mas perdeu.
Em março de 2020, ela voltou a atrás e afirmou que sabia que a covid-19 era um tsunami. “Quando deixei o Ministério, eu chorava porque sabia que a onda do tsunami estava à nossa frente. Saí sabendo que não haveria eleição”, afirmou ao jornal Le Monde.
O Tribunal de Justiça da República é o único órgão na França com poderes para julgar ministros por atos realizados durante o mandato. Já recebeu 14.500 queixas. Dede julho de 2020, investiga a gestão da pandemia, que já matou mais de 115 mil pessoas no país.
A ex-ministra é a 1º pessoa a ser acusada, mas já foram realizadas buscas nas casas e escritórios do atual ministro da Saúde, Oliver Véran, do ex-premiê Edouard Philippe, da própria Agnès Buzyn e da porta-voz do governo Sibeth Ndiaye….
Atualmente, Buzyn trabalha para a OMS (Organização Mundial da Saúde), no gabinete do diretor-geral, Tedros Adhanom Ghebreyesus.
Poder 360


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