O partido Republicanos realizou uma entrevista coletiva na manhã desta quarta-feira (12), em João Pessoa, para anunciar que continua apoiando o governador João Azevêdo (PSB) no segundo turno das eleições estaduais.
Em seu discurso, o presidente estadual da legenda, deputado Hugo Motta, destacou a parceria do partido com a gestão estadual, reforçando que o Republicanos esteve aliado do governador desde o início.
“Se tem uma coisa que prezamos é pela palavra. Não foi um compromisso construído às escuras. Estivemos no seu governo desde o início. Estamos aqui para reafirmar esse compromisso”, dePB clarou.
O Banco Central (BC) pretende implementar, nos próximos meses, mudanças no funcionamento do Pix. O objetivo é fortalecer a segurança no sistema e evitar fraudes e vazamentos de dados. A expectativa da instituição é de colocar parte das mudanças em prática ainda em 2022.
As alterações foram anunciadas na última reunião do Fórum Pix, em setembro deste ano. O evento teve participação de diversos agentes do mercado financeiro, com objetivo de discutir o funcionamento e a segurança do sistema de pagamentos instantâneos.
Uma das implementações busca ampliar a responsabilidade de instituições financeiras em relação às regras de segurança. O objetivo é criar mais uma barreira de segurança para evitar vazamentos de dados.
Outra mudança será a criação de marcadores específicos nas notificações de fraudes quando houver suspeita de uso de contas laranja e de falsidade ideológica.
Além disso, um dos pontos discutidos pelos participantes do Fórum Pix foi a “marcação” dos CPFs ou CNPJs suspeitos de fraudes ou de uso indevido de contas bancárias.
Outra medida debatida no evento foi a exclusão da obrigatoriedade de limites por transação via Pix. Em 2021, o Banco Central estabeleceu limite de R$ 1 mil para transferências noturnas. Segundo a instituição, ainda não há prazo definido para a implementação das mudanças.
“As medidas propostas no Fórum Pix estão sendo discutidas e aprimoradas internamente. Seus contornos definitivos dependem ainda de apreciação das áreas técnicas do BC, além de avaliação pela Diretoria Colegiada e outras instâncias decisórias. Por isso, neste momento, não há um cronograma para a publicação e vigência de eventuais medidas”, informou o BC.
As eleições deste ano para o Congresso Nacional e os governos estaduais demonstraram a influência do presidente Jair Bolsonaro sobre o eleitorado do país. Com o apoio do chefe do Executivo, uma série de ex-integrantes do governo federal e membros do partido dele foram eleitos ou conseguiram passar para o segundo turno.
Antes da votação em primeiro turno, Bolsonaro aproveitou as tradicionais lives nas redes sociais para pedir votos para os seus candidatos. Como consequência disso, conseguiu a vitória para o Senado dos ex-ministros Rogério Marinho (PL-RN), Damares Alves (Republicanos-DF), Marcos Pontes (PL-SP) e Tereza Cristina (PP-MS), bem como a do vice-presidente Hamilton Mourão (Republicanos-RS) e a do ex-secretário de Aquicultura e Pesca Jorge Seif (PL-SC).
O ex-ministro Sergio Moro (União Brasil-PR) também foi eleito senador, apesar de não ter tido o apoio declarado de Bolsonaro. De todo modo, Moro foi parabenizado pelo presidente e disse que votará em Bolsonaro no segundo turno.
A maior parte dos políticos eleitos sob a imagem de Bolsonaro estará na Câmara dos Deputados a partir do ano que vem, como os ex-ministros Osmar Terra (MDB-RS), Marcelo Álvaro Antônio (PL-MG), Ricardo Salles (PL-SP) e Eduardo Pazuello (PL-RJ). Também vão ocupar uma cadeira na Casa o ex-diretor-geral da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) Alexandre Ramagem (PL-RJ) e o ex-secretário especial de Cultura Mario Frias (PL-SP).
Além dos ex-integrantes do governo federal que conseguiram um mandato no Congresso, a coligação formada por PL, Republicanos e PP para a candidatura à reeleição de Bolsonaro elegeu 187 deputados federais e 13 senadores.
Fora do Parlamento, Bolsonaro apoiou a candidatura de oito governadores eleitos em primeiro turno: Cláudio Castro (PL-RJ), Ibaneis Rocha (MDB-DF), Ratinho Junior (PSD-PR), Wanderlei Barbosa (Republicanos-TO), Antonio Denarium (PP-RR), Mauro Mendes (União Brasil-MT), Clécio Vieira (Solidariedade-AP) e Gladson Cameli (PP-AC).
