Brasil

Legislação brasileira não classifica atos do 8 de Janeiro como terrorismo


Foto: Sérgio Lima/Poder360

As investigações de crimes cometidos por extremistas no 8 de Janeiro levam em consideração possíveis atos terroristas contra as sedes das instituições dos Três Poderes. No entanto, a legislação que estabelece o crime de terrorismo traz restrições que não contemplam as condutas identificadas nos ataques até agora.

Ainda naquele domingo (8.jan.2023), a ordem do ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), que determinou o afastamento do governador do DF (Distrito Federal) Ibaneis Rocha (MDB) de suas funções, reconheceu as atitudes dos vândalos como “atos criminosos e terroristas”.

De acordo com o artigo 2º da Lei nº 13.260 de 16 de março de 2016, conhecida como Lei Antiterrorismo, podem ser definidas como terrorismo apenas práticas motivadas “por razões de xenofobia, discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia e religião, quando cometidos com a finalidade de provocar terror social ou generalizado, expondo a perigo pessoa, patrimônio, a paz pública ou a incolumidade pública“.

Para Rodrigo Faucz Pereira e Silva, advogado criminalista e pós-doutor em direito, as especificações trazidas pela lei impedem que os atos de 8 de Janeiro sejam tipificados como crime de terrorismo.

Ele explica que o princípio da legalidade exige que a conduta do investigado esteja prevista “estritamente” na lei penal, e que o uso da palavra “terrorismo“, até o momento, deve ser entendido só como “força de expressão“.

Poder360

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Brasil

Preso há 3 dias, Anderson Torres ainda não prestou depoimento


Foto: Divulgação/SSP-DF

O ex-ministro e ex-secretário de Segurança do Distrito Federal Anderson Torres foi preso na manhã de sábado (14) e ainda não prestou depoimento sobre a suposta omissão em relação aos atos de vandalismo que terminaram com a depredação das sedes dos Três Poderes da República. Torres pode ser transferido para a Papudinha, ala especial no Complexo da Papuda para acomodar militares e policiais, após a declaração para a polícia.

Por questões de segurança, é possível que a oitiva seja realizada no 4º Batalhão da Polícia Militar, onde Torres está preso desde sábado e permaneceu após decisão em audiência de custódia. O ex-ministro pode ser ouvido, ainda, na Superintendência da Polícia Federal, e, em seguida, ser encaminhado para a Papudinha. O trâmite é sigiloso.

O depoimento é um dos momentos mais aguardados desde a prisão e aguarda instruções do ministro Alexandre de Moraes, relator do caso no Supremo Tribunal Federal (STF). O ex-ministro da Justiça do governo do ex-presidente Jair Bolsonaro e ex-secretário de Segurança do DF terá que esclarecer o motivo pelo qual não estava no Brasil durante as manifestações de 8 de janeiro, que culminaram na invasão e depredação do Planalto, Supremo Tribunal Federal e do Congresso.

R7

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Brasil

Governo vai usar R$ 23 bi esquecidos do PIS/Pasep; Medida prejudica 10,5 milhões de trabalhadores

O governo federal vai usar R$ 23 bilhões esquecidos por trabalhadores em ativos do Fundo PIS/Pasep no Orçamento da União deste ano. A incorporação desses recursos, que estão parados sem que haja reclamação por parte de seus beneficiários, foi autorizada pelo Congresso por meio da PEC do Estouro, aprovada no fim de 2022.

A medida faz parte de pacote de ações anunciado na semana passada pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad, para a recuperação fiscal, nas contas públicas deste ano. 

Para o defensor nacional de Direitos Humanos André Porciúncula, da DPU (Defensoria Pública da União), a medida é prejudicial ao trabalhador que tem direito ao benefício. Segundo a Caixa Econômica Federal, estão disponíveis R$ 24,8 bilhões para 10,5 milhões de trabalhadores com saldo em contas do Fundo PIS/Pasep.

