Brasil

STF mantém suspensão de perfis do PCO; Rosa Weber defende que ministros discutam bloqueios em redes

Em uma série de recursos à decisão de Moraes, os advogados do Twitter, do Telegram, do Tik Tok, do Google (dono do YouTube) e da Meta (dona do Facebook e do Instagram) afirmaram que a determinação fez censura genérica a conteúdos que muitas vezes são lícitos.

As empresas queriam que as decisões do STF apontassem de forma clara o conteúdo que é ilegal para que as publicações fossem derrubadas pontualmente, e não que seja ordenado o bloqueio de páginas inteiras.

Entendem, no geral, que não se pode determinar a remoção de postagens que não ferem as instituições ou reproduzem fake news, e que impedir usuários de publicarem novos conteúdos é “censura prévia”.

A sessão do plenário virtual começou após o segundo turno das eleições, no último dia 4, e se encerrou ao fim desta sexta-feira (11). Nesse modelo de julgamento, os ministros depositam seus votos no sistema do STF durante um determinado período.

Moraes negou os recursos, sob a alegação jurídica de que as empresas não apresentaram “argumento minimamente apto a desconstituir os óbices apontados” em sua decisão.

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O entendimento foi acompanhado pelos demais ministros, exceto Kassio Nunes Marques e André Mendonça, ambos indicados ao Supremo pelo presidente Jair Bolsonaro (PL). Ambos têm se manifestado nos processos contra o bloqueio de perfis de redes sociais, uma bandeira que também é do presidente Jair Bolsonaro.

Apesar de ter seguido o voto de Moraes e criticado os ataques do PCO às instituições, a presidente do Supremo, ministra Rosa Weber, defendeu que o tema dos bloqueios integrais de perfis em redes sociais seja tratado, em outro momento, no plenário físico.

“A relevante questão constitucional suscitada pela parte recorrente reclama maiores reflexões e um debate mais aprofundado no âmbito desta Suprema Corte”, afirmou Rosa.

“Cuida-se de tema sensível envolvendo pontos de atrito entre valores constitucionais, ora situados em rota de colisão, que ainda não se acha maduro o suficiente para receber, neste específico procedimento cautelar, ora sob julgamento eletrônico, uma solução definitiva desta casa”, afirmou a ministra.

Já Kassio, em seus votos contrários à decisão de Moraes, afirmou que “as redes sociais servem como ferramenta ou instrumento de preservação da democracia e diálogo aberto e direto da sociedade, e, dela (o povo), com o parlamentar”.

“Sem isso, corremos o indesejável risco de nos distanciarmos da liberdade de expressão e liberdade de pensamento; valores que devem ser protegidos por esta Suprema Corte”, afirmou.

Mendonça, que também votou pelo desbloqueio, afirmou que, para remover conteúdo da internet, “cabe o apontamento específico de cada conteúdo ilegal para a exclusão, caso a caso, da respectiva postagem ou vídeo”.

Nesta sexta-feira, o Supremo também concluiu julgamento de recurso relacionado à derrubada do perfil de Ivan Rejane Boa Pinto, militante bolsonarista de Belo Horizonte preso em julho. Apenas Kassio e Mendonça, novamente, discordaram do posicionamento de Moraes.

No pedido feito ao STF contra a decisão de suspensão do perfil de Ivan Rejane no Twitter, a rede social afirma que, “a despeito do integral cumprimento à determinação”, entende que o bloqueio integral da conta viola leis e a Constituição.

Ao decidir pelo bloqueio dos conteúdos do PCO, Moraes também incluiu o partido no inquérito das fake news, que investiga ainda o presidente Jair Bolsonaro e alguns dos seus apoiadores.

À época, Moraes deu cinco dias para que o presidente do PCO, Rui Costa Pimenta, fosse ouvido pela Polícia Federal.

A decisão do ministro foi tomada após o perfil do partido no Twitter se referir ao ministro como “skinhead de toga” que, em “sanha por ditadura”, “retalha o direito de expressão e prepara um novo golpe nas eleições”. O partido, que se define como “verdadeiramente revolucionário e comunista”, ainda pediu a “dissolução do STF” na postagem.

Segundo Alexandre de Moraes, “o Partido da Causa Operária, além das publicações no Twitter, utiliza sua estrutura para divulgar as mesmas ofensas nos mais diversos canais (Instagram, Facebook, Telegram, Youtube, TikTok)”.

