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VÍDEO: “Não existe adulteração da minha parte, eu não tomei a vacina”, diz Bolsonaro após operação da PF

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) reafirmou nesta quarta-feira (3) que ele e a filha Laura, de 12 anos, não tomaram vacina contra a Covid. Bolsonaro também negou que tenha havido adulteração nos cartões de vacinação da família.

O ex-presidente foi alvo de mandados de busca e apreensão nesta quarta. A Polícia Federal investiga se Bolsonaro, familiares e auxiliares inseriram informações falsas no sistema do Ministério da Saúde para obter um cartão de vacinação com doses que, na verdade, não foram aplicadas.

Em entrevista após a operação da PF na casa em que mora em Brasília, Bolsonaro disse que nunca pediram a ele cartão de vacina para “entrar em lugar nenhum”.

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Pf

Bolsonaro e filha Laura tiveram cartões de vacina contra Covid-19 alterados

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Lira convence Lula a abrir o cofre e a liberar emendas e cargos em troca de apoio no Congresso


Foto: Reprodução

O presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), não usou meias-palavras na conversa de ontem com Luiz Inácio Lula da Silva. Ao falar sobre as CPIs que prometem atormentar o Palácio do Planalto, como a dos Atos Golpistas, Lira cobrou reciprocidade para garantir governabilidade. No tête-à-tête com o presidente, o líder do Centrão reclamou que os acordos não têm cumprido o tempo da política para sair do papel e disse que o governo precisa “entregar”, se quiser ter apoio.

As queixas de Lira são vistas no Planalto como forma de pressionar Lula a lhe dar cada vez mais poder. Não é de hoje que o presidente da Câmara exige “instrumentos” para assegurar maioria ao governo, a cada votação. “Não sou João de Deus”, costuma repetir.

Lula prometeu resolver o imbróglio. Primeiro, chamou o o titular da Fazenda, Fernando Haddad. Depois, determinou a outros ministros que comecem a liberar R$ 10 bilhões em emendas para deputados e senadores, além dos “restos a pagar” do governo de Jair Bolsonaro.

Na prática, desde que o Supremo Tribunal Federal decretou o fim do orçamento secreto – ressuscitado agora em novo modelo –, a distribuição desse dinheiro está sob controle do ministro das Relações Institucionais, Alexandre Padilha. “Um sujeito fino e educado, mas que tem tido dificuldades”, disse Lira, em entrevista a O Globo. “Sou fino e educado. Então, não vou responder”, devolveu Padilha.

Os atritos entre os dois vieram à tona após a criação das CPI dos Atos Golpistas, das invasões do MST e na esteira da guerra envolvendo a frustrada votação do PL das Fake News.

Nos bastidores, Lira também acusou Padilha de não o defender após o ministro da Justiça, Flávio Dino, ter vetado a indicação de João Carlos Mayer Soares, feita por ele para o Tribunal Regional Federal da 1.ª Região. O nome havia sido negociado com o próprio Padilha.

Se pudesse, Lira substituiria o articulador político do Planalto pelo líder do governo na Câmara, José Guimarães (PT-CE). O presidente, porém, não vai entregar essa cabeça. Na tentativa de acalmar os ânimos, o Diário Oficial trará agora nomeações em diretorias de Sudam, Sudene, Dnit e Dnocs, entre outras. Há cerca de 400 cargos de segundo e terceiro escalões nos Estados, ainda não preenchidos.

Aliados do governo acusam o chefe da Casa Civil, Rui Costa, de segurar as indicações, mas ele responde com a necessidade de “pente-fino”. Diante de tanta crise, ninguém percebeu, mas Lira demorou quase dois meses para pautar o projeto da igualdade salarial entre homens e mulheres. “Estava todo bichado”, justificou ele à coluna. Há mesmo muitos jabutis rondando a Praça dos Três Poderes. •

Presidente da Câmara ‘chora’ e consegue promessa de liberação de R$ 10 bi em emendas.

Vera Rosa/Estadão

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Lula retoma exigência de vistos para turistas dos EUA, Austrália, Canadá e Japão

O Brasil voltará a exigir que turistas dos Estados Unidos, Austrália, Canadá e Japão apresentem visto para entrar no país. A decisão, publicada no Diário Oficial desta quarta-feira (3) e em vigor a partir de outubro, revoga uma medida promovida pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) que dispensava os vistos de forma unilateral.

A Folha já havia antecipado que o governo havia tomado uma resolução nesse sentido em março deste ano. Uma possibilidade estudada pela administração à época era retomar o princípio de reciprocidade. Adotado historicamente pelo Itamaraty, ele prevê cobrar de cidadãos dos outros países as mesmas regras que estes Estados determinam para os brasileiros.

Então Ministério das Relações Exteriores estudava o impacto da medida para o turismo. No caso dos Estados Unidos, o aumento do número de turistas de 2018 para 2019 foi de 12%, saindo de 391 mil para 439 mil. Em 2022, vieram 355 mil americanos, abaixo do nível pré-pandemia.

