Judiciário

Juíza suspende lei que garante 13º a prefeito, vice e secretários de Patos

A juíza Vanessa Moura Pereira, da 4º Vara da Comarca de Patos, suspendeu o Projeto de Lei 006/23, aprovado pela Câmara na última quinta-feira (30), que concede pagamento de terço de férias e 13º salário ao prefeito, vice e secretários municipais, retroativo a 1º de janeiro deste ano.

A decisão foi proferida na última sexta-feira (31) em uma ação popular ajuizada pelo vereador Josmá Oliveira contra a presidente da Câmara, Tide Eduardo, solicitando a suspensão da votação do PL.

Durante a sessão, Josmá Oliveira disse que os parlamentares tinham ciência de que esse tipo de matéria não poderia ser votada agora.

Como o projeto foi aprovado um dia antes da decisão, e encaminhado para a sanção do prefeito Nabor Wanderley, a juíza determinou a suspensão do trâmite até o julgamento do mérito.

O vereador Josmá Oliveira alegou prejuízos financeiros ao município e ainda apresentou artigo da Lei Orgânica do município que diz que qualquer reajuste a prefeito, vice e secretários só pode ser votado no primeiro semestre do último ano de mandato legislativo, valendo apenas para a próximo.

Com informações de Sony Lacerda

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Paraíba

Biliu de Campina apresenta melhora e deve deixar UTI neste domingo

Biliu de Campina apresenta melhora e deve receber alta médica da UTI neste domingo

O cantor Biliu de Campina, de 74 anos, está fazendo tratamento para diminuição do nível de pressão arterial de forma paulatina e controlada. O paciente passou por nova sessão de hemodiálise e a perspectiva é que ele receba alta médica da UTI ainda neste fim de semana. Ele foi internado na última quinta-feira (30), no Hospital Municipal Dr. Edgley.

Neste domingo (2), o artista vai repetir o exame de tomografia para descartar completamente a hipótese inicial de Acidente Vascular Cerebral isquêmico. Biliu, inclusive, já está realizando atividade de fisioterapia no leito para a rápida recuperação.

Segundo divulgado pela Prefeitura de Campina Grande, a causa da crise teria sido por que Biliu não conseguiu realizar as sessões de hemodiálise rotineiras que executa semanalmente por ter apresentado um problema na fístula, o que desencadeou o quadro de gravidade. Atualmente, ele já realiza tratamento de hemodiálise no Hospital Municipal Dr. Edgley, sendo um paciente renal crônico.

Há exatamente um ano, Biliu de Campina ficou internado no Hospital Municipal Pedro I com um quadro de congestão pulmonar e precisou fazer sessões de diálise. Em julho do ano passado, ele também foi internado no Hospital Municipal Dr. Edgley com edema agudo hipertensivo provocado por uma hipervolemia, que é o excesso de líquido nos pulmões em função da doença renal crônica.

PBAgora

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Gastronomia

PAPO DE FOGÃO: Confira as receitas de kibe tradicional com ervas e molhos árabes; e tost com mousse de banana da terra e tempurá de sol

KIBE TRADICIONAL

Porção para 2 pessoas
Ingredientes:
300g de carne moída(patinho)
100g de trigo de kibe
Pimenta Síria a gosto
Sal a gosto
10g de hortelã fresca picada(opcional)
1 xícara de água
Óleo para fritar

Modo de preparo:

Coloque o trigo em uma tigela, misture a água e deixe hidratar por 30 minutos.
Temperar a carne moída com a pimenta Síria, sal e hortelã e deixe repousar nos temperos até o trigo estar hidratado.
Segredinho do Chef, pedir para moer a carne 3 vezes, a liga fica melhor.
Misturar com as mãos até formar uma massa homogênea.
Separar em porções de 100g aproximadamente e ir moldando até chegar na forma de uma bola de futebol americano.
Fritar no óleo quente até ficar dourado.
Retirar e colocar no papel toalha.

Para a degustação sempre coma pedaços pequenos.
1 – Um pedaço do kibe tradicional.
2 – Um pedaço com um pouco de orégano fresco.
3 – Com uma folha de manjericão e nuvem de alho.
4 – Com óleo de limão siciliano.
5 – Com óleo de ervas frescas
6 – Com Nuvem de alho
7 – Com óleo de manjericão roxo
8 – Com Zaatar
9 – Com Perfume da Arábia
10 – Tempero especial

Nuvem de alho
Retire o coração do alho, passe no processador com um pouco de óleo e misture, delicadamente na clara de ovos em neve.

