Brasil

Em conversa com Lula, Silvio Almeida disse que vai ‘se vingar de algozes’

O fator que reaproximou Lula e o ministro Silvio Almeida, alvo de 'fogo  amigo' no governoFoto: Brenno Carvalho/O Globo

Na conversa com o presidente Lula, o agora ex-ministro dos Direitos Humanos Silvio Almeida tentou permanecer no cargo, sem sucesso, e disse que “vai se vingar de seus algozes”.

Segundo presentes, Lula chegou a sugerir que o pedido de demissão partisse do próprio Silvio Almeida, o que ele prontamente recusou.

O comunicado emitido pela assessoria de imprensa do presidente deixa claro que foi Lula quem demitiu o ministro. “Diante das graves denúncias contra o ministro Silvio Almeida e depois de convocá-lo para uma conversa no Palácio do Planalto, no início da noite desta sexta-feira (6), o presidente Lula decidiu pela demissão do titular da Pasta de Direitos Humanos e Cidadania”.

Bela Megale – O Globo

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.

Brasil

Ministro Silvio Almeida é demitido do governo após denúncias de assédio sexual

Foto: Agência Brasil

A conversa entre o presidente Lula e Silvio Almeida terminou nesta sexta (6) com a demissão do até então ministro dos Direitos Humanos e Cidania.

O próprio ministro relatou a interlocutores que está fora do governo.

A conversa foi amena e tranquila, mas Lula o comunicou que ele está fora do governo.

O presidente perguntou se Silvio Almeida preferia pedir ele mesmo exoneração. Caso contrário, seria exonerado.

Ministros elaboram agora uma nota para comunicar oficialmente a decisão.

As denúncias foram publicadas na quinta-feira (5) pelo colunista Guilherme Amado, do portal Metrópoles. O relato envolve casos que teriam ocorrido no ano passado e foram denunciados à organização Me Too Brasil.

A entidade mantém o anonimato das supostas vítimas, mas uma delas seria Anielle Franco. A Folha confirmou as informações. Silvio Almeida divulgou nota e vídeo negando as acusações.

O agora ex-ministro negou veementemente as denúncias e, em nota veiculada pelos canais oficiais de seu ministério, disse se tratar de “ilações absurdas com o único intuito de me prejudicar, apagar nossas lutas e histórias, e bloquear o nosso futuro”.

“Repudio com absoluta veemência as mentiras que estão sendo assacadas contra mim. Repudio tais acusações com a força do amor e do respeito que tenho pela minha esposa e pela minha amada filha de 1 ano de idade, em meio à luta que travo, diariamente, em favor dos direitos humanos e da cidadania neste país”, afirmou.

“Toda e qualquer denúncia deve ter materialidade. Entretanto, o que percebo são ilações absurdas com o único intuito de me prejudicar, apagar nossas lutas e histórias, e bloquear o nosso futuro”.

Fonte: Folha de São Paulo

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.

Brasil

Instituto que foi presidio por Silvio Almeida fala em “trama”

 Foto: Reprodução

O Instituto Luiz Gama, associação civil que atua na defesa das minorias e dos direitos humanos, tem disseminado materiais de defesa de Silvio Almeida, após denúncias contra o ministro dos Direitos Humanos e da Cidadania.

Almeida foi denunciado à organização Me Too Brasil por suposto ass3dio s3xual contra mulheres. Entre as vítimas, estaria a ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco. O caso foi revelado pela coluna @GuilhermeAmado, do Metrópoles.

Nas publicações, o instituto, que é formado por juristas, acadêmicos e militantes, em especial do movimento negro, sustenta que há uma “trama” armada e uma “luta pelo poder”.

“Não sejam ingênuos. Não haverá apuração. O silêncio não se apura. A trama é pra cortar a cabeça de um negro. No dia seguinte tudo vai desaparecer. Não é luta pela verdade. É luta pelo poder”, diz publicação feita na tarde desta sexta-feira (6/9).

Segundo o colunista Guilherme Amado, Lula defende que Silvio Almeida peça demissão do cargo e avalia que Almeida deve fazer sua defesa fora do cargo, para não comprometer a política de direitos humanos ou tornar do governo uma crise que é do ministro.

