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CRUSOÉ: 68% acham que Brasil vai na direção errada

Crusoé: 68% acham que Brasil vai na direção errada

O instituto Ipsos divulgou na quinta, 30 de abril, a pesquisa global “O que preocupa o mundo”, após realizar 21 mil entrevistas em 30 países.

Entre os brasileiros, 69% acham que a economia vai mal. Apenas 31% acreditam que a situação está boa.

Os brasileiros, assim, estão um pouco mais pessimistas do que os habitantes de outros países. A média mundial detectada pelo Ipsos é de 64% descontentes e 36% acreditando que a economia vai bem.

O Ipsos também perguntou se os brasileiros acham que o país está indo na direção correta. Somente 32% responderam que sim. Outros 68% disseram que não.

O desânimo nacional costuma ser um indicativo de que as pessoas votarão nas eleições em um candidato que promete mudança, e não continuidade.

Corrupção

Os brasileiros ainda estão mais preocupados com a corrupção agora do que há um ano.

Na última pesquisa, 39% se diziam preocupados com corrupção — um aumento de 11 pontos percentuais em relação ao ano anterior.

A subida do incômodo com os desvios nos últimos doze meses pode estar ligada aos escândalos envolvendo ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), incluindo o contrato de 129 milhões de reais entre o Banco Master e o escritório Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro Alexandre de Moraes.

Outro caso que ganhou destaque nos últimos meses foi o envolvimento do ministro do STF Dias Toffoli com o resort Tayayá, que teria recebido valores de um fundo ligado ao banqueiro Daniel Vorcaro, do banco Master.

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Brasil

Bolsonaro deixa prisão domiciliar e é internado para cirurgia no ombro em Brasília

Foto: Fábio Vieira/Metrópoles

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) foi internado na manhã desta sexta-feira (1º) no hospital DF Star, em Brasília, para realizar uma cirurgia no ombro direito. O procedimento foi autorizado pelo ministro Alexandre de Moraes, já que Bolsonaro cumpre prisão domiciliar na capital federal.

Bolsonaro deixou o condomínio onde cumpre a medida por volta das primeiras horas do dia e seguiu para a unidade hospitalar acompanhado do ortopedista Alexandre Firmino, especialista em cirurgias de ombro. Segundo informações médicas, ele passou por exames pré-operatórios antes do procedimento.

A cirurgia será realizada ainda nesta sexta e envolve o manguito rotador, além de lesões associadas. Os problemas teriam sido agravados após uma queda em janeiro, quando o ex-presidente estava na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília.

A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro informou nas redes sociais que acompanharia o procedimento. Segundo publicação, ela se deslocou ao hospital nas primeiras horas da manhã.

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Messias diz a Lula que deixará AGU após ter indicação ao STF rejeitada no Senado

Foto: Brenno Carvalho/O Globo

O ministro Jorge Messias informou ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva que pretende deixar o comando da Advocacia-Geral da União após o Senado rejeitar sua indicação ao Supremo Tribunal Federal. A informação é do blog da jornalista Malu Gaspar, do jornal O Globo. A conversa ocorreu no Palácio da Alvorada, poucas horas depois da votação que barrou seu nome por 42 votos a 34.

Segundo a publicação, Messias avalia que não terá condições de manter interlocução com integrantes do Congresso e do STF que atuaram contra sua indicação — uma das funções centrais do cargo. Lula pediu que ele reavaliasse a decisão nos próximos dias, mas aliados afirmam que o ministro está decidido.

Nos bastidores, circulou a possibilidade de Messias assumir o Ministério da Justiça, hoje ocupado por Wellington César Lima e Silva, mas o próprio ministro negou ter sido convidado.

A derrota expôs desgaste político e ampliou tensões com lideranças importantes, como o presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre, e ministros do STF, entre eles Alexandre de Moraes e Flávio Dino.

Moraes teria atuado nos bastidores contra a indicação, enquanto Dino mantém divergências antigas com Messias desde disputas por vagas no Supremo. O episódio também envolveu articulações políticas relacionadas ao inquérito do Banco Master.

