O pré-candidato a presidente Ciro Gomes (PDT) assumiu que ficou com “dor de cotovelo” diante do anúncio que Anitta irá votar em Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para presidente da República nas eleições gerais. O político afirmou que é fã da funkeira, a quem se referiu como “deusa” em sabatina à Globonews nesta quarta (27). “Ficou doendo o cotovelo porque eu queria o voto dela para mim”, disparou.
Ciro Gomes foi questionado pela jornalista Flávia Oliveira sobre as suas propostas na área cultural, em uma resposta que contemplou a cantora de Envolver.
“Na Coréia do Sul, os games já empregam mais gente e faturam mais do que música e cinemas juntos. O Brasil é um dos maiores mercados do mundo nessas linguagens. Isso não acontece por acaso. Isso vai da formação de pessoas e de plateia”, disse.
“Tem uma música absolutamente extraordinária, uma estética que conheço e gosto, como o hip hop. O baile funk tem uma estética extraordinária. Sou fã da Anitta, uma menina talentosa, que vem da quebrada e explode para o mundo admirar. Pouco importa [se ela vota no Lula], quer dizer, só ficou doendo o cotovelo que eu queria o voto dela para mim”, emendou.
Ciro ainda afirmou que a musicista foi pressionada a declarar a sua opção pelo petista. “Ela tinha dito uma coisa essencial, que estava em dúvida. Ora, toda pessoa sábia deveria estar em dúvida. Porque mais do mesmo vai dar mais do mesmo”, alfinetou.
“Se eu estou em dúvida, eu quero ver os debates e decidir. E aí a Anitta foi detonada por essa pressão fascista, que a turma do PT esculhamba o fascismo do Bolsonaro, mas é uma fascistada para valer. As pessoas estão se rendendo para não serem canceladas na internet.”
Ao ser questionado sobre qual será o foco da campanha para os próximos dias, o presidente Jair Bolsonaro afirmou nessa quarta-feira (27) que vai “debater com o cara”. A afirmação faz alusão ao candidato Lula (PT) durante os debates entre os presidenciáveis das eleições deste ano, previstos para começar em agosto.
A declaração ocorreu durante a ida do chefe do Executivo ao Congresso Nacional. Na sequência, quando perguntado sobre sua presença nos debates caso Lula não compareça, Bolsonaro repetiu que vai “debater com o cara, fica tranquilo aí”.
O primeiro turno da eleição está previsto para o dia 2 de outubro, e o eventual segundo turno, para o dia 30 do mesmo mês.
O PP confirmou nesta quarta-feira (27), durante convenção nacional em Brasília, a coligação com o PL – partido presidido pelo ex-deputado Valdemar Costa Neto e pelo qual o presidente Jair Bolsonaro tentará a reeleição em outubro.
A aliança foi aprovada em ato na Câmara dos Deputados com a presença de Bolsonaro e de integrantes do chamado Centrão, como o ministro da Casa Civil, Ciro Nogueira, presidente licenciado do PP; e os deputados Arthur Lira (PP-AL), presidente da Câmara, e Ricardo Barros (PP-PR), líder do governo na Casa.
Também compareceram à convenção o ministro das Comunicações, Fábio Faria (PP-RN); e Tereza Cristina (PP-MS), deputada e ex-ministra da Agricultura. O governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), quAtualmente, PL e PP são as duas maiores bancadas da Câmara dos Deputados. O PL, partido de Bolsonaro, conta com 77 parlamentares e o PP, com 57. Juntas, as siglas somam 134 deputados (um quarto dos 513 da Câmara).
Deputado federal por sete mandatos, Bolsonaro já foi filiado ao PP e a outros sete partidos (PDC, PPR, PPB, PTB, PFL, PSC e PSL) antes de entrar para o PL em 2021.
Com a escolha do partido de Valdemar Costa Neto e o apoio de outras legendas do Centrão, o presidente terá um dos maiores tempos de rádio e TV durante a campanha eleitoral.