Ele disse que isso amplia “o alcance dos ataques ao Estado Democrático de Direito”, atingindo “o maior número possível de usuários nas redes sociais, que somadas, possuem quase 290 mil seguidores”.

Folha de S. Paulo

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Brasil

Marcelo Queiroga faz apelo após avanço da Covid-19 no país: “Busquem as salas de vacinação”

O Ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, fez um apelo neste sábado (12) para que a população brasileira busque as salas de vacinação espalhadas pelo país,  após o Brasil registrar um aumento no número de casos de Covid-19. Nas redes sociais, o paraibano lembrou dos brasileiros que ainda não tomaram nem a primeira dose do imunizante.

“Quero lembrar também que mais de 69 milhões de brasileiros não tomaram a primeira dose de reforço contra a Covid-19. Já 32,8 milhões de pessoas poderiam ter recebido a segunda dose de reforço contra a doença, mas ainda não se vacinaram.” lembrou.

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Brasil

R$ 450 MILHÕES: Mega da Virada vai sortear o maior prêmio da história; Apostas começam no dia 16

O maior sorteio da história das loterias brasileiras será aberto para apostas na próxima quarta-feira (16/11). A Mega da Virada de 2022 vai sortear R$450 milhões de uma só vez na noite do dia 31 de dezembro.

O prêmio, como em todo concurso especial de fim de ano, não acumula. Ou seja, se ninguém marcar os 6 números, o prêmio é dividido entre os que acertaram 5 números, e assim por diante.
Se uma só pessoa acertar os seis números, o prêmio vai superar o recorde da loteria brasileira, de 2015. Em novembro daquele ano, o vencedor do Distrito Federal levou R$205 milhões para casa. As apostas, individuais ou por bolão, podem ser feitas presencialmente, em lotéricas; pelo aplicativo Loterias Caixa para celular; e no Portal Loterias Caixa. O valor mais barato, para um jogo simples, é de R$ 4,50.
Rendimento 

Os R$450 milhões são suficientes para comprar 50 mansões, no valor de R$ 9 milhões cada.

Se uma pessoa levar o prêmio e aplicá-lo em uma conta poupança, ele renderia R$ 2,7 milhões só no primeiro mês. Mas a poupança não é a melhor opção – um investimento em CDB (Certificados de Depósito Bancário), considerado seguro, renderia R$ 61,9 milhões (considerando a taxa de 13,65%).

Chance de 1 em 50 milhões 

A probabilidade de acertar os 6 números é 1 em 50 milhões – pode-se comparar com a probabilidade de duas pessoas, em qualquer lugar do mundo, olharem para o céu a pontarem para a mesma estrela: 1 em 10 mil. Por isso, apostar contando com a vitória nunca é uma boa ideia.

Estado de Minas

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Brasil

MPF pede investigação sobre ataque hacker em computadores da Presidência da República

O Ministério Público Federal do Distrito Federal (MPF-DF) solicitou, nesta sexta-feira (11), abertura de procedimento investigatório para apurar o suposto apagão de documentos de computadores da Presidência da República dias após o resultado das eleições.

A intenção do órgão é descobrir de quem partiu a ordem de formatação dos HDs e se a pasta promoveu a apuração de responsabilidade sobre eventuais causas e responsáveis pelo episódio, revelado pelo R7.

De acordo com fontes, os criminosos que atuam pela internet conseguiram acessar informações sensíveis e prejudicar o acesso aos arquivos armazenados nos servidores do órgão.

O sistema de informática da Presidência da República foi alvo de um ataque hacker no início da semana passada, o que levou a perda de arquivos e obrigou a formatação dos computadores. A investida teria sido por meio de um ataque de ransomware, quando os dados são criptografados, ou seja, trancados, e o acesso ocorre apenas mediante uma senha, da qual apenas os hackers têm conhecimento.

Diante do episódio, o MPF alerta que os fatos são graves e suficientes para instaurar uma investigação. Sustenta também que a Presidência da República não esclareceu se os computadores foram formatados, se os arquivos foram danificados ou apagados, se dados foram vazados ou perdidos e se houve investigação.

