Paraíba

MP apresenta nova denúncia contra secretários e aponta desvio de R$ 10,3 mi do programa estadual ‘Prato Cheio’

O Ministério Público da Paraíba, por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), apresentou uma nova denúncia no âmbito da Operação Indignus, que investiga desvios no Hospital Padre Zé. A denúncia foi protocolada no dia 29 de abril.

Desta vez, a ação apura irregularidades no programa ‘Prato Cheio’, do Governo do Estado, e aponta um desvio de R$ 10,3 milhões entre 2021 e 2023.

A denúncia tem como alvos os ex-secretários de Desenvolvimento Humano, Tibério Limeira e Pollyanna Werton; o padre Egídio de Carvalho; as ex-funcionárias do hospital Amanda Duarte, Jannyne Dantas e Andréa Ribeiro Wanderley; o servidor público Iurikel Souza Marques; e o empresário Kildenn Tadeu de Lucena.

Em nota, Tibério Limeira afirmou ter tranquilidade para provar a sua inocência e considerou que a peça do MP estaria “montada em supostos documentos que não guardam a menor confiança”.

Já a ex-secretária Pollyanna Werton também disse não ter sido notificada do procedimento, “nem sua defesa teve acesso aos autos ou ao inteiro teor da acusação. A ex-secretária esclarece, ainda, que os fatos aconteceram antes da sua gestão”.

g1

 

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Brasil

QUAEST: Quase metade dos brasileiros desaprova o governo Lula; veja os números

A Pesquisa Quaest divulgada nesta quarta-feira (13) mostra que 49% desaprovam o governo Lula (PT), enquanto 46% aprovam. É um cenário de variação nos dois indicadores em relação à pesquisa anterior, de abril. Naquele mês, 52% desaprovavam o governo e 43% aprovavam.

A cinco meses da eleição, Lula tenta melhorar seus índices para tentar um novo mandato. No começo do mês, o governo lançou o programa “Desenrola 2.0”, para renegociação de dívidas com uso do FGTS. Nesta semana, anunciou um novo programa de combate ao crime organizado.

Veja os números:

  • Desaprova o governo: 49% (eram 52% em abril e 51% em março);
  • Aprova: 46% (eram 43 em abril e 44% em março);
  • Não sabe/não respondeu: 5% (eram 5% em abril e em março).

Entre as mulheres, 44% desaprovam e 48% aprovam o governo. Nesse público, em abril, o índice de desaprovação era de 49%, e o de aprovação era de 45%. O eleitorado feminino é considerado fundamental na disputa presidencial.

Já entre os brasileiros de 16 a 34 anos, 55% desaprovam e 41% aprovam. Em abril, o percentual era de 56% de desaprovação e 40% de aprovação (veja detalhes mais abaixo).

O Nordeste ainda é a região em que Lula tem a maior aprovação, de 63% (eram 63% em abril e 65% em março). Nas demais regiões, a desaprovação é mais alta: Sudeste (54%), Sul (61%) e Centro-Oeste/Norte (52%).

Entre os católicos, a desaprovação era de 46% em abril e marca 42% agora. A aprovação, que estava em 49% no mês passado, neste mês é de 55%. A desaprovação entre os evangélicos saiu de 61% em março para 65% neste mês, uma variação de 3 pontos percentuais.

O levantamento foi encomendado pela Genial Investimentos e ouviu 2.004 pessoas com 16 anos ou mais entre os dias 8 e 11 de maio. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. O registro no TSE é BR-03598/2026.

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Brasil

Antes de ser revogada, ‘taxa das blusinhas’ arrecadou mais de R$ 9 bi em menos de dois anos

Pacotes de roupas em uma fábrica da Shein em Guangzhou, província de Guangdong, China, em 1º de abril de 2025. — Foto: Reuters

Nesta terça-feira (12), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) anunciou o fim da chamada taxa das blusinhas. A mudança foi viabilizada por uma medida provisória assinada por Lula e por um decreto regulamentando a medida pelo Ministério da Fazenda.

A “taxa das blusinhas”, termo usado para se referir ao programa Remessa Conforme, é uma alíquota de 20% em imposto de importação sobre as encomendas internacionais com valores abaixo de US$ 50.

A cobrança foi iniciada em agosto de 2024, após aprovação de uma lei pelo Congresso Nacional, que foi sancionada por Lula. Empresas brasileiras que competem com os produtos importados defendiam a manutenção da taxa.

Apenas nos primeiros quatro meses deste ano, a cobrança arrecadou quase R$ 1,8 bilhão aos cofres públicos.

