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Quatro ministros do governo Lula (PT) votaram, quando deputados, a favor da proposta conhecida como “PEC da privatização das praias” em 2022. O ministro das Relações Institucionais, Alexandre Padilha, disse que o governo é contra a proposta de transferir “terrenos de marinha” para Estados e municípios. O texto deve ser votado pelo Senado.
Os ministros André Fufuca (Esportes), Celso Sabino (Turismo), Juscelino Filho (Comunicações) e Silvio Costa Filho (Portos e Aeroportos) foram a favor o texto que foi aprovado por 389 votos favoráveis e 91 contrários na Câmara dos Deputados. Alexandre Padilha, Paulo Pimenta (Reconstrução do RS) e Paulo Teixeira (Desenvolvimento Agrário) foram contrários.
“O governo é contrário a qualquer programa de privatização das praias públicas, que cerceiam o povo brasileiro de poder frequentar essas praias. Do jeito que está a proposta, o governo é contrário a ela”, afirmou Padilha depois de reunião com líderes do governo, no Palácio do Planalto, nesta segunda-feira.
Questionado o ministério das Comunicações disse que, apesar de Juscelino Filho ter votado favoravelmente à PEC em 2022, em “circunstâncias e no contexto político da época” que “são parte do processo democrático”, hoje ele está alinhado com o governo e com as funções ministeriais.
Os ministérios do Turismo, Esporte e Portos e Aeroportos ainda não se manifestaram sobre o assunto.
Veja a nota do Ministério das Comunicações:
“O ministro Juscelino Filho está afastado do cargo de deputado federal e, consequentemente, não participa das votações. Sua atenção está voltada para as responsabilidades ministeriais. Quanto à PEC 39/2011, a discussão está a cargo do Senado Federal, onde o ministro não possui voto.
É importante esclarecer que as decisões de Juscelino enquanto parlamentar, em mandatos anteriores, foram baseadas nas circunstâncias e no contexto político da época e são parte do processo democrático, sujeito às dinâmicas do debate político.
Juscelino Filho reafirma o seu alinhamento com as diretrizes atuais do governo e destaca seu empenho em cumprir a missão que lhe foi confiada à frente do Ministério das Comunicações”.
Discussão
O tema voltou a ser debatido depois de ser pautado na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) em 27 de maio. O texto é de relatoria do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
Poder360
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