“Vamos tentar diálogo com governo e, na ausência de uma solução efetiva, cada pessoa tem direito de judicializar uma ação particular, como também a Defensoria deve entrar com ação coletiva para questionar isso no Porder Judiciário”, afirma Porciúncula.

O valor das cotas do PIS/Pasep havia sido liberado em 2019 para quem trabalhou com carteira assinada na iniciativa privada ou atuou como servidor público entre 1971 e 4 de outubro de 1988. O dinheiro estava disponível para titulares das contas ou seus dependentes. 

Em 2020, o Fundo PIS/Pasep foi extinto, e seu patrimônio, transferido para o FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço), mas foram mantidas as contas individuais e a sua livre movimentação a qualquer tempo, até 1º de junho de 2025.

No ano passado, a Defensoria Publica da União encaminhou ofício à Caixa Econômica Federal com várias recomendações e pedidos para que fosse dada ampla publicidade ao direito de sacar esse valor, porque muitas pessoas nem sequer sabiam da existência, da extinção e migração para o FGTS.

Ele explica que já tinha uma previsão de incorporação desse valor ao patrimônio da União, na hipótese de não haver saques pelo período de três anos.

“Acretido que o governo, diante do déficit fiscal, da necessidade de maior arrecadação, está querendo se valer desse valor que é de titularidade do trabalhador. A Defensoria vai estudar como dialogar com o governo. Fizemos diálogos bem grandes de várias temáticas na transição. Acho que é um ponto que pode ser levado. Em última análise, caso não seja possível, se de fato houver conversão em ato normativo, terá a judicialização, com ação coletiva para tentar reaver esse valor que de fato é do trabalhador”, acrescenta o defensor.

Previdência social

O advogado especialista em Direito Tributário Alessandro Spilborghs, professor do Meu Curso Educacional, entende que o valor das cotas consideradas abandonadas deveria ser destinado à finalidade para a qual foi arrecadado, como saúde, assistência ou previdência social.

“Não se trata, portanto, de um cheque em branco assinado e que pode ser utilizado para qualquer iniciativa, pois na origem os valores foram arrecadados com a justificativa de se financiar a seguridade social”, afirma Spilborghs.

Ele avalia que, quanto ao “furo” ao teto de gastos, o governo agiu com habilidade, pois esses valores não já não integravam os gastos previstos. Contudo, precisa ser assegurado ao trabalhador que tenha direito a esses valores o seu ressarcimento, especialmente pela via judicial.

“A própria PEC prevê o prazo para ressarcimento em cinco anos a partir do encerramento da conta do trabalhador. Essas contas no banco ainda existem, mas a partir do momento que o governo “retirar” o dinheiro, as contas serão encerradas. Aí começa a contar o prazo de cinco anos”, explica o especialista em Direito Tributário.

O advogado Washington Barbosa, mestre em Direito das Relações Sociais e Trabalhistas, explica que, para o governo utilizar o valor, deverá ser publicada no Diário Oficial da União a lista das contas e os beneficiários terão prazo de 60 dias. Se, após esse prazo, não forem reclamados esses valores, isso será incorporado pelo governo federal.

“Eu entendo que trata-se de uma apropriação indébita, ou seja, o governo vai assumir para si um dinheiro que não é dele e vai incorporar isso ao seu patrimônio. Por isso que fizerem uma PEC (Porposta de Emenda Constitucional) que já foi aprovada e promulgada para permitir isso. Existe sim prejuízo ao trabalhador. É dinheiro que ele não terá mais. Mesmo para pessoas que já faleceram, esse dinheiro é direito de seus familiares, filhos e descendentes”, avalia Barbosa.

Como solicitar

Segundo a Caixa, os titulares das 10,5 milhões de contas disponíveis podem solicitar o saque dos valores, a qualquer momento, de maneira 100% digital, pelo aplicativo FGTS, ou ainda, por meio de uma agência do banco. Também pelo aplicativo, o titular pode indicar uma conta bancária de qualquer instituição financeira para o recebimento dos valores.