O valor representa um crescimento de 25% em relação ao mesmo período de 2025, quando a arrecadação somou R$ 1,43 bilhão. O valor é um recorde para o período. No acumulado de 2025, a Receita Federal arrecadou R$ 5 bilhões com o imposto.

g1

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Sem categoria

Juiz teria ganho quadriciclo em troca de decisão em processo; CNJ investiga

Uma empresa comunicou ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ) que fez uma investigação particular e reuniu indícios de que um desembargador do Tribunal de Justiça do Paraná (TJPR) ganhou um quadriciclo de R$ 62,5 mil em troca de uma decisão em um processo.

O relato chegou ao CNJ no último dia 28, no âmbito de um Pedido de Providências apresentado pela Construtora Zoller, de Curitiba, contra o desembargador Francisco Carlos Jorge.

A empresa diz que foi prejudicada por uma decisão do magistrado que reverteu decisões anteriores do órgão colegiado.

Desembargador do TJPR Francisco Carlos Jorge — Foto: Divulgação/TJPR

Desembargador do TJPR Francisco Carlos Jorge — Foto: Divulgação/TJPR

A investigação particular, também apresentada em um pedido de apuração disciplinar feito à Presidência do TJ paranaense em 27 de abril, traz como indícioso depoimento do administrador da loja que vendeu o quadriciclo, uma nota fiscal em nome do filho do desembargador e uma foto de Instagram com os netos dele pilotando o veículo.

Foto apresentada ao CNJ como prova de que netos do desembargador receberam quadriciclo sob suspeita. — Foto: Reprodução

Já o Conselho Nacional de Justiça afirmou, em nota, que a Corregedoria Nacional de Justiça instaurou procedimento “visando apurar supostas irregularidades”.

 

O advogado Michel Guerios Netto nega que tenha ido à loja e escolhido o quadriciclo. Leia a nota na íntegra:

Tomei conhecimento recentemente das alegações caluniosas trazidas na improcedente petição e nos documentos com conteúdo falso que foram fabricados para acompanhá-la. Refuto integralmente o contido na petição e na documentação que a acompanhou.

Não conheço e nem nunca mantive qualquer relação, profissional, comercial, de amizade ou social, com qualquer familiar do desembargador relator do processo.

Apresentarei, em meu nome e em defesa de meu cliente, as razões e fundamentos no processo específico e nas demais medidas judiciais que já estão sendo tomadas, inclusive na esfera criminal.

O CNJ afirmou que apura o caso. Veja a nota do órgão:

Em resposta aos questionamentos sobre o Pedido de Providências 0007741-47.2025.2.00.0000, informamos que o procedimento tramita sob a relatoria da Corregedoria Nacional de Justiça, visando apurar supostas irregularidades e usurpação de competência na conduta do desembargador Francisco Carlos Jorge.

Até o momento, a Corregedoria determinou a intimação da requerente (Construtora Zoller) para que apresente um relato cronológico detalhado e documentos comprobatórios das alegações, além de solicitar informações ao desembargador Mário Luiz Ramidoff [que era relator do processo antes de Francisco Jorge assumi-lo].

Não há conclusão sobre a plausibilidade dos fatos, uma vez que a Corregedoria Nacional de Justiça determinou esclarecimentos adicionais.

Ressalte-se que a alegação sobre o recebimento de um quadriciclo será analisada oportunamente, bem como aquelas que dizem respeito à tramitação processual de todos os feitos relacionados.

G1

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Brasil

[VÍDEO] CLIMÃO: Michelle Bolsonaro interage com esposa de Moraes no TSE e é ignorada por Janja

Imagens: Reprodução/Metrópoles

A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro participou, nesta terça-feira (12), da posse dos ministros Nunes Marques e André Mendonça na presidência e vice-presidência do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em Brasília. Ela acabou protagonizando momentos de interação com figuras ligadas a diferentes polos políticos.

Durante o evento, Michelle esteve próxima de Janja e da esposa do ministro Alexandre de Moraes, Viviane Barci, em um ambiente marcado por encontros discretos e pouca troca de cumprimentos, conforme a coluna Igor Gadelha, do Metrópoles.

A ex-primeira-dama manteve a cortesia e chegou a interagir com Viviane, mas foi “ignorada” pela atual primeira-dama, Janja Lula da Silva. O desdém institucional chamou a atenção dos presentes e rapidamente se tornou o assunto principal nos bastidores de Brasília.

Por outro lado, Michelle Bolsonaro, que prestigiou a posse dos ministros indicados pelo marido, demonstrou resiliência mesmo em “território adversário”.

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Brasil

Oposição aciona Justiça contra propaganda do governo para PEC da escala 6×1

Foto: Ricardo Stuckert

A oposição acionou a Justiça para tentar frear a propaganda do governo acerca da PEC da mudança da escala 6×1, uma das principais apostas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para se reeleger.

