A nova resolução normativa da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) que determinou o fim da limitação do número de consultas e sessões com psicólogos, fonoaudiólogos, terapeutas ocupacionais e fisioterapeutas começa valer a partir de hoje (1º) para todos os planos de saúde regulamentados, contratados após a Lei 9.656/1998 ou adaptados à lei, que tiverem cobertura ambulatorial, ou seja, de consultas e exames.
A decisão foi tomada no dia 11 de julho em reunião extraordinária da diretoria colegiada da agência.
“Com essa medida, as operadoras dos planos de saúde passam a ter que cobrir todas as consultas ou sessões com profissionais dessas quatro categorias que forem prescritas pelo médico assistente para pacientes com qualquer doença ou condição de saúde listada pela Organização Mundial da Saúde (OMS), como, por exemplo, o transtorno do espectro autista, a paralisia cerebral, a síndrome de Down, a esquizofrenia”, disse o diretor-presidente da ANS, Paulo Rebello.
Segundo Rebello, este ano, houve 22 inclusões de procedimentos, entre exames, tratamentos, e medicamentos, no rol de procedimentos obrigatórios da ANS.
O recuo da inflação em setembro trouxe uma surpresa para os investidores da aplicação financeira mais tradicional do país. Pela primeira vez em dois anos, a caderneta de poupança deixou de perder da inflação.
De acordo com a Calculadora do Cidadão, disponível na página do Banco Central (BC) na internet , uma aplicação na caderneta de poupança rendeu 7,27% em 12 meses. O valor considera uma aplicação feita em 11 de outubro do ano passado e que não foi mexida até ontem.
A última vez em que a poupança tinha superado a inflação ocorreu em agosto de 2020, quando a caderneta havia rendido 0,45% acima do IPCA em 12 meses. Desde então, a combinação entre inflação alta e juros baixos corroeu o rendimento da aplicação mais popular no país.
Perspectivas
Atualmente, a poupança rende 6,17% ao ano mais a Taxa Referencial (TR). Essa regra vale quando a taxa Selic está acima de 8,5% ao ano, o que ocorre desde dezembro do ano passado. Quando os juros básicos estão abaixo desse nível, a poupança rende 70% da Selic.
Nos próximos meses, a poupança continuará a ganhar da inflação. A caderneta continuará rendendo em torno de 7,5% no acumulado de 12 meses.
De janeiro a setembro, os brasileiros sacaram da aplicação financeira R$ 91,07 bilhões a mais do que depositaram. Somente no mês passado, a retirada líquida (diferença entre depósitos e saques) chegou a R$ 5,9 bilhões.
Nesta quarta-feira (12/10), Jair Bolsonaro participou da inauguração da Igreja Mundial do Poder de Deus, em Belo Horizonte, ao lado do pastor Valdemiro Santiago. Um encontro que reuniu pastores e fiéis de várias localidades do país, e os gritos de fé se sobressaíram aos gritos de “mito” .
“Deus me salvou em Juiz de Fora, quando quiseram me matar”, disse o presidente, que também aproveitou pra reforçar sua oposição à ideologia de gênero e à liberação das drogas, planos que, segundo ele, concretizarão no governo do PT.
Mas amenizou o discurso ao falar da liberdade de crença. “Aqui nós somos 90% de cristãos, mas respeitamos todas as religiões, bem como aqueles que não têm religião alguma”, apontou.
O governador Romeu Zema (Novo), por sua vez, disse que o país precisa de “um homem de Deus” na Presidência da República, e que o Brasil não pode reviver o desastre ocorrido em 2015 e 2016, na gestão petista. Após o evento, Bolsonaro seguiria para o Santuário de Aparecida do Norte, em São Paulo.
João Pedro Stedile, líder do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), afirmou que, se Luiz Inácio Lula da Silva (PT) for eleito presidente, o Brasil voltará a ter “grandes mobilizações em breve”. A declaração foi dada em entrevista ao Brasil de Fato na última sexta (2).