A convenção do PP também contou com a presença de ex-atletas que vão se candidatar pelo partido a mandatos eletivos neste ano: o ex-lutador Wanderlei Silva, o ex-maratonista Vanderlei Cordeiro de Lima e o ex-jogador de futebol Washington Coração Valente, além de Cristina Valle, ex-mulher de Bolsonaro e mãe de Jair Renan, quarto filho do presidente, também candidata.
Danilo Dupas vai deixar a presidência do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). O anúncio foi feito pelo ministro da Educação Victor Godoy pelas redes sociais. Godoy publicou que a saída de Dupas “ocorreu por motivos pessoais e a pedido” e agradeceu “por todo o trabalho realizado nesse período, que trouxe avanços importantes para a Autarquia”.
Ainda segundo o ministro, Carlos Moreno será o novo presidente do órgão a partir de 1º de agosto. “Anuncio que a partir de 1° de agosto o diretor Carlos Moreno será o novo presidente do Inep, respondendo interinamente e garantindo a continuidade dos exames e avaliações fundamentais para toda a sociedade brasileira”.
Anuncio que a partir de 1° de agosto o diretor Carlos Moreno será o novo presidente do Inep, respondendo interinamente e garantindo a continuidade dos exames e avaliações fundamentais para toda a sociedade brasileira.
Após 25 meses de preços em alta, o Brasil deve registrar deflação em julho. É o que preveem economistas consultados pelas CNN Brasil.
A expectativa do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas (FGV-Ibre) é de que a inflação no país recue em até 0,6% em julho, como resposta ao barateamento dos combustíveis e da energia elétrica.
Caso a projeção se concretize, será a maior queda inflacionária para um mês desde o início do Plano Real, em 1994, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Até então, o recuo mais expressivo no país aconteceu em agosto de 1998, de 0,51%.
Nesta terça-feira (26), a desaceleração da inflação neste mês foi indicada no IPCA-15, que ficou em 0,13%. Para o economista do FGV-Ibre, André Braz, a análise, devido à data da coleta, não conseguiu mensurar o total impacto da redução da gasolina e da energia elétrica, motivada pela limitação do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS).
“A prévia do IBGE não contemplou todo o impacto gerado pela queda no imposto do ICMS. Esse resultado não mostra que estamos com a inflação controlada, muito pelo contrário, ainda seguimos com números altos e descontrolados. O bom resultado deste mês acontece apenas por conta dessa redução do imposto. Ainda não é uma luz no final do túnel”, declarou o economista.
Totalizando mais de 10% dos gastos mensais de um brasileiro, segundo Braz, combustíveis e energia tiveram uma diminuição significativa após a aprovação de uma lei nacional que obriga um teto de 17% a 18% no ICMS.
Para Fábio Romão, da LCA Consultores, que projeta uma deflação de 0,63% em julho, a redução da gasolina de R$ 4,06 para R$ 3,86, anunciada pela Petrobras às distribuidoras, também atua para o resultado no mês.
Segundo o último boletim da ANP, o combustível está com preço médio de R$ 5,89 no país, patamar que não era atingido desde agosto do ano passado.
O Levantamento da LCA Consultores estima uma queda de 3,76% no segmento de transportes. Quanto ao segmento de habitação, o estudo estima que queda de 1,75%, influenciada pelos preços do botijão de gás e, sobretudo, da energia elétrica residencial, que deve cair 8,08%.
Já a alimentação deve continuar em alta, puxada especialmente pelas frutas, aves, ovos, carnes, peixes, leites e seus derivados.
O economista e professor da PUC-Rio Roberto Simonard alerta que a queda nos preços em julho não deve ser uma tendência para os próximos meses.
“Penso que essa queda realmente deve ser pontual e não deva se manter até o fim do ano. As pressões inflacionárias, inclusive internacionais, são um cenário que está colocado. Vemos aumentos de preços que vêm do exterior, causados por problemas de produção, e que estão pressionando as inflações desses países. E esses efeitos inflacionários do exterior acabam chegando no Brasil e impactando também preços brasileiros”, avalia o economista.
O resultado oficial da inflação brasileira de julho será divulgado no dia 9 de agosto pelo IBGE.
