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O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO), responsável pela Operação Indignus 2, deflagrada nesta sexta-feira (17), detalhou os prejuízos causados pelos supostos desvios de recursos públicos no Hospital Padre Zé.
Veja também: Justiça manda prender Padre Egídio e duas ex-diretoras do Padre ZéEXCLUSIVO DO BG: Após pedido de prisão, Padre Egídio deve preparar uma delação que promete abalar a Paraíba
Em nota. o Gaeco afirma que as investigações revelaram um esquema estimado em cerca de R$ 140 milhões. Os desvios teriam sido feitos através do Instituto São José, responsável pelo Hospital Padre Zé, e da Ação Social Arquidiocesana, e ocorreram entre 2013 e setembro deste ano.
Os crimes investigados causaram prejuízos a diversos programas sociais. Entre eles está a distribuição de refeições a moradores de rua, o amparo a famílias refugiadas da Venezuela, apoio a pacientes em pós-alta hospitalar e cuidados de pacientes com HIV/AIDS, entre outros.
E o maior impacto negativo atingiu o Hospital Padre Zé, comprometendo o atendimento a populações carentes e necessitadas.
Após a prisão, o Padre Egídio Carvalho, e as ex-funcionárias Amanda Duarte e Janine Dantas, devem passar por uma audiência de custódia.
Com informações do Portal Correio
O Blog do BG PB entrou em contato com duas pessoas que acompanham as investigações contra o Padre Egídio e os desvios de verbas no Hospital Padre Zé. Inclusive as fontes acreditavam que o pedido de prisão dele poderia ter sido feito antes, devido à gravidade dos crimes investigados.
Um deles disparou: “Se o padre abrir a boca e fazer a delação, se prepare a Paraíba e João Pessoa”.
Entre os delitos investigados há dois empréstimos que somados atingem o valor de 13 milhões de reais. Os empréstimos foram solicitados em 2022 e em junho deste ano pelo padre Egídio de Carvalho, principal alvo da Operação Indignus que apura o desvio de recursos da unidade hospitalar.
As irregularidades no Hospital Padre Zé começaram a ser investigadas quando mais de 100 aparelhos celulares foram furtados da instituição. Esse caso foi tornado público em 20 de setembro. A denúncia, no entanto, foi feita em agosto e imediatamente um inquérito policial foi aberto. Um suspeito, inclusive, chegou a ser preso, mas responde em liberdade e cumpre medidas cautelares.
O desembargador Ricardo Vital atendeu ao pedido do Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco) e determinou a prisão do padre Egídio de Carvalho Neto e duas ex-diretoras do Hospital Padre Zé, a ex-tesoureira da Amanda Duarte e a ex-diretora administrativa Jannyne Dantas.
A instituição que era dirigida pelo religioso, que é suspeito de ter operado um esquema milionário de desvio de recursos do hospital. O dinheiro teria sido usado na compra de vários imóveis, carros e itens de alto padrão como um fogão de R$ 78 mil.
A investigação aponta uma ‘confusão’ entre os patrimônios da entidade e do padre. E apura, entre outras coisas, a aquisição de imóveis de alto padrão por parte do religioso, com recursos do hospital.
O Padre Zé é um hospital filantrópico e recebe recursos por meio de convênios com gestões públicas, emendas parlamentares e também doações privadas.
O pedido de prisão havia sido feito anteriormente pelo Gaeco, mas foi negado pelo juiz da 4ª Vara Criminal de João Pessoa, José Guedes Cavalcanti Neto. O recurso feito chegou ao desembargador Márcio Murilo que o encaminhou para o desembargador Ricardo Vital, com quem está o processo do Caso Padre Zé.
O ministro da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino, disse nesta quinta-feira (16) que não seria “justo” demitir os assessores que receberam Luciane Barbosa Farias, chamada de a “dama do tráfico no Amazonas”, na sede do ministério. Ela é casada com Clemilson dos Santos Farias, conhecido como “Tio Patinhas” e apontado como líder do Comando Vermelho.
“Os secretários que receberam praticaram algum ato ilegal? Os secretários praticaram algum crime? Beneficiaram supostamente o Comando Vermelho em quê? É preciso ter um pouco de responsabilidade e de seriedade. Eu tenho o comando da minha equipe, confio na minha equipe e eu não demito secretário de modo injusto. Se eu fizesse isso, quem iria ser desmoralizado não ia ser o secretário, era eu”, afirmou. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
“Obviamente é um desespero político de quem está insatisfeito com o combate ao crime organizado que nós estamos fazendo”, completou Dino.
A seleção brasileira até saiu na frente, mas jogou muito mal no estádio Metropolitano, em Barranquilla, e foi derrotada de virada por 2 a 1 pela Colômbia em partida válida pela 5ª rodada das Eliminatórias Sul-Americanas para a Copa do Mundo de 2026.
