Paraíba

Foto: Prefeitura de Monteiro

O registro de fortes chuvas nos últimas dias no Cariri da Paraíba resultou no sangramento de dois açudes na região nessa semana. É o que mostra o levantamento da Agência Executiva de Gestão das Águas (Aesa).

Segundo o órgão, os únicos mananciais no Estado que estão acime do limite são os de Poções e São José II, ambos em Monteiro. Os açudes fazem parte do Rio Paraíba.

Ainda de acordo com a Aesa, 82 reservatórios operam em situação de normalidade, 30 estão em observação e 21 têm situação considerada crítica.

Chuvas no Cariri

O balanço da Aesa para o mês de dezembro mostra que choveu cerca de 45,8 no Cariri, 240,2% a mais do que foi projetado para a região durante o período.

MaisPB

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Brasil

Marina Silva defende que Brasil deve considerar impor limite à exploração de petróleo

Foto: Reprodução

A ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, defendeu que o Brasil deve considerar a imposição de um limite à produção de petróleo, uma posição que a coloca em divergência com setores do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Em entrevista ao Financial Times, publicada nesta terça-feira, 26, Marina argumentou que o País será incapaz de alcançar objetivos como o de triplicar a energia renovável sem limitar a exploração da commodity. “É um debate que não é fácil, mas que os países produtores de petróleo terão de enfrentar”, disse.

Ela acrescentou ainda que o foco na transição para uma economia verde precisa ser mantido. “A segurança energética é necessária, mas também devemos pensar na transição. Ambas as coisas devem acontecer”, ressaltou.

A reportagem do FT enfatiza que os planos de Marina enfrentam obstáculos no governo Lula, em uma oposição liderada pelo ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, e a Petrobras.

Segundo o diário britânico, a insistência brasileira nos combustíveis fósseis gerou “ceticismo” internacionalmente, diante do apelo de Lula para que países ricos banquem a maior parte do combate às mudanças climáticas.

Estadão Conteúdo

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STF

Barroso libera pagamento extra a juízes no recesso de Natal

BarrosoFoto: STF

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Luís Roberto Barroso, negou recurso da Advocacia-Geral da União (AGU) e manteve decisão do ministro Dias Toffoli que autorizou o pagamento de R$ 16,7 milhões, apenas na folha de pagamento de janeiro, a juízes federais a título de Adicional por Tempo de Serviço (ATS).

O ATS permite um aumento automático de 5% a cada cinco anos de trabalho dos magistrados, mas foi extinto em 2006. No entanto, no ano passado, o Conselho da Justiça Federal (CJF) reativou a benesse e, posteriormente, o CNJ deu aval ao penduricalho.

O benefício valor também será pago retroativamente aos juízes que ingressaram na magistratura antes de 2006 e custará quase R$ 900 milhões aos cofres públicos, conforme cálculo de auditores da Receita Federal.

Temendo prejuízos irreparáveis aos cofres públicos, o Tribunal de Contas da União (TCU) determinou a suspensão do penduricalho. Os conselheiros mantiveram decisão de abril do ministro Jorge Oliveira, já que a estimativa da Corte é que o benefício adicional custe mensalmente R$ 16 milhões e, anualmente, R$ 200 milhões.

Entretanto, a magistratura, representada pela Associação dos Juízes Federais (Ajufe), recorreu ao STF, e o ministro Dias Toffoli, relator do processo, na semana passada, suspende a decisão do TCU, com a alegação de que a Corte de contas não tem competência para impedir pagamento autorizado pelo CNJ.

No recurso, AGU argumentou que TCU exerceu seu papel administrativo ao se opor a uma despesa que já estava incorporada aos rendimentos pagos à magistratura federal. Barroso, no entanto, negou o pedido.

Em decisão proferida na sexta-feira, 22 — ou seja, já no recesso do Judiciário, que começou no dia 20 —, entendeu que o caso do pagamento de R$ 16,7 milhões não se enquadra como decisão urgente prevista pelo Regimento. Com isso, encaminhou o pedido da AGU para Dias Toffoli.

Em nota, a Ajufe afirmou que “os pagamentos são constitucionais e estão compreendidos pelo orçamento da Justiça Federal sem a necessidade de incremento orçamentário”.

A entidade prosseguiu: “O Supremo Tribunal Federal, de forma totalmente acertada, reconheceu a incompetência do Tribunal de Contas da União para suspender ou interromper pagamentos aprovados pelos órgãos competentes”, declarou a magistratura federal.