Para consultar o saldo da conta do FGTS originada pela migração do PIS/Pasep, o cidadão pode acessar o aplicativo do FGTS, ver o saldo nas agências da Caixa ou utilizar o internet banking da Caixa.

Em caso de trabalhador falecido, o beneficiário legal pode acessar seu próprio App FGTS e solicitar o saque na opção “Meus Saques”, depois “Outras Situações de Saque” e, em seguida, escolher a opção “PIS/Pasep – Falecimento do Trabalhador”.

R7

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Paraíba

João Azevedo mantém secretários e anuncia novas pastas; Veja nomes

O governador João Azevêdo anunciou, na noite desta segunda-feira (16) pelas redes sociais mais nomes que irão compor o secretariado em seu segundo mandato à frente da gestão estadual.

Dentre os nomes que passam a integrar a equipe de governo está o de Rafaela Camaraense, que ficará à frente da nova Secretaria do Meio Ambiente e Sustentabilidade, e do tenente-coronel Marques Júnior, que assume a chefia da Casa Militar do Governador.

Permanecem nos cargos os secretários Deusdete Queiroga (Infraestrutura e dos Recursos Hídricos; Virgiane Melo (Infraestrutura e dos Recursos Hídricos); Roberto Paulino (secretário chefe de governo); Ronaldo Guerra (chefe de gabinete do governador); Nonato Bandeira (Comunicação Institucional); e Fábio Barros (executivo da Comunicação Institucional).

A Secretaria de Estado da Segurança e da Defesa Social continua sob o comando do secretário Jean Francisco Nunes. Lamark Donato ocupa a função de secretário executivo da Segurança e da Defesa Social. Os coronéis Sérgio Fonseca e Marcelo Araújo continuam nos comandos gerais da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros, respectivamente. José Ronildo de Souza e Lucas Severiano são os subcomandantes das corporações, e Jair Carneiro, corregedor geral.

Letácio Guedes também foi confirmado como titular da Controladoria Geral do Estado, assim como Fábio Andrade na Procuradoria Geral do Estado, e Paulo Márcio Madruga, como procurador adjunto. Gilmar Martins continua na Secretaria de Planejamento, Orçamento e Gestão. Petrônio Rolim é o secretário executivo de Parcerias Público-Privadas, e Ednaldo Joaquim (Júnior Caroé) o secretário executivo do Orçamento Democrático Estadual. Marialvo Laureano e Bruno Frade permanecem como secretários titular e executivo da Fazenda, respectivamente. Mário Sérgio Freitas é nome anunciado para a secretaria executiva do Tesouro.

Denis Soares é o novo secretário executivo do Meio Ambiente e Sustentabilidade. Zezinho do Botafogo é secretário da Juventude, Esporte e Lazer, e Harlen Vilarim, o executivo da pasta. Lídia Moura também foi confirmada na Secretaria da Mulher e da Diversidade Humana, bem como Cristiana Almeida, executiva da pasta.

Joaquim Hugo contunua à frente da Secretaria do Desenvolvimento da Agropecuária e da Pesca, e Rafael Lopes de Oliveira, na secretaria executiva. Rosália Lucas será mantida como secretária do Turismo e do Desenvolvimento Econômico, e Fabrício Feitosa, na Secretaria Executiva do Empreendedorismo.

A Secretaria de Saúde, já anunciada anteriormente, será comandada por Jhony Bezerra. Renata Nóbrega é a secretária executiva, e Arymatheus Reis, secretário executivo de Gestão da Rede de Unidades de Saúde.

Blog do BG PB

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STF

Gilmar Mendes manda soltar detentas após chegada de presas por atos antidemocráticos

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes decidiu nesta segunda-feira (16) conceder liberdade a 85 mulheres presas em regime semiberto na Penitenciária da Colmeia, no Distrito Federal.

