Economia

Reforma tributária pode encarecer cesta básica; veja lista de produtos

Preço da cesta básica em João Pessoa tem terceira maior alta do Nordeste e  fica em R$ R$ 586,73 em junho | Paraíba | G1Foto: Felipe Menezes/Metrópoles

Nas últimas semanas, o debate da reforma tributária, em tramitação no Congresso Nacional, despertou críticas do setor de supermercados e mexeu diretamente com a vida da população mais pobre: a possibilidade de um eventual aumento de preço de alimentos e itens da cesta básica.

Atualmente, os 1.380 itens que compõem a cesta básica brasileira (veja a lista completa de produtos abaixo) são isentos de impostos federais, mas incidem sobre eles impostos municipais e estaduais como o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS).

Além do ICMS, para outros produtos comprados pela população, incidem ainda quatro tributos — IPI, PIS, Cofins, e ISS. Pelo texto atual da reforma tributária, todos os produtos e serviços vendidos no país terão um imposto federal unificado por meio de um “IVA dual”, unindo IPI, PIS e Cofins em uma tributação federal e outra estadual e municipal, que unificaria ICMS e ISS.

A proposta de reforma tributária também prevê que, para produtos essenciais, a cobrança será de 50% da alíquota geral. Uma outra alíquota, 50% menor, seria aplicada para produtos e serviços como transportes públicos, remédios, alimentos in natura, serviços médicos e educação. Os produtos da cesta básica entrariam nessa faixa.

Veja abaixo a lista sugerida pela Associação Brasileira de Supermercados (Abras):

  • Alimentação: carne bovina, carne de frango, carne suína, peixe e ovos; farinhas de trigo, de mandioca e de milho, massas alimentícias e pão francês; leite UHT, leite em pó, iogurte, leite fermentado, queijos, soro de leite e manteiga; frutas, verduras e legumes; arroz, feijão e trigo; café, açúcar, óleo de soja, óleo vegetal e margarina.
  • Higiene pessoal: sabonete, papel higiênico, creme dental, produtos de higiene bucal, fralda descartável e absorvente higiênico.
  • Limpeza: detergente, sabão em pó e água sanitária.

Metrópoles

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Brasil

Diferença de quatro dias pode permitir candidatura de Bolsonaro em 2030; Entenda

Obrigada, BolsonaroFoto: Reprodução

Uma diferença de quatro dias pode abrir brecha para que o ex-presidente Jair Bolsonaro — que está impedido de disputar um cargo eletivo por oito anos por decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) — concorra a um cargo eletivo. Em 2022, o primeiro turno das eleições ocorreu em 2 de outubro e, em 2030, o pleito será realizado no dia 6 do mesmo mês.

Se Bolsonaro tiver êxito, poderá disputar uma vaga de deputado distrital, estadual ou federal, senador, governador ou presidente da República no pleito de 2030, ano em que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), se reeleito em 2026, finalizará seu mandato.

De acordo com o artigo 22 da Lei de Inelegibilidade, “o Tribunal declarará a inelegibilidade para as eleições a se realizarem 8 anos subsequentes à eleição que se verificou a interferência do poder econômico ou pelo desvio ou abuso do poder de autoridade ou dos meios de comunicação”.

Na prática, a lei não especifica se a inelegibilidade vale a partir da data do primeiro turno ou do segundo. No entanto, existem decisões que consideram o primeiro turno como marco.

O TSE ainda pode discutir o assunto. Também há possibilidade de a data constar no acórdão da decisão, um documento com o resumo do julgamento, justamente em razão da imprecisão da lei.

R7

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Brasil

Aguinaldo Ribeiro confirma mudanças na reforma tributária para atender governadores

Aguinaldo Ribeiro com microfones perto da boca

Previsto para ser votado nesta semana na Câmara dos Deputados, o relatório da reforma tributária terá mudanças pedidas pelos governadores, confirmou na noite desta terça-feira (4) o relator da proposta, deputado Aguinaldo Ribeiro (PP-PB). Segundo ele, o Conselho Federativo e o Fundo de Desenvolvimento Regional ficarão mais claros e haverá um novo cálculo de transição para o IBS (Imposto sobre Bens e Serviços), que unificará o ICMS (Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços) e o ISS (Imposto sobre Serviços).