Uma ação popular protocolada na sexta-feira (8) aponta que o governo gastou R$ 1,5 milhão para impulsionar a PEC 6×1 nas redes sociais e pede que seja determinada a imediata suspensão das campanhas publicitárias sobre a proposta.

A ação popular aponta “utilização reiterada e irregular dos meios de comunicação institucionais disponíveis ao presidente da República, com desvio de finalidade dos recursos públicos para promoção pessoal e com fim eleitoral”.

Nela, o deputado federal de oposição Carlos Jordy (PL-RJ) afirma que isso tem sido feito tanto por meio de pronunciamentos oficiais em cadeia de rádio e televisão custeados com recursos públicos como com campanha de publicidade institucional paga nas redes sociais (Meta/Facebook/Instagram), também financiada com recursos públicos.

A ação foi feita pelo parlamentar e elaborada pela advogada Maria Claudia Buchianneri, que coordena o jurídico da campanha do pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro.

Eles apontam ainda desvios de finalidade em recentes pronunciamentos em cadeia nacional de rádio e televisão do presidente Lula.

“Ao longo do pronunciamento, para além do núcleo temático que inicialmente foi usado de pretexto para a convocação da cadeia nacional, o réu enumerou uma série de programas governamentais e políticas públicas de caráter geral, passando a listar e a promover, de forma exaustiva, marcas de sua gestão como o Bolsa Família, o Farmácia Popular, o Minha Casa, Minha Vida, além de programas como o Pé-de-Meia, o Gás do Povo e o Luz do Povo, com evidente ampliação indevida do escopo do pronunciamento e para fins de claríssima promoção pessoal”, diz a ação sobre o recente pronunciamento em razão do Dia da Mulher.

Ao final, pede a expedição de ordem judicial determinando a imediata suspensão das campanhas publicitárias destinadas à promoção da proposta de fim da escala de trabalho 6×1 nas plataformas digitais enquanto a matéria não for aprovada definitivamente pelo Poder Legislativo, sob pena de multa diária; a anulação dos atos administrativos que autorizaram a veiculação de publicidades institucionais e dos pronunciamentos em cadeia nacional; além da restituição dos valores pagos.

A ação diz que um levantamento feito a partir da Biblioteca de Anúncios da Meta (Meta Ad Library) “aponta que o Governo Federal gastou ao menos R$ 1,5 milhão para promover publicações favoráveis ao fim da escala 6×1 em 2026” e que “a maior parte do valor – R$ 881 mil – foi gasta entre 15 e 18 de abril de 2026, mesmo período da votação na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados, o que evidencia o uso político e estratégico dos recursos públicos”.

De acordo com a ação, “o investimento focou em cinco publicações específicas, direcionadas a usuários de 18 a 44 anos em estados como São Paulo, Bahia e Minas Gerais — perfil típico de segmentação político-eleitoral —, com evidente finalidade de construir pressão popular sobre o Legislativo e projetar a imagem do Governo Federal na antecipação da disputa eleitoral de 2026”.

A CNN procurou o ministro da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República, Sidônio Palmeira, e aguarda uma posição.

CNN

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Sem categoria

LUTO NA TV: Morre aos 85 anos Thereza Madalena, a “Rainha da TV paraibana”

Em momento de silêncio e fé, TV Master presta homenagem a Thereza Madalena  e pede respeito à família – Paraíba Master

A apresentadora Thereza Madalena, conhecida como a “Rainha da TV Paraibana”, morreu na manhã desta terça-feira (12). Thereza estava internada na UTI do Hospital São Vicente de Paulo, em João Pessoa, após se submeter a uma cirurgia no intestino e vinha se recuperando do procedimento. No entanto, o estado de saúde se agravou e ela não resistiu.

Trajetória

Natural de Orós, no Ceará, Thereza Madalena dedicou mais de 30 anos da área de comunicação e promoção cultural em João Pessoa e Campina Grande. Na imprensa foi colunista social, palestrante e colunista social no Diário da Borborema, Diários Associados e no Sistema Correio de Comunicação. Atualmente apresentava um programa na TV Master.

Ainda não há informações precisas sobre o horário e o local do velório e do sepultamento.

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Operação nacional cumpre 20 mandados de prisão contra facção criminosa em João Pessoa


A Força Integrada de Combate ao Crime Organizado na Paraíba deflagrou, nesta terça-feira (12), em João Pessoa, a Operação Trapiche, realizada simultaneamente em outros 13 estados.

Durante as diligências na Paraíba, estão sendo cumpridos 40 mandados de busca e apreensão, 20 mandados de prisão preventiva e 7 medidas de bloqueio e sequestro de bens. A investigação investiga a atuação de uma facção criminosa, especialmente na região central de João Pessoa, envolvendo os crimes de tráfico de drogas, associação para o tráfico, comércio ilegal de armas de fogo, lavagem de capitais, entre outros.