Óleo de limão
Retire a casca do limão siciliano, com cuidado para não pegar a parte branca (que amarga o molho) e os gomos do limão limpos.
Misture tudo com óleo de girassol a 30⁰ graus numa centrifuga e peneire.
Reserve ficando selados no vácuo por 5 dias, sem contato com a luz ou ar.

Óleos de Ervas
Aqueça o óleo a 60 ⁰ graus com tomilho, orégano, salvia, cebolinha, alecrim e salsinha. Quando chegar na temperatura desligue o fogo, deixe esfriar, coloque em um saco e retire todo o ar e deixe selada por 5 dias.

Óleo de Manjericão
Aqueça o óleo a 60 ⁰ graus com manjericão roxo. Quando chegar na temperatura desligue o fogo, deixe esfriar, coloque em um saco e retire todo o ar e deixe selada por 5 dias.
e o manjericão roxo

Zaatar desidratado com mistura de gergelim branco e preto, hidratasse o zaatar no óleo, torre levemente o gergelim e deixe repousar por 5 dias.

Perfume de Arábia
Misture o cravo, canela, anis, noz moscada, cominho, tomilho, páprica doce, páprica defumada na base de 10grs de cada.

Tempo de preparo: 40 min
Tempo de cozimento: 7min

DICA RÁPIDA

TOST COM MOUSSE DE BANANA DA TERRA E TEMPURÁ DE SOL

Ingredientes:
100g de fatia de pão italiano.
80g de banana da terra cozida com sal
80g de carne de sol desfiada
20g de cebola roxa cortada em tiras
30g de ovos (meio ovo)
30ml de água com gás
10g de amido de milho
10g de trigo
100ml vinagre de maçã
5g de coentro inteiro
1 gema de ovo
50g de mel de rapadura

Modo de preparo:
Bata a banana cozida com um pouco de água quente, até que se forme uma massa lisa e reserve.
Misture em uma vasilha a cebola roxa, a carne de sol desfiada, o trigo, o amido com a gema e a água com gás até que forme uma pasta.
Com um garfo pegue a massa e de pouco em pouco, coloque no óleo quente e frite até dourar.
Em uma panela aqueça o vinagre com o coentro sem ferver, depois tire do fogo e adicione a gema. Misture bem e volte para o fogo até virar um creme. Adicione o mel de rapadura e misture até reduzir.
Grelhe a fatia do pão, coloque o mousse de banana sobre o pão, depois a massinha frita e finalize com o molho de rapadura!

Tempo de preparo: 10 min
Tempo de cozimento: 30 min

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Brasil

Após três anos, renda do brasileiro ainda não retomou nível pré-pandemia

Foto: Adriana Toffetti/Ato Press/Estadão Conteúdo

O salário médio dos brasileiros subiu pelo quinto trimestre consecutivo, mas ainda não recuperou o nível pré-pandemia depois de três anos. Os dados são do IBGE.

O salário médio dos brasileiros ficou em R$ 2.853 no trimestre encerrado em fevereiro de 2023. No mesmo período de 2020, antes de a pandemia começar oficialmente no Brasil, o salário médio era mais alto: R$ 2.878 (veja detalhes no gráfico mais abaixo). Todos os valores já são atualizados pela inflação, inclusive os de anos anteriores.

Em 2020, o maior rendimento médio foi de R$ 3.060. Foi registrado no trimestre junho/julho/agosto.

A taxa de desemprego voltou a subir depois de seis trimestres de queda. O país registrou taxa de desemprego de 8,6%, frente a 8,1% no trimestre anterior.

O salário de contratação caiu. Passou de R$ 2.028,27 em janeiro para R$ 1.978,12 em fevereiro, segundo o Caged.

As pessoas aceitaram voltar ao mercado de trabalho ganhando menos por causa do alto nível de desemprego durante a pandemia. Isto faz com que o salário médio caia.

A informalidade ainda é alta. O Brasil tem 38,2 milhões de trabalhadores informais, o que representa 38,9% da população ocupada.

A melhora em comparação a 2022 foi motivada pela queda da inflação e pelo aumento do número de pessoas com carteira assinada.