Já no Japão, houve um decréscimo de 4% no fluxo de visitantes entre 2018 e 2019, de 59 mil para 56 mil. Em 2022, foram 16,8 mil turistas oriundos do país asiático.
Lá fora

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Bolsonaro anunciou a revogação da necessidade às vésperas da viagem que faria para os Estados Unidos, para encontrar o então presidente, Donald Trump, em março de 2019.

A isenção de visto se aplicou aos que viajam ao Brasil para fins de turismo, negócios, trânsito e atividades artísticas e esportivas. Também se estendeu para pessoas “em situações excepcionais por interesse nacional”.

Folha de São Paulo

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Bolsonaro e filha Laura tiveram cartões de vacina contra Covid-19 alterados

A Polícia Federal (PF) prendeu, nesta quarta-feira (3), o tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro, e faz buscas na casa do ex-presidente no condomínio Solar de Brasília II, no Jardim Botânico, condomínio localizado a 13km do centro do poder. Os mandados são cumpridos em uma operação que investiga a inserção de dados falsos de vacina contra a Covid-19 nos sistemas do Ministério da Saúde.

Dentre as figuras que tiveram o cartão de vacinação alterado, estão o próprio Bolsonaro; a filha mais nova dele, Laura, 12 anos; além de Mauro Cid, a esposa e a filha dele.

Segundo a PF, as inserções falsas ocorreram entre novembro de 2021 e dezembro de 2022 e tiveram como consequência a alteração da verdade sobre a condição de imunizado.

Com isso, os beneficiários puderam emitir os respectivos certificados de vacinação e utilizá-los para burlarem as restrições sanitárias vigentes imposta por outros países em viagens.

Igor Gadelha – Metropoles

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Brasil

PF apreende celulares de Bolsonaro e Michelle

Alvo de um mandado de busca e apreensão realizado pela Polícia Federal nesta manhã, Jair Bolsonaro teve seu celular apreendido, mas, até o momento, não forneceu a senha de seu celular. A ex-primeira-dama, inicialmente, também não passou a senha, mas, depois, autorizou acesso ao seu aparelho.

Os telefones de ambos fazem parte dos itens que estão sendo apreendidos pelos investigadores. As buscas estão em andamento.

O tenente-coronel Mauro Cid Barbosa, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, foi preso na mesma ação. A PF apura a atuação de um grupo que teria inserido dados falsos de vacinação contra a Covid-19 nos sistemas do Ministério da Saúde.

Bela Megale

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Operação da PF faz buscas na casa de Bolsonaro

A operação da PF que está nas ruas para investigar um grupo suspeito de inserir dados falsos de vacinação contra a Covid-19 nos sistemas do Ministério da Saúde cumpre 16 mandados de busca e apreensão. Um deles é na nova casa de Jair Bolsonaro, no bairro do Jardim Botânico, em Brasília.

É a mesma operação que prendeu o coronel Cid, em ex-ajudante de ordens de Bolsonaro. Cid, aliás, iria depor hoje na PF, por vídeo, em outro caso — o das joias das arábias.

A autorização para a ação de hoje é do ministro Alexandre de Moraes. A operação ocorre dentro do inquérito que apura a atuação das “milícias digitais”.

Lauro Jardim – O Globo

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Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, é preso em operação da PF contra dados falsos de vacina

A Polícia Federal faz buscas na manhã desta quarta-feira (3) em um endereço do ex-presidente Jair Bolsonaro em Brasília. Os policiais também prenderam o ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, tenente-coronel Mauro Cid Barbosa.

A corporação investiga um grupo suspeito de inserir dados falsos de vacinação contra a Covid-19 nos sistemas do Ministério da Saúde.

Os agentes cumprem 16 mandados de busca e apreensão e seis mandados de prisão preventiva, em Brasília e no Rio de Janeiro.

Até as 7h, todas as prisões já tinham sido cumpridas. A lista de alvos não tinha sido divulgada.

Investigação
A inclusão dos dados falsos aconteceu entre novembro de 2021 e dezembro do ano passado. As pessoas beneficiadas conseguiram emitir certificados de vacinação e usar para burlar restrições sanitárias impostas pelos governos do Brasil e dos Estados Unidos, segundo os investigadores.

A Polícia Federal afirma que o objetivo do grupo seria “manter coeso o elemento identitário em relação a suas pautas ideológicas” e “sustentar o discurso voltado aos ataques à vacinação contra a Covid-19”.

Os fatos são investigados dentro de um inquérito aberto no Supremo Tribunal Federal (STF).

G1

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Petrobras reduz preço do querosene de aviação em 11,5%; queda no ano é de 25,6%


Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

A Petrobras reduziu o preço do querosene de aviação (QAV) pelo terceiro mês consecutivo. O valor do combustível está 11,5% mais barato nas refinarias da estatal, acumulando uma queda de 25,%6 no ano. O combustível está sendo pelas refinarias da estatal com o novo preço desde segunda-feira, 1º.