Revista Oeste

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Brasil

Lula deixa em 2º plano minorias e pautas progressistas em meio a pressões

ImagemFoto: Eduardo Anizelli/ Folhapress

O presidente Lula (PT) subiu a rampa presidencial com representantes da sociedade —negro, trabalhador, mulher, pessoa com deficiência, indígena e criança—, num simbolismo da representatividade que levaria ao seu governo.

Além disso, carregou para dentro do Palácio do Planalto e para seus discursos a defesa de pautas progressistas e de esquerda, sobretudo a grupos minoritários. Mas esses temas ficaram em segundo plano no seu primeiro ano de governo.

Lula recriou ministérios, deu visibilidade a temas e anunciou projetos e programas importantes para esses segmentos. No entanto, quando os interesses se chocaram com outras prioridades, mulheres, negros, LGBTQIA+ e indígenas saíram perdendo na disputa.

Auxiliares palacianos alegam que a preocupação em contemplar esses grupos com políticas públicas está de forma transversal em todas as pastas.

Destacam que a aprovação do petista não está em patamar que lhe garanta tocar pautas progressistas caras ao seu eleitorado, mas que geram desgaste com o restante da população.

Além disso, são temas que enfrentam resistência em um Congresso de composição mais conservadora, no momento em que o governo busca o apoio para aprovar a pauta econômica do ministro da Fazenda, Fernando Haddad.

Folha de S. Paulo

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Educação

Governo tem mil obras paradas na educação básica que somam R$ 1,5 bi

ImagemFoto: Reprodução/Redes Sociais

O governo federal tem R$ 1,5 bilhão em recursos federais já empenhados (reservados para que sejam pagos) em 1 mil obras na educação básica paradas, entre escolas e creches. Os empreendimentos são pactuados pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), órgão vinculado ao Ministério da Educação (MEC) que tem competência sobre obras da educação básica, com estados e municípios.

Em nota, o FNDE informou que “a execução, conclusão e entrega das obras é de responsabilidade do ente federativo” e que o fundo “realiza os repasses mediante comprovação de avanço físico da obra, por parte do ente, no Sistema Integrado de Monitoramento Execução e Controle (Simec).

Dados obtidos pelo Metrópoles via Lei de Acesso à Informação (LAI) apontam que 499 construções — ou seja, quase metade — foram incluídas no sistema de obras paralisadas neste ano, já sob o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Metrópoles

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Brasil

Marcelinho Carioca detalha pânico durante sequestro e se emociona: ‘Eu falei: vão matar a gente’

O que aconteceu?

No sábado passado, dia 16 de dezembro, Marcelinho tinha um compromisso: o show do cantor Thiaguinho. O evento foi no estádio do Corinthians, em Itaquera, na Zona Leste de São Paulo. Durante a volta para casa, uma parada: Itaquaquecetuba. Marcelinho foi deixar ingressos para a amiga Taís Alcântara ir ao mesmo show, no domingo.

Os dois se conheceram quando ele era secretário de Esportes da cidade. Era madrugada, e o carro importado chamou a atenção. “Passaram quatro pessoas, cinco pessoas. Quando voltei para ver, fui encapuzado, e o cara já veio apontando [a arma]. E eu, desesperado”, conta Marcelinho. “Eu disse: ‘Não, por favor, eu sou o Marcelinho Carioca’.”

 

Marcelinho Carioca detalha pânico durante sequestro e se emociona: 'Eu falei: vão matar a gente' — Foto: Reprodução/TV Globo

Foto: Reprodução/TV Globo

De acordo com o ex-jogador, a amiga, Taís, estava no banco de trás do carro. “Me deram uma coronhada”, relata Marcelinho Carioca, lembrando que os criminosos estavam “nervosos”.

Ainda segundo o ídolo do Corinthians, a quadrilha pediu cartões e senhas, além do desbloqueio do telefone e do acesso ao PIX. Foi, então, que levaram o ex-jogador e a amiga para um cativeiro.

“A todo momento aquele apavoro”, relata Marcelinho, lembrando as ameaças dos sequestradores: “‘A gente quer dinheiro. Impossível não ter dinheiro nessa conta. Jogador tem grana'”.

O ex-atleta também relembra as intimidações com arma. “‘Já brincou de roleta-russa?’ E girava. Você ouvia girando, não via nada. Aí colocaram uma arma por baixo da toalha”, conta.

“Ninguém se falava. Não trocava ideia, com medo”, relata Marcelinho.

