As novas projeções do Fundo Monetário Internacional (FMI) mostram que, em 2022, o Brasil terá um crescimento econômico maior que quatro das maiores economias do mundo: Estados Unidos, Alemanha, França e Japão.
O FMI ampliou o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro para 2,8%, este ano, ante 1,7%, indicado na estimativa anterior, de julho. A estimativa para as economias avançadas é de 2,5% para a França; 1,7% para o Japão; 1,6% para os Estados Unidos; e 1,5% para a Alemanha, em todos os casos, considerando a mais recente estimativa do FMI.
A nova projeção do FMI para o desempenho da economia brasileira neste ano também fica acima ainda dos índices estimados para vizinhos sul-americanos como Chile (2,0%), Paraguai (0,2%) e Peru (2,7%).
Alunos das escolas Cívico-Militar Capitão Tomaz Panta e CAIC, na cidade de Santa Rita, na grande João Pessoa, passaram mal após inalarem a fumaça de uma queimada no território do aeroporto.
Algumas vítimas foram levadas para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) e hospital da cidade e outras precisaram ser transferidas o Hospital de Emergência e Trauma da capital.
De acordo com a Secretaria de Educação de Santa Rita, O Corpo de Bombeiros e o SAMU foram acionados tanto para controlar as chamas, quanto para prestar atendimento às vítimas. As escolas precisaram ser evacuadas.
Pelo !Enos dez estudantes foram atendidos, entre cinco meninas e cinco meninos, com idades entre 15 e 20 anos.
Uma nota foi enviada pela Secretaria de Educação de Santa Rita sobre o incidente:
A Secretaria Municipal de Educação de Santa Rita esclarece, a respeito de incidente registrado nas escolas Cívico-Militar Capitão Tomaz Panta e CAIC, que tomou todas as providências para garantir a segurança dos alunos.
O Corpo de Bombeiros e SAMU foram acionados para evacuar as escolas e atender os estudantes que haviam inalado a fumaça.
A Saúde Municipal participou de todo o processo, acolhendo e encaminhando para hospitais os alunos que demandaram atendimento médico.
Como é de conhecimento público, as instituições foram atingidas por fumaça, provocado por queimada no território do aeroporto.
A origem do fogo ainda é desconhecida e será investigado pelas autoridades competentes para evitar a reedição de episódios dessa natureza.
Nosso foco, neste instante, é com o bem-estar dos nossos estudantes, que estão recebendo toda a atenção.
Entre julho e agosto, a seca teve uma redução na Paraíba, segundo a última atualização do Monitor de Secas, levantamento feito pela Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA).
De acordo com a agência, a área do estado que não apresenta seca caiu de 65% para 64% no período, enquanto a seca fraca passou de 22% a 29% do território. Já a área com seca moderada, que era de 13% em julho, passou para 7% em agosto.
Ainda assim, a área da Paraíba com seca registrada em agosto – que segundo o levantamento da ANA é de 20.422 km², é a terceira menor desde o início do Monitor das Secas, em 2014.
Cenário nacional
Entre julho e agosto, em termos de severidade da seca, além da Paraíba outros quatro estados tiveram um abrandamento do fenômeno segundo o Monitor de Secas: Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Pernambuco e Rio Grande do Sul. Tanto em Alagoas quanto em Santa Catarina a seca não foi registrada em agosto.
Em outras oito unidades da Federação o fenômeno se manteve estável: Ceará, Distrito Federal, Maranhão, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, São Paulo e Sergipe.
Por outro lado, em seis estados a seca se intensificou no período: Bahia, Goiás, Espírito Santo, Minas Gerais, Piauí e Tocantins. Como Rondônia entrou no Mapa do Monitor a partir de agosto, ainda não é possível fazer esse tipo de comparação.
Com base no território de cada unidade da Federação acompanhada, Mato Grosso lidera a área total com seca, seguido por Minas Gerais, Bahia, Goiás e Mato Grosso do Sul. No total, a área com o fenômeno foi de 3,87 milhões de quilômetros quadrados, equivalente a 45% do território brasileiro.