Stedile disse que o desemprego, o agravamento da crise econômica e o governo de Jair Bolsonaro têm desanimado o povo a fazer greves e ocupações de terra. Segundo ele, o país vive um “refluxo do movimento de massas”.
Para o líder do MST, a retomada das “grandes mobilizações de massa” seria uma “consequência natural” da vitória de Lula.
“Mas eu acredito que isso é passageiro. E acho que a vitória do Lula, que se avizinha, vai ter como uma consequência natural, psicossocial nas massas, um reânimo para nós retomarmos as grandes mobilizações de massas. Movimento de massa não é só fazer passeata, é quando a classe trabalhadora recupera a iniciativa na luta de classes e então passa a atuar na defesa dos seus direitos de mil e uma formas. Fazendo greves, ocupações de terra, ocupações de terreno, mobilizações, como foi naquele grande período, de 1978 a 1989. […] A luta de classes é uma gangorra. Eu acho que nós voltaremos a ter mobilizações em breve.”
O Banco Central (BC) pretende implementar, nos próximos meses, mudanças no funcionamento do Pix. O objetivo é fortalecer a segurança no sistema e evitar fraudes e vazamentos de dados. A expectativa da instituição é de colocar parte das mudanças em prática ainda em 2022.
As alterações foram anunciadas na última reunião do Fórum Pix, em setembro deste ano. O evento teve participação de diversos agentes do mercado financeiro, com objetivo de discutir o funcionamento e a segurança do sistema de pagamentos instantâneos.
Uma das implementações busca ampliar a responsabilidade de instituições financeiras em relação às regras de segurança. O objetivo é criar mais uma barreira de segurança para evitar vazamentos de dados.
Outra mudança será a criação de marcadores específicos nas notificações de fraudes quando houver suspeita de uso de contas laranja e de falsidade ideológica.
Além disso, um dos pontos discutidos pelos participantes do Fórum Pix foi a “marcação” dos CPFs ou CNPJs suspeitos de fraudes ou de uso indevido de contas bancárias.
Outra medida debatida no evento foi a exclusão da obrigatoriedade de limites por transação via Pix. Em 2021, o Banco Central estabeleceu limite de R$ 1 mil para transferências noturnas. Segundo a instituição, ainda não há prazo definido para a implementação das mudanças.
“As medidas propostas no Fórum Pix estão sendo discutidas e aprimoradas internamente. Seus contornos definitivos dependem ainda de apreciação das áreas técnicas do BC, além de avaliação pela Diretoria Colegiada e outras instâncias decisórias. Por isso, neste momento, não há um cronograma para a publicação e vigência de eventuais medidas”, informou o BC.
As eleições deste ano para o Congresso Nacional e os governos estaduais demonstraram a influência do presidente Jair Bolsonaro sobre o eleitorado do país. Com o apoio do chefe do Executivo, uma série de ex-integrantes do governo federal e membros do partido dele foram eleitos ou conseguiram passar para o segundo turno.
Antes da votação em primeiro turno, Bolsonaro aproveitou as tradicionais lives nas redes sociais para pedir votos para os seus candidatos. Como consequência disso, conseguiu a vitória para o Senado dos ex-ministros Rogério Marinho (PL-RN), Damares Alves (Republicanos-DF), Marcos Pontes (PL-SP) e Tereza Cristina (PP-MS), bem como a do vice-presidente Hamilton Mourão (Republicanos-RS) e a do ex-secretário de Aquicultura e Pesca Jorge Seif (PL-SC).
O ex-ministro Sergio Moro (União Brasil-PR) também foi eleito senador, apesar de não ter tido o apoio declarado de Bolsonaro. De todo modo, Moro foi parabenizado pelo presidente e disse que votará em Bolsonaro no segundo turno.