A rejeição marca a primeira vez desde 1894 que o Senado derruba uma indicação presidencial ao STF, representando uma derrota significativa para o governo.

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Congresso impõe nova derrota ao governo Lula e derruba veto à dosimetria

Foto: Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados

O Congresso Nacional impôs nova derrota ao governo e rejeitou o veto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao projeto de lei da dosimetria. No Senado, o placar foi de 49 votos a favor da derrubada e 24 contra. Antes, na Câmara, o veto foi derrubado por 318 votos a 144, com cinco abstenções.

O texto mira beneficiar condenados pelos atos de 8 de Janeiro de 2023 e o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). A proposta estabelece critérios e define percentuais mínimos para o cumprimento da pena e a progressão de regime.

Para evitar contradizer a nova Lei Antifacção, antes da votação, o presidente do Congresso, Davi Alcolumbre (União-AP), considerou prejudicados trechos do PL da dosimetria sobre a progressão de pena. Com isso, esses trechos não estiveram na votação realizada nesta quinta.

A medida mirou evitar flexibilizar penas de condenados em casos, por exemplo, de constituição de milícia privada, feminicídio e crimes hediondos.

Com a retirada dos trechos e a derrubada do veto, o PL da dosimetria será promulgado e se tornar lei em definitivo, sem incluir os dispositivos declarados prejudicados.

A base aliada do governo questionou a análise do veto e a decisão de Alcolumbre sobre a prejudicialidade. Segundo governistas, o projeto é “inconstitucional”. Eles também contestaram a manobra de dividir o projeto – o chamado “fatiamento – com a prejudicialidade.

Aprovado pelo Congresso no ano passado, o PL da dosimetria foi integralmente vetado por Lula. Na Câmara, para evitar “insegurança jurídica”, o relator, Paulinho da Força (Solidariedade-SP), também determinou que a remição pode ser compatível com o cumprimento da pena em prisão domiciliar.

Apesar de mirar as regras de cálculo de penas e de progressão de regime para condenados do 8 de Janeiro, os efeitos do projeto poderiam se estender a outros crimes.

Atualmente, os réus condenados tanto por abolição violenta do Estado Democrático de Direito quanto por golpe de Estado têm as penas somadas. Conforme o projeto, valerá o chamado o concurso formal e apenas a pena mais grave seria aplicada, sem soma das duas condenações. Em outra frente, o texto reduz o tempo mínimo para progressão do regime fechado ao semiaberto.

Ao vetar o projeto, o Planalto argumentou que “a redução da resposta penal a crimes contra o Estado Democrático de Direito daria o condão de aumentar a incidência de crimes contra a ordem democrática e indicaria retrocesso no processo histórico de redemocratização que originou a Nova República, violando o fundamento disposto no art. 1º da Constituição”.

CNN Brasil

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Aliados de Lula e Messias estudam acionar STF após derrota no Senado

Foto: Vinicius Schimidt

Apesar do discurso do governo e do próprio Jorge Messias de que é preciso aceitar a derrota, aliados do ministro da AGU e de Lula estudam acionar o STF após a votação do Senado que rejeitou a indicação do presidente.

A estratégia é defendida pelo advogado Marco Aurélio de Carvalho, coordenador do Prerrogativas, grupo de juristas antilavajatistas e progressistas. O advogado é amigo pessoal tanto de Messias quanto de Lula.

Em conversa com a coluna Igor Gadelha nesta quinta-feira (30/4), Carvalho disse estar reunindo um grupo de juristas e dirigentes partidários para “avaliar a conduta” do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), na votação.

Na avaliação de Marco Aurélio, pode ter havido um “desvio de finalidade” do atual chefe do Senado na condução do processo de análise da indicação do nome de Messias para uma vaga de ministro do Supremo.

“Estamos reunindo um grupo de juristas para avaliar a conduta do Alcolumbre. Ele funciona como uma espécie de juiz. (…) Ele não deu ao sabatinado condições que pudesse enfrentar a sabatina. Há um desvio de finalidade dele na condução do processo”, disse o advogado.

Marco Aurélio afirma que esse grupo de juristas vai estudar uma reação e levará sugestões para Lula decidir se aciona ou não o Supremo contra a votação. Para o advogado, o presidente deveria insistir na indicação de Messias.