O TSE (Tribunal Superior Eleitoral) suspendeu nesta quinta-feira (13) o inquérito da PF (Polícia Federal) e a apuração do Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) contra institutos de pesquisas. A decisão foi tomada pelo ministro Alexandre de Moraes, presidente do Tribunal.
Para o ministro, nem a PF e nem o Cade tem competência para apurar o caso. Além disso, ambas as investigações aparentam ter falta de justa causa.
“Patente, portanto, a competência desta corte eleitoral para, no exercício de seu poder de polícia, fazer cessar as indevidas determinações realizadas por órgãos incompetentes e com indicativos de abuso de poder político e desvio de finalidade”, diz um trecho do documento
“Diante do exposto, torno sem efeito ambas as determinações, vedando-se a instauração tanto do procedimento administrativo pelo Cade, quanto do inquérito policial pela polícia federal, por incompetência absoluta de seus órgãos prolatores e ausência de justa causa”, acrescenta o ministro.
Na decisão, o ministro diz as investigações do Cade e da PF “parecem demonstrar a intenção de satisfazer a vontade eleitoral” do presidente Jair Bolsonaro (PL). Desde o resultado do primeiro turno, o presidente e seus aliados têm atacado os institutos de pesquisa. Para Moraes, se isso se confirmar, as condutas podem caracterizar desvio de finalidade e abuso de poder.
A Polícia Federal abriu nesta quinta-feira (13) uma investigação formal sobre os institutos de pesquisa eleitoral. O inquérito foi requisitado pelo ministro da Justiça, Anderson Torres, a partir de uma representação da campanha do presidente Jair Bolsonaro.
O Ministério da Justiça afirmou que “a divulgação de pesquisa fraudulenta constitui crime, punível com detenção de seis meses a um ano e multa”.
Já o presidente do Cade, Alexandre Cordeiro Macedo, indicado por Bolsonaro no ano passado, pediu hoje a abertura de um inquérito administrativo para apurar se os institutos de pesquisa manipularam os resultados das sondagens sobre intenção de voto no primeiro turno da eleição presidencial.
Em ofício enviado hoje ao superintendente da autarquia, Alexandre Barreto e Souza, o dirigente diz que é “improvável que os erros individualmente cometidos sejam coincidências ou mero acaso”, e indicam um “comportamento coordenado” das empresas Datafolha, Ipec e Ipespe.
Vinculado ao Ministério da Justiça e Segurança Pública, o Cade investiga acusações de prática de cartel, decide sobre fusões de empresas, entre outras funções ligadas à livre concorrência. A indicação de Macedo à presidência foi defendida pelo ministro da Casa Civil, Ciro Nogueira (PP).
Pesquisas divulgadas pelo Ipec, Datafolha e Ipespe na véspera do primeiro turno da eleição mostravam o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com 49% a 51% das intenções de votos válidos, enquanto o presidente Jair Bolsonaro (PL) ficava entre 35% e 37%. A margem de erro era de dois a três pontos percentuais para mais ou para menos.
O resultado das urnas em 2 de outubro foi de 48,43% dos votos válidos para Lula, enquanto Bolsonaro teve 43,2%. Os dois se enfrentarão no segundo turno, marcado para o próximo dia 30.
Um incêndio atingiu o cemitério do Tapanã, em Belém, nesta quinta-feira (13). Ao UOL, a Prefeitura da capital paraense informou que as chamas se alastraram após familiares usarem fogos de artifício durante um sepultamento.
A Adic (Agência Distrital de Icoaraci), responsável por administrar o equipamento, detalhou à reportagem que o cemitério está funcionando normalmente. Ainda segundo o órgão da prefeitura, o foco de incêndio foi controlado ainda pela manhã, com o auxílio do Corpo de Bombeiros.
Conforme a Adic, não houve feridos e o incêndio não atingiu as sepulturas.
