No debate da TV Correio neste sábado (28), com os candidatos a prefeito de João Pessoa, o destaque foi para o momento em que o ex-ministro Marcelo Queiroga, candidato do PL, e o prefeito e candidato a reeleição Cícero Lucena (PP) começaram a fazer referência sobre a aparência física de cada um.
– “Pare com esse sorriso cínico. O eleitor está vendo. Foi teu marqueteiro que mandou você sorrir assim? Ficasse mais feio!”, disparou Cícero.
– Para com isso, Cícero, você tem um slogan “eu sou a cara da gente”, para com essa bobagem. Tu é feio, Ciço. Tu é feio e tua gestão é mais feia ainda. Tuas práticas como gestor público são piores e essa é a verdade. Não queira enganar o povo de João Pessoa — disse Queiroga.
Após a declaração da terceira fase da Operação “Território Livre”, que prendeu a primeira dama Maria Lauremília Assis de Lucena, conhecida como Lauremília Lucena, o prefeito de João Pessoa, Cícero Lucena (PP), divulgou uma nota oficial neste sábado (28/9).
Segue nota
O prefeito de João Pessoa, Cícero Lucena, foi alvo de mais um ataque covarde e brutal, ardilosamente arquitetado por seus adversários às vésperas da eleição, envolvendo sua família.
Com sua liderança consolidada em todas as pesquisas, que indicam vitória já no primeiro turno, seus opositores, nos últimos dias, disseminaram boatos pela cidade sobre uma nova operação. A operação realizada hoje, portanto, já era prevista e foi recentemente denunciada no plenário da Câmara dos Deputados pela deputada federal Eliza Virgínia, que alertou publicamente sobre o uso político de instituições com o objetivo de influenciar a campanha eleitoral em João Pessoa.
Na imprensa, nossos adversários divulgaram versões fantasiosas e inverdades com o intuito de manchar a honra de uma mulher íntegra, respeitada e querida pelo povo paraibano. Lauremília não teme as investigações e, na justiça, demonstrará que é vítima de uma grave perseguição política, orquestrada pelos adversários de Cícero, que claramente utilizam sua influência para esse fim.
Trata-se de uma prisão política. Lauremília tem residência fixa e jamais se recusaria a prestar depoimento ou esclarecer quaisquer fatos. Houve o uso de força desproporcional, já que ela sequer foi convocada para prestar depoimento. Claramente, os adversários de Cícero estão utilizando todos os meios para conquistar o poder a qualquer custo, sem respeito à sua família ou à cidade de João Pessoa.
Lauremília tem uma vida limpa, é uma benfeitora na cidade e do Estado. Ela provará sua inocência, sendo mais uma vítima de injustiça, assim como Cícero também foi.
João Pessoa não pode e não vai retroceder. As injustiças que, mais uma vez, atingem Cícero e sua família não ficarão impunes. A campanha continuará nas ruas para mostrar que nenhuma força política está acima de Deus e da vontade soberana do povo.
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidiu nessa quinta-feira (26), adiar a divulgação do resultado das zonas eleitorais nos municípios com menos de 200 mil habitantes e que, portanto, não estão sujeitos a disputa do segundo turno.
De acordo com a ministra Cármen Lúcia, presidente do TSE, as informações eleitorais só serão reveladas ao final da apuração dos votos. A medida tem como objetivo evitar a sobrecarga dos sistemas de divulgação do tribunal.
O pleito de 2024 será a primeira eleição municipal com a unificação dos horários de votação, das 8h às 17h de Brasília. Isso impõe ao TSE apurar e divulgar votos em mais de 5 mil municípios e destinados a cerca de 465 mil candidatos ao mesmo tempo.
A mudança diz respeito à votação em cada zona eleitoral, que será divulgada em tempo real apenas nas cidades onde pode haver segundo turno, como João Pessoa e Campina Grande.
“Queremos que o eleitor tenha segurança e eficiência na apresentação de dados, sem possibilidade de sobrecarga do sistema ou demora maio”, justificou a ministra Cármen Lúcia, na abertura da sessão do TSE.
Os candidatos da Paraíba já pagaram mais de R$ 55,7 milhões em despesas de campanha até o momento, segundo dados do portal DivulgaCandContas do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Desse valor, 92,68% (R$ 51,6 milhões) provêm de recursos públicos, como o Fundo Eleitoral, e apenas 7,32% (R$ 4 milhões) são de recursos privados.