Outros quatro candidatos que tiveram o suporte do presidente estarão no segundo turno, como os ex-ministros Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP) e Onyx Lorenzoni (PL-RS), além de Capitão Contar (PRTB-MS) e Jorginho Mello (PL-SC).
Importância do presidente para a direita
Para o cientista político Enrico Monteiro, a eleição de parlamentares e governadores mais alinhados a Bolsonaro revela um avanço da direita no espectro político do país. Segundo ele, a participação do presidente foi determinante nesse processo.
“A direita sempre teve uma carência de líderes. Nunca teve alguém que conseguiu se expressar e falar com esse grupo de eleitores. E quando surge Bolsonaro, que consegue conversar bem com essas pessoas e usa bem as redes sociais, ele garante uma militância minimamente organizada, o que faz com que o presidente passe a ser um ator importante na eleição de diversas pessoas Brasil afora”, analisa.
Não há nenhuma outra liderança de direita com tamanha capacidade de comunicação, identificação e transferência de voto como o Bolsonaro. Ele soube aproveitar os espaços vagos e se colocar como principal nome dessa direita, tornando-se uma pessoa que transfere voto e muita força”, completa Monteiro.
Já o advogado e cientista político Nauê Bernardo Azevedo acrescenta que, desde 2019, o presidente criou uma base eleitoral muito fidelizada. Por isso, quem teve o apoio dele acabou beneficiado.
“O Bolsonaro conseguiu capitalizar um sentimento que estava latente em uma parcela bastante relevante da sociedade brasileira. E nas eleições deste ano ele capitalizou isso, transformando em dividendos eleitorais”, destaca.
“A tendência, caso ele seja reeleito, é de uma relação menos tumultuada e mais harmônica com o Congresso e, sobretudo, de que haja uma guinada no campo moral, com diversas pautas ligadas à agenda de costumes tendo mais facilidade para avançar”, finaliza Azevedo.
O candidato derrotado do PL ao governo do Estado, o comunicador Nilvan Ferreira defendeu que bolsonaristas votem apenas em candidatos que apoiam o presidente Jair Bolsonaro (PL) neste segundo turno das eleições.
O recado é direcionado para que seus eleitores não votem em João Azevêdo (PSB), apoiado pelo candidato a presidência Luis Inácio Lula da Silva (PT) ou Pedro Cunha Lima (PSDB), que declarou neutralidade no apoio a um dos presidenciáveis.
Na última segunda-feira (11), em uma coletiva de imprensa, Nilvan oficializou a neutralidade.
“O palanque de Pedro Cunha Lima foi contaminado”, declarou se referindo a aliança do tucano com Veneziano Vital do Rêgo (MDB) — apoio abonado e comemorado por Ricardo Coutinho (PT).
Pela primeira vez na história, a trajetória de um asteroide foi alterada com sucesso, afirmou a Nasa nesta terça-feira (11).
O anúncio da agência espacial americana detalha o resultado da Missão DART, que colidiu com a lua Dimorphos em 26 de setembro. A ação foi um teste para verificar a capacidade de desviar a rota de corpos celestes que poderiam entrar em rota com a Terra no futuro.
De acordo com a agência, foi registrada uma mudança de 32 minutos no período da órbita do asteroide, o que representa uma mudança de 4% na rota.
A alteração foi considerada “espetacular e animadora” por Nancy Chabot, cientista planetária do Johns Hopkins Applied Physics Laboratory (APL) e vice-presidente da Meteoritical Society.
“Esta missão mostra que a NASA está se preparando para o que quer que o universo nos envie”, afirmou o Bill Nelson, administrador da NASA.
“A missão DART mostrou que somos capazes de mudar trajetórias usando a técnica de impacto. A chave para isso é a detecção precoce [dos asteroides que podem estar em direção à Terra]”, complementou Nancy.
A missão foi apenas um teste e não há ameaça de colisão de asteroides com a Terra, agora ou no futuro.
O partido Republicanos, capitaneado pelo deputado federal Hugo Motta, marcou uma coletiva para esta quarta-feira, às 10h da manhã e vai reafirmar o apoio a João Azevêdo no segundo turno.
O anúncio só confirma o que foi antecipado pelo próprio BG, quando no último domingo, Hugo reuniu militantes e aliados para tomar uma decisão.
Desde a semana passada, fortes sinais de rompimento foram registrados, como o silêncio do próprio Hugo sobre a votação que João obteve no primeiro turno e a articulação do senador eleito, Efraim Filho (União Brasil), para que o grupo apoiasse Pedro Cunha Lima no segundo turno.