Com informações de UOL

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Brasil

Brasil registra alta de 53% dos casos de dengue nos três primeiros meses de 2023


Foto: Getty Images/BBC

O Brasil tem registrado um aumento no número de casos de dengue em 2023. De acordo com o Ministério da Saúde, o crescimento foi de 53% na quantidade de casos entre janeiro e março em comparação com o mesmo período do ano passado.

Já são cerca de 400 mil casos investigados no território brasileiro de acordo com o ministério. Além disso, 117 óbitos também já foram registrados.

“As pessoas precisam lembrar algo que é extremamente importante: 90% dos focos de dengue ocorrem nas casas. O mosquito da dengue adquiriu hábitos absolutamente urbanos, com voos diurnos. E com isso acabam estando dentro das casas, favorecendo a sua multiplicação. É muito comum que a gente fale para olhar as caixas d’água e as calhas das casas de forma frequente e que evitem acúmulo de água nos jardins, mas isso deve ser feito toda semana”, explica o infectologista e ex-secretário de Saúde do Estado de São Paulo, Dr. Jean Gorinchteyn.

“Ao mesmo tempo, a gente tem que fazer algumas orientações, especialmente para as pessoas que vivem em municípios que existem um número muito grande de casos. Além dessas observâncias, que cada um faz a sua, está a utilização, se possível, dos repelentes e a utilização de roupas claras. Esse mosquitinho tem o que nós chamamos de fotofobia, ou seja, se tiver muita luz ele acaba tendo uma repelência. Então, roupas claras servem também como ajuda e apoio na repelência dos mosquitos. Usar tomadinhas de repelente em casa também favorece muito. Acaba criando um ambiente hostil para a entrada do mosquitinho”, explicou Gorinchteyn.

Jovem Pan

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Mundo

Após receber alta, Papa participa da missa de Domingo de Ramos

O Papa Francisco participou neste domingo (2) da missa de Domingo de Ramos, na Praça São Pedro. Como noticiamos, o pontífice recebeu alta do hospital após tratamento contra um ataque de bronquite.

Usando vestes litúrgicas, o Papa chegou à sua cadeira na praça com a ajuda de uma bengala depois de deixar o papamóvel.

Na quarta, o Papa, de 86 anos, foi levado ao hospital Gemelli, em Roma, após reclamar de dificuldades respiratórias. Ele voltou para a residência no Vaticano no sábado (1º).

O Domingo de Ramos marca o início da Semana Santa e leva dezenas de milhares de pessoas à Praça de São Pedro com ramos de oliveira e folhas de palmeira em uma cerimônia ao ar livre.

O Antagonista

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Brasil

Deputada quer tornar improbidade descumprimento de piso salarial


Foto: Wesley Amaral/Câmara dos Deputados

O Projeto de Lei 961/23, da deputada Professora Luciene Cavalcante (Psol-SP), caracteriza como improbidade administrativa o descumprimento de normas que regulamentam o piso salarial profissional, especialmente das áreas de educação e saúde. A proposta tramita na Câmara dos Deputados.

A pena ao agente público responsável, conforme a Lei da Improbidade Administrativa, é o pagamento de multa e a proibição de contratar com o poder público, ou de receber benefícios, ou incentivos por 4 anos.

O projeto também considera ato de improbidade, com a mesma pena, deixar de complementar o Fundeb (Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica). Essa complementação é feita pela União aos Estados com menos investimentos em educação. Parte desse valor vai para a remuneração dos profissionais da educação básica.

RESISTÊNCIA

Professora Luciene Cavalcante afirma haver resistência por parte de autoridades públicas em realizar o pagamento do piso salarial aos profissionais. Ela cita como exemplo o “descumprimento reiterado por prefeituras e por Estados do piso nacional do magistério”, regulamentado pela Lei 11.738/08.

Poder360

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Brasil

Advogados seguem com direito à prisão especial, diz OAB


Foto: Divulgação

Depois de o Supremo Tribunal Federal derrubar o direito à prisão especial para réus que possuem diploma de curso superior, a Ordem dos Advogados do Brasil emitiu um comunicado para reforçar que a advocacia não se enquadra na decisão da Corte.

Saiba mais: Por unanimidade, STF derruba prisão especial para quem tem curso superior

“A condição não é um privilégio ao advogado, mas sim uma garantia de que não haverá perseguição em eventual investigação apenas por sua atividade profissional”, diz o presidente da OAB, Beto Simonetti.