“Faz-se necessário, assim, para a adequada proteção do patrimônio público e para a segurança da informação constante de bancos de dados da maior relevância para o Estado brasileiro, que todas as circunstâncias do suposto ataque e da suposta formatação sejam apuradas, bem assim que os agentes públicos envolvidos na ocorrência sejam ouvidos, para melhor esclarecer os fatos, seus desdobramentos e consequências”, destacou o MPF.

Este tipo de ataque se tornou frequente contra órgãos públicos e no ano passado atingiu o Ministério da Saúde, o Ministério da Fazenda e a Polícia Rodoviária Federal (PRF). Procurada pela reportagem, a Polícia Federal informou que não comenta eventuais investigações em andamento e recomendou que a Presidência fosse questionada sobre o tema.

É comum que nos ataques deste tipo contra empresas privadas, organizações e governos, os criminosos peçam um valor para liberar os dados sequestrados. Geralmente, a exigência de pagamento ocorre por meio de moedas virtuais, já que é mais difícil localizar o destinatário.

Contatada na quinta-feira (10), a Presidência da República não falou sobre o caso. A reportagem procurou novamente o órgão e aguarda retorno.

R7

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Paraíba

Bancada destinará verba para destravar triplicação da BR-230 na grande JP

Após a reunião da bancada federal da Paraíba, foi definido o rol das 15 emendas, fruto de ações que foram apresentadas pelos entes federativos e das sugestões recebidas pelas entidades estaduais. Entre essas, para o coordenador, o senador eleito Efraim Filho, se destacam: o projeto S.O.S. Triplicação BR230, em um reforço orçamentário para destravar essa importante obra na região metropolitana da capital; a iniciativa para viabilizar o Hospital de Trauma do Sertão e o Hospital da Criança em Campina Grande, entre outros.

Para Efraim, esse é um momento em que se destaca a coesão e a unidade da bancada federal na hora de lutar por recursos e investimentos estruturantes para o Estado. “Passada a eleição, as disputas devem ficar para trás e a bandeira da Paraíba é que deve ficar em primeiro lugar na ordem de importância para a bancada federal”, comenta. O valor global das emendas de bancada deve alcançar a marca de R$ 300 milhões, porém o valor específico por cada uma das iniciativas será definido durante a apresentação final da proposta na próxima segunda-feira (14).

Outras iniciativas

Na área da saúde, cinco iniciativas: o Hospital de Trauma do Sertão, o Hospital da Criança e o Hospital Help, ambos em Campina Grande, o custeio de ações de atenção básica e o custeio de ações de média e alta complexidade para os municípios; na educação foram quatro iniciativas: investimentos para as quatro grandes entidades de ensino na Paraíba: UFPB, UFCG, UEPB e IFPB, com recursos destinados à modernização da infraestrutura dos centros universitários.

Em infraestrutura e mobilidade, foram três iniciativas: a destinação de recursos para a BR230 entre João Pessoa e Cabedelo, com o projeto S.O.S. Triplicação, a construção do Arco Metropolitano que interliga a BR230 e a BR101, apresentado pelo Governo do Estado, a reforma e ampliação dos mercados públicos da cidade de João Pessoa, apresentado pela prefeitura da capital, e o 3° eixo da transposição do São Francisco, Ramal Piancó, que já conta com recursos do orçamento do ano anterior para o desenvolvimento do projeto.

Finalizando, na área de agricultura, pesca e desenvolvimento sustentável regional, foram duas iniciativas: aquisição de máquinas e equipamentos agrícolas destinados ao Estado e aos municípios, para reforçar as ações na zona rural e estimular a agricultura familiar, e recursos para a construção de uma escola modelo de embarcações, de acordo com importante arranjo produtivo local e vocação econômica da região litorânea de Cabedelo.

MaisPB

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Paraíba

Cinco pessoas são presas em operação contra furto de energia elétrica no sertão da PB

Cinco pessoas foram presas em operação contra furto de energia elétrica realizada entre a terça (8) e esta quinta-feira (10), em Catingueira, no Sertão da Paraíba.

De acordo com a Energisa, 29 unidades consumidoras foram inspecionadas, entre residências e comércios. A fiscalização constatou sete irregularidades nas medições de energia. A fraude gerou prejuízo estimado em R$ 11.495,90, sendo R$ 2.150,26 em impostos.

Ainda conforme a concessionária de energia elétrica, 18.641 quilowatt-hora de energia foram consumidos ilegalmente. O montante seria suficiente para abastecer 141 residências por um período de 1 ano.

