O Ministério da Cultura autorizou um espetáculo teatral em homenagem aos 80 anos de Chico Buarque a captar cerca de R$ 2,5 milhões por meio da Lei Rouanet. Os recursos, obtidos via renúncia fiscal, serão destinados à realização do projeto em Portugal.
As apresentações estão previstas para Lisboa e Porto. Segundo o governo, o objetivo é difundir a obra do artista no cenário cultural português. Intitulado Trocando em Miúdos, o espetáculo é descrito como um teatro musical que conecta canções e poesias de Chico Buarque em uma narrativa sobre conflitos humanos e sociais.
De janeiro de 2023 a 4 de julho de 2025, os incentivos da Lei Rouanet somaram R$ 6,5 bilhões, já corrigidos pela inflação, segundo o Poder360.
O valor representa aumento de 43% em relação ao mesmo período do governo Bolsonaro, quando foram liberados R$ 4,5 bilhões.
Em 2024, a captação atingiu R$ 3,1 bilhões, o maior volume anual do atual mandato. No primeiro semestre de 2025, o total chegou a R$ 769 milhões, alta de 33,7% na comparação anual.
Morreu neste sábado (20) Lindomar Castilho, cantor e compositor brasileiro, reconhecido como um dos maiores vendedores de discos do país na década de 1970. Apelidado de “Rei do Bolero” pelo estilo sentimental de seu repertório, ele emplacou sucessos populares como “Você É Doida Demais” e “Eu Amo a Sua Mãe”.
Além da consagração artística, Castilho teve a trajetória marcada por um episódio criminal de grande repercussão: em 1981, assassinou a ex-esposa, a cantora Eliane de Grammont, em um crime que chocou o Brasil.
A morte foi anunciada por sua filha, Lili de Grammont, no Instagram: “Se eu perdoei? Essa resposta não é simples como um sim ou não, ela envolve tudo e todas as camadas das dores e delícias de ser, um ser complexo e em evolução. Diante de tudo isso, desejo que a alma dele se cure, que sua masculinidade tóxica tenha sido transformada”.
Carreira
Nascido em Rio Verde, no interior de Goiás, em 21 de janeiro de 1940, Castilho chegou a cursar Direito e a atuar como escrivão de polícia antes de abraçar a carreira. No início dos anos 1960, ele foi descoberto pelo produtor Diogo Mulero. Sob orientação do profissional, adotou o nome artístico Lindomar Castilho e lançou em 1962 seu primeiro LP, “Canções que Não Se Esquecem”, interpretando clássicos do cantor Vicente Celestino.
Entre seus maiores sucessos destacam-se músicas como “Você É Doida Demais” (bolero de 1973 composto em parceria com Ronaldo Adriano famosa por ser a abertura do seriado “Os Normais”), a balada nordestina “Chamarada”, além de canções como “Eu Amo a Sua Mãe” e “Tudo Tem a Ver”.
Em 1979, Lindomar Castilho casou-se com a jovem cantora paulista Eliane de Grammont, com quem teve uma filha. O casamento, porém, durou pouco: segundo relatos, Lindomar mostrava-se extremamente ciumento e agressivo, comportamentos agravados pelo alcoolismo, o que levou Eliane a pedir o divórcio após cerca de um ano de união conturbada.
Prisão
Meses depois da separação, ela retomou a carreira musical e passou a se apresentar ao lado do violonista Carlos Randall, primo de Lindomar, em casas noturnas de São Paulo. Em 30 de março de 1981, tomado pelo ciúme, Lindomar invadiu uma boate onde Eliane cantava e atirou cinco vezes contra a ex-esposa, assassinando-a; um dos disparos feriu também Carlos Randal.
O cantor foi preso em flagrante e, em 1984, condenado por júri popular a 12 anos e 2 meses de prisão pelo homicídio. O crime teve grande repercussão e tornou-se emblemático na luta contra a violência doméstica, levando à criação em São Paulo da primeira Delegacia de Defesa da Mulher (1985) e do centro de apoio Casa Eliane de Grammont (1990), em homenagem à vítima.
Lindomar cumpriu parte da pena em regime semiaberto e obteve liberdade definitiva em 1996. Ainda na prisão, chegou a gravar um álbum intitulado “Muralhas da Solidão”, produzido dentro do presídio em Goiânia. Atendendo a apelos da filha, ele voltou aos estúdios anos depois de sair da cadeia e lançou em 2000 o disco “Lindomar Castilho ao Vivo”, revisitando alguns de seus grandes sucessos.