Neymar e outras cinco pessoas serão julgadas por supostas irregularidades na assinatura do contrato do jogador com o Barcelona, em 2013. A partir do dia 17 de outubro, um tribunal da Catalunha iniciará a análise do caso, com a promotoria local pedindo a pena de dois anos de prisão para o atleta.
Segundo o jornal El País, ao lado do jogador no banco dos réus, estarão seus pais e dois ex-presidentes do Barcelona (Sandro Rosell e Josep Maria Bartomeu), todos acusados de corrupção entre particulares e fraudes, além de um ex-diretor do Santos, clube do qual o jogador foi adquirido pela equipe espanhola
Na ação, o Ministério Público da Espanha exige o pagamento de 8,4 milhões de euros, cerca de R$ 45,6 milhões.
Ainda de acordo com El País, o julgamento é consequência de uma denúncia apresentada há sete anos pela DIS, empresa brasileira especializada no mercado de futebol, que se sentiu prejudicada na negociação entre Neymar e Barcelona. Antes da ida do jogador para a Europa, a empresa detinha 40% dos direitos federativos dele.
A DIS havia adquirido o percentual em 2009, quando o atacante tinha apenas 17 anos, por um preço equivalente a cerca de dois milhões de euros. A empresa considera que foi vítima de um “golpe” arquitetado por Neymar, seus parentes e pelo Barcelona e pede uma indenização superior a 150 milhões de euros — mais de R$ 815 milhões.
A empresa e o Ministério Público consideram que, em 2011, ocasião do acordo entre jogador e empresa, Neymar e o pai assinaram dois contratos simulados com o Barcelona, ignorando que parte dos direitos pertenciam à DIS. Um desses contratos, de 40 milhões de euros, teria servido para “amarrar” a assinatura antes de se tornar público, e teria sido feito sem o conhecimento da DIS.
“O Barcelona e o jogador quebraram as regras da Fifa e alteraram a livre concorrência no mercado de transferências”, disse a empresa em sua defesa em 2016, quando as acusações foram apresentadas.
Ainda segundo El País, embora o Ministério Público peça dois anos de prisão para Neymar e o pagamento de uma multa de 10 milhões de euros, a empresa ainda pede a pena de cinco anos de prisão para Neymar e que ele esteja impedido, pelo mesmo período, de jogar futebol.
A DIS também pede cinco anos de prisão para os pais do jogador. Nesse caso, o MP pede “apenas” dois anos de prisão para o pai e um para a mãe do atleta.
O Conselho de Administração da Petrobras se reúne nesta quarta-feira (27) para discutir a atual política de preços dos combustíveis praticada pela estatal, que alinha os valores cobrados pelas refinarias às variações da cotação internacional do petróleo e do câmbio.
Os conselheiros vão debater uma proposta que prevê que, a partir de agora, o próprio Conselho de Administração da companhia seria o responsável por estabelecer a política de preços. Com isso, a diretoria executiva da estatal passaria a apenas executar as decisões.
Hoje, quem decide sobre reajustes dos combustíveis na Petrobras é o presidente da estatal, o diretor financeiro e o diretor de logística. Os três decidem, com base na cotação do dólar e do petróleo, e informam ao Conselho de Administração.
O encontro do colegiado marcado para esta quarta-feira acontece na sede da estatal, no Centro do Rio de Janeiro. O presidente da Petrobras, Caio Paes de Andrade, que também é um dos 11 conselheiros, não deverá participar do encontro, pois se recupera de uma cirurgia.
Segundo uma fonte, o principal assunto na pauta é a proposta de uma nova regra para a política de preços, que está sendo tratada como “uma mudança estrutural para a companhia”.
Pressão para reduzir preço do diesel
O governo também já vem pressionando a estatal para reduzir o preço do diesel nas refinarias, mas a diretoria vem resistindo alegando que ainda não há espaço. Dados da Abicom, que reúne os importadores de combustíveis, apontam que o preço do diesel no Brasil vem alternando cenários de equilíbrio e de preços mais caros em relação ao cenário internacional nas duas últimas semanas.
