O jornalista Mohammed Farra, de Ramallah, na Cisjordânia, chorou nesta quarta-feira (25/10) ao receber a notícia de que sua esposa e seus filhos morreram em Khan Younes, no sul da Faixa de Gaza.
As mortes teriam ocorrido em decorrência de um ataque aéreo israelense na região. Um vídeo compartilhado nas redes sociais mostra o desespero de Farra diante da triste notícia.
Amigos e pessoas ao redor se reuniram para ampará-lo dentro de um veículo. O jornalista não conseguiu conter as lágrimas e retirou o colete que usava para trabalhar.
Foto: SPENCER PLATT/ GETTY IMAGES NORTH AMERICA/ Getty Images via AFP
O Embaixador de Israel na ONU (Organização de Nações Unidas), Gilad Erdan, pediu nesta terça-feira, 24, a renúncia do secretário-geral do órgão, António Guterrez, após suas falas no sobre a guerra no Oriente Médio.
“O discurso chocante do Secretário-Geral na reunião do Conselho de Segurança, enquanto foguetes são disparados contra todo Israel, provou conclusivamente, sem qualquer dúvida, que ele está completamente desligado da realidade na nossa região e que ele vê o massacre cometido pelos terroristas nazistas do Hamas de uma forma distorcida e imoral”, escreveu em sua conta no X (antigo Twitter).
“A sua declaração de que ‘os ataques do Hamas não aconteceram no vácuo’ expressou uma compreensão pelo terrorismo e pelo assassinato. É realmente incompreensível. É verdadeiramente triste que o chefe de uma organização que surgiu após o Holocausto tenha opiniões tão horríveis. Uma tragédia!”, completou.
Durante a reunião no Conselho de Segurança. Realizado nesta terça, Guterrez reforçou seu discurso pedindo um cessar-fogo, o que os Estados Unidos e Israel não concorda, alegando que vai dar tempo para o Hamas se fortalecer, alertou que a situação “situação no oriente médio está ficando mais grave a cada minuto” e dividiu a condenação entre Hamas e Israel.
Ele lembrou que os ataques do Hamas “não vêm do nada: o povo palestino sofre uma ocupação sufocante há 56 anos; as suas terras são gradualmente devoradas por assentamentos”. No entanto, acrescentou que “as queixas dos palestinos não podem justificar os horríveis ataques do Hamas, tal como esses ataques não podem justificar a punição coletiva do povo palestino”.
O Itamaraty foi informado sobre o desaparecimento de mais um brasileiro em Israel após o início do conflito com o grupo extremista Hamas.
A família de Michel Nisenbaum, de 59 anos, foi quem alertou as autoridades sobre o desaparecimento.
Segundo o Embaixador do Brasil em Israel, Frederico Meyer, o Itamaraty foi comunicado pela Interpol no domingo (22) sobre o assunto, mas ainda não há detalhes sobre a data do último contato e onde Nisenbaum estava em Israel.
O Itamaraty informou que Michel tem dupla cidadania e é o único brasileiro que o governo trata como desaparecido no momento.
Com o novo nome, a contagem oficial do governo é a seguinte:
3 brasileiros mortos em Israel: Ranani Glazer, Bruna Valenu e Karla Stelzer;
3 israelenses com ascendência brasileira mortos em Israel: Gabriel Yishay Barel, Celeste Fishbein e um terceiro sem identificação
1 brasileiro-israelense desaparecido: Michel Nisenbaum
Mais um voo de repatriação de brasileiros pousou na madrugada desta segunda-feira (23) na Base Aérea do Galeão, no Rio de Janeiro. A bordo estavam 209 passageiros e 9 pets. Com essa chegada, já são cerca de 1,4 mil brasileiros resgatados da guerra contra o terror do Hamas.
O KC-30 (Airbus A330 200), da Força Aérea Brasileira (FAB), foi a 9ª aeronave enviada pelo Brasil na Operação Voltando em Paz, do governo federal.
A aeronave decolou de Tel Aviv, Israel, às 18h25 (horário local) deste domingo (22), e pousou por volta das 4h (horário local) desta segunda-feira, no Rio de Janeiro.