Fonte: Metrópoles

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.

Brasil

Lula afirma que MST é tão importante para o Brasil quanto o agronegócio

Foto: Reprodução/Canal Gov

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta sexta-feira (6) que representantes do agronegócio brasileiro têm “problema” com o governo petista por uma questão “ideológica”.

“A razão pela qual uma parte do agronegócio rejeita o PT não é por uma questão de dinheiro ou financeira. É por uma questão ideológica”, declarou o presidente, em entrevista à Rádio Difusora de Goiânia (GO).

Segundo o petista, trata-se de um embate em torno do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST).

“Há quantas décadas os sem-terra não invadem uma terra produtiva neste país? Entretanto, o agronegócio tem ódio dos sem-terra que são tão úteis ao Brasil quanto o agronegócio”, disse.

Em declarações, o presidente costuma fazer críticas à postura do setor que, segundo ele, “sempre reclama” que os recursos liberados pelo governo são “insuficientes”.

Na entrevista, Lula foi questionado sobre as dificuldades que a gestão dele enfrenta com o segmento. Ele explicou que defende o MST e não faz distinção entre grandes exportadores e pequenos produtores.

“Um produz com qualidade e facilita com que o Brasil ganhe mercado para exportação, e os outros — se você pegar quase 5 milhões de pequenas propriedades de até 100 hectares — é essa gente que produz os alimentos que nós comemos. Que produz o frango, que cria o porco, são todos os pequenos proprietários. E essa gente é importante, eu não faço distinção”, seguiu.

Sobre o agro, presidente ainda falou: “O problema deles comigo não é falta de dinheiro não, é ideológico, é preconceito, e eu convivo com isso tranquilamente. Vou continuar fazendo o que eu acho que é possível fazer, independentemente da pessoa votar em mim”, concluiu.

g1

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.

Sem categoria

“Hipocrisia reina nesse governo” diz Eliza Virginia sobre silêncio de ministras no caso Sílvio Almeida

A deputada federal Eliza Virginia (PP) criticou o silêncio de ministras do governo Lula que ainda não se pronunciaram com relação as denúncias de assédio que teriam sido praticadas pelo ministro dos Direitos Humanos e da Cidadania, Silvio Almeida.

“O que eu tô achando mais engraçado é que essas ministras estão caladinhas. Lembra o tempo da Caixa Econômica do governo Bolsonaro?! Foi um desastre, uma avalanche de manifestações “mexeu com uma mexeu com todas” e agora mexeu com uma mexeu com todas ou todes. A hipocrisia reina nesse governo.”

Blog do BG PB 

 

 

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.

Brasil

“Ataques baseados em mentiras”, diz mulher de Silvio Almeida

Foto: Reprodução/YouTube

Ednéia Carvalho defendeu na quinta-feira (5.set.2024) seu marido, o ministro Silvio Almeida (Direitos Humanos), das acusações de assédio sexual. Segundo ela, os relatos não passam de “ataques baseados em mentiras e ressentimentos e racismo contra Silvio”.

As acusações são feitas de maneira genérica em uma nota da organização Me Too Brasil. Silvio foi acusado de ter cometido assédio sexual contra várias pessoas, inclusive contra a sua colega de Esplanada, a titular da Igualdade Racial, Anielle Franco. A citação a Anielle aparece em diversos veículos da mídia, mas o comunicado da Me Too Brasil não menciona seu nome. Em nota (leia abaixo a íntegra), o ministro negou as acusações e as classificou como “falsas” e repudiou com “veemência as mentiras que estão sendo assacadas”.

No Instagram, Ednéia afirmou que as acusações são “absurdas” e “não têm fundamento nenhum”. Ela disse que o marido “sempre foi um homem íntegro, que respeita todas as pessoas”.

Poder360

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.

Sem categoria

Lula e Janja foram avisados de denúncias contra Silvio Almeida, que foi chamado a se explicar

 

 

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi informado das denúncias contra o ministro dos Direitos Humanos e da Cidadania, Silvio Almeida, dias atrás e reagiu com preocupação, segundo interlocutores próximos.

As acusações chegaram também à primeira-dama, Janja da Silva, de quem a ministra de Igualdade Racial, Anielle Franco, é amiga.

