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Detentos do presídio Ribeirão das Neves II (Inspetor José Martinho Drumond), da Região Metropolitana de Belo Horizonte, atearam fogo em colchões na tarde desta quinta-feira (4).
Segundo o Serviço de Atendimento Móvel de Emergência (Samu), havia 20 detentos na cela. Doze tiveram que ser resgatados. Os bombeiros confirmaram que seis deles tiveram queimaduras de segundo e terceiro graus. Pelo menos cinco tiveram que ser entubados.
O motim teria sido uma reação à insalubridade e à superlotação. A Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) não informou quantos detentos há no presídio. Mas segundo o diretor de comunicação do Sindicato de Policiais Penais de Minas Gerais, Magno Soares, a cela tem capacidade para oito presos e tinha mais que o dobro.
O delegado da Polícia Federal de Minas Gerais Rodrigo Morais afirmou ao Globo, nesta quinta-feira, que a decisão do Tribunal Regional Federal da 1ª Região de reabrir as investigações sobre o atentado a faca sofrido pelo presidente Jair Bolsonaro permitirá esclarecer a “única lacuna” do inquérito – se os advogados de Adélio Bispo, o autor da facada, foram contratados por um terceiro ou se eles resolveram assumir o caso por conta própria.
A Polícia Federal chegou a abrir dois inquéritos para investigar o ataque ocorrido durante ato de campanha de Bolsonaro em Juiz de Fora (MG), em setembro de 2018. E nas duas investigações, que levaram mais de um ano, concluiu que Adélio havia agido sozinho, sem a participação de terceiros.
Assim que a nova decisão judicial for formalizada à PF, o delegado disse que iniciará a análise do conteúdo do celular do advogado de Adélio Bispo e das imagens do circuito de segurança do escritório dele – o material já está em posse da PF desde o fim de 2018, mas a sua verificação havia sido suspensa por uma decisão liminar do desembargador Néviton Guedes, do TRF-1. O juiz acatara a um pedido da OAB que reclamava de violação do sigilo funcional da defesa.
O procurador da República Deltan Dallagnol renunciou definitivamente ao seu cargo no Ministério Público Federal e deve entrar para a política, disputando uma vaga na Câmara dos Deputados em 2022.
”Após mais de 18 anos de trabalho em amor ao próximo, estou saindo do Ministério Público e queria contar a você o porquê. Minha vontade é fazer mais, fazer melhor e fazer diferente diante do desmonte do combate à corrupção que está acontecendo”, escreveu em seu perfil no twitter.
Segundo a jornalista Eliane Catanhede, do Estadão, a expectativa é que Dallagnol siga os passos do ex-juiz Sergio Moro e se filie ao Podemos. Ela tem 41 anos e ganhou notoriedade nacional ao chefiar a força-tarefa da Operação Lava Jato do Ministério Público Federal.
A maior licitação da história das telecomunicações no Brasil, o leilão do 5G, começou hoje (4/11), no auditório principal da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), em Brasília (DF). A abertura do leilão foi feita pelo ministro das Comunicações, Fábio Faria, em conjunto com o presidente da Anatel, Leonardo Euler, e contou com a presença do presidente da República, Jair Bolsonaro, na solenidade.
Com o leilão, segundo Faria, o país avança para “ter o primeiro 5G da América Latina”. “Vamos mostrar para o mundo que o Brasil está na economia digital, cuidando da transformação digital. O Brasil é um player e irá virar um hub de inovação, para que possa receber empresas de inovação e tecnologia”, destacou o ministro.
“Toda semana esse governo tem algumas realizações a apresentar”, enfatizou Bolsonaro. Com a tecnologia 5G os brasileiros terão a oportunidade, segundo o presidente, de mostrar o verdadeiro Brasil, de forma direta. “Olha aonde chegamos e para onde iremos”, refletiu. Para Bolsonaro, “o 5G vem para consolidar isso tudo”. Fábio Faria acrescentou que “não teve otimismo, não teve pessimismo; a gente fez acontecer! A gente realizou, a gente entregou!”.