“O Senado tem o direito de rejeitar quem quer que seja. O que não dá é para reverter papéis e tentar capturar a importante prerrogativa do presidente da República de indicar ministro do Supremo. Eles já capturaram a excecução orçamentária, a indicação para as agências reguladoras…”, afirmou.

O coordenador do Prerrogativas pondera que a ideia ao acionar o STF não seria obrigar o Senado a aceitar as indicações ao tribunal, mas, sim, entender quais são os limites de cada poder nesse processo.

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ANÁLISE: Lula 3 já é visto como governo em desgaste, apesar da possibilidade de Lula 4, diz o Valor Econômico

Foto: Reprodução

A avaliação do governo do presidente Lula (PT) no terceiro mandato registra aumento da percepção negativa, especialmente nas áreas de economia e segurança pública, segundo pesquisa Ipsos-Ipec realizada entre os dias 7 e 11. O levantamento indica piora no humor da população em relação à gestão federal e reforça sinais de desgaste político no atual cenário, analisa o Valor Econômico.

A pesquisa aponta que os índices negativos cresceram em comparação a levantamentos anteriores, com destaque para insatisfação concentrada em temas econômicos e de segurança pública.

Segundo análise do cientista político Tércio Albuquerque, o governo Lula 3 enfrenta dificuldades de articulação política e ausência de uma linha mais clara de comunicação desde o início do mandato, o que contribui para o cenário de perda de confiança.

O especialista avalia ainda que o ambiente atual apresenta sinais semelhantes ao observado em períodos de instabilidade política anteriores, como em 2013, quando houve aumento generalizado da insatisfação social.

De acordo com informações do levantamento e da análise citada em publicação do Valor Econômico, as insatisfações são consideradas amplas e atingem diferentes segmentos da sociedade, o que reforça a leitura de um cenário de desgaste mais generalizado.

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Após derrota de Messias no Senado, governo reage e dispara: “Agora é guerra”

Foto: Reprodução

Integrantes do governo do presidente Lula (PT) reagiram com forte tensão à derrota do ministro da Advocacia-Geral da União (AGU), Jorge Messias, no Senado Federal, nesta quarta-feira (29). Segundo interlocutores do Palácio do Planalto, a avaliação interna é de surpresa com o resultado e de agravamento da relação política com o comando da Casa.

De acordo com ministros e assessores próximos ao governo, o resultado da votação não era esperado pelo núcleo político do Planalto, que considerava o cenário mais favorável para o indicado.

Conforme a coluna Milena Teixeira, do Metrópoles, a articulação no Senado teria contado com movimentações de parlamentares do Centrão, o que teria influenciado o resultado final da votação. Não há confirmação pública das acusações feitas nos bastidores.

Diante do resultado, interlocutores afirmam que a relação com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), entrou em um novo nível de desgaste político, com avaliação de que o canal de diálogo ficou mais restrito.

Em meio à crise, um ministro resumiu o clima interno do governo com a expressão: “agora é guerra”, indicando endurecimento no posicionamento político do Planalto após a derrota no Senado. Segundo relatos, o governo também passou a monitorar articulações políticas feitas durante o processo de votação.

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[VÍDEO] Veja reação de Messias após Senado rejeitar indicação ao STF por 42 a 34

” alt=”” />O ministro da Advocacia-Geral da União (AGU), Jorge Messias, reagiu com visível tristeza após o Senado rejeitar sua indicação ao STF por 42 votos a 34, em uma votação marcada por forte repercussão política. O episódio ocorreu durante sessão no plenário do Senado, em Brasília, e teve impacto imediato nos bastidores do governo.

Um vídeo exclusivo, divulgado pela coluna Igor Gadelha, do Metrópoles, mostra o momento em que Messias abraça a esposa na sala da liderança do governo no Senado logo após o resultado da votação ser confirmado.

O ministro acompanhou toda a sessão no local e recebeu apoio de aliados após a derrota na Casa Legislativa.