As receitas das campanhas somam um total de R$ 136,3 milhões, sendo que 92,43% (R$ 126 milhões) vêm de recursos públicos e 7,57% (R$ 10,3 milhões) de doações privadas.
Neste ano, a Paraíba conta com 10.234 candidatos registrados para disputar as eleições, concorrendo aos cargos de prefeito, vice-prefeito e vereador, sendo que 1.740 desses candidatos estão buscando a reeleição.
Confira o ranking dos 20 candidatos com maiores despesas de campanha na Paraíba até o momento:
O Datafolha à Prefeitura da capital paulista desta quinta-feira (26/9) mostra cenário de estabilidade, com o prefeito Ricardo Nunes (MDB) e o deputado federal Guilherme Boulos (PSol) tecnicamente empatados em 1º lugar. Em 3º, aparece o influenciador Pablo Marçal (PRTB).
Nunes apresenta os mesmos 27% do Datafolha da semana passada, enquanto Boulos, com 25%, oscilou um ponto para baixo e Marçal, com 21%, oscilou dois para cima. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.
A pesquisa desta quinta foi a primeira do Datafolha após o s0co dado por um assessor de Marçal no marqueteiro da campanha de Nunes, Duda Lima.
O Datafolha entrevistou 1.610 eleitores presencialmente entre os dias 24 e 26 de setembro. A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos e o nível de confiança é de 95%. A pesquisa foi registrada na Justiça Eleitoral com o número SP-06090/2024.
Por unanimidade, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) aprovou e incluiu, nesta quinta-feira (26), o envio de apoio de Força Federal para a garantia da segurança no município de Itabaiana (PB) nas Eleições Municipais de 2024. Assim, o estado da Paraíba passa a contar com apoio em quatro cidades: Bayeux, Cabedelo, Queimadas e Itabaiana.
Na última terça-feira (26), o Plenário do TSE aprovou um pacote de 53 processos que versam sobre requisição de Força Federal para municípios dos estados de Tocantins, Piauí, Rio de Janeiro, Mato Grosso do Sul, Amazonas, Ceará, Maranhão, Acre, Mato Grosso, Pará, Paraíba e Rio Grande do Norte.
Previsão legal
A possibilidade de requisição do auxílio das Forças Federais pelo TSE está prevista na legislação desde 1965. O artigo 23, inciso XIV, do Código Eleitoral (Lei nº 4.737/1965) estabelece que compete privativamente ao TSE “requisitar Força Federal necessária ao cumprimento da lei, de suas próprias decisões ou das decisões dos tribunais regionais que o solicitarem, e para garantir a votação e a apuração”.
Para tanto, os tribunais regionais eleitorais (TREs) devem encaminhar o pedido indicando as localidades e os motivos que justifiquem a necessidade de reforço na segurança, com a anuência das secretarias de segurança dos respectivos estados.
Os pedidos aprovados pelo TSE são encaminhados ao Ministério da Defesa, órgão responsável pelo planejamento e pela execução das ações empreendidas pelas Forças Armadas.
Cícero Lucena e Marcelo Queiroga (Foto: reprodução)
As três candidatas do PL que abandonaram a candidatura de Marcelo Queiroga (PL) para apoiar Cícero Lucena (Progressistas) receberam R$ 375 mil do partido para bancar as campanhas.
Os números estão no portal Divulgação de Candidaturas e Contas Eleitorais (DivulgaCandContas), do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O portal mostra dados sobre todos os candidatos de todas as eleições no Brasil. A renúncia acontece faltando 11 dias para as Eleições. A sigla vai tentar reaver os recursos após analisar o caso juridicamente.
As candidatas que abandonaram Marcelo Queiroga são Jessyca Luana, Elaine Sousa e Helô Tavares. Cada uma delas recebeu R$ 125 mil em recursos do fundo eleitoral enviados pelo partido.
Marcelo Queiroga afirmou que a executiva municipal do PL vai analisar o caso e tentar ouvir as candidatas para saber os motivos que levaram elas a apoiar outro candidato a prefeito. Além disso, as três vão ser interpeladas pela executiva e as medidas necessárias serão tomadas.