Em relação ao Conselho Federativo, que definirá as políticas fiscais e tributárias, Ribeiro afirmou que o órgão será mantido, mas a composição será mais detalhada para dar paridade aos Estados em relação à União. Pela manhã, o coordenador do Grupo de Trabalho que discutiu a reforma na Câmara, deputado Reginaldo Lopes (PT-MG), havia dito que o relator acataria algumas reivindicações dos governadores.

Cesta básica

Sobre o impacto da reforma tributária sobre a cesta básica, Ribeiro reiterou o compromisso de não onerar os produtos e disse que pretende inserir no texto uma definição de cesta básica nacional. “Vamos colocar [a definição]. Eu já disse que não vamos onerar [a cesta básica]. Hoje saíram dados do Banco Mundial dizendo que a cesta básica terá redução [de preços] de 1,7%. Nenhum parlamentar quer onerar a cesta”, declarou. O relator não deu mais detalhes de como seria essa definição.

No último fim de semana, a Abras (Associação Brasileira de Supermercados) apresentou um relatório segundo o qual o fim da isenção de tributos federais sobre a cesta básica encareceria os itens em 59,83% em média. Na segunda-feira, durante a instalação da Câmara Temática de Assuntos Econômicos do Conselhão, o secretário extraordinário da Reforma Tributária, Bernard Appy, prometeu a apresentação de cálculos que comprovem que a cesta básica não será onerada.

Na avaliação do relator, diversos empresários, principalmente de setores de cadeia produtiva curta, que serão afetados pela CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços) e do IBS, têm feito lobby nos últimos dias contra a reforma tributária. “Não fui procurado por nenhum consumidor. Pelos setores, empresas, todo mundo que tem condição de ser fazer lobby na Casa [na Câmara dos Deputados], aí sim, somos procurados de manhã, de tarde e de noite”, declarou.

Guerra fiscal

Ribeiro também se manifestou contrário à manutenção do ICMS, que permitiria a manutenção da guerra fiscal entre os Estados. Segundo ele, se a guerra fiscal fosse boa, com Estados concedendo descontos no ICMS para atrair empregos, diversos Estados não estariam em dificuldades financeiras nem teriam aderido a planos de recuperação fiscal.

O relator destacou que a reforma estabelece um Fundo de Compensação de Benefícios Fiscais, que garantirá incentivos concedidos pelos governadores até 2032, e que haverá um Fundo de Desenvolvimento Regional, com aportes da União em R$ 8 bilhões em 2029 e que passarão para R$ 40 bilhões anuais a partir de 2033.

Com informações da Agência Brasil

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Brasil

Prefeitos reivindicam mudanças no texto da reforma tributária e que votação seja adiada

Por que governadores resistem à Reforma Tributária? Estados e municípios  vão perder arrecadação? Entenda

A Frente Nacional de Prefeitos (FNP) reuniu representantes de diversas cidades na Câmara dos Deputados para propor alterações no texto substitutivo da reforma tributária.

Em coletiva de imprensa realizada nesta terça-feira, 4, os políticos se demonstraram preocupados com o aumento de impostos em alguns setores e um possível impacto negativo na arrecadação dos municípios.

A proposta apresentada pelos deputados Aguinaldo Ribeiro (PP) e Reginaldo Lopes (PT) prevê a substituição dos cincos tributos atuais pelo Imposto de Valor Adicionado (IVA), que será chamado de Imposto Sobre Bens e Serviços (IBS).

A diretriz é de que se adote uma versão dual dos tributos sobre o consumo: um de competência da União e outro compartilhado entre estados e municípios. Prefeito de Aracaju e presidente da FNP, Edvaldo Nogueira afirmou que o grupo não é contra a reforma, mas que não concorda com a forma como ela vem sendo conduzida.

Jovem Pan

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Brasil

Após condenação de Bolsonaro, TSE retira sigilo de documentos e depoimentos de testemunhas

Voto de Benedito pode ampliar outras investigações contra Bolsonaro

Foto: Antonio Augusto/Secom/TSE

O ministro do TSE Benedito Gonçalves retirou o sigilo dos depoimentos de ex-ministros de Jair Bolsonaro (PL) na ação que tornou o ex-presidente inelegível por oito anos, informa o UOL.