Brasileiros em Gaza
O governo afirmou ainda que aguarda autorização do Egito para resgatar um grupo de brasileiros que está na Faixa de Gaza. Um avião para este fim pousou em um aeroporto egípcio na quarta-feira (18) levando itens de ajuda humanitária. Segundo a embaixada norte-americana, a passagem de estrangeiros de Gaza para o Egito pode ser autorizada a qualquer momento.
Bombardeios intensos e hospitais lotados na Faixa de Gaza marcam o atual estágio da guerra entre o Exército de Israel e o Hamas, iniciada no dia 7.
O Ministério da Saúde palestino informou que o número de mortos subiu para 4.651. Do lado israelense, 1.400 pessoas morreram na ofensiva terrorista do dia 7 de outubro. O saldo de vítimas fatais da guerra é de 6.051, somando os dois lados do conflito.
O conflito com a entrada de ao menos 1.500 integrantes do grupo terrorista Hamas no sul de Israel, onde realizaram massacres e sequestraram reféns. Em respota, Israel lançou uma contraofensiva e declarou guerra à organização extremista.
Na madrugada de domingo (22), Israel bombardeou a Faixa de Gaza em larga escala, depois de anunciar que intensificaria os ataques antes de uma incursão por terra. Há o temor de que esta incursão seja possivelmente um dos momentos mais críticos e mortais do conflito. Segundo o Hamas, pelo menos 80 pessoas morreram no território palestino na madrugada de domingo.
Cinco agências da ONU descreveram como “catastrófica” a situação humanitária na Faixa de Gaza, onde os hospitais estão lotados e crianças palestinas estão morrendo “a um ritmo alarmante”. De acordo com o Ministério da Saúde palestino, mais de 1.750 crianças morreram nos bombardeios de Israel contra o território palestino desde o início da guerra.
Aviões de guerra das Forças de Defesa de Israel mataram o terrorista Muhammad Katamash, vice-líder de artilharia do Hamas, responsável pelo gerenciamento de fogo na Brigada dos Campos Centrais, informou o porta-voz das FDI, almirante Daniel Hagari, no X, ex-Twitter.
“Em virtude da sua posição, ele foi uma parte significativa do planejamento e da execução dos planos de fogo da organização contra Israel, em geral, durante os combates na Faixa de Gaza”, afirmou Hagari, em publicação que inclui a foto de Katamash e o vídeo do bombardeio.
מטוסי קרב של צה”ל חיסלו את מחמד קטמאש, סגנו של ראש מערך הארטילריה הכלל רצועתי של ארגון הטרור חמאס, אחראי על ניהול האש והארטילריה בחטיבת מחנות המרכז.
מתוקף תפקידו, היווה חלק משמעותי בתכנון והפעלת תוכניות האש של הארגון לעבר ישראל בכלל סבבי הלחימה ברצועת עזה >> pic.twitter.com/W5k0bosqQX
— דובר צה״ל דניאל הגרי – Daniel Hagari (@IDFSpokesperson) October 22, 2023
O porta-voz acrescentou que “as FDI continuam a atacar vários alvos” do Hamas em Gaza “desde as primeiras horas da manhã” deste domingo, 22.
“Entre os alvos atacados estavam o chefe de um esquadrão de disparo de foguetes e vários outros operacionais. Além disso, um local de produção de armas e um quartel-general militar da organização terrorista Hamas foram atacados”, registrou Hagari, divulgando outro vídeo dos bombardeios israelenses.
A guerra entre o Exército de Israel e o grupo terrorista palestino Hamas chega ao 15º dia neste domingo (22) com um saldo de 5.785 mortos — 1.400 do lado israelense e 4.385 do lado palestino. Há o temor de que Israel ponha em prática um plano de ataque por terra à Faixa de Gaza, que será possivelmente um dos momentos mais críticos e mortais do conflito.
O confronto teve início no último dia 7 de setembro, quando os terroristas romperam o bloqueio à Faixa de Gaza e se infiltraram no sul de Israel, onde realizaram massacres e sequestraram reféns. Dois dias depois, Israel impôs um cerco total ao território palestino, impedindo o acesso de água, comida, energia e combustível.