O pedido de soltura foi feito pela Defensoria Pública após a entrada de cerca de 500 mulheres que foram presas por participarem dos atos antidemocráticos de 8 de janeiro e o órgão alegar aumento de 100% na população carcerária.

Pela decisão, as mulheres serão monitoradas por meio de tornozeleira eletrônica e deverão ter sua situação prisional reavaliada em 90 dias. Elas já cumprem medidas de trabalho externo em regime semiberto.

No pedido protocolado no STF, as defensorias da União e do Distrito Federal argumentaram que a chegada de detentas investigadas por envolvimento nos atos antidemocráticos repercutiu na “impossibilidade de garantia de direitos” e na inadequação do presídio para as presas do semiaberto.

Conforme o último levantamento divulgado pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), 1.418 pessoas foram presas pelos atos. Elas foram encaminhadas para o presídio da Papuda e à Colmeia.

Com Agência Brasil

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MPPB

MPPB investiga prefeito de Sapé suspeito de empregar aliados e parentes na gestão

O Ministério Público da Paraíba vai investigar uma denúncia contra o prefeito da cidade de Sapé, Sidnei Paiva de Freitas, mais conhecido como Major Sidnei. A investigação começa a partir de uma denúncia anônima de que o gestor empregou aliados políticos e parentes seus na Prefeitura.

Segundo a denúncia, o prefeito estaria usando o aparato administrativo para empregar ex-candidatos que não conseguiram se eleger e que apoiaram sua campanha no ano de 2020. Ainda segundo a denúncia, algumas dessas pessoas seriam parentes do Prefeito.

A abertura do procedimento preparatório para apuração do fato foi publicada na edição do dia 13 de janeiro de 2023 do Diário Oficial do Ministério Público.

Sidnei Paiva de Freitas foi eleito prefeito da cidade nas eleições de 15 de novembro de 2020. Ele tem 49 anos e é Major da Polícia Militar, instituição que ingressou em 1996. Formado em Direito, possui Especialização em Segurança Pública. Esta foi a primeira vez que disputou um cargo público.

ClickPB

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Paraíba

Daniella Ribeiro pede a Lula para reverter extinção da Funasa, comandada pela mãe da senadora

A senadora Daniella Ribeiro (PSD) pediu diretamente ao presidente Luís Inácio Lula da Silva a reversão da decisão que extingue a Fundação Nacional de Saúde (Funasa), após ser procurada por prefeitos municipais preocupados com a extinção do órgão.

A preocupação maior, talvez, é o fato da Funasa estar nas mãos da ex-prefeita de Pilar, Virgínia Veloso, mãe da senadora e do deputado federal Aguinaldo Ribeiro (PP).

A Funasa emprega aliados, havia se tornado destino certo de emendas parlamentares e foi prometida ao MDB do Senado.

O anúncio sobre o fim da Funasa foi feito no início deste mês. As atribuições do órgão foram transferidas para os ministérios da Saúde e Cidades. A Funasa, criada em 1991, tem atuação principal a execução de obras de saneamento em municípios pequenos.

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Brasil

Advogado de Bolsonaro diz que ex-presidente repudia veementemente atos de vandalismo

Foto: Isac Nóbrega/PR.

O advogado do ex-presidente Jair Bolsonaro, Frederick Wassef negou qualquer forma de participação de seu cliente nos ataques às sedes dos Três Poderes, no último domingo (8).

“O presidente Jair Bolsonaro repudia veementemente os atos de vandalismo e depredação do patrimônio público cometidos pelos infiltrados na manifestação. Ele jamais teve qualquer relação ou participação nestes movimentos sociais espontâneos realizados pela população”, completou.

Wassef utilizou o bordão de Bolsonaro para reafirmar que o ex-presidente não apoiou e nem promoveu a invasão da Esplanada dos Ministérios.