Em despacho divulgado nesta terça-feira (4), o ministro do TSE e relator da ação argumentou que, uma vez que o processo foi julgado, não há mais motivos para manter os documentos em segredo. As manifestações finais das partes e do Ministério Público Eleitoral também devem ter seu sigilo retirado.

Com a retirada do sigilo, os depoimentos poderão ser enviados a outros órgãos, como o Tribunal de Contas da União —que pode estender o período de inelegibilidade de Bolsonaro.

Os três ex-ministros que depuseram como testemunhas no caso foram Carlos França (Relações Exteriores), Ciro Nogueira (Casa Civil) e Anderson Torres (Justiça). Segundo o UOL, os três disseram que a reunião do então presidente com embaixadores em julho de 2022 foi uma iniciativa isolada de Bolsonaro.

O encontro foi a base da ação do PDT que levou à condenação do ex-presidente por uso indevido dos meios de comunicação e abuso de poder.

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Brasil

Lula proíbe uso de celular no gabinete e em reuniões

Foto: Reprodução

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) criticou nesta terça-feira (4) o uso excessivo de celular e disse que não permite o aparelho nas reuniões que ele participa. Segundo o chefe do Executivo, a dependência pelo celular é uma doença e atrapalha o relacionamento entre as pessoas.

“No meu gabinete na Presidência ninguém entra com telefone celular. Porque o cara marca uma audiência com o presidente, e daqui a pouco o cara está lá, o presidente sentado, e o cara no celular conversando com o cara que ele não marcou audiência. Então, no meu gabinete não entra com celular. Celular fica na portaria e em nenhuma reunião eu permito celular”, disse Lula em uma live nas redes sociais.

Lula justificou que se educou para não ficar dependente digital. “Não preciso saber de notícias às 5h, 6h. Eu me levanto, vou trabalhar às 8h, quando chegar ao meu serviço, quero saber de todas as notícias”, contou.

A mesma postura, segundo ele, ocorre ao final do expediente. “Se não tiver algo muito grave, não precisa me ligar. Não vou perder meu sono por causa de uma matéria [me atacando]. Não vou pegar o telefone e ligar para a empresa, que publique, eu leio no dia seguinte”, disse.

“Eu graças a Deus me eduquei. Me eduquei, não sou refém do celular, não sou refém, não almoço com celular, não janto com celular, não vou a banheiro com celular, não tomo banho com celular. Ou seja, tenho meu tempo e celular tem o dele”, destacou.

O presidente ainda criticou quem usa mais de um celular. “Tem gente que é doente, tem gente que só tem duas orelhas e anda com três celulares na mão, quatro. Antigamente, as pessoas ainda coçavam a virilha, hoje em dia nem isso coça mais. As pessoas cheias de celular na mão. Eu sinceramente acho que é doença ou prepotência, se acha muito importante.”

Lula pediu que as pessoas deixem o celular de lado e passem a “humanizar” o contato com os outros. “Eu sou daqueles que relação humana é coisa de pele, é química, é abraçar. Fico nervoso com o povo que trabalha comigo. Quero que ligue para a pessoa, e não que mande mensagem. Comigo é ligue. Fale ‘bom dia, boa tarde, boa noite, presidente quer fazer reunião, pode comparecer’. Vamos humanizar as relações humanas”, afirmou.

R7

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Brasil

Janja rejeita GSI, e governo estuda decreto para segurança da primeira-dama


Foto: Ricardo Stukert/PR

A primeira-dama Rosângela da Silva, a Janja, não quer que o GSI (Gabinete de Segurança Institucional) assuma a sua segurança imediata e prefere que a Polícia Federal continue à frente da missão.

Como a Sesp (Secretaria Extraordinária de Segurança Presidencial) deixou de existir no último dia 30 e, oficialmente, a segurança presidencial voltou para o GSI, o governo trabalha num decreto para criar uma estrutura normativa que garanta à primeira-dama a manutenção dos policiais.

De acordo com integrantes do governo, o texto está sendo fechado com a PF e deve ser enviado pelo Ministério da Justiça ao Ministério de Gestão e Inovação. A proposta da cúpula da PF é que seja criada uma estrutura dentro da corporação para atender à segurança de Janja.