Perguntado pelo repórter Maurício Ferraz se achou que iria morrer, o ex-jogador respirou fundo: “Maurício, sufoco…”.

Os bandidos conseguiram fazer alguns saques nas contas de Marcelinho.

O resgate

O carro importado que motivou o sequestro também foi chamariz para a polícia. Pouco antes das 9h da manhã de segunda-feira (18), após mais de 24 horas em cativeiro, o cabo Charles, da Polícia Militar, encontrou o carro e mandou uma mensagem para o telefone que constava na documentação. Do outro lado, o advogado de Marcelinho, Eduardo Pinheiro Rodriguez.

 

“Quando o policial chegou, eu estava em choque de ver que aquilo estava realmente acontecendo, porque não são todos que conseguem sair vivos de uma situação dessa”, diz.

Agora, Marcelinho Carioca vai se dedicar às comemorações que tem pela frente. Natal, Ano Novo e aniversário de 52 anos, exatamente no Réveillon.

Quatro pessoas foram presas

Segundo a polícia, Thauanatta dos Santos tomava conta das vítimas no cativeiro. Eliane de Amorim, Wadson Fernandes Santos e Jones Ferreira teriam usado contas bancárias para receber o dinheiro da extorsão. Os quatro estão presos, e a polícia ainda busca outros seis integrantes da quadrilha.

Fantástico

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Polícia

Em briga por herança, homem mata quatro pessoas da mesma família durante ceia de Natal, no Paraná

Em briga por herança, homem mata três pessoas da mesma família e deixa dois feridos, dizem Bombeiros — Foto: Corpo de BombeirosFoto: Corpo de Bombeiros

Um homem, de 56 anos, invadiu uma casa e matou três pessoas da mesma família e deixou outras quatro feridas no final da noite de domingo (24), em Maringá, no norte do Paraná, segundo o Corpo de Bombeiros.

O caso aconteceu na Rua Professora Paula Leticia Molinari, no Conjunto Habitacional Hermann Moraes Barros.

Conforme o tenente Eduardo Poleto, dos Bombeiros, oito pessoas estavam reunidas em uma confraternização da ceia natalina quando o suspeito cometeu o crime e se matou com um tiro na sequência. “Foi uma briga em relação à herança. O individuo que fez os disparos não estava na confraternização”, falou.

O atirador entrou no terreno com a arma, duas luvas e uma máscara. Trancou o portão e atirou contra as vítimas, conforme o tenente.

Dois jovens, de 16 e 26 anos, levaram tiros no pescoço e no tórax e conseguiram fugir pulando um muro.

A terceira jovem foi baleada em várias partes pelo corpo e foi socorrida em estado grave. A quarta vítima foi atingida na perna sem gravidades.

Uma das vítimas conseguiu se trancar em um dos cômodos da casa e não ficou ferida, conforme a corporação.

G1

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Brasil

Governo compra tapete de R$ 114 mil, sofá de R$ 65 mil e novo piso de R$ 156 mil para Lula e Janja

ImagemFoto: Ricardo Stuckert/PR

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e a primeira-dama Rosângela da Silva, a Janja, resolveram fazer reformas e trocar os móveis dos palácios presidenciais neste ano. Só com um tapete novo, o governo gastou R$ 114 mil para dar mais “brasilidade” ao Palácio do Planalto. Um sofá escolhido por Janja para o Alvorada, residência oficial da Presidência, foi comprado por R$ 65 mil. A colocação de um piso “mais macio e confortável” na Granja do Torto, casa de campo do casal, custou R$ 156 mil para os cofres públicos.

R$ 26,8 milhões com reformas

Levantamento do Estadão mostra que o governo gastou R$ 26,8 milhões com reformas, compra de novos móveis, materiais e utensílios domésticos para o Palácio do Planalto, o Palácio da Alvorada, a Residência Oficial do Torto e o Palácio do Jaburu em 2023. Em comparação com anos anteriores, é o maior gasto com esse tipo de despesa, que não considera a manutenção do dia a dia das residências oficiais e o pagamento de funcionários. Os números são do Portal da Transparência e do Siga Brasil.

Procurada, a Secretaria de Comunicação (Secom) da Presidência da República informou que as peças adquiridas respeitam os padrões e referências dos Palácios oficiais. “Além disso, todas as peças passam a integrar o patrimônio da União e serão utilizadas pelos futuros chefes de Estado que lá residirem.”