O chamado Estatuto da Advocacia dispõe de um inciso afirmando que o advogado não pode ser “preso, antes de sentença transitada em julgado, senão em sala de Estado Maior, com instalações e comodidades condignas, e, na sua falta, em prisão domiciliar”.

Os ministros do STF , por unanimidade, derrubaram a previsão de cela especial para aqueles que possuem diploma de curso superior. O julgamento ocorreu em plenário virtual e se encerrou na noite de sexta-feira (31).

Os magistrados julgaram uma ação protocolada pela Procuradoria-Geral da República, em 2015, quando o então procurador-geral Rodrigo Janot questionou o benefício previsto no Código de Processo Penal.

Na ação, a PGR argumentou que a regra foi instituída em 1937, pelo governo de exceção de Getúlio Vargas, em um contexto antidemocrático.

O Antagonista

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Brasil

‘Arcabouço levará a uma alta brutal da carga tributária’, diz ex-presidente do Banco Central

O ex-presidente do Banco Central, Affonso Celso Pastore avalia que o governo vai precisar aumentar a carga tributária para que o arcabouço fiscal apresentado pela equipe economia dê conta de reduzir a relação entre dívida e Produto Interno Bruto (PIB) do País. ”Se o governo aprovar esse arcabouço, ele obtém uma licença para aumentar gastos. Se ele não aumentar a carga tributária, o superávit primário não vai ser gerado”, disse Pastore.
Pastore diz não entender como o mercado financeiro teve reação positiva em relação às medidas Foto: Werther Santana/Estadão

Ao anunciar a regra fiscal, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou que iria propor novas medidas para acabar com “jabutis tributários” e ampliar a arrecadação em R$ 150 bilhões – o novo arcabouço depende do aumento das receitas do governo para ter sucesso.

”Nós vamos ter de aumentar a carga tributária e a pergunta que fica para, talvez, o ministro responder é quem ele vai escolher para subir a carga. Essa equação só fecha com aumento brutal de carga tributária”, disse Pastore.

A seguir os principais trechos da entrevista concedida ao Estadão.

Qual é a avaliação do sr. em relação ao arcabouço fiscal apresentado pela equipe econômica?

O propósito do arcabouço é chegar a um superávit primário que permita reduzir a relação dívida/PIB. A única forma, com esse arcabouço, de alcançar resultados primários que reduzam essa relação é ter um enorme aumento de carga tributária. Estou pegando uma simulação feita pelo Marcos Lisboa e pelo Marcos Mendes (publicada no Brazil Journal) que aponta um aumento da ordem de 5,2 pontos de porcentagem do PIB. Isso não é factível. Esse arcabouço tem uma aritmética impecável, na qual o ministro Haddad conseguiu provar que, se a despesa crescer menos do que a receita, ele gera superávits primários, mas tem uma economia falha, que não garante o resultado.

Essa queda na relação dívida/PIB não será alcançada?

O objetivo do governo é aumentar gasto. Eu acho que esse objetivo ele atinge. Agora, não atinge o objetivo de reduzir a relação dívida/PIB.

Na leitura do senhor, esse arcabouço, então, não permite uma queda dos juros?

Em primeiro lugar, o simples fato de existir o arcabouço não leva a redução da taxa de juros. Ainda que o arcabouço fosse bom, o Banco Central não poderia fazer nenhum gesto. Ele teria de esperar que a inflação caísse para conseguir reduzir os juros. Não espero por parte do BC nenhum sinal nessa direção. Eu só não entendo como é que o mercado financeiro teve uma reação positiva em relação a esse arcabouço. Isso eu não entendo. É uma coisa que nós vamos ver nas próximas semanas.

Vai haver uma decepção do mercado mais para frente?

Eu não sou psicólogo, não consigo interpretar como as pessoas têm a percepção dos eventos econômicos. Agora, eu digo o seguinte: para quem olha para aritmética, pode ter uma reação positiva, mas, para quem olha para a economia, a reação tem de ser extremamente negativa.

Por quê?