Após este revés, o Brasil caiu para a quinta posição da classificação da competição, com 7 pontos. A liderança é da Argentina (com 12 pontos), que, mesmo jogando em Bueno Aires, foi superara por 2 a 0 pelo Uruguai, vice-líder agora com 10 pontos. A 3ª posição é ocupada pela Colômbia, com 9 pontos, enquanto a Venezuela, que ficou no 0 a 0 com o Equador, é a 4ª colocada com 8 pontos.
Apostando em um quarteto de ataque formado por Rodrygo, Raphinha, Vinícius Júnior e Gabriel Martinelli, o técnico Fernando Diniz viu a seleção atuar bem nos primeiros movimentos da partida e abrir o placar cedo, aos 3 minutos, quando Martinelli aproveitou passe de Vinícius Júnior para finalizar e superar o goleiro Vargas.
Porém, aos 26 minutos Vinícius Júnior teve que deixar o gramado após sentir uma lesão muscular. Sem o jogador do Real Madrid (Espanha), uma das referências técnicas da equipe nos últimos jogos, a seleção caiu muito de produção. Esta queda de rendimento ficou mais acentuada na etapa final, após a substituição de Rodrygo aos 22 minutos.
A partir daí a equipe de Fernando Diniz se desorganizou de vez em campo e viu o atacante Luis Díaz aproveitar duas jogadas pelo alto (aos 29 e aos 33 minutos) para virar o marcador em favor da equipe da casa, que, até então, nunca tinha superado o Brasil na história das Eliminatórias Sul-Americanas.
O Conselho da Justiça Federal (CJF) editou uma resolução que estabelece benefícios para juízes federais de 1ª e 2ª instância. Conforme o texto, os magistrados federais que acumularem funções administrativas ou processuais extraordinárias terão direito a um dia de licença para cada três dias de trabalho.
Em poucos minutos e por unanimidade, a medida foi aprovada no início de novembro, permitindo, portanto, que os magistrados recebam uma gratificação por acúmulo de função. É considerado um acúmulo sempre que o servidor estiver exercendo uma função administrativa ou processual.
O conselho entendeu que a cada três dias trabalhados com este acúmulo, o magistrado passa a ter um dia de folga. Os juízes também podem optar pelo pagamento proporcional. Os pagamentos ficam valendo, inclusive, para o período de férias da magistratura — juízes têm 60 dias de férias anuais.
“Resolução importará a concessão de licença compensatória na proporção de 3 dias de trabalho para 1 dia de licença, limitando-se a concessão a 10 dias por mês”, diz o artigo 7° da resolução.
Moradores do município de Bananeiras, no Brejo da Paraíba, encontraram, no final da manhã desta quinta-feira (16), um pedaço de costela ne região onde a garota Ana Sophia, de 08 anos, desapareceu. A Polícia Civil foi acionada para investigar o caso.
Segundo o major Fernando, do Corpo de Bombeiros, informou que no local não foram achadas outras partes do corpo, como crânio e outros ossos.
“Foi encontrada uma costela. Mas, lá próximo não tinha crânio, não tem as outras parte do corpo. A Polícia Civil acionou a Perícia. Isolamos o local. Agora, precisamos aguardar o resultado das investigações”, disse.
Equipes do Instituto de Medicina Legal estão indo ao local para coletar o material e iniciar a perícia.
O caso
Em uma coletiva de imprensa da Polícia Civil, na última terça-feira (14), sobre o caso do desaparecimento de Ana Sophia, o delegado Aldrovilli Grisi confirmoy que Tiago Fontes matou a menina.
“Hoje, nós podemos dizer que Tiago Fontes assassinou Ana Sophia. Apesar de o corpo ainda estar oculto, nós continuaremos trabalhando neste sentido. Ele cometeu o crime. Ele teve a oportunidade de confessar, mas optou por outra linha de defesa”.
O trabalho investigativo ganhou um novo capítulo após o corpo em estado avançado de decomposição ser encontrado em uma região de mata em Bananeiras, cidade onde Ana Sophia sumiu. A polícia confirmou durante a coletiva que só há apenas um assassino, que seria o próprio Tiago.
A política externa de potências regionais médias com escassa capacidade de projetar poder, como é o caso do Brasil, precisa de sutileza, credibilidade e reputação. No caso do conflito em Gaza, o presidente brasileiro escolheu falar grosso, arruinar a credibilidade e buscar reputação com um dos lados envolvidos.
Israel está sendo criticada com veemência, contundência e palavras duras pronunciadas por países democráticos, que consideram inaceitável a matança de civis na operação militar contra o terrorismo do Hamas. Esses mesmos países, porém, não igualam Israel ao Hamas, como Lula insiste — por mais que denunciem o sofrimento imposto aos civis em Gaza.
Ao desprezar esse tipo de sutileza, Lula perde a credibilidade de uma política externa que pretende defender princípios consagrados. Ela sofre fortemente com relativismos frente ao conceito de democracia, como ocorreu com a Venezuela, ou quando se denuncia como crime de guerra a morte de crianças em Gaza mas não quando a Rússia as deporta da Ucrânia.