A operação contou com 11 equipes, formadas por técnicos da Energisa, da Polícia Civil e do Instituto de Polícia Científica (IPC) da Paraíba. Antes de programar os locais da inspeção, a empresa fez um levantamento prévio, por meio de sistemas tecnológicos com inteligência artificial.

“Através de dados de consumo, a distribuidora consegue mapear clientes que tiveram oscilações incomuns na quantidade de energia consumida. Com este levantamento e cruzamento de dados, as inspeções em campo se tornam cada vez mais assertivas”, explica o coordenador de Serviços Comerciais, Danillo Lelis.

Os furtos de energia prejudicam a população, pois afetam o fornecimento de energia e a arrecadação de impostos. Outro problema é que as ligações irregulares, em sua maioria, são feitas por pessoas sem conhecimento técnico, que utilizam materiais inadequados e, muitas vezes, ocasionam em riscos de rompimento de cabos e/ou acidentes como choque elétrico.

“Por isso, precisamos combater o furto e a população tem um papel fundamental nisso, denunciando esses crimes. Caso suspeite desse tipo de prática, o cliente pode denunciar de forma anônima. A denúncia pode ser feita pelo Call Center 0800 083 0196 (ligação gratuita) e nas agências de atendimento”, diz Danillo Lelis.

Portal Correio

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Brasil

Ex-ministro da Fazenda defende que Lula pare de falar em questões econômicas: “Velhas ideias arcaicas do PT”

Nesta sexta-feira (11) o ex-ministro da Fazenda, Maílson da Nóbrega, avaliou o atual momento econômico e as recentes declarações do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre o mercado financeiro. Para o economista, é fundamental que o petista abandone ideias de governos passados e passe uma mensagem de responsabilidade fiscal.

“A primeira providência é o Lula parar de falar em questões econômicas, porque ele está puxando no fundo de sua consciência as velhas ideias arcaicas do PT. Por exemplo, essa coisa que muitos dizem de que gasto é investimento, portanto não precisa ser controlado. Isso é uma estupidez completa, gasto é gasto em qualquer situação, não precisa de rótulo A ou rótulo B. Controlar o gasto em a ver com estabilidade fiscal, e a estabilidade fiscal é fundamental para preservar a estabilidade macroeconômica e a estabilidade macroeconômica é essencial para manter a inflação sob controle”.

“Inflação fora do controle prejudica essencialmente os pobres, que não tem como se defender da variação intensa dos preços. Está mais do que documentado e conhecido na economia brasileira. O Lula fez uma declaração absolutamente infeliz, mal pensada e fundamentada nas visões arcaicas do PT. Os economistas do PT, com algumas exceções, nunca reconheceram o fundamento essencial das finanças públicas, que é a restrição orçamentária. Existe um limite para fazer gastos. E se o gasto é feito sem a correspondente arrecadação de receitas ele vai impactar a dívida pública. E a dívida pública, e sua relação com o PIB, é o principal indicador de solvência do setor público. Esse é o indicador essencial que os investidores e avaliadores de risco olham, quando avaliam uma economia como a brasileira”, explicou.

O ex-ministro destacou que Lula diz inverdades quando afirma que as pessoas que se preocupam com o teto de gastos não se preocupam com as questões sociais do país: “Portanto, o Lula está completamente equivocado quando diz que as pessoas que não se preocupam com o teto de gastos não veem a questão social. É exatamente o contrário. A percepção das pessoas que analisam a economia brasileira, que assumem risco, é de que a estabilidade fiscal é fundamental para assegurar programas de amparo às populações menos favorecidas. Portanto, Lula não saiu do palanque. Ele já está eleito, ele não precisa disso, não precisa fazer um discurso irresponsável que fez ontem. Ainda no fim ironizou que o mercado está ‘nervoso’, está nervoso mesmo!”

“O mercado financeiro não é uma entidade, é um conjunto de pessoas que tem a responsabilidade de gerir os recursos dos outros. E evitar que as pessoas que investem percam com a inflação, ou com a insustentabilidade da dívida pública. É um discurso equivocado, invoca visões equivocadas do PT, na hora errada e no palanque. O Lula tem que pensar melhor no que for falar, porque agora ele já é o presidente eleito, ele não é um candidato ao voto dos ignorantes. Ele está falando para pessoas que conhecem isso: jornalistas, economistas e investidores. Ele pode queimar na largada o seu governo, se continuar com essa festa de declarações absolutamente desconjuntadas e fora da realidade fiscal”, criticou.