Como as negociações não andaram e para apagar as chamas do burburinho que se criou, aliados dos Republicanos já tratam esse 12 de outubro como o “Dia do Fico”.
Às vésperas de uma viagem ao nordeste, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) chamou de “precipitada” a decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ) de afastar o governador Paulo Dantas (MDB) do cargo por um suposto esquema de desvio de recursos para a contratação de funcionários fantasmas.
“Na minha opinião, está cheirando suspeição, porque é um processo antigo. Faltando pouco tempo para as eleições, você tentar tirar um candidato que é adversário do candidato do Arthur Lira, presidente da Câmara….”, disse.
O ex-presidente confirmou que irá à Maceió nesta quinta-feira (13) para uma caminhada ao lado de Dantas, que disputa o segundo turno contra o senador Rodrigo Cunha (União Brasil), apoiado pelo presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP). Lula disse que enquanto o Supremo Tribunal Federal não decidir sobre a situação de Dantas, o apoio estará mantido.
“Enquanto isso, eu acho que o candidato a governador de Alagoas, se quiser, estará como candidato sub judice e eu estarei prazerosamente fazendo campanha.”, respondeu.
Apesar do afastamento determinado pelo STJ, o Tribunal Regional Eleitoral de Alagoas (TRE-AL) a disputa em segundo turno ocorre normalmente – a Justiça Eleitoral julgou o registro da candidatura como regular.
Paulo Dantas era deputado estadual e foi eleito em 15 de maio deste ano governando de Alagoas por votação indireta na Assembleia Legislativa.
A pesquisa PoderData realizada de 9 a 11 de outubro de 2022 mostra Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com 52% das intenções de votos válidos contra 48% de Jair Bolsonaro (PL) na corrida de 2º turno pela Presidência da República.
As taxas consideram os votos válidos, que excluindo os votos brancos e nulos. É assim que o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) divulgará os resultados na noite do domingo eleitoral de 2º turno, em 30 de outubro.
O PoderData entrevistou 5.000 pessoas nesta rodada. Como o número de entrevistas é maior que nas rodadas anteriores, os resultados são mais precisos. A margem de erro do levantamento é de 1,5 ponto percentual, para cima ou para baixo.
Lula e Bolsonaro mantiveram as taxas registradas na semana anterior, indicando um cenário estável.
A pesquisa foi realizada pelo PoderData, com recursos do Poder360, por meio de ligações para telefones celulares e fixos. Foram 5.000 entrevistas em 347 municípios nas 27 unidades da Federação de 9 a 11 de outubro de 2022. A margem de erro é de 1,5 ponto percentual para um intervalo de confiança de 95%. O registro no TSE é BR-09241/2022.
Um motorista de transporte por aplicativo, de 22 anos, foi preso na madrugada desta quarta-feira (12) após efetuar vários disparos de arma de fogo dentro da sua casa, no bairro Treze de Maio, em João Pessoa.
A Polícia Militar foi acionada por volta das 21h, após vizinhos se assustarem com os tiros disparados. Ao chegar no local os policiais encontraram o rapaz, que estaria em surto.
Ele foi inicialmente encaminhado para o Hospital Ortotrauma, onde foi medicado, e depois transferido para a Central de Polícia.
O rapaz foi autuado por posse ilegal de arma e deve ser liberado após pagamento de fiança.
O advogado da família explicou que o rapaz efetuou os disparos após perceber a entrada de um assaltante na casa.
O corregedor-geral do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Benedito Gonçalves, atendeu a um pedido da campanha do presidente Jair Bolsonaro (PL) e abriu uma ação, na última sexta-feira (7), para que a chapa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e seu vice, Geraldo Alckmin (PSB), seja investigada por uso indevido dos meios de comunicação no dia 2 de outubro, data do primeiro turno das eleições.
A Ação de Investigação Judicial Eleitoral alegou que Lula foi beneficiado pela cobertura jornalística em emissoras de televisão quando a votação já havia sido iniciada.
Além disso, a ação pede que seja removido das redes sociais do petista o discurso feito a eleitores na Avenida Paulista, em São Paulo, logo após o resultado do primeiro turno, e que Lula seja proibido de utilizar o conteúdo em propagandas eleitorais.
“[Lula e Alckmin] contaram com o irrestrito e indevido apoio (ainda que acidental) de uma das maiores emissoras do país, promoveram uma sequência de atos irregulares de propaganda voltados a atingir de forma massiva os eleitores e culminando, ao fim e a cabo, em verdadeiro abuso dos meios de comunicação”, diz a petição.
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