Dividendos superiores a R$ 50 bi
Na quinta-feira, o Conselho volta a se reunir para tratar dos resultados da companhia no segundo trimestre — cujo balanço será divulgado no mesmo dia com a perspectiva de novo lucro bilionário — e deliberar sobre o pagamento de dividendos.
Uma fonte disse que a empresa tem hoje fluxo de caixa para pagar dividendos superiores a R$ 50 bilhões a seus acionistas. A ideia, conforme revelou O GLOBO, é que a estatal antecipe a distribuição de dividendos para ajudar na engenharia fiscal do governo para compensar o aumento dos gastos públicos às vésperas da eleição.
O mercado financeiro espera dividendos robustos de R$ 38 bilhões. Na segunda-feira, a estatal informou que não havia uma decisão tomada sobre o tema.
No ano passado, a estatal, sob o comando de Joaquim Silva e Luna, aprovou o pagamento de antecipação da remuneração aos acionistas relativa ao exercício de 2021. A ideia é fazer algo semelhante esse ano.
A União, por ser a maior acionista da empresa com 28,67% de todo o capital, fica com a maior parte dos dividendos. O aumento no pagamento de dividendos ocorre após pedido do governo federal e deve ser seguido por outras estatais como a Caixa e o BNDES.
Troca de conselheiros
Os encontros do Conselho de Administração da Petrobras desta semana serão os últimos com os atuais representantes. No dia 19 de agosto, os acionistas vão se reunir para votar a nova composição do colegiado.
O governo decidiu manter as indicações do secretário-executivo da Casa Civil, Jônathas Castro, e do procurador-geral da Fazenda Nacional, Ricardo Soriano de Alencar, para integrar o colegiado, apesar de parecer contrário do Comitê de Elegibilidade (Celeg) e do atual Conselho de Administração.
Apesar de não confirmarem presença nos debates de 1º turno entre pré-candidatos à Presidência da República, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o atual chefe do Executivo, Jair Bolsonaro (PL), devem participar da sabatina do Jornal Nacional, principal telejornal da TV Globo.
As entrevistas individuais ao vivo com os pré-candidatos serão realizadas de 22 a 26 de agosto. Além dos encontros no fim de agosto, também está marcado na emissora o debate entre pré-candidatos à Presidência, em 29 de setembro, 3 dias antes do 1º turno. Bolsonaro e Lula ainda não confirmaram presença.
Sem conseguir confirmar a ida dos 2 líderes nas pesquisas de intenção de voto para presidente, alguns veículos de mídia decidiram cancelar ou adiar seus debates. Na terça-feira (26.jul.2022), a CNN Brasil cancelou o encontro marcado para 6 de agosto.
Decisão parecida foi tomada pela Jovem Pan. Sem o presidente e o petista no debate marcado para 9 de agosto, a emissora ficaria em um “voo cego”, afirmou Carlos Aros, diretor de Conteúdo da Jovem Pan News, ao site NaTelinha.
Já a Band, que realizaria seu debate em 14 de agosto, adiou o evento para 28 de agosto.
Dividido internamente, o MDB faz uma convenção virtual na manhã desta quarta-feira (27) para sacramentar a candidatura à Presidência da senadora Simone Tebet (MS).
Na última semana, lideranças do partido anunciaram apoio ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, candidato à presidência pela Federação Brasil da Esperança (PT, PCdoB e PV), e chegaram a pedir a intervenção do ex-presidente Michel Temer em uma tentativa de adiar a data da convenção para 5 de agosto.
Em entrevista à GloboNews, Simone Tebet afirmou que nunca houve unanimidade no MDB, mas disse não ter dúvida de que o partido sairá unido da convenção.
Nesta segunda (25), o prefeito de Cacimbinhas (AL), Hugo Wanderley, aliado do senador Renan Calheiros (MDB-AL), um dos emedebistas mais próximos de Lula, tentou judicializar a questão no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Wanderley pediu a anulação do edital de convocação da convenção sob o argumento de que o evento não poderia ser online. Segundo argumentou, a plataforma virtual escolhida não garantiria o sigilo do voto.
Em meio aos “ataques especulativos” de aliados de Lula, o presidente nacional do MDB, deputado Baleia Rossi (SP), e a própria senadora afastaram nos últimos dias o risco de a candidatura vir a ser rejeitada pelos delegados da sigla.