O ministro Haddad foi enfático em dizer que, se estão pensando em aumento de carga tributária, subindo as alíquotas dos impostos que já existem, não haverá aumento. Em segundo lugar, disse que iria buscar os jabutis. Um desses jabutis são os chamados fundos exclusivos. Não tenho nenhum problema com taxar fundos exclusivos. Na verdade, produz arrecadação, sem reduzir a demanda dentro do Brasil. Os R$ 150 bilhões que o governo quer aumentar de arrecadação, talvez, ele consiga com isso, com tributação das apostas eletrônicas, etc. Agora, precisaria de uma arrecadação de 5% ao ano a mais nos anos seguinte. Aí teria de ir para as renúncias tributárias. Nós vamos ter de aumentar a carga tributária e a pergunta que fica para, talvez, o ministro responder é quem ele vai escolher para subir a carga.

Há um custo político grande de se mexer em renúncia tributária.

É complicado, mas tem de ser feito. Se ele quer levar esse arcabouço, vai ter de aumentar a carga, vai ter de dizer onde ele vai querer aumentar a carga. Eu estou dizendo que é melhor, em vez de subir um imposto que é regressivo na sua incidência, como é o imposto sobre o consumo, é melhor ir na renúncia tributária.

E o espaço é pequeno para aumentar a carga?

Se o governo aprovar esse arcabouço, ele obtém uma licença para aumentar gastos. Se ele não aumentar a carga tributária, o superávit primário não vai ser gerado. Se o superávit primário não for gerado, vamos para dois cenários: ou sobe a inflação que aumenta a receita e faz cair a despesa em termos reais ou vira uma desaceleração adicional do crescimento econômico, porque o Banco Central, mantendo a sua independência, continua com uma política restritiva.

Qual cenário o sr. acha mais provável?

Qualquer cenário é possível. Se o governo conseguir aparelhar o Banco Central e gerar uma maioria de diretoria para executar a política monetária que eles querem que o BC execute, a inflação vai fácil para cima.

E qual é a projeção do sr. para a taxa de juros?

Eu não vejo queda neste ano. Eu vou ver queda lá na frente, em 2024.

E como fica a economia sem perspectiva de queda?

O PIB da agricultura vai crescer uma enormidade. A nossa agricultura é eficiente, somos um exportador de produtos agrícolas, os preços internacionais estão muito bons, e São Pedro nos ajudou. O clima foi perfeito. No Focus (pesquisa semanal do BC com projeções de analistas de mercado), tem a previsão de crescimento abaixo de 1%. Isso quer dizer o seguinte: serviços e comércio varejista sofrem muito mais do que a agricultura. É possível que a gente chegue na segunda metade do ano com taxas ligeiramente negativa de variação do PIB.

Qual será a força do governo numa conjuntura de economia fraca em que medidas difíceis precisam ser aprovados no Congresso?

Existe um conflito no campo da política econômica, entre a política fiscal e monetária. Esse conflito vai para um campo político, o governo contra o Banco Central. Qual é a repercussão que isso tem no plano político? E uma questão de a gente ver, mas eu acho que essa briga política vai prosseguir, escalar e crescer.

Estadão

Opinião dos leitores

  1. Quem vai pagar a conta?
    O arcabouço fiscal só vingará se houver aumento enorme da carga tributária, segundo Pastore.
    Pois vou responder: o idiota do consumidor. É sempre assim.

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Brasil

Forças Armadas orientam militares a se desfiliarem de partidos

Foto: MINISTÉRIO DA DEFESA/REPRODUÇÃO

As Forças Armadas — Exército, Marinha e Força Aérea — emitiram comunicado aos membros para que se desfiliem de partidos políticos. A orientação ocorre em meio a uma articulação do Ministério da Defesa para apresentar uma proposta de emenda à Constituição (PEC) que veda o retorno à ativa de militares que disputarem eleições.

O envio do comunicado foi confirmado pelo Exército. “Tal situação [de filiação partidária] contraria as normas vigentes e é passível de sanção disciplinar”, diz. A Marinha tomou a mesma medida, em 8 de março, por meio de Boletim de Ordens e Notícias (Bono) — documento restrito usado para orientar o público interno.

A Força Aérea argumenta que o comunicado tem o objetivo de alertar e fazer cumprir a Constituição Federal. Em nota, o órgão reiterou compromisso com a independência e isenção relacionada às escolhas pessoais de seus militares, desde que cumprindo as legislações vigentes.

O artigo 142 da Constituição Federal diz que as Forças Armadas são instituições nacionais permanentes e regulares, organizadas com base na hierarquia e disciplina, sob a autoridade suprema do presidente da República, e destinam-se à defesa da Pátria, à garantia dos poderes constitucionais e da lei e da ordem.

R7

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