Retorno aos palcos e morte
A recepção do público, no entanto, ficou aquém do passado: o estigma do crime impediu uma retomada plena da carreira, e o artista acabou se afastando dos palcos e da mídia. Lindomar Castilho vivia recluso em Goiânia (GO), distante da vida pública e musical.
Pesquisa PoderData mostra que 44% dos brasileiros avaliam o STF como “ruim” ou “péssimo”, uma alta de 3 pontos percentuais em seis meses. Já 14% consideram o desempenho da Corte “bom” ou “ótimo”, índice 2 pontos abaixo do registrado em junho. Outros 29% classificam a atuação do Supremo como “regular”, enquanto 13% não souberam responder. A pesquisa foi divulgada neste sábado (20), pelo site Poder 360.
A avaliação negativa ocorre após um período de forte exposição do STF, marcado pela condenação e prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), além de ex-ministros e militares de alta patente, por tentativa de golpe de Estado. A Corte também protagonizou embates com o Congresso, envolvendo temas como impeachment de ministros e redução de penas dos condenados pelos atos de 8 de Janeiro.
A pesquisa foi realizada de 13 a 15 de dezembro de 2025, por meio de ligações para celulares e telefones fixos. Ao todo, foram realizadas 2.500 entrevistas em 133 municípios distribuídos pelas 27 unidades da Federação. A margem de erro é de 2 pontos percentuais. O intervalo de confiança é de 95%.
Integrantes do STF aceitaram o projeto de redução de penas aprovado pelo Congresso, apesar de críticas públicas. Uma ala da Corte avalia que os efeitos não serão automáticos e dependerão de análise caso a caso pelo relator, ministro Alexandre de Moraes, inclusive para Jair Bolsonaro (PL).
Segundo ministros, assessores e pessoas próximas às negociações ouvidos pela reportagem da Folha de S. Paulo, magistrados do STF participaram das discussões do texto no Congresso e sugeriram ajustes na redação. Mesmo assim, integrantes da Primeira Turma criticaram a atenuação das punições, defendendo que as penas aplicadas após o devido processo legal não devem ser reduzidas.
O PL da Dosimetria foi aprovado no Senado em 17 de dezembro por 48 votos a 25 e segue para sanção. O presidente Lula (PT) afirmou que vetará a proposta e tem até 15 dias úteis para isso.
O projeto permite unificar os crimes de golpe de Estado e abolição violenta da democracia, substituindo a soma das penas pela maior, com acréscimo de 1/6 a metade. Bolsonaro foi condenado a 8 anos e 2 meses por golpe e 6 anos e 6 meses por abolição, dentro de uma pena total de 27 anos e 3 meses. Se a proposta entrar em vigor, o tempo no regime fechado pode cair de 6 a 8 anos para entre 2 anos e 4 meses e 4 anos e 2 meses, além da progressão após 1/6 da pena.
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou nesta sexta-feira (19) a realização da cirurgia do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), atendendo ao pedido feito por sua defesa. Agora, os advogados deverão indicar ao Supremo a data e o local do procedimento, que será eletivo.
Segundo laudo da perícia médica oficial, Bolsonaro apresenta hérnia inguinal bilateral, com recomendação de intervenção cirúrgica pela maioria dos médicos, mas sem caráter emergencial. Por isso, o procedimento deverá ser agendado previamente, e o STF aguarda a programação para dar continuidade aos trâmites. Após a indicação da defesa, a Procuradoria-Geral da República terá até 24 horas para se manifestar.
O ministro Moraes ainda decidirá como será feita a transferência de Bolsonaro da Superintendência da Polícia Federal para o hospital, bem como as regras de segurança e custódia durante o procedimento. Também poderá deliberar sobre a presença de familiares no acompanhamento.
Informações apuradas pela CNN Brasil apontam que a cirurgia deve ocorrer neste domingo (21) ou segunda-feira (22), considerando os ajustes logísticos. De acordo com o laudo, o ex-presidente tem apresentado soluços persistentes devido a um bloqueio do nervo frênico, condição associada à hérnia e que pode afetar sono, alimentação e gerar novas complicações. A defesa sustenta que o quadro de saúde deriva do atentado a faca sofrido em 2018.