A maior parte dos políticos eleitos sob a imagem de Bolsonaro estará na Câmara dos Deputados a partir do ano que vem, como os ex-ministros Osmar Terra (MDB-RS), Marcelo Álvaro Antônio (PL-MG), Ricardo Salles (PL-SP) e Eduardo Pazuello (PL-RJ). Também vão ocupar uma cadeira na Casa o ex-diretor-geral da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) Alexandre Ramagem (PL-RJ) e o ex-secretário especial de Cultura Mario Frias (PL-SP).
Além dos ex-integrantes do governo federal que conseguiram um mandato no Congresso, a coligação formada por PL, Republicanos e PP para a candidatura à reeleição de Bolsonaro elegeu 187 deputados federais e 13 senadores.
Fora do Parlamento, Bolsonaro apoiou a candidatura de oito governadores eleitos em primeiro turno: Cláudio Castro (PL-RJ), Ibaneis Rocha (MDB-DF), Ratinho Junior (PSD-PR), Wanderlei Barbosa (Republicanos-TO), Antonio Denarium (PP-RR), Mauro Mendes (União Brasil-MT), Clécio Vieira (Solidariedade-AP) e Gladson Cameli (PP-AC).
Outros quatro candidatos que tiveram o suporte do presidente estarão no segundo turno, como os ex-ministros Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP) e Onyx Lorenzoni (PL-RS), além de Capitão Contar (PRTB-MS) e Jorginho Mello (PL-SC).
Importância do presidente para a direita
Para o cientista político Enrico Monteiro, a eleição de parlamentares e governadores mais alinhados a Bolsonaro revela um avanço da direita no espectro político do país. Segundo ele, a participação do presidente foi determinante nesse processo.
“A direita sempre teve uma carência de líderes. Nunca teve alguém que conseguiu se expressar e falar com esse grupo de eleitores. E quando surge Bolsonaro, que consegue conversar bem com essas pessoas e usa bem as redes sociais, ele garante uma militância minimamente organizada, o que faz com que o presidente passe a ser um ator importante na eleição de diversas pessoas Brasil afora”, analisa.
Não há nenhuma outra liderança de direita com tamanha capacidade de comunicação, identificação e transferência de voto como o Bolsonaro. Ele soube aproveitar os espaços vagos e se colocar como principal nome dessa direita, tornando-se uma pessoa que transfere voto e muita força”, completa Monteiro.
Já o advogado e cientista político Nauê Bernardo Azevedo acrescenta que, desde 2019, o presidente criou uma base eleitoral muito fidelizada. Por isso, quem teve o apoio dele acabou beneficiado.
“O Bolsonaro conseguiu capitalizar um sentimento que estava latente em uma parcela bastante relevante da sociedade brasileira. E nas eleições deste ano ele capitalizou isso, transformando em dividendos eleitorais”, destaca.
“A tendência, caso ele seja reeleito, é de uma relação menos tumultuada e mais harmônica com o Congresso e, sobretudo, de que haja uma guinada no campo moral, com diversas pautas ligadas à agenda de costumes tendo mais facilidade para avançar”, finaliza Azevedo.
Às vésperas de uma viagem ao nordeste, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) chamou de “precipitada” a decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ) de afastar o governador Paulo Dantas (MDB) do cargo por um suposto esquema de desvio de recursos para a contratação de funcionários fantasmas.
“Na minha opinião, está cheirando suspeição, porque é um processo antigo. Faltando pouco tempo para as eleições, você tentar tirar um candidato que é adversário do candidato do Arthur Lira, presidente da Câmara….”, disse.
O ex-presidente confirmou que irá à Maceió nesta quinta-feira (13) para uma caminhada ao lado de Dantas, que disputa o segundo turno contra o senador Rodrigo Cunha (União Brasil), apoiado pelo presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP). Lula disse que enquanto o Supremo Tribunal Federal não decidir sobre a situação de Dantas, o apoio estará mantido.
“Enquanto isso, eu acho que o candidato a governador de Alagoas, se quiser, estará como candidato sub judice e eu estarei prazerosamente fazendo campanha.”, respondeu.