Aliados de Lula afirmam que o governo não quer cometer injustiças e, ao mesmo tempo, reconhece a gravidade das denúncias.

A ministra Anielle, segundo essas fontes, teria relatado detalhes do que encarou como uma aproximação indevida de Almeida. No entanto, teria decidido não confirmar nenhuma das denúncias, caso fossem parar na imprensa. O objetivo era evitar uma crise no governo, segundo relatos feitos à CNN.

Antes de o caso vir à tona, na quinta-feira (5), o Palácio do Planalto teria dado início a uma apuração interna – porém, não formalizada.

Nessa versão, Almeida chegou a ser chamado para conversar pelo ministro da Controladoria-Geral da União (CGU), Vinicius Carvalho.

A CGU nega e diz ter iniciado a apuração somente nesta quinta. Mas, de acordo com relatos, Almeida foi chamado anteriormente para falar do caso.

Questionado por Carvalho se tinha algo a contar, teria respondido que não. Ao ser confrontado pontualmente com a denúncia de assédio sexual, Almeida teria negado veementemente e, indignado, acusando integrantes do próprio governo de armarem para sua demissão.

Diante da negativa de Almeida, a CGU teria informado que não era caso de processo formal. O próprio ministro teria dito que não admitiria algo que não cometeu e que exigiria comprovação das denúncias.

O tom externado naquela ocasião foi, de fato, confirmado em vídeo publicado pelo ministro, após a revelação da história pelo site Metrópoles.

Pessoas envolvidas nesse trâmite disseram à CNN, nesta quinta, terem ficado surpresas com as informações e ponderaram que o crime de assédio é de difícil materialidade. Por isso, quase sempre a vítima fica em desvantagem por ser cobrada a provar.

Após a notícia ser publicada, um interlocutor da Presidência da República disse que a opção de enviar um “emissário da paz”, para tentar conciliação entre Almeida e Anielle, poderia ter sido adotada antes.

Ele não soube informar por que isso não ocorreu. Essa fonte disse que o governo assumiu tom de cautela para proteger não apenas os ministros, mas o que eles significam para o campo progressista: representatividade.

CNN

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.

Brasil

Agência dos EUA critica Anatel por suspensão do X e pede reunião

Anatel

O comissário da FCC (Federal Communications Commission, ou Comissão Federal de Comunicações em português) dos EUA, Brendan Carr, enviou na 5ª feira (5.set.2024) uma carta ao presidente da Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações), Carlos Manuel Baigorri, criticando a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), de bloquear o X (ex-Twitter) no Brasil. Conforme a comissão, as determinações judiciais, apoiadas pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), estão abalando a confiança de empresas norte-americanas no Brasil.

Carr classificou o cumprimento de decisões judiciais pela Anatel como “censura”. Disse tratar-se de um “conjunto de ações políticas em cascata, aparentemente ilegais e partidárias”, que a agência brasileira “vem realizando contra empresas com laços com os EUA”.

Citou como exemplos a banimento do X e o bloqueio das contas da Starlink, com eventual suspensão dos serviços oferecidos pela operadora de internet via satélite. “Embora a Starlink seja uma empresa separada, com acionistas diferentes, que não violou nenhuma lei”, completou o líder da FCC.

“Essas ações punitivas –apoiadas publicamente pelo governo Lula– já estão repercutindo amplamente e abalando a confiança na estabilidade e previsibilidade dos mercados regulamentados do Brasil. Na verdade, os líderes empresariais dos EUA agora estão questionando abertamente se o Brasil está a caminho de se tornar um mercado não inviável para investimentos”, completou.

O comissário também mencionou decisões de Moraes que removeram posts de congressistas. Citou um artigo do Washington Post publicado nesta semana, que afirma: “Se isso parece autoritário, é”.

Carr concluiu que “as ações sérias e aparentemente ilegais contra o X e a Starlink não podem ser enquadradas nos princípios de reciprocidade, Estado de Direito e independência, que serviram como fundamento do relacionamento entre a FCC e a Anatel, e a base para o investimento estrangeiro recíproco. Portanto, solicito uma reunião para abordar e resolver essas questões”.

Poder360

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.

