O governador João Azevêdo enviou nesta sexta-feira (21) para a Assembleia Legislativa uma Medida Provisória reajustando os salários dos servidores públicos estaduais em 10%, mesmo índice concedido aos policiais militares, civis e penais.
As forças de segurança também terão incorporados aos seus salários o valor da Bolsa de Desempenho em 100%, sendo 20% de imediato e o restante implantados em 48 meses.
Com esse aumento implantado já nos contracheques do mês de janeiro, o impacto anual na folha de pagamento do Estado será de R$ 840 milhões, sendo R$ 253 milhões com a segurança.
No caso dos professores, a categoria terá o reajuste previsto do piso nacional do magistério de 31,3 %.
“Este é um esforço enorme que estamos fazendo para valorizar cada vez mais nosso servidor, mesmo com a grave crise financeira que se abate no país. Só para se ter uma ideia, tem estados que não puderam ainda colocar em dia seus salários e o Governo Federal anuncia que vai dar zero de reajuste para os servidores públicos”, observou Azevêdo.
O Banco Central (BC) comunicou nesta sexta-feira (21) que houve um vazamento de dados pessoais de 160,1 mil chaves Pix sob responsabilidade da Acesso Soluções de Pagamento. Segundo o BC, houve falhas pontuais no sistemas da empresa.
Em nota, o BC ressaltou que dados sensíveis e protegidos pelo sigilo bancário como senhas, saldos e informações de movimentações não foram expostos. As únicas informações que foram expostas são de natureza cadastral, que não permitem movimentação de recursos, de acordo com o BC.
Os dados foram expostos do dia 3 a 5 de dezembro do ano passado. As informações potencialmente vazadas são de nome de usuário, CPF, instituição de relacionamento, número da agência e da conta.
As chaves Pix são uma identificação da conta para facilitar as transações. Elas podem ser um número de telefone, CPF ou CNPJ, um e-mail ou até uma chave aleatória alfanumérica.
Em nota, a Acesso informou que tomou ações para garantir a segurança das informações.
“Reforçamos que tomamos, de forma tempestiva, todas as providências necessárias para garantir a segurança das informações mantidas pela Companhia e o nosso compromisso em manter o mercado e nossos parceiros informados”, diz a nota.
Segundo o Banco Central, as pessoas que tiveram seus dados vazados serão notificadas apenas pelo aplicativo da Acesso ou por meio do internet banking. A autoridade monetária ressalta que não haverá comunicação por telefone, mensagens, SMS ou e-mail.
A Triple Play Brasil Participações SA (“Grupo Conexão”), companhia controlada pelo fundo de investimentos Grain Management, LLC (“Grain”), anuncia Denis Marcel Ferreira como o novo CEO da Companhia. Ferreira também assumirá o cargo de membro do Conselho de Administração, sucedendo o Gilbert Minionis, a partir dessa segunda-feira (17).
Minionis, que integrou o Grupo Conexão desde sua fundação em 2015, liderou a expansão do Grupo a partir da operação em Natal, a Cabo Telecom, quando a organização contava à época com aproximadamente 93 mil assinantes. Hoje, o Grupo Conexão possui presença em mais de 100 municípios e aproximadamente 460 mil assinantes até 30 de setembro de 2021. Ele foi fundamental na condução da transformação do Grupo em uma operadora líder, com foco em banda larga FTTH no mercado, através de uma expansão orgânica e 14 aquisições estratégicas.
Denis Ferreira conta com mais de 20 anos de experiência em alta liderança no setor de telecomunicações com foco em soluções de fibra ótica e banda larga. Antes de ingressar no Grupo Conexão, foi Head de Residential Solutions da TIM (“TIM Live”), unidade de negócios que fornece serviços de banda ultralarga fixa (FTTH e FTTC), banda larga residencial móvel e telefonia. Na TIM Live, foi responsável pelas áreas de marketing, vendas, operações, finanças e planejamento, aumentando organicamente as receitas e base de clientes de modo substancial ao longo de seu mandato de quatro anos.