“O presidente Jair Bolsonaro sempre repudiou todos os atos ilegais e criminosos, e sempre falou publicamente ser contra tais condutas ilícitas, assim como sempre foi um defensor da Constituição e da democracia. Em todo o seu governo, sempre atuou dentro das quatro linhas da Constituição”.

A manifestação da defesa de Bolsonaro ocorre depois que o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes aceitou o pedido feito pela Procuradoria-Geral da República (PGR) e incluiu o ex-presidente no inquérito que investiga os atos de vandalismo contra as sedes do Supremo Tribunal Federal, Congresso Nacional e o Palácio do Planalto.

Diário do Poder

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Judiciário

Ricardo Coutinho aciona STJ contra Pâmela Bório após jornalista levar filho para protestos em Brasília

A defesa do ex-governador Ricardo Coutinho (PT) urecorre ao Superior Tribunal de Justiça contra a ex-primeira-dama Pâmela Bório (PL), após a jornalista gravar vídeo com o filho participando de protestos em Brasília, no último dia 8.

Coutinho e Pâmela travam uma disputa judicial pela guarda do pré-adolescente, fruto de um relacionamento do casal.

Em um dos conteúdos postados no instagram, Bório afirma estar “fazendo história” participando do protesto junto ao filho de 12 anos. Ao longo do conteúdo, o garoto faz declarações contrárias ao governo eleito.

“Diante desses últimos acontecimentos, peticionamos nos autos a informação do grave crime cometido pela genitora, levando o menor a ser partícipe do ato delituoso”, diz trecho da petição. Uma decisão em primeiro grau havia concedido à guarda ao ex-governador, no entanto um recurso permitiu que Henri Bório tivesse guarda compartilhada, passando 15 dias com o pai e 15 dias com a mãe.

Confira a nota da defesa do petista:

“A ação judicial que se discute a guarda do menor Henri Lorenzo Bório Vieira Coutinho já existe, inclusive em primeiro grau. Houve sentença condenando a genitora em prática de alienação parental, baseando-se nas provas contundentes apresentadas ao processo. No entanto, em sede de recurso, a relatora reformou a sentença para conceder a guarda compartilhada, alternado a residência do menor a cada 15 dias. Diante desse julgamento em segundo grau, nós recorremos ao STJ visando que seja reformado o acordon, para que se mantenha na íntegra a sentença de primeiro grau, no sentido de permanecer a guarda unilateral em favor do genitor. Diante desses últimos acontecimentos, peticionamos nos autos a informação do grave crime cometido pela genitora, levando o menor a ser partícipe do ato delituoso”.

ClickPB

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Brasil

PF deflagra operação no RJ contra suspeitos de financiar atos antidemocráticos

A Polícia Federal (PF) deflagrou, nesta segunda-feira (16), uma operação em Campos dos Goytacazes (RJ), contra suspeitos de participar de atos antidemocráticos após o 2º turno das eleições, bem como dos atos golpistas que causaram destruição nos prédios dos Três Poderes, no dia 8 de janeiro, em Brasília. 

Os crimes investigados incluem associação criminosa, abolição violenta do Estado Democrático de Direito e incitação das Forças Armadas contra os poderes institucionais. 

Na chamada “Operação Ulysses”, policiais cumprem cinco mandados de busca e apreensão e três mandados de prisão temporária. A investigação teve início para identificar lideranças locais que bloquearam as rodovias que transpassam o município de Campos dos Goytacazes, além da organização de apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) em frente aos quartéis do Exército da cidade e a participação dos investigados no financiamento dos atos do último dia 8. 

“Durante a investigação, foi possível colher elementos de prova capazes de vincular os investigados na organização e liderança dos eventos. Além disso, com o cumprimento hoje dos mandados judiciais, expedidos pela 7ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro, será possível identificar eventuais outros partícipes/coautores na empreitada criminosa”, informou a PF, em nota.

SBT News

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