A solenidade foi prestigiada pelo presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira; e pelos ministros da Casa Civil, Ciro Nogueira; do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República (GSI), general Augusto Heleno; da Infraestrutura, Tarcísio Freitas; da Economia, Paulo Guedes; do Trabalho e Previdência, Onyx Lorenzoni; e pela ministra-chefe da Secretaria de Governo, Flávia Arruda. O senador Flavio Bolsonaro também acompanhou a solenidade, acompanhado pelas parlamentares Carla Zambelli, Perpétua Almeida e Cezinha de Madureira. Os conselheiros da Anatel Emmanoel Campelo e Carlos Baigorri; e da Tribunal de Contas da União, Raimundo Carreiro, também participaram do evento.
O time técnico do Ministério das Comunicações esteve presente na solenidade, em particular a secretária Executiva, Maria Estella Dantas Antonichelli; o secretário Especial de Comunicação Social, André Costa; o secretário de Radiodifusão, Maximiliano Martinhão; o secretário de Telecomunicações, Artur Coimbra; a secretaria-executiva adjunta, Flávia Duarte; e a consultora jurídica da Pasta, Carolina Scherer Bicca. Após a cerimônia de abertura do Leilão do 5G, o trabalho de análise do processo licitatório foi retomado no auditório do Espaço Cultural Renato Guerreiro, da Anatel.
ANÁLISE E JULGAMENTO – Foram recebidas 15 propostas de empresas e consórcios interessados em explorar a tecnologia no país. Nesta quinta será iniciada a análise das propostas, lote por lote. O alto número de candidatos pode fazer com que a sessão termine apenas na sexta-feira (5). Existem dois perfis de empresas interessadas nas faixas do espectro de radiodifusão: prestadores de serviço de grande porte, que devem concorrer pelas frequências mais elevadas; companhias e provedores regionais de internet, que vão disputar as frequências menores, que permitem cobrir grandes áreas.
A expectativa é de que a licitação do 5G movimente R$ 169 bilhões nos próximos 20 anos, segundo estimativas da Agência. Mas o impacto da virada tecnológica se distribuirá por todos os setores produtivos. “Nos próximos 15 anos, estamos falando de 1,2 trilhão de dólares movimentando todos os setores da economia”, estima o ministro.
Em contrapartida à autorização do uso das faixas de radiofrequência, as candidatas ao leilão terão, por exemplo, que investir em instalação de redes 4G em todos os municípios com mais de 600 habitantes e na cobertura de 48 mil quilômetros de estradas com internet de alta velocidade. Para a frequência de 3,5 GHz, o leilão prevê obrigações específicas para as vencedoras, em especial a expansão da rede de cabos de fibra ótica nos leitos dos rios da região Norte e a estruturação da rede privativa de comunicação 5G para a administração pública federal, com protocolos de segurança mais robustos e criptografia.
QUANDO VAI CHEGAR – O edital do leilão 5G definiu que a tecnologia deve estar disponível em todas as capitais brasileiras até o dia 31 de julho de 2022. O cronograma segue com as cidades com mais de 500 mil habitantes (até julho de 2025); mais de 200 mil habitantes (até julho de 2026); mais de 100 mil habitantes (até julho de 2027), e nas cidades com mais de 30 mil habitantes (até julho de 2028).
A Winity II Telecom Ltda arrematou, nesta quinta-feira (4), o primeiro lote do leilão do 5G no país. O certame virtual é realizado pela Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) e é considerado o maior do gênero da história da agência.
A operadora de telecomunicação ofereceu pouco mais de R$ 1,4 bilhão para o lote de abrangência nacional da faixa de 70 MHz — com 805% de ágio.
A Winity concorreu com as empresas NK 108 e VDF. Com a vitória, a companhia se tornará a mais nova operadora de telefonia móvel do país.
Entre as obrigações, a empresa terá de levar sinal móvel a rodovias federais e cobrir localidades sem 4G.
As três maiores operadoras de telefonia do país – Claro, Vivo e Tim – oferecerão a tecnologia 5G, que deve estar em todas as capitais até o próximo ano. As empresas levaram lotes na mais importante faixa do certame, a de 3,5 GHz.
As empresas vencedoras do lote de 3,5 GHz deverão oferecer 5G em municípios com mais de 30 mil habitantes, backhaul de fibra óptica em municípios, compromissos associados à migração de recepção de TV por antenas parabólicas e a implementação de redes públicas.
A Claro foi a primeira a vencer um lote nessa faixa. A empresa aceitou pagar R$ 338 milhões pelo espectro, com ágio de 5,18%. Além desse valor, ela terá que fazer investimentos obrigatórios. A Telefônica, dona da marca Vivo, levou o segundo lote de 3,5 GHz a um preço de R$ 420 milhões, ágio de 30,69% em relação ao preço mínimo. A Tim levou o terceiro lote de cobertura nacional na faixa. A empresa pagará R$ 351 milhões, com ágio de 9,22%.