Brasil

Janja posta foto abraçando Anielle Franco após denúncias de assédio contra Silvio Almeida

Janja posta foto com Anielle após acusações contra Silvio Almeida

A primeira-dama Rosângela da Silva, a Janja, publicou uma foto abraçando a ministra da Igualdade Racial Anielle Franco nesta quinta-feira (5) em sua conta oficial no Instagram, horas após Silvio Almeida, dos Direitos Humanos, ser denunciado por assédio sexual.

A postagem foi feita nos stories sem nenhuma mensagem escrita e mostra Janja beijando a testa da ministra, que teria sido uma das vítimas de Almeida, alvo de denúncias de assédio sexual através da organização Me Too Brasil.

Segundo comunicado da ONG, as vítimas foram atendidas por meio dos canais de atendimento da organização e receberam acolhimento psicológico e jurídico.

“Como ocorre frequentemente em casos de violência sexual envolvendo agressores em posições de poder, essas vítimas enfrentaram dificuldades em obter apoio institucional para a validação de suas denúncias. Diante disso, autorizaram a confirmação do caso para a imprensa”, diz o documento do Me Too Brasil.

O caso foi publicado inicialmente pelo portal “Metrópoles”, que apontou Anielle Franco como sendo uma das vítimas.

A CNN apurou que ela relatou para integrantes do governo ter sido alvo de assédio. Interlocutores da ministra afirmam que ela considerou uma aproximação de Almeida como indevida.

Procurada, Anielle Franco ainda não se manifestou.

Denúncias de assédio sexual

De acordo com a organização, que atua no acolhimento de vítimas de violência sexual em todo o mundo, essas vítimas — em especial quando quando os agressores são figuras poderosas ou influentes — frequentemente enfrentam obstáculos para obter apoio e ter suas vozes ouvidas.

“A denúncia é o primeiro passo para responsabilizar judicialmente um agressor, demonstrando que ninguém está acima da lei, independentemente de sua posição social, econômica ou política”, completa o texto.

Para a Me Too, denunciar um agressor em posição de poder ajuda a quebrar o ciclo de impunidade que muitas vezes os protege. “A denúncia pública expõe comportamentos abusivos que, por vezes, são acobertados por instituições ou redes de influência”.

Pelo menos quatro casos de assédio sexual foram levados ao Me Too. Também teriam sido feitas dez denúncias de assédio moral contra Silvio Almeida no Ministério de Direitos Humanos e Cidadania.

Por meio de nota, o ministro Silvio Almeida diz “repudiar com absoluta veemência as mentiras que estão sendo assacadas contra” ele. Alegou ainda que as denúncias não têm “materialidade” e são baseadas em “ilações”. Afirma ainda que o objetivo das acusações são lhe “prejudicar” e “bloquear seu futuro”.

Aliados do ministro, por sua vez, afirmam que ele é vítima de perseguição dentro do governo, desde o início da gestão.

Nesta semana, durante evento público, Almeida falou das pressões que tem sofrido por ser ministro de governo. “Sou homem preto e não vou abrir mão de ser ministro. Vou administrar o ministério e ser gestor igual a qualquer homem branco”, disse, em tom de desabafo.

CNN

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.

Brasil

Governo diz que denúncias contra Silvio Almeida são graves e chama ministro para esclarecimentos

Silvio Almeida: “Sou homem preto e não vou abrir mão de ser ministro” |  MetrópolesFoto: Clarice Castro/MDHC

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disse que as denúncias de assédio sexual contra o ministro dos Direitos Humanos, Silvio Almeida, são graves e o chamou para prestar esclarecimentos nesta quinta-feira (5).

“O governo federal reconhece a gravidade das denúncias. O caso está sendo tratado com o rigor e a celeridade que situações que envolvem possíveis violências contra as mulheres exigem”, disse o Planalto em nota oficial.

Almeida foi ouvido pelo ministro da Controladoria-Geral da União, Vinicius Carvalho, e pelo advogado-geral da União, Jorge Messias.

O ministro encaminhou ofício à CGU, ao Ministério da Justiça e à Procuradoria-Geral da República (PGR) para que investiguem o caso.

A Comissão de Ética da Presidência da República abriu um procedimento para apurar os fatos.

CNN Brasil

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.