Sob novo comando, a Polícia Federal voltou a considerar, a partir da reabertura das investigações sobre a facada contra Jair Bolsonaro, a hipótese de relação entre Adélio Bispo, autor do atentado, e a facção criminosa Primeiro Comando da Capital, o PCC.
Em dois relatórios, o delegado Rodrigo Morais Fernandes, encarregado do caso até o ano passado, concluiu que Adélio agiu sozinho no dia do atentado. Ele não encontrou indícios da participação de terceiros no atentado contra o então candidato presidencial. Morais já havia descartado, inclusive, a ligação do PCC com o atentado.
Em diversas oportunidades, em público e em privado, o presidente se queixou do trabalho da PF. O Ministério Público Federal concordou com o resultado da apuração conduzida por Morais e propôs o arquivamento da apuração.
A troca no comando da investigação
Em dezembro de 2021, o delegado foi nomeado pelo então diretor-geral da PF, Paulo Maiurino, para passar uma temporada de dois anos em Nova York, representando o Brasil em uma força-tarefa do governo americano dedicada ao combate a crimes financeiros.
A saída de Rodrigo Morais do caso coincidiu com uma decisão do Tribunal Regional Federal da 1ª Região, o TRF-1, que finalmente autorizou que a PF vasculhasse os telefones celulares apreendidos com os advogados que assumiram a defesa de Adélio Bispo.
Até então, os policiais estavam impedidos de periciar os celulares em razão de uma liminar obtida pela Ordem dos Advogados do Brasil, a OAB. Foi um pedido de Frederick Wassef, advogado de Bolsonaro, que levou o TRF a liberar o acesso aos aparelhos.
Com a decisão do tribunal, a apuração foi reaberta pela PF e outro delegado, Martin Bottaro Purper, foi escolhido para tocar o caso.
Delegado especialista em PCC
Purper é um dos maiores especialistas em PCC dentro da corporação. Ele esteve à frente, por exemplo, de uma operação que teve como alvo o braço financeiro da facção.
Paralelamente à mudança de delegado, por decisão da direção-geral da PF o inquérito deixou de correr na superintendência da corporação em Minas Gerais (estava lá porque o crime se deu na cidade mineira de Juiz de Fora) e passou a ser conduzido sob a estrutura da Diretoria de Inteligência Policial, a DIP, em Brasília.
O setor, responsável pelos casos mais sensíveis em investigação na PF, é subordinado diretamente ao gabinete do diretor-geral.
Martin Purper, o delegado que coordena atualmente a apuração, está vinculado à DIP. Pelo menos outros quatro policiais o auxiliam.
Registro em celular de advogado
Fontes a par da nova etapa da investigação disseram à coluna, sob reserva, que a hipótese de ligação de Adélio com o PCC voltou a ser considerada a partir de registros localizados no telefone celular de um dos advogados do agressor de Bolsonaro.
Em ao menos um desses registros, um dos advogados liga o nome de Adélio ao PCC. Não se sabe exatamente em que contexto nem está claro se poderia se tratar de um chiste. Foi o suficiente, porém, para que a nova equipe passasse a considerar a hipótese.
As especulações sobre a suposta relação do PCC com a facada em Jair Bolsonaro surgiram logo após o atentado, a partir da constatação de que pelo menos um dos advogados da equipe que se apresentou para defender Adélio também atende integrantes da facção criminosa.
Dificilmente esta nova etapa apuração será concluída antes das eleições, mas a PF deverá fazer um pedido à Justiça em breve que, muito provavelmente, servirá para que Bolsonaro e seus apoiadores façam barulho em torno do assunto.
Investigadores asseguram estar empenhados para esgotar todas as hipóteses possíveis, de modo que nem Jair Bolsonaro nem outros interessados possam questionar o resultado do trabalho.
A PF é subordinada atualmente ao ministro Anderson Torres. O titular do Ministério da Justiça e Segurança Pública, delegado federal de carreira, é um dos mais leais auxiliares de Bolsonaro.
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