O fogo se espalhou na quadra 12 do cemitério público. A estrutura está localizada na rodovia que corta o bairro Parque do Tapanã, no distrito de Icoaraci.
A reportagem entrou em contato com o Corpo de Bombeiros do Estado do Pará, mas não recebeu retorno até a publicação desta matéria.
Três pessoas foram presas suspeitas de tentar furtar lojas no Manaíra Shopping, em João Pessoa. Foram duas ocorrências registradas nesta quarta-feira (12). Na primeira, duas mulheres foram identificadas pela equipe de segurança do centro de compras tentando levar itens e roupas de uma loja.
Na segunda, uma mulher transexual foi localizada com uma bolsa, com forro de alumínio usada, para tentar inibir os sensores do shopping. Com ela, a polícia encontrou peças de roupas que haviam sido furtadas de outra loja. Somadas, o valor das peças causa um prejuízo superior a R$ 10 mil, conforme apontou o delegado Gustavo Carletto.
A equipe de seguranças ecionou a Polícia Militar. As suspeitas dos crimes foram conduzidas à Central de Polícia, no bairro do Geisel. Além de furto, a mulher transexual também deve responder por tentativa de furto qualificado – em razão do uso da bolsa. As detidas devem passar por audiência de custódia nesta quinta-feira (13).
O presidente da República, Jair Bolsonaro (PL), desembarcou, há pouco, na base aérea do Jordão, no Recife, onde foi recebido pelo presidente estadual do Partido Liberal, Anderson Ferreira, e aliados. Bolsonaro chegou à capital pernambucana na manhã desta quinta-feira (13) acompanhado pelo deputado federal André Ferreira (PL); do ex-ministro do Turismo, Gilson Machado (PL); do pastor Silas Malafaia, entre outras lideranças que apoiam a reeleição do líder do Executivo Nacional.
Bolsonaro participa neste momento de um encontro com líderes do segmento evangélico no Hotel Transamérica, na Avenida Boa Viagem. Essa é a quinta vez que o presidente visita o estado desde o início do período da pré-campanha e a nova agenda vem para reforçar os laços com o povo do Nordeste. Após o encontro, Bolsonaro irá discursar para a multidão de apoiadores que o aguarda em frente ao hotel.
“Sempre disse ao nosso presidente que o pernambucano tem entre suas maiores virtudes a gratidão. E esse carinho mútuo entre o nosso povo e o presidente ficou evidente a cada ato realizado em nosso estado. Não tenho dúvidas de que Pernambuco vai garantir uma grande vitória a Bolsonaro no dia 30 de outubro”, disse Anderson.
Na agenda de campanha do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em Alagoas, nesta quinta-feira (13), está um encontro com o governador do estado, Paulo Dantas (MDB), afastado do cargo pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ). A reunião é vista com preocupação pela campanha do petista, visto que Dantas foi retirado do posto por ser investigado por suspeita de participar de uma organização criminosa que desviava dinheiro público do Executivo alagoano desde 2019.
O PT contesta o afastamento do governador, e Lula diz que a operação do Ministério Público Federal (MPF) contra Dantas foi “precipitada” e “cheira a suspeição”. De qualquer forma, a equipe do ex-presidente teme que a proximidade do petista com o governador alagoano seja explorada pela campanha do presidente Jair Bolsonaro (PL) para reforçar o discurso de que Lula vive cercado de pessoas envolvidas em escândalos.
No caso de Dantas, o MPF apura os crimes de organização criminosa, peculato e lavagem de dinheiro. Na última terça-feira (11), ele foi alvo de um dos 31 mandados de busca e apreensão autorizados pelo STJ contra pessoas suspeitas de envolvimento no esquema. As medidas cautelares incluíram ordem de sequestro de bens e de valores que chegaram a R$ 54 milhões.
O plenário do STJ julgará nesta quinta a decisão da ministra Laurita Vaz que afastou Dantas para decidir se confirma ou reverte a determinação. A magistrada ordenou o afastamento cautelar do governador por 180 dias.