Lula está assegurando uma boa reputação sobretudo junto a correntes ideológicas para as quais o tal “mundo livre” não passa de uma ficção imposta pela hegemonia americana, da qual Israel é peça fundamental. Além de alguns países, como Irã e Rússia, dedicados a combater os Estados Unidos e suas alianças.
É fato que política externa é a do presidente, e a diplomacia (entre outras ferramentas) faz o que ele quer. A de Lula é em função de sua pessoa e do papel extraordinário que ele se atribui como uma espécie de “guardião da paz” no cenário internacional, embora haja uma evidente desconexão entre o peso que ele julga ter e o peso real do Brasil.
Em relação a si mesmo, o presidente tem, como todo populista (de esquerda ou de direita) a convicção de saber melhor do que ninguém o que é bom ou desejável para o “interesse nacional”. Do qual se coloca como principal senão único intérprete.
Há também um importante fator político doméstico embutido nas posturas de Lula frente ao conflito de Gaza, mas não só. Ele escolheu trazer para a polarização política brasileira o que já sempre foi um perigoso contexto de disputa de narrativas e guerra de informação. Seu cálculo político eleitoral baseia-se na manutenção do embate com o que possa ser chamado de bolsonarismo.
Muito do que virá “depois” dependerá das operações militares israelenses neste momento, mas do jeito em que está a situação atual pode-se antecipar um esforço diplomático considerável, com endosso americano, para algum tipo de arranjo político na direção de “dois Estados”. É essa oportunidade do “depois” que Lula está desperdiçando.
A maioria das dívidas de cartão de crédito entre os brasileiros (59%) é originada nas compras realizadas em supermercados, mostra a pesquisa “Perfil e comportamento do endividamento brasileiro 2023”, divulgada pelo Serasa.
Na sequência, o levantamento mostra que o segundo maior responsável pelo endividamento com cartão são as compras de produtos como roupas, calçados e eletrodomésticos, que representam 46% das dívidas, e, em seguida, gastos com remédios e tratamentos médicos, com 37%
As dívidas de cartão de crédito impactam 55% dos brasileiros endividados em 2023, valor 2 pontos percentuais acima do registrado em 2021 e 2022. Nos anos anteriores à pandemia, no entanto, esse índice era ainda maior, de 76% em 2018 e 71% em 2019. Segundo a Serasa, a evolução evidencia que “a volta da rotina fora de casa levou a uma aceleração de gastos com cartão de crédito”.
O estudo também mostrou que o brasileiro continua com esperança de honrar suas dívidas, apesar das dificuldades econômicas. Conforme o estudo, esse Índice de Esperança dos Endividados cresceu 4 pontos percentuais em relação ao do ano passado.
A pesquisa, realizada em parceria com o Instituto Opinion Box, ouviu em outubro 11.541 pessoas maiores de 18 anos de todas as regiões do país, com 52% de homens e 48% de mulheres.
A Polícia Federal deflagrou na manhã desta quinta-feira (16) a Operação Salus, com o objetivo combater fraudes à licitação, superfaturamento de produtos e desvio de verbas públicas ocorridos na Secretaria de Saúde de Campina Grande no final do ano de 2020, período da pandemia de COVID-19. Um dos alvos dos mandados foi o ex-secretário de Saúde da cidade, Felipe Reul.
Conforme apurado nas investigações, houve superfaturamento médio de 111% na aquisição de gêneros alimentícios não perecíveis pela prefeitura municipal, sendo que alguns itens chegaram a ser reajustados em até 299% sem qualquer justificativa plausível, causando um prejuízo aos cofres públicos estimado em mais de 340 mil reais.
Ainda segundo apurado pela Polícia Federal, o secretário municipal de saúde teria assinado contrato para aquisição desses gêneros alimentícios no valor de aproximadamente R$ 800.000,00, e – apenas 60 dias depois – assinou um termo aditivo reajustando os valores do contrato para mais de 1.650.000,00, sendo que neste interstício a inflação oficial não passou da casa dos 2%.
Há indícios ainda de que a empresa investigada seja apenas de fachada, tendo em vista que no endereço constante em seu cadastro foi encontrado apenas um imóvel inacabado e abandonado.
Foram cumpridos dois mandados de busca e apreensão, expedidos pela 4ª Vara Federal de Campina Grande, no apartamento do empresário que teria fornecido os produtos superfaturados e na residência do ex-secretário municipal de saúde, ambos localizados nesta mesma cidade.
Além disso, o Juízo Criminal determinou a quebra do sigilo telemático dos investigados, bem como o bloqueio de contas e sequestro de bens no valor de R$ 340.286,77. Ninguém foi preso até o momento.
A palavra latina salus, que dá nome à operação, designava o atributo principal dos inteiros dos intactos e dos íntegros, tendo dado origem à palavra “saúde” na língua portuguesa.
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