Nas primeiras horas de sábado (21), 20 caminhões do Crescente Vermelho egípcio cruzaram a passagem fronteiriça de Rafah levando suprimentos para os hospitais da Faixa de Gaza. A ajuda incluiu alimentos enlatados, remédios, cobertores e colchões, mas não um item fundamental: água potável. No total, 150 caminhões, contando com aqueles autorizados a cruzar a fronteira, aguardam do lado egípcio da fronteira.
As fronteiras foram fechadas pouco tempo depois da conclusão da entrega da ajuda humanitária a Gaza e, segundo afirmou o presidente do ONG humanitária Crescente Vermelho do Norte Sinai, Khaled Said, à agência EFE, não se sabe quando a passagem será reaberta e quantos caminhões poderão entrar. Ele disse que “não há informações sobre a saída de cidadãos estrangeiros de Gaza” e que “nada se sabe ainda” sobre quando e como isso poderá ocorrer.
Com a chegada ao Brasil de mais um avião da Força Aérea Brasileira (FAB) neste sábado (21), 1.204 brasileiros já foram repatriados de Israel desde o início do conflito que começou após os ataques terroristas do Hamas.
Neste sábado chegaram ao Aeroporto do Galeão, no Rio de Janeiro, mais 67 passageiros e 9 pets de Israel. Outros dois passageiros que vieram a bordo do KC-390 desembarcaram no Recife, onde a aeronave pousou mais cedo. Esse é o sétimo voo da Operação Voltando em Paz de repatriação de brasileiros.
O oitavo voo de repatriação de brasileiros que estão em Israel deve decolar no fim da manhã de domingo (22) rumo ao aeroporto de Ben-Gurion, em Tel Aviv.
Em nota, o Ministério das Relações Exteriores afirmou que não há perspectiva de envio de novas aeronaves para a Operação Voltando em Paz, já que o aeroporto funciona regularmente. A indicação do Itamaraty é que os brasileiros que tenham condições comprem passagens aéreas e voltem para o Brasil em voos comerciais.
O grupo terrorista Hamas afirmou neste sábado, 21, que não irá discutir o destino dos soldados israelenses que são mantidos em cativeiro enquanto Israel não interromper a “agressão” a Gaza.
“Nossa posição em relação aos prisioneiros do Exército israelense é clara: está relacionada com uma troca de prisioneiros e não a discutiremos enquanto Israel não interromper sua agressão contra Gaza e os palestinos”, disse o porta-voz Osama Hamdan, durante entrevista no Líbano.
Mais cedo, as Forças de Defesa de Israel informaram que pelo menos 307 soldados israelenses foram mortos desde os primeiros ataques do Hamas, em 7 de outubro.
As autoridades israelenses confirmaram ainda que, neste momento, o grupo terrorista mantém 210 pessoas reféns em Gaza. O número não é definitivo. O Exército israelense investiga o paradeiro de pelo menos 100 desaparecidos.
A entrada de ajuda humanitária na Faixa de Gaza foi autorizada neste sábado (21), segundo autoridades palestinas. Cerca de 100 caminhões com mantimentos aguardam na passagem de Rafah, na fronteira com o Egito. No entanto, apenas 20 veículos cruzaram o corredor de ajuda e entraram no território.
A Embaixada dos Estados Unidos em Jerusalém anunciou que a passagem seria aberta por volta das 10h, pelo horário local — 4h, em Brasília. Pouco depois deste horário, emissoras de TV do Egito começaram a exibir imagens de caminhões atravessando a fronteira.
Após a passagem dos 20 veículos, o corredor voltou a ser fechado.
Segundo a embaixada norte-americana, a passagem de estrangeiros de Gaza para o Egito deve ser autorizada.
“Não sabemos quanto tempo a fronteira permanecerá aberta para a saída de cidadãos estrangeiros de Gaza”, escreveu em comunicado, acrescentando que os cidadãos dos Estados Unidos que tentarem entrar no Egito por Rafah devem encontrar um ambiente “caótico e desordenado”.
Em relação à passagem de ajuda humanitária, inicialmente o governo de Israel havia bloqueado a entrada de água, alimentos, eletricidade e combustível em Gaza.
No entanto, apelos da comunidade internacional e, principalmente, um encontro com Joe Biden, presidente dos Estados Unidos, em Tel Aviv, convenceram Benjamin Netanyahu, primeiro-ministro israelense, a autorizar o envio de ajuda humanitária para o território.
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