A aquisição de novos mobiliários faz parte de um projeto de “modernização” dos Palácios Presidenciais, segundo consta num dos processos de compra da Presidência. No início deste ano, Janja afirmou em entrevista à GloboNews que o Palácio da Alvorada foi danificado durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). A primeira-dama chegou a mostrar estofados rasgados, pisos estragados e uma mesa quebrada na residência. Com essa justificativa, o casal morou por mais de um mês em um hotel em Brasília. “É bastante trabalho, mas já estamos com a mão na massa para deixar tudo lindo, e reabrir o Alvorada para visitas o quanto antes”, escreveu ela numa rede social. Onze meses depois dessa fala, a visitação ao Palácio da Alvorada, no entanto, segue suspensa.

As compras dos mobiliários foram feitas ao longo de todo o ano e seguem. No último dia 29 de novembro a Presidência da República publicou um edital para a aquisição de 13 tapetes de nylon e de sisal de fibra, sendo três para o Alvorada e 10 para o Planalto. O valor total estimado é de R$ 374.452,71. Os preços de cada tapete variam de R$ 736 a R$ 113.888,82. Os mais caros trata-se de itens inspirados em desenhos modernistas do arquiteto Burle Marx, com formato orgânico pensado a partir das linhas do espelho d’água do Palácio do Planalto e dimensões de 6,8 x 10,3 metros. Essas peças ficarão em áreas onde ocorrem eventos e cerimônias no Planalto.

Para justificar essas aquisições, o órgão alega que os tapetes orientais, que atualmente ambientam as salas e gabinetes dos Palácios Presidenciais, não trazem aos seus espaços a “brasilidade” necessária. Dessa maneira, diz o estudo técnico preliminar, “realizou-se uma pesquisa sobre as tipologias de materiais utilizados na produção de tapetes brasileiros, bem como sobre os locais e meios originários de fabricação das peças de tapeçaria no país objetivando uma maior integração visual entre os espaços do prédio”. O processo de compra ainda está na fase de captação das propostas.

Decreto proíbe aquisição de bens de luxo pelo governo federal

Um decreto publicado em 27 de setembro de 2021 proíbe a aquisição de bens de luxo pelo governo federal, o que inclui a própria Presidência da República. O texto considera bens de luxo aqueles que apresentam ostentação, opulência, forte apelo estético ou requinte. Há, no entanto, duas exceções em que é possível efetuar a compra desses artigos de luxo: primeiro, se for adquirido a preço igual ou inferior ao bem comum; segundo, se tiver características superiores justificadas pelo órgão.

Apesar do alto valor do tapete, a Presidência diz não se tratar de item luxuoso. Procurada, a Secom esclareceu que o item possui as características superiores justificadas em face da estrita atividade do órgão ou da entidade.

A Presidência da República também vai gastar R$ 156.154,77 para trocar os pisos da Granja do Torto, a casa de campo oficial dos presidentes, que conta com lago artificial, piscina, campo de futebol, quadra e churrasqueira. O objetivo da troca de chão é “padronizar” o ambiente com materiais que tenham “maior durabilidade e que exijam uma baixa manutenção”. O novo piso será de vinílico e tem como característica o fato de ser “mais macio e confortável”, conforme destacado pela Presidência durante a compra.

Também estão sendo gastos R$ 130.695,36 num enxoval de lençóis e roupas de cama e de banho. Parte desse valor (R$ 41.750) foi gasto sem licitação, em setembro deste ano. A outra parte (R$ 88.945,36) se refere a um pregão aberto no último dia 4 de dezembro para a aquisição de itens como mantas, fronhas e roupões de banho.

“A aquisição justifica-se para renovar as roupas de cama e banho da família presidencial e de hóspedes nas Residências Oficiais do Palácio da Alvorada e da Granja do Torto”, diz o estudo que fundamenta a abertura do edital. As colchas vão ornar a nova cama de R$ 42.230 do Alvorada. O item tem revestimento em couro grão natural e pés em metal, e foi adquirido em fevereiro por Janja junto a sofás reclináveis de até R$ 65.140 e poltronas ergonômicas de R$ 29.450.

No fim do ano, a Presidência abriu processos para comprar R$ 182.810 em persianas motorizadas e cortinas e R$ 358.400 em árvores de Natal e arranjos de flores nobres, tropicais e de campo para recepcionar autoridades, políticos e artistas.