Ferreira também ocupou cargos de liderança nos setores de telecomunicações e consultoria de gestão, incluindo posições na Vivo, GVT e Claro, onde manteve um forte histórico de aceleração do crescimento. Iniciou sua carreira como consultor de gestão na Accenture, Gemini Consulting e Siemens Telecommunications. Possui MBA pela SDA Bocconi School of Management, Especialização em Administração de Empresas (CEAG) pela FGV/Escola de Administração de Empresas de São Paulo e bacharelado em Ciências da Computação pela Universidade de São Paulo, Campus de São Carlos.
“Desde o início do nosso investimento, foi um grande prazer contar com a parceria com Gilbert, cuja liderança e visão estratégica foram fundamentais para transformar o Grupo Conexão no negócio excepcional que é hoje. Agradecemos a Gilbert por suas muitas contribuições e orientação durante essa transição coordenada e por nos ajudar a preparar essa equipe para o sucesso futuro. Desejamos a ele o melhor nesse momento em que busca assumir novos empreendimentos familiares e profissionais”, resume Ricardo Rodriguez, Presidente do Conselho do Grupo Conexão e Diretor da Grain.
“O Denis é um gestor talentoso com as habilidades e experiência certas para aproveitar este momento do Grupo Conexão e liderar o negócio em sua próxima fase de expansão. Estamos confiantes de que elevará ainda mais nossa forte equipe e será um sucessor altamente capaz para o posto. A Grain espera trabalhar em parceria com Denis enquanto o Grupo Conexão desenvolve suas iniciativas estratégicas na busca contínua por excelência no atendimento a seus clientes atuais e futuros.”
“Estou muito motivado e animado em me juntar à equipe do Grupo Conexão neste momento de grandes oportunidades. Acredito que a companhia está bem posicionado para aproveitar as muitas perspectivas de crescimento do mercado brasileiro de banda larga”, planeja Ferreira.
Sobre o Grupo Conexão
O Grupo Conexão fornece serviços de banda larga usando principalmente a tecnologia de fibra para casa para aproximadamente 438.000 clientes residenciais e 22.000 clientes empresariais em seis estados do Brasil: no Nordeste (Rio Grande do Norte, Paraíba, Ceará e Bahia) e Sudeste (São Paulo e Minas Gerais). O Grupo Conexão opera várias marcas, incluindo Cabo Telecom, Multiplay, Conexão, Outcenter, StarWeb entre outras.
O Grupo Conexão se orgulha de sua superior experiência com o cliente e de décadas de tecnologia de ponta no fornecimento de conectividade de banda larga, TV por assinatura, serviços de telefonia e Serviços Corporativos de TI. Sua infraestrutura própria abrange mais de 14.000 quilômetros de redes de fibra óptica e HFC de alto nível, alcançando abrangência de mais de 1,6 milhões de domicílios e negócios. Para mais informações, visite www.grupoconexao.com.br.
Sobre a Grain Management
A Grain Management, LLC é uma empresa líder global de investimentos que se concentra em infraestrutura de banda larga e empresas de tecnologia que conectam o mundo à economia da informação. Fundada em 2007, a Grain investe exclusivamente no setor global de telecomunicações, empregando um processo rigoroso baseado em dados, sustentado por um profundo conhecimento do setor na identificação de oportunidades de investimento em áreas chave da infraestrutura de telecomunicações, incluindo redes de fibra, espectro sem fio e torres de celular. Para mais informações, visite www.graingp.com.
Apesar das inúmeras denúncias de negativa de autorização para a realização de exames de Covid-19 pela Unimed-JP, o diretor do Plano, Gualter Ramalho afirmou em suas redes sociais que o fato é “fake news”.
“Em nenhum momento restringimos o exame na rede credenciada. O que há é o anúncio de dificuldade em conseguir insumos para os testes devido a alta demanda. Uma dificuldade nacional”, afirmou Gualter.
Apesar disso, a realidade dos usuários do Plano é divergente. Como etapa para a obtenção da autorização para realização do teste covid está a consulta com um médico credenciado junto a Unimed. Essa fase está representando uma dor de cabeça aos clientes, que embora suspeitos de infecção e mesmo com sintomas precisam aguardar mais de 24 horas para a consulta. Conforme imagem repassada por uma leitora ao Blog
Em outras situações, no momento em que deveria ocorrer a teleconsulta veem-se diante de cancelamentos no atendimento, por problemas técnicos do profissional médico, solicitação de exames de imagem com prazo muito extenso e mesmo a negativa do exame Covid, por alegação que o paciente não se enquadra nas diretrizes para utilização do serviço.