A FICCO/PB é uma força de atuação integrada composta pela Polícia Federal, Polícia Militar, Polícia Civil, Polícia Penal, Secretaria Nacional de Políticas Penais (SENAPPEN), Secretaria de Estado da Segurança e da Defesa Social da Paraíba (SESDS/PB) e Secretaria de Estado da Administração Penitenciária da Paraíba (SEAP/PB), em modelo de cooperação técnica e operacional coordenado pela Polícia Federal, sem hierarquia entre as forças participantes.

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Judiciário

URGENTE: PGR pede condenação de Eduardo Bolsonaro por coação a ministros do STF

Foto: Reprodução/Youtube

A PGR pede condenação de Eduardo Bolsonaro (PL) por suposta coação no curso do processo, em ação que tramita no STF), segundo manifestação enviada nesta segunda-feira (11) ao ministro Alexandre de Moraes. O ex-deputado federal é acusado pelo procurador-geral da República, Paulo Gonet, de atuar para pressionar ministros da Corte e interferir em investigações ligadas à tentativa de golpe de Estado.

Segundo a PGR, Eduardo teria atuado articulando pressões e a possibilidade de sanções internacionais, envolvendo interlocutores nos Estados Unidos. Essas ações, de acordo com a acusação, buscariam influenciar diretamente o andamento de processos relacionados às investigações sobre tentativa de golpe de Estado.

O documento foi encaminhado a Moraes, relator do caso no STF, que agora deve analisar as alegações finais antes da próxima etapa processual.

A PGR sustenta ainda que parte dessas movimentações teria resultado em medidas efetivas, após articulações com agentes estrangeiros capazes de impor restrições a cidadãos brasileiros, o que agravaria a conduta investigada.

 

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Brasil

ANÁLISE: Moraes ignorou o direito, sustou a Constituição e aboliu o parlamento

Foto: Rosinei Coutinho STF

Estranha democracia, a brasileira, onde um único juiz, o ministro Alexandre de Moraes, pode suspender monocraticamente a aplicação de uma lei aprovada pelo Congresso, no caso específico a da Dosimetria.

A questão é que o Congresso aprovou a lei, a Associação Brasileira de Imprensa e o PSol (não são a mesma coisa?) entraram previsivelmente com Ações Diretas de Inconstitucionalidade (ADIs) para derrubá-la no tapetão do STF — e Moraes tomou uma decisão fora das regras do jogo.

O pretexto foi uma ação impetrada por uma condenada em 8 de janeiro, que pede a aplicação da Lei da Dosimetria para reduzir a sua pena. O ministro argumentou que não poderia julgar pedidos como o dela, enquanto estiverem tramitando ADIs que põem em dúvida a validade da legislação aprovada pelo Congresso.

Ele poderia ter ficado nisso, mas não: deu uma caneta e suspendeu a aplicação da lei em casos relativos ao 8 de janeiro.

Não sou advogado (ainda os há ou existem apenas “juristas” no Brasil?), mas sei que direito é forma. É a forma concertada, cristalizada, aplicada no dia a dia, incansavelmente, nas petições, nos prazos, nos acórdãos, nos instrumentos recursais, que diferencia o direito daquilo que não tem forma ao adquirir qualquer uma: a vingança.

Diversos advogados estão estupefatos com a profanação da forma do direito, mais uma perpetrada desde há quase quatro anos, na suspensão da aplicação da Lei da Dosimetria.

Moraes não suspendeu a lei no âmbito das ADIs das quais foi sorteado relator, em outro sorteio de resultado curioso no STF. Mesmo que o tivesse feito, a decisão monocrática teria de ser chancelada imediatamente por seus pares, porque só o tribunal poderia manter medida cautelar tão drástica, segundo a previsão legal.

O ministro tirou do ar a aplicação da Lei da Dosimetria como relator de um processo de execução penal — o que só não é completo absurdo no país que anda normalizando absurdos completos. Como escreveu o professor de processo penal Rodrigo Chemim, do Paraná:

A aplicação foi suspensa sem que a lei tenha sido declarada inconstitucional e em relação a apenas alguns cidadãos, certamente considerados de segunda categoria.

Como explica Chemim, “continua formalmente válida para todos, mas deixa de valer naquele caso porque assim decidiu individualmente o relator. Se normalizarmos isso, a segurança jurídica deixa de depender da Constituição, da lei e dos procedimentos de controle, para depender da vontade decisória de quem julga. E, nesse cenário, a jurisdição constitucional deixa de funcionar como garantia democrática e passa a operar como instrumento de exceção”.

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