“É uma prioridade do Partido Liberal elegermos mulheres para as câmaras e prefeituras. Essas três candidatas tomaram uma posição em dissonância com a orientação partidária. A Executiva vai avaliar as condutas, ouvir as candidatas e analisar os casos juridicamente. Inclusive, se necessário, iremos até tentar reaver os recursos enviados. Mas isso não e uma preocupação do PL nesse momento”, afirmou Queiroga.
Ainda segundo o candidato, caso alguma das candidatas seja eleita vereadora, o PL vai acionar a Justiça para ter o mandato devolvido. “O mandato pertence ao partido e não é do candidato. Isso vai ser feito observando o devido processo legal para que as pessoas não sejam injustiçadas. O partido priorizou todas as candidaturas a vereador. Duvido ter outro partido que tenham dado mais atenção e recursos para os candidatos ao Legislativo do que o PL”, garantiu Marcelo Queiroga.
Veja abaixo a comprovação dos recursos enviados pelo PL:
Reportagem do Jornal O Globo, publicada no último fim de semana, aponta para crescimento de registros de pesquisas eleitorais na Paraíba e possível relação com fraudes.
Como observou o ClickPB, o material foi publicado no dia 21 na versão online do Jornal O Globo e no dia 22 na versão impressa.
No material é detalhado que em 2024 a Paraíba já registrou, até setembro, mais que o dobro de pesquisas em relação ao ano de 2020, quando ocorreram as últimas eleições municipais.
Em 2020 foram registradas 129 pesquisas e em 2024, até setembro, 265 levantamentos.
“Esse boom traz desafios importantes. Alguns institutos são criados com nomes muito parecidos de empresas já estabelecidas no mercado e pesquisas têm sido registradas no TSE com metodologias irregulares”, traz trecho do material. Leia íntegra:
‘Boom’ de pesquisas eleitorais alcança números recordes no país e acende alerta para fraudes
Fenômeno crescente, o uso de sondagens se intensificou no atual processo eleitoral, e casos de levantamentos com suspeitas de irregularidades pipocam país afora. Nas últimas semanas, foram identificadas distorções nos dados, faixas do eleitorado ignoradas nas entrevistas e até pessoas de outras cidades sendo ouvidas. A Justiça chegou a derrubar pesquisas em estados como Rio, Paraíba e Piauí, por exemplo. A 20 dias das eleições deste ano, cinco estados do Nordeste tinham mais levantamentos do que em todo o período de campanha em 2020, incluindo até o segundo turno.
Até a última terça-feira, já havia 8,2 mil levantamentos registrados no país. Nesse mesmo período, em 2020, eram 5 mil. A eleição daquele ano acabou com 10,9 mil pesquisas no final do segundo turno. Os dados são do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Na Paraíba, já há o dobro de levantamentos agora do que há quatro anos. Em Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte e Sergipe também já há mais pesquisas neste momento das eleições do que em todo 2020.
(foto: divulgação/O Globo)
A avaliação de especialistas é a de que há uma série de questões estruturais que estabeleceram um cenário propício para a realização de pesquisas. Entre elas, estão o aumento da escolarização de moradores do interior, a descentralização da economia, a interiorização das estruturas partidárias e o aumento da competitividade das disputas eleitorais.
— O Nordeste, por exemplo, está vivendo um crescimento econômico, o que proporciona mais pesquisas — avalia João Francisco Meira, sócio do Instituto Vox Populi e diretor da Associação Brasileira de Empresas de Pesquisa (Abep).
No entanto, esse boom traz desafios importantes. Alguns institutos são criados com nomes muito parecidos de empresas já estabelecidas no mercado e pesquisas têm sido registradas no TSE com metodologias irregulares. Além disso, um terço dos levantamentos tem a própria empresa se declarando como o financiador do trabalho, o que levanta suspeitas. No Amapá e Roraima, esse índice passa de 80%. No Tocantins e no Pará, o patamar é de 70% e 60%, respectivamente.
— O custo do trabalho não é baixo. Então qual é o interesse das empresas de fazer as pesquisas sem que alguém pague? — afirma Meira.
Em Bananeira, na Paraíba, uma pesquisa foi impugnada porque a pessoa que consta como contratante negou que ele tenha pedido o serviço. A Justiça, então, proibiu o Instituto Nacional de Pesquisas de divulgar qualquer levantamento. Ao GLOBO, um representante da empresa que se identificou como Sílvio afirmou que um amigo indicou o nome dessa pessoa porque o documento necessário para a empresa declarar a pesquisa como autofinanciada não ficou pronto a tempo.