Em comunicado divulgado nesta terça-feira, 2, a petroleira explicou que os reajustes são mensais e definidos através de fórmulas contratuais negociadas com as distribuidoras. “Os preços de venda de QAV da Petrobras buscam equilíbrio com o mercado e acompanham as variações do valor do produto e da taxa de câmbio, para cima e para baixo, com reajustes aplicados em base mensal, mitigando a volatilidade diária das cotações internacionais e do câmbio”, informou a estatal.

Dados da Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear) indicam que o QAV responde por cerca de 40% dos custos das companhias aéreas, que possuem um parcela de quase 60% dolarizada.

Jovem Pan

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Lula diz que Banco de Desenvolvimento estuda enviar ajuda econômica à Argentina


Foto: SERGIO LIMA / AFP

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou que o Novo Banco de Desenvolvimento, conhecido como Banco dos Brics, avalia ajudar a Argentina economicamente. A declaração foi feita na noite desta terça-feira (2), no Palácio da Alvorada, depois de reunião com o presidente da Argentina, Alberto Fernández.

A informação de que a instituição financeira pretende ajudar a Argentina foi sinalizada, segundo Lula, pela presidente do banco, Dilma Rousseff. “A Dilma me disse que está trabalhando para mudar o regulamento [do Banco dos Brics] para contribuir e ajudar a Argentina. A Argentina voltará a ser a economia grande e produtiva que foi durante muito tempo”, garantiu Lula.

O presidente também comentou que planeja agir em prol do país vizinho frente ao Fundo Monetário Internacional (FMI). “Eu pretendo conversar, através do meu ministro da Fazenda [Fernando Haddad], com o FMI, para tirar a faca do pescoço da Argentina. O FMI sabe como a Argentina se endividou, portanto, não pode ficar pressionando um país que só quer crescer, gerar empregos e melhorar a vida do povo. Estamos dispostos a ajudar a Argentina e a vencer as questões técnicas que a economia exige”, declarou.

O presidente quer bancar as vendas de empresários brasileiros para o país vizinho. O Brasil deve propor um crédito para a exportação, o que beneficiaria mais de 200 empresas brasileiras que vendem para a Argentina. Essas firmas têm reclamado da demora para receber o pagamento das mercadorias.

R7

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Banco Central decide nova taxa de juros nesta quarta

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) anuncia no início da noite desta quarta-feira (3) a sua decisão a respeito da Selic, a taxa de juros de referência da economia brasileira.

Os juros básicos estão desde agosto do ano passado em 13,75%, no maior patamar desde 2016.

O consenso entre economistas é de que os diretores do BC devem manter a taxa onde está no encontro desta quarta-feira, e que não deve também mudar consideravelmente seu tom mais duro em relação aos próximos passos, mesmo com a avaliação crescente, que ganhou corpo nos últimos meses, de que há espaço para que o Banco Central comece os cortes na taxa mais cedo.

Alguns indicadores, de fato, passaram a ajudar o Banco Central na tarefa de aliviar os juros altos e, com eles, a pressão que causam sobre a economia.

Foi o caso de vários sinais de uma desaceleração já em curso no Brasil e no mundo, como o PIB negativo no último trimestre do ano passado, as quedas na indústria e no varejo e uma inflação que passou a perder força rápido.

Também trouxe alívio para o cenário a apresentação pelo governo, no fim de março, de sua proposta para a regra fiscal que deverá substituir o atual teto de gastos.

Por outro lado, há diversos fatores que ainda turvam o caminho para juros mais baixos, e mesmo que uma ala dos bancos e consultorias esteja revisando para baixo suas projeções para os juros, as reduções são bem suaves.

“O Copom deve manter o tom duro na sinalização da política monetária, reforçando que o cenário não pressupõe cortes de juros iminentes e em linha com as recentes falas dos diretores e do próprio presidente do BC, Roberto Campos Neto”, diz o chefe de pesquisa macroeconomica da Kínitro Capital, João Savignon,

Preços de itens como serviços ainda alta, expectativas para a inflação deste e do próximo ano ainda afastadas da meta e, também, um mercado de trabalho resiliente e aquecido estão entre os elementos mencionados pelos analistas do outro lado da balança que ainda impedem o BC de ser mais agressivo em sua descida dos juros.

Atualmente, a projeção média do mercado, de acordo com o relatório semanal Focus, do BC, é que a Selic chegue ao fim de 2023 aos 12,5%, numa ligeira redução em relação ao projetado há duas semanas (12,75%), mas ainda acima do que no começo do ano, quando a estimativa geral estava em 12,25%.

É também um nível bem pouco abaixo dos 13,75% atuais.

As projeções para a inflação, por outro lado, seguem sendo revistas para cima e falam, atualmente, em um IPCA a 6% ao fim do ano – mais alto, inclusive, do que está agora (4,65% em março) e ainda longe da meta que deveria ser cumprida pelo BC neste ano, que é de 3,25%, com margem de tolerância entre 1,75% e 4,75%.

CNN

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