A respeito do Banco Central e do seu papel neste contexto econômico, Maílson da Nóbrega alertou que a instituição tem o trabalho dificultado quando o governo atua com uma política fiscal irresponsável em relação aos gastos: “Se o governo gastar mais do que dita a responsabilidade, isso vai ter uma queda de confiança, depreciação cambial e inflação. O instrumento do Banco Central é aumentar a taxa de juros, o que tornaria a vida dos pobres pior ainda. Só que tem um limite para isso. Quando a percepção dos mercados, dos economistas, avaliadores e políticos que entendem disso começa a indicar que é insustentável a situação fiscal, a fuga do mercado financeiro e de capitais produz o que os economistas chamam de dominância fiscal, em que o Banco Central fica atado na sua capacidade de defender a estabilidade da moeda”.

“O Banco Central percebe que, quanto mais ele aumenta a taxa de juros, mais a situação fiscal se agrava. Isso é um fenômeno conhecidíssimo no mundo da análise econômica. Mesmo com um Banco Central independente, isso gera inflação alta e sem controle. É um caso raro, mas a irresponsabilidade do governo e a execução de uma política fiscal inconsequente pode neutralizar a própria independência do Banco Central e a inflação foge do controle nessa situação. É muito perigoso o que o Lula está dizendo”, detalhou.

O economista sugeriu que outros nomes da equipe de transição como Pérsio Arida, André Lara Resende e Guilherme Melo falem pelo presidente eleito: “Porque essas pessoas conhecem o risco do desprezo à restrição fiscal”. Perguntado sobre as especulações a respeito do futuro Ministério da Fazenda, Maílson da Nóbrega, que já ocupou a pasta, aposta que Lula deve indicar um “ministro político” e rejeitou a possibilidade de Fernando Haddad (PT) comandar o ministério: “Um ministro com conhecimento político, capacidade de articulação, experiência de governo e o assessoramento por um grupo de economistas renomados, experientes e de grande credibilidade. Eu acho que isso pode dar certo de novo (…) Não está escrito na pedra que o ministro da fazenda tem que ser um economista. Se você for para a Inglaterra, todos os ministros da Economia são membros do parlamento, são políticos”.

“Me surpreenderá se o Lula indicar um nome que seja hostil às visões do mercado financeiro. Você não pode confrontar o mercado financeiro, que trabalha em geral com avaliações de risco e uma certa racionalidade econômica. Por exemplo, eu não tenho nada contra o Fernando Haddad, é um nome de peso, professor universitário, tem doutorado em economia, conhece história, mas ele é um nome visto como perigoso pelo mercado financeiro, dado seu passado e as ideias que professou. A escolha do Fernando Haddad, se vier a acontecer, seria uma escolha que vai afetar negativamente as expectativas do mercado”, especulou. Confira a entrevista completa no vídeo abaixo.

Jovem Pan

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Brasil

EDITORIAL ESTADÃO: Lula ainda está no palanque

O presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva conseguiu acabar com o clima de lua de mel que havia se criado em torno de sua eleição. Com o fim antecipado do calamitoso governo Jair Bolsonaro, todas as atenções se voltaram para os trabalhos da equipe de transição, a escolha dos nomes que farão parte desses grupos técnicos e, sobretudo, a política econômica que vai nortear a administração petista. Mas a chegada de Lula a Brasília pôs por terra as ilusões de que a responsabilidade fiscal será um marco de seu terceiro mandato.

A nomeação de Geraldo Alckmin como chefe do gabinete de transição havia gerado expectativas positivas sobre o futuro governo, a ponto de conter a desconfiança gerada pela onipresença dos ex-ministros Gleisi Hoffmann e Aloizio Mercadante na coordenação dessas atividades. A escolha do grupo que fará as propostas para a área econômica foi bem recebida, ainda que insuficiente para sanar as incertezas a respeito da condução da economia. As articulações em torno da elaboração de uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) para retirar os gastos do Bolsa Família do teto de gastos, no entanto, foram malvistas. A tudo isso se somou a dura realidade, com a divulgação do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de outubro comprovando a força e a consistência da inflação.

