Brasil

Volta do horário de verão será decidida na próxima terça-feira (11), diz ministro

Horário de verão

O Ministério de Minas e Energia vai decidir na próxima terça-feira (15) sobre adoção do horário de verão no Brasil ainda este ano. O ministro Alexandre Silveira vai se reunir com a equipe técnica no prédio da pasta em Brasília para definir a questão. Diante da urgência da decisão, Silveira reduziu em uma semana o período de férias e retornará ao trabalho na próxima segunda-feira (14). “O resumo da ópera é que se houver risco energético, não interessa outro assunto a não ser fazer o horário de verão”, afirmou Silveira nesta sexta-feira (11), em Roma, após participar como palestrante do último painel II Fórum Internacional Esfera.

De acordo com Silveira, a reunião foi marcada para terça-feira por causa da “imprescindibilidade de ser agora” e, para isso, é preciso que seja de imediato para permitir que os setores que serão impactados se preparem, embora, segundo ele, o cuidado que teve de conversar com os setores muito importantes para que se planejam.

Silveira destacou que o horário de verão é uma política pública aplicada mundialmente e não deve ser tratado como uma questão ideológica. “Primeiro quero registrar que o horário de verão é uma política pública que não é nacional. É implementada em vários países e em especial em países desenvolvidos. É uma política pública que não deve ser tratada como uma questão ideológica e ela foi tratada pelo governo anterior assim, simplesmente extirpando ela em 2019”, observou.

Agência Brasil

 

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Política

PT é um dos partidos que mais descumpriu a cota de gênero nas Eleições 2024

Eleições, Eleições 2022
Urna eletrônica (Foto: Abdias Pinheiro/TSE)
A Secretaria da Mulher da Câmara dos Deputados, por meio do Observatório Nacional da Mulher na Política (ONMP) publicou, nesta sexta-feira (11), um estudo sobre a participação feminina nas eleições municipais de 2024. O documento foi enviado ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e à Procuradoria-Geral Eleitoral (PGE). Os dados mostraram que a cota mínima de 30% de candidaturas foi descumprida em mais de 700 municípios. Neste pleito, foram identificados 279.011 registros de candidaturas masculinas e 152.930 femininas, correspondendo a 64,59% e 35,41%, respectivamente. Este número mostra aumento de um ponto percentual nas candidaturas femininas em relação às eleições municipais de 2020, ainda que o número total de registros tenha diminuído para homens (-55 mil) e mulheres (-22 mil) em relação ao pleito anterior.

Partidos

Em relação aos dados de 2020, quando apenas dois partidos pequenos tinham mais de 40% de candidaturas femininas, os números de 2024 revelam uma discreta melhora. Neste pleito, quatro partidos ou federações apresentam mais de 40% de candidaturas de mulheres, enquanto outros 12, dos 25 que concorrem, têm mais de 35% de candidaturas femininas. Sobre o cumprimento da cota de mulheres pelos partidos políticos nos municípios, identificamos que em 4797 municípios (86,1%) todos os partidos respeitaram a cota. Porém, ainda resta um contingente de 772 municípios (13,9%) nos quais ao menos um partido e/ou federação desrespeitou a cota. Na primeira posição está o PSDB, que descumpriu a cota em 93 municípios, seguido pelo PT (83) e MDB (58). Em relação a 2020, quando a cota não foi cumprida em 1.304 municípios, houve uma sensível melhora nos números. De acordo com os dados da tabela abaixo, ainda é considerável o número de partidos que descumpriram a cota em dois municípios ou mais.
Partido Quantidade de municípios em que a cota não foi cumprida Média da participação de mulheres (%)
PCO 2 0,00
PC do B 17 15,60
CIDADANIA 48 16,30
PV 30 20,40
REDE 20 21,48
MOBILIZA 26 23,07
PSOL 8 23,21
AVANTE 32 23,29
PMB 14 23,75
PSDB 93 24,75
PSB 31 25,20
UNIÃO 46 25,24
AGIR 30 25,26
PRD 24 25,42
DC 21 25,56
PT 83 25,77
PODE 38 26,02
SOLIDARIEDADE 33 26,13
PL 58 26,23
NOVO 15 26,34
MDB 58 26,38
REPUBLICANOS 42 26,46
PSD 55 27,01
PP 57 27,21
PDT 39 27,26
PRTB 12 28,14
Agência Câmara