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Política

Partidos da base de Lula deram oito em cada dez votos para manter o fundão eleitoral em quase R$ 5 bilhões

Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado

Embora o Congresso tenha aprovado o Orçamento de 2024 com fundo eleitoral de R$ 4,9 bilhões numa votação simbólica, em que não é possível identificar como cada parlamentar se posicionou, a apreciação de um destaque que previa uma redução drástica do fundão revela que a maioria esmagadora dos partidos da base do governo foi favorável à manutenção dos R$ 5 bilhões para financiar as campanhas em 2024. Na outra ponta, o PL, principal legenda da oposição, também teve papel determinante para a aprovação: praticamente metade da bancada votou pelo valor turbinado.

O comportamento dos partidos pode ser observado a partir da análise de um destaque apresentado pelo partido Novo durante a sessão da última sexta-feira. O texto determinava que o fundo eleitoral deveria ficar em aproximadamente R$ 900 milhões. Os congressistas, contudo, sequer apreciaram o mérito da redução.

Veja como deputados votaram — Foto: Editoria de Arte

A admissibilidade da proposta, submetida à Câmara, foi rejeitada por 355 votos a 101. Somados, PT e as demais siglas que dão sustentação à gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva contribuíram com 298 (84%) desses votos. Já nas fileiras do PL, de Jair Bolsonaro, 39 deputados foram contrários à apreciação do destaque, o que equivale a 46% da bancada que marcou presença na sessão.

O fundão bilionário difere da proposta orçamentária enviada pelo Palácio do Planalto, que destinava R$ 939 milhões para bancar as eleições municipais do ano que vem — em 2020, foram gastos R$ 2,7 bi (valor já corrigido pela inflação). À época da elaboração dessa proposta, nos bastidores, integrantes do governo admitiam que o Executivo estabeleceu um valor que sabia que não passaria, com o objetivo de transferir ao Congresso o ônus político de aprovar um montante que causaria desgaste junto à opinião pública.

O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, afirmou ser um defensor do financiamento público de campanha, mas declarou não ver “razoabilidade” no aumento e defendeu apenas o reajuste pela inflação do que foi utilizado em 2020, o que levaria o montante a R$ 2,7 bilhões.

— O valor de R$ 5 bi é o início do fim do financiamento público. Ano que vem estaremos discutindo o retorno do financiamento de pessoas jurídicas em campanhas eleitorais. Não tenho dúvida disso — previu Pacheco.

Com informações de O Globo

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Celebridades

Whindersson quer criação de lei em nome de jovem morta após fake news: ‘Perigoso’

ImagemFoto: Reprodução

Whindersson Nunes, 28, se manifestou, na noite deste domingo (24), para desmentir, mais uma vez, ter algum envolvimento com Jéssica Vitória Canedo, que morreu após a fake news sobre o affair gerar uma onda de ataque nas redes sociais. O humorista deixou uma mensagem de pêsames para a mãe da jovem de 22 anos e pediu a criação de uma lei para impedir que novos casos como o ocorrido voltem a ocorrer.

O que aconteceu

Em vídeo de dez minutos, o humorista abriu o seu discurso contando que foi procurado por um homem, sob alegação de que tinha recebido um print de troca de mensagens dele com a jovem. “Uma página de fofoca, uma outra página de fofoca, mandou mensagem pra mim:

“Olha, tô mandando uns prints de uma conversa sua, mas a gente não vai postar, porque não parece ser você nas conversas. Você quer que eu mande pra você?”. Eu falei: “mande, mas quem é a pessoa?” [e falaram]: “É a Jéssica”. A Jéssica, como se eu conhecesse alguma Jéssica. Então, eu já sabia que não era eu”, iniciou.

Ele explicou que o seu silêncio diante do caso ocorreu por já ter sofrido com ataque de ódio na internet sobre seus relacionamentos e a perda de seu filho.

No vídeo, o humorista contou que havia decidido gravar um vídeo em seu retorno ao Brasil para acabar com a fake news, mas poucos dias depois sobre da morte da jovem e ficou sem reação.

Whindersson Nunes, então, abriu o coração para expor as suas dores, comparou a morte da jovem a perda de seu filho e deixou uma mensagem de sentimentos para a mãe da jovem.

Ele criticou a página Choquei por ter exposto o caso sem mentiroso sem apuração, mas também pediu para não haver uma onda de ódio contra a página e seu responsável.

Ao fim, ele novamente deixou uma mensagem de pêsames a mãe de Jéssica Vitória Canedo.

Com informações de Splash – UOL

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