Faixa etária excluída
Já em Paracambi, no interior do Rio, uma pesquisa da Mappa Sudeste não considerou o eleitorado de 35 a 44 anos e, por isso, acabou impugnada pelo Tribunal Regional Eleitoral do Rio. De acordo com o levantamento, a candidata do governo Aline Otília (PL) marcou 38%, enquanto o adversário Andrezinho Ceciliano (PT), 36%. Já um levantamento do Ipec colocou o petista com 56% contra 27% da adversária. Otília, que precisou retirar o resultados das suas redes, foi procurada através da assessoria da prefeitura, que não respondeu ao GLOBO, assim como a empresa.
— A pesquisa pode fazer com que o eleitor, sobretudo o indeciso, vote no candidato que tem mais chance de ganhar, o chamado voto útil. No Brasil, existe um mercado de pesquisas idôneas, mas começaram a ser produzidos inúmeros trabalhos com resultados bastantes questionáveis e até falsos que enganam eleitores e candidatos. É um fenômeno nunca antes visto no país que faz parte de um processo de promoção deliberada de desinformação global — explica Mara Telles, presidente da Associação Brasileira de Pesquisadores Eleitorais (Abrapel) e professora da UFMG.
Também no Rio, outras suspeitas chegaram ao TRE. Um mesmo instituto, o Costa e Mariath, responde a diferentes acusações: em Resende, no Sul Fluminense, o levantamento foi suspenso por um juiz eleitoral na semana passada. De acordo com o Ministério Público, até pessoas de fora da cidade tinham sido entrevistadas para o levantamento. Há ainda suspeitas de que ele funcionaria no endereço de um salão de beleza e também há denúncias de fraude contra esse instituto em Duque de Caxias, Niterói, Rio Bonito, Rio das Ostras e Cachoeiras de Macacu.
“Ademais, restou evidenciado o caráter duvidoso da atuação da empresa, seja pela inusitada localização de sua sede em ambiente inadequado às suas finalidades empresariais, seja pela sua recente constituição, fatores que comprometem sobremaneira a confiabilidade dos resultados divulgados”, diz a decisão de Hindenburg Köhler da Silva.
Ao GLOBO, o Costa e Mariath alegou, em nota, que o bairro contestado como sendo de fora de Resende faz parte da cidade, segundo dados do IBGE, e que o endereço pertencente a um salão de beleza é o antigo escritório da firma, quando não existia o salão.
‘Sempre é contestada’
Em Picos, uma das maiores cidades do Piauí, já foram 24 pesquisas e algumas com resultados bem diferentes. Os dois principais candidatos do município têm divulgado levantamentos que colocam suas campanhas na liderança. Pablo Santos, divulgou uma pesquisa em que ele tinha 58% e o adversário, Gil Paraibano, 24%. Já Gil Paraibano apresentou outro levantamento. Nesse, ele aparece com 50% e Pablo com 41%. O GLOBO procurou as campanhas, mas não teve respostas.
De acordo com o Tribunal Regional Eleitoral do estado, o Instituto Credibilidade, que foi responsável por uma das pesquisas em Picos, chegou a ser multado por distorcer um levantamento em Redenção do Gurgueia, no Sul do Piauí, por “enganar o eleitorado”. A empresa foi multada em R$ 53 mil. Segundo Vilandelmar Santana, sócio da empresa, ela ainda não foi informada pela Justiça da condenação, que foi confirmada pelo TRE do estado ao GLOBO:
— Aqui, no Piauí, em todo município onde é feito uma pesquisa sempre um lado tenta impugnar o resultado. Os advogados inventam mentiras e acabam induzindo os juízes a erros que depois muitas vezes conseguimos reverter.
O Piauí já tem mais de 700 pesquisas eleitorais registradas, 50% a mais do que todo o período eleitoral de 2020. Mesmo com pouca população e baixa atividade econômica, esse é um dos três estados com mais levantamentos eleitorais do país. Acima dele, só Goiás e São Paulo. A cidade de Teresina, por exemplo, é a capital com mais sondagens do país: são 71. Esse número é maior do que alguns estados, como Ceará (48) e Paraíba (43), tiveram até esse momento da campanha de 2020.