Entre as autoridades que foram até a sala para prestar solidariedade estão o ministro da Defesa, José Múcio, e o presidente nacional do PSB e ex-prefeito do Recife, João Campos.

De acordo com relatos de bastidores, o clima no ambiente era de forte emoção e tristeza entre apoiadores do indicado, com senadores governistas também presentes para oferecer apoio logo após o resultado.

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Câmara instala comissão da PEC do fim da escala 6×1 com previsão de transição e dúvidas sobre compensação a empresas

Foto: Letícia Pille

A Câmara dos Deputados instalou nesta quarta-feira a comissão especial que vai analisar a PEC que propõe o fim da escala 6×1. A etapa marca o início da discussão do mérito da proposta.

O colegiado terá 38 membros e será presidido pelo deputado Alencar Santana(PT-SP). A relatoria ficará com Léo Prates(Republicanos-BA), indicado pelo presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB).

PT e PL terão as maiores bancadas na comissão, com seis titulares cada. Entre os membros estão Erika Hilton (PSOL-SP) e Reginaldo Lopes (PT-MG), autores de propostas incorporadas ao texto.

O relator afirmou que pretende buscar um “texto de equilíbrio”, com regras de transição para reduzir impactos econômicos. A ideia é estabelecer uma regra geral, com possibilidade de ajustes por negociação entre empresas e trabalhadores.

Entre os principais pontos em debate estão:

  • Redução da carga semanal (como 40 horas)
  • Mudança da escala 6×1 para modelos como 5×2
  • Possibilidade de jornadas maiores em menos dias
  • Eventuais medidas para reduzir impactos no setor produtivo

A compensação para empresas, como desoneração tributária, é defendida por parte da oposição, mas não tem definição e depende do governo federal.

O relator também indicou que uma transição gradual será necessária e que modelos como o 4×3 ainda não devem ser adotados de imediato.

A expectativa é que o relatório seja apresentado e votado até o fim de maio. Depois, a proposta segue para o plenário da Câmara e, se aprovada, ainda precisará passar pelo Senado Federal, presidido por Davi Alcolumbre.

A comissão foi instalada após a PEC ter sua admissibilidade aprovada na Comissão de Constituição e Justiça. Agora, os deputados discutem o conteúdo antes da votação final.

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Senadores da CCJ receberam quase R$ 900 mi em emendas antes de ouvir Messias

Lula sobre indicação de Messias ao STF: 'Deixa eu chegar ao Brasil'

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva  (PT) liberou R$ 889,7 milhões em emendas nos primeiros 27 dias de abril aos 27 senadores titulares da Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania. O colegiado sabatina nesta quarta-feira (29) Jorge Messias, indicado do Planalto para vaga de ministro do STF.

De acordo comum levantamento do Poder360, o senador paraibano Vezeniano Vital (MDB), recebeu mais de R$ 27,3 milhões.

O montante reservado para os integrantes da CCJ é 7% de tudo que foi empenhado pelo Executivo até agora em 2026. Houve um intensivo nos últimos dias para liberação de dinheiro.

Depois de ouvir Messias, os senadores da comissão votam para decidir se o advogado-geral da União está apto para o cargo. São necessários ao menos 14 votos a favor.

Caso seja aprovado, o plenário da Casa analisa o indicado de Lula na sequência. Nessa etapa, o AGU precisa de ao menos 41 votos para passar.

Infográfico sobre a liberação de emendas por Lula em abril

O relator da indicação de Messias, Weverton Rocha (PDT-MA), foi o 6º que mais teve dinheiro reservado pelo Planalto, com R$ 41,6 milhões.

O presidente da comissão, Otto Alencar (PSD-BA), aparece na sequência, com R$ 38,1 milhões. Quem mais somou emendas empenhadas em abril foi Eduardo Braga (MDB-AM): R$ 71,8 milhões.

O processo para apresentar emendas ao Orçamento é 100% legal e legítimo. Em várias democracias, os congressistas apresentam propostas de investimentos para as áreas de atuação. O que faz com que o processo seja questionado é o critério de liberação das verbas por parte do Executivo. Às vezes, o dinheiro só sai quando o governo precisa de apoio do Legislativo para aprovar projetos.

Poder360

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