O segundo turno tem trazido novidades na política na Paraíba. Uma delas já está montada e é o comitê que mistura o apoio a João Azevêdo (PSB) e a Jair Bolsonaro (PL), na Avenida Epitácio, em João Pessoa.
De lados opostos nas Eleições 2022, os dois têm conquistado adesão de eleitores que preferem depositar o voto no atual governador e no atual presidente, fazendo uma ‘mistura’ de apoios que chama a atenção de muitas pessoas. Mas, afinal, quem decide é o eleitor.
João Azevêdo apoia Lula para a Presidência da República, enquanto Jair Bolsonaro rechaça alianças com partidos mais de esquerda, como o PSB do qual faz parte o governador.
O vereador Marcílio do HBE, aliado do prefeito Cícero Lucena (PP) já havia manifestado na última segunda-feira (10), que estava sabendo de forma superficial da criação dos comitês e que, “se eu voto nos dois, em João e Bolsonaro, porque eu não iria apoiar?”, manifestando possibilidade de integrar também esse movimento.
O prefeito de Barra de Santa Rosa, Neto Nepomuceno, já defende o apoio conjunto em suas redes sociais, publicando foto/montagem ao lado de João e Bolsonaro.
Mesmo com o governador João Azevêdo tendo declarado apoio à candidatura do ex-presidente Lula, uma parte do seu eleitorado segue tendo mais afinidade com os pensamentos de Bolsonaro.
As Assembleias Legislativas saíram das urnas em 2022 com um perfil mais conservador do que há quatro anos, replicando nos estados o quadro da polarização nacional e de esvaziamento dos partidos de centro.
O polo formado por partidos como PSDB, PSD e MDB terá menos deputados do que há quatro anos em ao menos 16 das 27 Casas Legislativas dos estados e Distrito Federal.
Embora as legendas de esquerda também tenham ampliado a presença nos estados, quem mais ganhou com as perdas do centro foi o bloco conservador.
A análise tem como base a métrica criada pela Folha para definir ideologicamente os partidos políticos. Nessa régua ideológica, o PCO é o partido mais à esquerda, e o Novo o mais à direita. O PSD ocupa posição central.
Há quatro anos, 11 Assembleias Legislativas tinham a maior bancada formada por partidos de direita. Agora, são 16. Em Rondônia, Amazonas e Roraima, por exemplo, ao menos dois terços dos parlamentares são de legendas conservadoras.
Na próxima legislatura, Roraima será o único estado sem nenhum representante de legendas esquerdistas na Assembleia. Em 2018, foram eleitos três, mas nenhum conseguiu a reeleição.
A Assembleia do Tocantins, por sua vez, foi a que mais se moveu para a direita. Em 2018, a Casa eleita tinha um perfil de centro, mas agora 58% dos deputados estarão em siglas direitistas.
O crescimento foi resultado de uma movimentação de líderes políticos locais para partidos do centrão. Reeleito em primeiro turno, o governador Wanderlei Barbosa migrou para o Republicanos em março e levou consigo parte da bancada. Nas urnas, o partido elegeu 7 dos 24 deputados estaduais.
O avanço direitista aconteceu mesmo em estados governados por partidos de esquerda, caso da Paraíba e da Bahia.
Na Paraíba, que elegeu governadores do PSB nas últimas três eleições, legendas de direita terão 18 das 36 cadeiras na Assembleia.
O resultado, contudo, não deve se refletir em problemas de governabilidade para o próximo governador, que sairá da disputa entre o governador João Azevêdo (PSB) e o deputado Pedro Cunha Lima (PSDB).
O fiel da balança será o Republicanos, que elegeu 8 deputados estaduais. O partido faz parte da base aliada do governador do PSB, mas também tem bom trânsito com o seu principal opositor nesta eleição.
Na Bahia, onde os partidos de esquerda elegeram 21 dos 63 deputados estaduais, houve uma queda em relação aos 24 eleitos em 2018.