⏯️ O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) participou, nesta sexta-feira (19/12), da inauguração da ponte entre Brasil e Paraguai, em Foz do Iguaçu (PR). O petista se irritou com a queda de energia no evento, que aconteceu durante seu discurso e fez o microfone parar de… pic.twitter.com/qjnu5OPccf
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) interrompeu seu discurso e deixou o palco irritado após enfrentar problemas técnicos durante a inauguração da Ponte da Integração, que conecta Brasil e Paraguai, nesta sexta-feira (19), em Foz do Iguaçu (PR). O microfone travou enquanto o presidente falava, e, após alguns minutos de silêncio e tentativa de retomada, Lula entregou o equipamento e saiu do palco.
A transmissão da cerimônia, feita pela EBC, apresentou falhas ao longo de toda a participação do presidente. Mesmo após a equipe tentar ajustar o equipamento, o áudio não voltou ao normal. Lula chegou a comentar algo com o público antes de descer do palco e se dirigir a militantes ao lado da estrutura montada para o evento. A Secom não se manifestou sobre a origem do problema nem informou se o discurso será retomado.
Antes da interrupção, Lula falou por cerca de nove minutos. Ele destacou os ganhos econômicos esperados com a nova ponte, defendendo o crescimento conjunto entre Brasil e Paraguai. Também aproveitou para criticar o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ao mencionar propostas de muro e conflitos internacionais.
A Ponte da Integração liga Foz do Iguaçu à cidade paraguaia de Presidente Franco e será liberada para o tráfego de caminhões a partir deste sábado (20). Lula permanece na cidade para participar da reunião do Conselho do Mercosul, que ocorrerá sem a assinatura do acordo entre o bloco sul-americano e a União Europeia.
A Polícia Federal afirma que o lobista Antonio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, era o dono de fato da Confederação Brasileira dos Trabalhadores da Pesca (CBPA), uma das principais entidades envolvidas no esquema de descontos indevidos em aposentadorias — operação que compõe a chamada Farra do INSS. Segundo o Portal da Transparência, a confederação já arrecadou R$ 221 milhões.
Investigações revelam que a CBPA repassou R$ 400 mil à Federação das Colônias dos Pescadores do Maranhão, presidida pelo deputado estadual Edson Araújo (PSB). O parlamentar também teria recebido R$ 5,4 milhões da entidade. A PF aponta que Antunes comandava o esquema ao lado de Gabriel Negreiros e Tiago Schettini, ambos identificados como administradores e operadores financeiros do grupo.
De acordo com o relatório, a confederação era usada para justificar contratos e serviços que não eram prestados, com emissão de notas fiscais pela ACCA Consultoria — empresa ligada ao “Careca do INSS”. As mensagens coletadas nas investigações indicam que Negreiros gerenciava empresas criadas para dar legalidade ao fluxo de recursos, enquanto Schettini também atuava como sócio oculto na estrutura.
A PF cita ainda indícios de que Antunes blindou Schettini antes da deflagração da Operação Sem Desconto, em abril. O objetivo seria evitar exposição, já que ele estaria envolvido em outra fraude no DNIT. A defesa dos investigados não foi localizada até a publicação desta matéria, e o espaço permanece aberto para manifestação.
O Ministério Público da Paraíba (MPPB) instaurou um inquérito civil para apurar denúncias de funcionários fantasmas na Câmara Municipal de Conde, no Litoral Sul.
O procedimento, instaurado pela promotora de Justiça Cassiana Mendes de Sá, considerada as denúncias “recorrentes” no Ministério Público sobre funcionários fantasmas. O objetivo do inquérito é “investigar se a Câmara Municipal de Conde faz uso de sistema de ponto eletrônico no controle ativo de frequência de seus servidores”.
Na justificativa, a promotora Cassiana Mendes cita “a necessidade de implantação de um sistema de ponto eletrônico, para que seja realizado, de forma mais eficiente e transparente, o controle ativo de frequência dos servidores públicos no âmbito da Câmara Municipal de Conde”.
O MP reforçou que o sistema de ponto eletrônico é de “alta segurança” e “viabiliza uma efetiva fiscalização por meio do armazenamento de dados fornecidos, minimizando a ocorrência de
fraudes”.
A Polícia Federal (PF) apreendeu cerca de R$ 400 mil em espécie em um endereço ligado ao deputado federal Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), em Brasília, segundo informações obtidas pela TV Globo.