Depois de se reunir com autoridades do Legislativo e do Judiciário, num esforço para resgatar a institucionalidade das relações entre os Poderes, Lula foi ao Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB) para encontrar parlamentares. Era o momento para aproveitar a visibilidade que a eleição lhe conferiu para se apresentar como um estadista à altura dos desafios do País que assumirá em menos de dois meses. Suas falas, no entanto, lembraram o período de campanha, quando os candidatos abusam do pensamento mágico para prometer o que podem e o que não podem cumprir. Esse é um papel que Lula perdeu o direito de interpretar a partir do momento em que se sagrou vencedor da disputa presidencial, em 30 de outubro.

“Por que as pessoas são levadas a sofrer por conta de garantir a tal da estabilidade fiscal desse país? Por que toda hora as pessoas falam que é preciso cortar gastos, que é preciso fazer superávit, que é preciso fazer teto de gastos? Por que as mesmas pessoas que discutem teto de gastos com seriedade não discutem a questão social neste país?”, questionou Lula. O presidente eleito fez comparações descabidas, chegando a criticar a existência de metas de inflação e a ausência de um regime de metas para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB). Voltou também a defender a ideia de que há gastos que precisam ser encarados como investimento, como se questões semânticas fossem capazes de resolver o descalabro fiscal em que o País se encontra. “É um discurso de PT pelo PT, que ignora os apoios recebidos”, definiu a economista Elena Landau, em entrevista ao Valor.

O mercado financeiro reagiu imediatamente. A bolsa despencou, a curva de juros subiu e o câmbio disparou. Em menos de dez dias, toda a boa vontade com o governo eleito acabou. Se Lula pensava em adiar a escolha da composição de sua equipe econômica e dos futuros ministros da Fazenda e do Planejamento para conter brigas entre aliados, seu próprio discurso o emparedou perante os investidores. Agora, somente o anúncio de um nome efetivamente comprometido com a responsabilidade fiscal poderá reverter as péssimas expectativas que se formaram a respeito de seu futuro governo.

Se a construção da narrativa de uma frente ampla funcionou para a eleição, ela é insuficiente para montar um governo de coalizão. Ao insistir em manter um clima de campanha, comportamento que, aliás, lembra muito o de seu antecessor, Lula desmoraliza os esforços de seu próprio gabinete de transição, que vinham sendo bem conduzidos por Alckmin. Responsabilidade fiscal, afinal, não é capricho: é condição obrigatória para reconstruir as políticas públicas devastadas por anos de bolsonarismo. É hora de descer do palanque.

Estadão

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Paraíba

VÍDEO: Pedro acusa João Azevedo de perseguição política ao transferir Tenente Rebeca para o interior da PB


O ex-candidato ao governo da Paraíba, Pedro Cunha Lima (PSDB) acusa o governador João Azevedo de perseguição política ao transferir a capitã Rebeca, aliada do tucano, de João Pessoa para a cidade de Cuité, interior do estado.

Rebeca foi candidata a deputada estadual e obteve 17.290 votos. Em um video postado nas redes sociais, Pedro faz um apelo para que João reverta a decisão e abandone o “palanque”, já que a campanha política chegou ao fim no último dia 30 de outubro

 

Blog do BG PB

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Paraíba

OPERAÇÃO REVELATIO: Vereador do sertão da PB é preso por pertencer à organização criminosa interestadual

O vereador da cidade de São José do Brejo do Cruz (PB), Gutemberg Maia Gadelha, o “Berg Maia”, foi preso na manhã desta sexta-feira (11), na operação Revelatio, da Polícia Civil com apoio da Polícia Militar. O vereador Berg, também é empresário do ramo de postos de combustíveis em Jardim de Piranhas.

A Operação teve o objetivo de combater uma organização criminosa voltada para a prática dos crimes de tráfico de drogas, comércio ilícito de armas de fogo, homicídio e contra o patrimônio, com atuação no município de Jardim de Piranhas e região.

A ação foi realizada por meio da 47ª Delegacia de Polícia (DP de Jardim de Piranhas-RN). Segundo a Polícia Civil, a operação resultou na expedição de 21 mandados de prisão e 30 mandados de busca e apreensão, para cumprimento no estado potiguar, na Paraíba e no Amazonas.

Ainda hoje, a Polícia Civil, vai dar mais detalhes sobre as prisões que foram realizadas.

Blog do BG PB

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