A nova correlação de forças é resultado de uma disputa mais dura entre governo e oposição, com um segundo turno entre Jerônimo Rodrigues (PT) e ACM Neto (União Brasil) —a eleição na Bahia não era decidida em duas rodadas eleitorais desde 1994.
O cenário mais acirrado é oposto ao de 2018, quando o governador Rui Costa (PT) se reelegeu com facilidade no primeiro turno e o bloco governista fez uma maioria folgada no Legislativo estadual.
“O resultado das urnas mostrou uma Assembleia Legislativa muito dividida. Com certeza será um desafio para o próximo governador”, afirma o deputado estadual reeleito Sandro Régis (União Brasil), líder da oposição na Assembleia Legislativa.
As legendas de esquerda fincaram bandeira no Nordeste e o polo terá a maior bancada nas Assembleias de quatro estados da região: Ceará (50% das cadeiras), Maranhão (48%), Pernambuco (45%) e Piauí (40%).
O Piauí foi o estado em que a Assembleia Legislativa mais caminhou para a esquerda nesta eleição. Somente o PT vai ocupar 12 das 30 cadeiras no Legislativo estadual, e a tendência é de uma maioria folgada para o governador eleito Rafael Fonteles (PT).
O deputado estadual reeleito Franzé Silva (PT) diz que a polarização nacional e local impulsionou o voto casado, fazendo com que a esquerda ganhasse mais espaço no Legislativo piauiense.
“Como a liderança de Lula e do [senador eleito] Wellington Dias é marcante no Piauí, os parlamentares dessa base tiveram o reflexo do voto vinculado no time”, avalia.
A concentração partidária no estado também é resultado das novas regras eleitorais, como o fim das coligações nas eleições proporcionais, que tiveram mais impacto em estados menores. No Piauí, apenas cinco partidos terão representação na Assembleia Legislativa.
No Ceará, mesmo correndo em raias distintas após um ruidoso rompimento, PDT e PT elegeram as maiores bancadas com, respectivamente, 13 e 8 deputados estaduais.
Em reunião nesta segunda-feira (10), o PDT indicou que deve fazer parte da base aliada do governador eleito Elmano de Freitas (PT), em uma negociação que foi costurada pelo senador Cid Gomes (PDT).
Em relação à polarização, um caso emblemático é o do Rio Grande do Norte. Há quatro anos, os potiguares elegeram 18 deputados de centro para as 24 cadeiras. Direita e esquerda dividiam igualmente as seis restantes.
Agora, direita e esquerda permanecem igualmente representadas, mas elegeram o dobro de deputados, com seis cada. O centro segue com a maior bancada e é capitaneado pelo PSDB, que mesmo sem candidato ao governo elegeu 9 dos 24 deputados.
Em São Paulo, que já havia dado uma guinada à direita na eleição de 2018, houve um leve arrefecimento da onda na Assembleia. A bancada de partidos de esquerda cresceu de 26 para 29 deputados, enquanto a direita caiu de 45 para 41.
O PT saiu de 10 representantes para 18 na próxima legislatura, desempenho puxado pela votação do ex-senador Eduardo Suplicy, que teve 807 mil votos para deputado estadual.
No Rio de Janeiro, a bancada conservadora se manteve estável, com 50% dos deputados estaduais, mas houve um leve crescimento da esquerda.
Na avaliação da cientista política Luciana Santana, professora da Universidade Federal de Alagoas, o avanço da direita em 2022 mostra que o conservadorismo vem se incorporando aos Legislativos estaduais.
“A gente tem um endireitamento das Assembleias Legislativas, que ficaram mais conservadoras e que podem mudar um pouco da configuração e das políticas públicas que serão aprovadas em âmbito estadual nos próximos anos”, afirma.
O movimento em direção à direita, diz, não é exatamente uma novidade e acontece desde 2014. A diferença, desta vez, é que partidos como PL, PP e Republicanos ganharam maior peso com um alinhamento claro a Bolsonaro, o que resultou em uma reorganização interna do campo conservador.
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