— Nossa empresa faz pesquisas no Piauí, Maranhão, Ceará, Pernambuco e Bahia desde 2004. É quem mais atua no Piauí. E agora virou um mercado de negócios. Muita gente aproveitando a onda para faturar alguma coisa. Infelizmente, surgiram muitas empresas que deixam a desejar no seu trabalho — diz Santana.
O prefeito Cícero Lucena (PP) lidera a corrida pela Prefeitura de João Pessoa, segundo pesquisa do Instituto Real Time Big Data divulgada nesta quarta-feira (25).
Lucena aparece com 53% das intenções de voto e tem chances de ser reeleito no 1º turno. Para que um candidato saia vencedor sem precisar disputar o 2º turno, ele precisa ter, ao menos, 50% dos votos válidos mais um voto.
Segundo lugar tem empate técnico triplo. Luciano Cartaxo (PT), Ruy Carneiro (Podemos), ambos com 13%, e Marcelo Queiroga (PL), com 10%, estão nesta posição. A margem de erro é de três pontos para mais ou para menos.
A pesquisa Real Time Big Data ouviu 1.000 eleitores de João Pessoa. As entrevistas foram feitas nos dias 23 e 24 de setembro. O nível de confiança de 95% e o registro no TSE é PB-07966/2024.
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE), na sessão administrativa desta terça-feira (24), aprovou, por unanimidade, o envio de apoio da Força Federal para a garantia da segurança no 1º turno das Eleições Municipais de 2024 – nas cidades de Cabedelo, Bayeux, ( na Grande João Pessoa) e em Fagundes, na região de Queimadas, no interior do Estado.
A decisão foi dada na análise de 53 processos que versam sobre requisição de Força Federal em localidades de 12 estados brasileiros.
“Este é um procedimento comum em todas as eleições nos estados nos quais os governadores comunicam aos tribunais regionais eleitorais que precisariam de forças federais para que houvesse a garantia da votação e apuração este é o procedimento normal. Vem para que o Tribunal Superior Eleitoral homologue esses pedidos. Levamos esses números que foram apresentados pelos TREs às Forças Armadas que então apresentaram um planejamento que vem sendo feito e isso já está em andamento, mas para se ultimar e formalizar, eu estou trazendo para homologação esses 53 processos”, disse a a presidente do TSE, ministra Cármen Lúcia.
Os ministros da Corte deferiram requerimentos já aprovados pelos tribunais regionais eleitorais (TREs) e pelos governos estaduais para atuação da Força Federal em localidades do Acre, do Amazonas, do Ceará, do Mato Grosso, do Mato Grosso do Sul, do Pará, da Paraíba, do Piauí, do Rio de Janeiro, do Rio Grande do Norte, do Maranhão e de Tocantins, inclusive nas capitais Rio de Janeiro (RJ), Teresina (PI), Campo Grande (MS), Fortaleza (CE), Rio Branco (AC), Cuiabá (MT) e Belém (PA).
Segundo ressaltou a presidente do TSE, ministra Cármen Lúcia, o objetivo desse auxílio é garantir que o processo eleitoral transcorra de forma ordeira e tranquila, além de assegurar o cumprimento de determinações legais do pleito eleitoral. Ela destacou, ainda, que os pedidos são procedimentos normais para garantir o livre exercício do voto, bem como a normalidade da votação e da apuração dos resultados do 1º turno das eleições em diversos estados.
Previsão legal
A possibilidade de requisição do auxílio das Forças Federais pelo TSE está prevista na legislação desde 1965. O artigo 23, inciso XIV, do Código Eleitoral (Lei nº 4.737/1965) estabelece que cabe privativamente ao TSE “requisitar Força Federal necessária ao cumprimento da lei, de suas próprias decisões ou das decisões dos tribunais regionais que o solicitarem, e para garantir a votação e a apuração”.
Para tanto, os TREs devem encaminhar o pedido indicando as localidades e os motivos que justifiquem a necessidade de reforço na segurança, com a anuência das secretarias de segurança dos respectivos estados.
Os pedidos aprovados pelo TSE são encaminhados ao Ministério da Defesa, órgão responsável pelo planejamento e pela execução das ações empreendidas pelas Forças Armadas.
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