O dinheiro foi encontrado durante o cumprimento de mandados de busca e apreensão na operação Galho Fraco, deflagrada nesta sexta-feira (19).
Segundo investigadores, o valor em espécie estava dentro de um saco preto, em um armário no flat usado pelo deputado, na capital federal.
O presidente da Ordem dos Advogados do Brasil, Seccional Paraíba (OAB-PB), concedeu entrevista à rádio CBN de João Pessoa, nessa quinta-feira (18), onde se manifestou contra o anteprojeto de lei encaminhado pelo Tribunal de Justiça (TJPB) à Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB), que trata da reformulação dos emolumentos dos serviços notariais e de registro no Estado.
Harrison Targino destaca que, além de ter uma das custas judicias mais caras o do Brasil, agora o TJPB propõe aumento nos emolumentos, que são pagamentos de atos extrajudiciais realizados sob supervisão e arrecadação do Tribunal de Justiça.
“Conforme acentuei na CBN, é uma profunda insensibilidade social se querer aumentar taxas, os emolumentos cartorários, o que afeta a população mais sensível. Veja-se, por exemplo, um exemplo simples, o casamento, que hoje custa na tabela 150, vai passar a custar 400, o aumento marca 200% em atos civil, o que afeta a tantos”, observou o presidente.
Harrison acrescentou que hoje na Paraíba já se pratica taxas que fazem com que o Estado cobre mais caro do que toda região. “No que tange inventário extrajudicial feito em cartório as pessoas estão preferindo fazê-los fora da Paraíba, porque aqui já é caro e ainda vai aumentar mais. Enfim, poderia citar vários exemplos, tirando-se um teto, não vai ter mais teto de cobrança, isso é um retrocesso imenso e aumenta o custo do que tange os serviços judiciários latu sensu”, disse.
O presidente lamentou também a condução do projeto pelo TJPB. “O projeto foi remetido às vésperas de fim de ano, numa sessão extraordinária no Tribunal na segunda, para a Assembleia voltar urgentemente. Eu espero que a Assembleia tenha o cuidado com a população, que evite votar sem audiência pública, sem ouvir interessados. Não ouvindo apenas os cartórios diretamente interessados em receber mais, mas ouvindo a população, tendo a sensibilidade de ouvir a população mais sofrida, a classe média, todos enfim. Eu me espanto com esse tipo de projeto remetido sem a sensibilidade social que devia nortear a todos”, ratificou.
“A Assembleia Legislativa, os representantes são representantes do povo, de cada localidade que deve saber bem as dores que afetam a população no campo, na cidade, em todo estado, haverá de ter a responsabilidade de não votar com açodamento um projeto que impacta no custo social”, acrescentou.
O presidente observou que, segundo dados, publicados pelo Centro de Liderança Pública, a Paraíba tem se mostrado o estado mais competitivo do Nordeste, que tange a realização de ações, negócios, e é 11º em todo o Brasil.
“Quando você vê as tabelas, percebe que um dado que puxa para baixo, que pesa negativamente, é o custo dos serviços judiciais do latu sensu. Se fosse só este, a Paraíba seria 25º, o antepenúltimo estado da nação. Esse custo hoje já puxa para baixo e aumentando ainda mais. A gente já tem as segundas custas judiciais mais altas do Brasil e agora as custas ou os valores do extrajudicial, do cartorário, os emolumentos, como tecnicamente se chama, passarão a ser certamente os mais altos do país. É preciso ter um pouco de cuidado quando se manuseia com recursos do povo, para que a gente possa melhorar a atividade fim e não encarecer as ações-meios dos órgãos, de tribunais, de quaisquer dos órgãos da burocracia paraibana”, declarou.
“Não é esse o caminho, o caminho deve ser racionalizar recursos. Inclusive, não faltam recursos, basta ver a concessão de benefícios costumeiramente dados a vários setores da pessoalidade do Tribunal e não de fato para a situação fim, que é a garantia de mais varas, de atendimento à população, enfim, a garantia de acesso à Justiça”, acrescentou.
Diante da relevância do tema e de seus efeitos diretos sobre a economia e a sociedade paraibana, a OAB Paraíba defende que a matéria seja amplamente debatida, com a participação de entidades representativas, profissionais do setor, usuários dos serviços e a sociedade em geral, antes de qualquer deliberação final.
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