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Judiciário

Moraes vota para impedir acesso de Bolsonaro à delação de Mauro Cid

Alexandre de Moraes, ministro do STF
(Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil)
O ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), negou dois recursos apresentados por Bolsonaro. Um deles diz respeito a pedido de acesso integral aos termos de declaração da delação do ex-ajudante de ordens Mauro Cid. O outro sobre um suposto vazamento de dados sigilosos da Polícia Federal e quebra de sigilo de Cid. Os ministros votam por meio do sistema eletrônico do STF. Moraes é o presidente da Primeira Turma, e também integram o colegiado os ministros Flávio Dino, Cristiano Zanin, Luiz Fux e Cármen Lúcia. Nesta modalidade, não há discussão entre os ministros, eles apenas apresentam os votos no sistema. Se houver um pedido de vista, ou seja, mais tempo para analisar o caso, o julgamento é suspenso. Se houver um pedido de destaque, o caso é enviado ao plenário. Sobre a quebra de sigilo de Cid, Moraes diz que “a apresentação do relatório minucioso de análise de todo o material colhido a partir da determinação da quebra de sigilo telemático oportunizará aos acusados todos os elementos que serviram de fundamento à conclusão da Polícia Federal, quando do término do inquérito, inclusive aqueles não empregados no ato e que poderiam lhes ser benéficos”. Em relação ao acesso à delação de Cid, Moraes diz que a defesa de Bolsonaro “não apresentou qualquer argumento minimamente a afastar a decisão”. “A ressalva que se faz à compreensão vinculante diz respeito às diligências investigatórias em curso, que, sob risco de comprometimento do seu bom sucesso, deve ser preservado o sigilo necessário à apuração e à atividade instrutória, sob pena de inviabilizar as investigações em andamento”, afirma. Segundo Moraes, no momento da decisão final de mérito, o Judiciário deverá analisar a colaboração premiada e as provas dela derivadas, assim como o fará em relação a todos os meios de prova (interceptação, quebra de sigilo bancário, mandado de busca e apreensão, etc), no intuito de formar sua convicção e julgar. “As investigações relacionadas a esses tópicos gerais estão em regular trâmite nesta Suprema Corte, com diversas diligências em andamento, o que, nos termos da fundamentação acima delineada, impedem o acesso, pelos agravantes, aos depoimentos de Mauro Cid no âmbito de colaboração premiada”, diz.

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Economia

Se houver risco energético, horário de verão volta neste ano, afirma Alexandre Silveira

Foto: Reprodução/Agência Brasil/Tauan Alencar/MME

O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, nesta sexta-feira (11) afirmou que a volta do horário de verão ocorrerá necessariamente neste ano se o País enfrentar risco de suprimento de energia elétrica. Por outro lado, sem esse risco, Silveira declara que será avaliado o “custo-benefício” da política, em diálogo com diferentes setores afetados.

Ele também reforçou que a decisão sobre o retorno do horário de verão será na semana que vem.

Se for implementado, será após um intervalo mínimo de 20 dias para o planejamento dos setores afetados, sem impacto no segundo turno das eleições, segundo ele.

”Nós estamos tendo todo o cuidado, toda a serenidade. O resumo da ópera é o seguinte: se houver risco energético, não interessa outro assunto a não ser fazer o horário de verão. Se não houver risco energético, será um custo-benefício que eu terei a tranquilidade, a serenidade e a coragem de decidir a favor do Brasil”, declarou, em evento do grupo Esfera Brasil, em Roma, na Itália.

O Ministério de Minas e Energia (MME) informou que nas últimas semanas houve debates com diferentes setores, incluindo as companhias aéreas.