Vale salientar que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) recomenda agilidade na liberação do exame pelos planos de saúde afim de evitar os falsos negativos, com a perda da janela de tempo.
Por aqui, o Blog do BGPB segue apurando e acompanhando o drama dos usuários da Unimed-JP e cobrando mais agilidade na liberação dos exames, para que possamos ter resultados mais confiáveis, melhores diagnósticos e monitoramento mais efetivo.
Lembrando que, a pessoa recebe um diagnóstico negativo do laboratório e, muitas vezes, não volta ao médico, que recomendaria a realização da sorologia, que é o exame mais indicado passado mais de uma semana.
A Unimed João Pessoa não está autorizando a realização de testes para detecção da Covid-19 em rede credenciada se o paciente não apresentar sintomas gripais no prazo acima de três dias, embora ele tenha tido contato com pessoas infectadas.
A rede credenciada não está autorizada pela operadora a atender as solicitações dos clientes para esse atendimento. Os exames para detectar a infecção do vírus só podem ser realizados no Drive Thru da Unimed.
A denúncia está sendo feita nas redes sociais por usuários do Plano de Saúde que sentem-se lesados e desinformados quando são impedidos de realizar o exame, ao mesmo tempo em que são orientados a se isolarem.
A medida de isolamento, necessária em casos de suspeita de contaminação pelo novo coronavírus, por sua vez, precisa ser justificada nos locais de trabalho, o que não está sendo possível. Resultado: pessoas com suspeita circulando pelos ambientes, arriscando a proliferação do vírus ou isolados aguardando as sanções legais por falta ao exercício profissional.
Governo da Paraíba propôs um reajuste de 31,3% para os professores da Rede Estadual de Ensino. De acordo com o secretário de educação, Cláudio Furtado, a proposta foi feita nessa quarta-feira (19), durante reunião.
“A gente sabe da importância da valorização da classe. O governador fez uma proposta ontem que é um índice de 31,3% já a partir de janeiro para todos os profissionais do magistério. Se houver uma portaria do FNDE, que eleve esse valor para 33,33%, esse valor será pago com o retroativo”, disse o gestor nesta quinta-feira (20), em entrevista à Rádio 98 FM.
Ainda durante a entrevista, Cláudio Furtado assegurou a volta às aulas na Paraíba a partir do mês de fevereiro, mesmo diante do aumento de casos de Covid-19 e do surto de gripe e disseminação da variante da influenza A H3N2.
“A gente volta ainda de forma híbrida, mas aumentando a quantidade de horas presenciais. Terminamos o ano passado com 30% do conteúdo presencial e 70% remoto e vamos passar agora para 50% e 50%”, destacou.
Além disso, Cláudio Furtado afirmou que no próximo mês de março será realizada uma nova rodada de testagem dos estudantes para avaliar a prevalência de infecção pela novo coronavírus e avaliar pela volta ou não das aulas presenciais.
A Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo (SES) concluiu, nesta quinta-feira (20), que a parada cardíaca sofrida por uma criança na cidade de Lençóis Paulista não foi causada pela vacina contra a covid-19 aplicada.
Na noite de quarta-feira (19), a Prefeitura da cidade do interior de São Paulo havia publicado uma nota oficial, informando ter suspendido a vacinação infantil contra o coronavírus após a criança de 10 anos sofrer a reação adversa 12 horas depois de se imunizar. Ela foi vacinada com uma dose da Pfizer, indicada à sua faixa etária.
Em nota, a SES informou que a criança foi reanimada em um hospital e segue em observação. Após a análise do Centro de Vigilância Epidemiológica, o imunizante foi descartado como motivo da parada cardíaca.
“Não existe relação causal entre a vacinação e quadro clínico apresentado”, destacou o órgão. O quadro clínico da criança foi decorrente de uma doença congênita rara chamada Wolff-Parkinson-White (WPW), até então desconhecida pela família.
“Esta é uma condição congênita que leva o coração a ter crises de taquicardia. Algumas destas crises podem ter frequência muito alta, levando até a síncope ou morte súbita”, explica o documento.
O texto da instituição ressalta que “todos os imunizantes aprovados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) são seguros e eficazes”.