Confira mais detalhes na matéria da Folha de São Paulo

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Paraíba

Operação conjunta contra suspeitos de ataques criminosos no RN cumpre mandados na PB


Foto: PF

Uma operação conjunta das Polícias Federal, Civil e Militar, deflagrou na manhã desta terça-feira (4) a Operação FAVENS, com o objetivo de combater crimes de organização criminosa, tráfico de drogas e associação para o tráfico.

Cerca de 110 policiais estão cumprindo 26 mandados de prisão e 21 mandados de busca e apreensão nos municípios de Natal, Parnamirim e São José de Mipibu no Rio Grande do Norte, além de Campina Grande e João Pessoa, na Paraíba. Também estão sendo bloqueadas judicialmente diversas contas bancárias.

A ação de hoje é realizada no interesse de inquérito policial instaurado para apurar a autoria do “salve” realizado em março de 2023, por meio do qual foi identificada a origem dessa comunicação, bem como a atuação de facção criminosa dedicada ao tráfico de drogas e outros crimes graves através da utilização de advogados para levar e trazer informações dos apenados para além dos muros dos presídios. Também se identificou que a organização criminosa arrecadou dinheiro, combustível, armas, munições e até mesmo explosivos.

Entre os alvos da operação estão três advogados, além de líderes da facção apontados como responsáveis por coordenar os recentes ataques ocorridos em março deste ano em vários municípios do Rio Grande do Norte.

Os investigados poderão responder por organização criminosa e tráfico de drogas e, se condenados, cumprir pena de até 23 anos de reclusão.

Blog do BG PB 

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Brasil

Prefeitos e governadores discutem reforma tributária nesta terça em Brasília

Foto: Reprodução

Os prefeitos de 33 cidades brasileiras, sendo 15 capitais, e governadores de oito estados participam de reuniões em Brasília nesta terça-feira (4) para discutir pontos do texto da reforma tributária.

Os chefes dos Executivos estaduais e municipais temem que o projeto retire a autonomia e a arrecadação das cidades e dos estados, uma vez que propõe a incorporação do Imposto sobre Serviços (ISS) – o principal imposto municipal – e Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) – imposto estadual –, em um único imposto, o Imposto sobre Bens e Serviços (IBS).

O modelo em debate prevê a criação do Imposto sobre Valor Agregado (IVA) dividido entre um nacional, que vai substituir o PIS, o IPI e a Confins, e outro regional, no lugar do ICMS e do ISS.

O sistema também terá uma alíquota única como regra geral, que será 50% menor para alguns setores, como saúde, educação, transporte público, medicamentos e produtos do agronegócio. Alguns segmentos ficarão isentos; já outros terão um imposto seletivo para desestimular o consumo, como os de bebidas alcoólicas e alimentos industrializados.

A Frente Nacional dos Prefeitos (FNP) organiza uma visita à Câmara dos Deputados à tarde para pressionar os parlamentares pelo adiamento da votação da proposta da reforma tributária.

Os prefeitos querem também que seja incluída na discussão o trabalho da PEC 46/2022, que cria o “Simplifica Já”. Essa proposta preserva o ISS nos municípios e unifica tributos estaduais e federais.

A previsão é que a reforma seja votada ainda nesta semana.

R7

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Brasil

Número de brasileiros que tentam entrar ilegalmente nos EUA é o maior dos últimos nove meses

Uma cerca de arame farpado é retratada ao lado do rio Grande, no Texas, próximo à fronteira dos EUAFoto: AFP

O número de brasileiros que tentam entrar ilegalmente nos Estados Unidos é o maior dos últimos nove meses: 4.216. Ele representa a quinta alta consecutiva. Ao longo do ano, mais de 14 mil brasileiros já foram pegos ao tentar ultrapassar a fronteira sorrateiramente. Os dados são de um levantamento realizado pelo escritório de advocacia AG Immigration, com sede em Washington (EUA).

A pesquisa tem como base os dados mais recentes do Serviço de Alfândega e Proteção de Fronteira (CBP, na sigla em inglês), órgão federal que faz o controle das divisas dos Estados Unidos. No gráfico abaixo, é possível ver que o número de brasileiros detidos na fronteira dos EUA foi crescendo progressivamente ao longo do ano e “explodiu” em maio, mês dos últimos dados disponíveis.

Número de brasileiros detidos na fronteira dos EUA foi crescendo progressivamente em 2023

R7

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