Não houve empresas interessadas no quarto lote nacional de 3,5 GHz no 5G.
O leilão do 5G acontece nesta quinta-feira (04). A cerimônia de abertura está marcada para às 10h, na sede da Anatel (Agência Nacional das Telecomunicações), que fica em Brasília.
O convite foi feito pelo ministro de Estado das Comunicações, Fábio Faria, e o presidente da Agência Nacional das Telecomunicações, Leonardo Euler de Morais.
De acordo com o Ministério das Comunicações, o leilão do 5G vai permitir uma ampliação da internet móvel em localidades onde ainda não há a tecnologia, o que permitirá uma ampla base de usuários no Brasil.
“Jornalista, servidora pública federal, ex-loira do grupo É o Tchan que conquistou um distintivo e é muito feliz no que faz”. É assim que Silmara Miranda se apresenta nas redes sociais. Mas, nesta semana, a ex-dançarina teve que, mais uma vez, explicar sua função pública.
Concursada da Polícia Rodoviária Federal, Silmara Miranda tomou posse em novembro de 2020, em Florianópolis. Menos de um ano depois, em 21 de outubro passado, ela foi nomeada para um cargo de confiança no setor de comunicação social do órgão, em Brasília.
O que foi chamado por colegas de “ascenção supostamente meteórica”, fez com que Silmara reagisse às críticas. Nesta terça-feira (3), Silmara usou as redes sociais para rebater os comentários.
“Para esta função não existe absolutamente nenhum critério de antiguidade, sendo um cargo de livre nomeação e exoneração”, diz a policial rodoviária.
Silmara contou que a oportunidade de transferência para Brasília foi oferecida para todos os policiais que integram o quadro da PRF, em um processo seletivo interno, divulgado em 22 de fevereiro passado.
Silmara integrou o É o Tchan entre 2003 e 2007 para substituir a dançarina Sheila Mello.
A disputa judicial entre as fabricantes de brinquedos Estrela e Hasbro ganhou mais um capítulo.
O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) manteve uma decisão de primeira instância, de julho do ano passado, que determina que a empresa brasileira transfira para a americana marcas como Super Massa, Genius, Detetive, Cara a Cara, Jogo da Vida e Combate. A Estrela também precisa retirar todos os brinquedos das lojas e destruir o estoque restante.
A decisão foi assinada pelo relator do processo, desembargador Rui Cascaldi. O magistrado manteve o parecer da juíza Paula da Rocha e Silva Formoso, da 36ª Vara Cível.
A Hasbro acusa a Estrela de não repassar os valores relativos à propriedade intelectual das marcas desde 2008. A Justiça estima que a dívida já ultrapasse R$ 64 milhões.
De acordo com o processo, as duas empresas firmaram um acordo em 2003 para licenciamento dos produtos. Porém, como a Hasbro abriu uma subsidiária no Brasil, ficou determinado o pagamento de royalties por parte da Estrela, uma vez que a própria americana venderia seus produtos. Ambas fabricam os mesmos brinquedos, mas com logomarcas distintas.
Os empresários Luiz Henrique Ramos e Cristiana Prestes Taddeo, donos da Hempcare, permaneceram em silêncio e não responderam nenhuma pergunta dos parlamentares na tarde desta quarta-feira (3), em sessão da CPI da Covid na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte.
A empresa recebeu R$ 48 milhões do Consórcio Nordeste para a compra de respiradores e não encaminhou nenhum aos estados. O caso está sendo investigado pela Justiça e a CPI da Covid está com os dados referentes à investigação.
Ainda nesta quarta-feira, a CPI ouviu a ex-servidora da Sesap Gilsandra Lira Fernandes, na condição de investigada. Ela prestou esclarecimentos sobre os contratos da contratação de ambulâncias e de leitos de UTI, que são alvos da CPI.
Ela é uma das investigadas na operação Lectus, que apura supostas fraudes na Sesap, mas ainda não falou sobre o tema, que não é objeto de investigação da CPI até o momento. Há, contudo, o trabalho dos parlamentares para incluir o conteúdo dessa investigação, que também trata sobre a contratação de leitos para atendimento à covid-19 no Rio Grande do Norte.
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