Apesar do afastamento determinado pelo STJ, o Tribunal Regional Eleitoral de Alagoas (TRE-AL) a disputa em segundo turno ocorre normalmente – a Justiça Eleitoral julgou o registro da candidatura como regular.
Paulo Dantas era deputado estadual e foi eleito em 15 de maio deste ano governando de Alagoas por votação indireta na Assembleia Legislativa.
A pesquisa PoderData realizada de 9 a 11 de outubro de 2022 mostra Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com 52% das intenções de votos válidos contra 48% de Jair Bolsonaro (PL) na corrida de 2º turno pela Presidência da República.
As taxas consideram os votos válidos, que excluindo os votos brancos e nulos. É assim que o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) divulgará os resultados na noite do domingo eleitoral de 2º turno, em 30 de outubro.
O PoderData entrevistou 5.000 pessoas nesta rodada. Como o número de entrevistas é maior que nas rodadas anteriores, os resultados são mais precisos. A margem de erro do levantamento é de 1,5 ponto percentual, para cima ou para baixo.
Lula e Bolsonaro mantiveram as taxas registradas na semana anterior, indicando um cenário estável.
A pesquisa foi realizada pelo PoderData, com recursos do Poder360, por meio de ligações para telefones celulares e fixos. Foram 5.000 entrevistas em 347 municípios nas 27 unidades da Federação de 9 a 11 de outubro de 2022. A margem de erro é de 1,5 ponto percentual para um intervalo de confiança de 95%. O registro no TSE é BR-09241/2022.
O corregedor-geral do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Benedito Gonçalves, atendeu a um pedido da campanha do presidente Jair Bolsonaro (PL) e abriu uma ação, na última sexta-feira (7), para que a chapa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e seu vice, Geraldo Alckmin (PSB), seja investigada por uso indevido dos meios de comunicação no dia 2 de outubro, data do primeiro turno das eleições.
A Ação de Investigação Judicial Eleitoral alegou que Lula foi beneficiado pela cobertura jornalística em emissoras de televisão quando a votação já havia sido iniciada.
Além disso, a ação pede que seja removido das redes sociais do petista o discurso feito a eleitores na Avenida Paulista, em São Paulo, logo após o resultado do primeiro turno, e que Lula seja proibido de utilizar o conteúdo em propagandas eleitorais.
“[Lula e Alckmin] contaram com o irrestrito e indevido apoio (ainda que acidental) de uma das maiores emissoras do país, promoveram uma sequência de atos irregulares de propaganda voltados a atingir de forma massiva os eleitores e culminando, ao fim e a cabo, em verdadeiro abuso dos meios de comunicação”, diz a petição.
O candidato à Presidência da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), recebeu 90,3% dos votos entre os eleitores privados de liberdade, na Paraíba, nas eleições de 2022. De acordo com informações do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), 115 presos provisórios puderam votar em quatro municípios do estado.
As sessões eleitorais destinadas para esse público foram instaladas na Penitenciária Padrão Masculina de Campina Grande (26 eleitores), na Penitenciária Padrão de Santa Rita (31 eleitores), no Centro Educacional do Jovem – CEJ (36 eleitores), em João Pessoa, e na Cadeia Pública de Coremas (22 eleitores).
Confira aqui vídeo de Bolsonaro ironizando votação de Lula em Presídios da Paraíba
Lula ficou em primeiro, com 84 votos. O candidato à reeleição, presidente Jair Bolsonaro (PL), ficou em segundo lugar, com apenas 6 votos e 6,49% da votação nesse grupo do eleitorado. Também receberam votos da população carcerária, os candidatos Ciro Gomes (PDT), Simone Tebet (MDB) e Soraya Thronicke (União), com 1 voto cada.
O número de votantes nos presídios aumentou em relação às eleições de 2018, quando 57 privados de liberdade participaram da votação. Na época, o candidato Fernando Haddad (PT) venceu com 77,1% dos votos. Esse ano, o número de eleitores aumentou para 115.
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