O uso da vacina Pfizer para imunizar crianças de 5 a 11 anos foi autorizado pela Anvisa em 16 de dezembro. A campanha de vacinação infantil começou na última sexta-feira (14), em São Paulo.
O governo publicou no “Diário Oficial da União” desta quinta-feira (20) a portaria interministerial que reajusta os benefícios pagos pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Aposentados e pensionistas do INSS que recebem benefícios acima do salário mínimo terão reajuste de 10,16% na remuneração.
Pela legislação federal, o índice de reajuste do benefício de aposentados e pensionistas que recebem valor superior ao do salário mínimo é definido pela variação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) do ano anterior.
Já para quem ganha o benefício no valor do salário mínimo, o piso nacional passou para R$ 1.212 desde 1º de janeiro. Por lei, aposentadorias, auxílio-doença, auxílio-reclusão e pensão por morte pagas pelo INSS não podem ser inferiores a 1 salário mínimo.
O Ministério Público Federal na Paraíba (MPF-PB) solicitou nesta quinta-feira (20) informações ao Ministério da Saúde sobre o relatório divulgado da pasta onde é apontado que mais de 57 mil crianças no Brasil, inclusive no Estado da Paraíba, teriam recebido doses fora dos padrões estabelecidos pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e pelo Plano Nacional de Operacionalização da Vacinação contra a Covid-19.
Os números são da Rede Nacional de Dados em Saúde (RNDS) e apontam que só na Paraíba, 114 crianças de 0 a 12 anos foram vacinadas com doses não previstas pela Anvisa. Destas, 56 teriam recebido vacinas da AstraZeneca e CoronaVac, que sequer foram aprovadas pela agência para esta faixa-etária.
Os dados vieram à público após a repercussão do escândalo em Lucena na última sexta-feira (14), quando uma denúncia nas redes sociais revelou que crianças foram vacinadas contra a covid-19 com doses da Pfizer destinadas a adultos e que estavam com prazo fora de validade. O MPF, órgão responsável por investigar o caso, ressalta até o momento que é um problema isolado, tendo em vista que não dispõe dos dados fornecidos pela RNDS.
Ao Ministério da Saúde, o MPF deu um prazo de cinco dias para a pasta indicar quais são os municípios paraibanos onde o público infato-juvenil recebeu doses dos imunizantes contra a Covid-19 fora dos padrões da Anvisa; informar se a Secretaria de Saúde do Estado da Paraíba havia sido notificada acerca dos dados identificados da RNDS; e esclarecer se esses dados foram discutidos na audiência pública promovida pelo Ministério da Saúde, no último dia 4 de janeiro, em que se tratou da imunização contra a covid-19 no público de 5 a 11 anos.
O Ministério Público da Paraíba manifestou, por meio de Nota Técnica Conjunta 01/2022, entendimento sobre a vacinação de crianças de 5 a 11 anos de idade contra a Covid-19. De acordo com o órgão ministerial, a imunização desse público é obrigatória. No entanto, o MPPB orienta que nenhuma criança deve ser privada do direito à educação por não ter sido vacinada ou por não apresentar passaporte de vacina. Mas todos os casos que forem verificados deverão ser regularizados no prazo máximo de 30 dias. Caso não ocorra, as instituições de ensino deverão comunicar ao Conselho Tutelar e à Promotoria de Justiça da região para as devidas providências.
O documento está baseado em recomendação do Ministério da Saúde (Nota Técnica 02/2022); em leis (a exemplo da Constituição Federal e do Estatuto da Criança e do Adolescente) e também em jurisprudências do Supremo Tribunal Federal (STF), sendo a mais recente a ADPF 754-DF, do ministro Ricardo Lewandowski, reconhecendo “o caráter obrigatório da vacinação de crianças”.
Proteção coletiva
Sobre a tese de que vacinar é um direito individual, a nota é enfática: “Considerando que a vacina faz parte de uma ação sanitária preventiva em atenção à saúde, esta não pode ser reduzida a um direito individual devido à proteção coletiva que proporciona”, registra trecho da nota. No documento é destacado também o “dever legal dos genitores, tutores e/ou responsáveis legais promover todas as atividades a fim de que as crianças sob o seu poder sejam vacinadas, garantido os seus direitos fundamentais e afastando os processos de responsabilização previstos em lei”.
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