A decisão sobre horário de verão será “técnica e com sensibilidade social e política”, disse também o ministro.

Silveira voltou a mencionar que não há “problema energético” no Brasil, no período da seca, em função de medidas preventivas adotadas. Ele cita como exemplo a diminuição da vazão de Jupiá e Porto Primavera. Foram preservadas mais de 11% de água doce nos reservatórios, segundo o ministro.

R7

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Judiciário

Dino diz que há ‘tranquilidade’ sobre PECs aprovadas na CCJ para limitar decisões monocráticas no STF

Foto: Gustavo Moreno/SCO/STF

O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou na manhã desta sexta-feira (11) que há “muita tranquilidade” sobre as Propostas de Emenda à Constituição (PEC) aprovadas da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados que reduzem o poder do STF. A fala ocorreu durante o evento Encontro de Líderes, organizado pela Comunitas, organização da sociedade civil, em São Paulo.

Para limitar as decisões monocráticas dos ministros, a CCJ aprovou na quarta-feira (9) o chamado pacote “anti-STF”. A ofensiva contou com apoio de partidos da base do governo Luiz Inácio Lula da Silva. Mesmo com pouco movimento na Casa e sem sessão em plenário, o Palácio do Planalto não se mobilizou.

— Então, há muita tranquilidade em relação a isso, muita ponderação. Agora, o Supremo não vai deixar de decidir o que deve ser decidido, porque isso possa desagradar tal ou qual agente público ou privado, porque o nosso papel é exatamente ter independência, aplicar a lei e fazer o certo, independentemente de eventuais consequências políticas. Isso não nos cabe, mas quem julga é o Supremo, claro — afirmou, em entrevista aos jornalistas.

As chamadas decisões monocráticas são as proferidas por apenas um magistrado. Além de limitarem essas, as duas Propostas de Emenda à Constituição (PEC) e dois projetos de lei aprovados autorizam o Parlamento a anular julgamentos do Supremo e criam um novo rito para processos de impeachment de ministros da Corte.

O pacote vale para o STF e outros tribunais superiores, como o Superior Tribunal de Justiça (STJ) e o Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O texto deve agora ser analisado por uma comissão especial antes de ir a plenário.

Pouco antes, para um público de governadores e especialistas em segurança pública, Dino afirmou que as decisões da Corte “ora são marcadas pela autocontenção, ora pelo ativismo, como é a vida”.

O Globo

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Paraíba

Banco é condenado a restituir cliente que caiu no ‘golpe do pix’, em João Pessoa

(Foto: Edu Garcia/R7 – 04.09.2024)
Uma decisão judicial condenou um banco a restituir R$ 10 mil a um cliente vítima de um golpe. A decisão é da 2ª Turma Recursal Permanente da Capital. De acordo com a ação movida pelo consumidor, ele teria sido induzido a acreditar que haviam bloqueado uma compra de R$ 1.800,00 em seu cartão de crédito. Em seguida, foi enviado um PIX de R$ 10 mil para uma chave apontada pelos golpistas. De acordo com a decisão judicial, a instituição financeira deverá reembolsar o consumidor em R$ 5 mil, o que equivale a 50% do valor subtraído na fraude sofrida. O relator do processo, o juiz Inácio Jário Queiroz de Albuquerque, entendeu haver culpa concorrente, em razão da falha da prestação de serviço da instituição financeira, que não adotou as medidas de segurança na movimentação de valor fora do padrão do correntista. Isso teria contribuído para a consumação da fraude e, também do autor, que sob a orientação do fraudador, permitiu o acesso a sua conta. A instituição financeira ainda pode recorrer da decisão. Blog do BG PB

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Brasil

PF investiga incêndios criminosos no Pantanal

Mais de 80% das queimadas no Pantanal são causadas por humanos, diz  pesquisadora | Mato Grosso | G1

Foto: Agência Brasil

Polícia Federal (PF) cumpre, nesta quinta-feira (10), três mandados de busca e apreensão no âmbito da Operação Arraial São João, criada para combater os crimes de incêndio, desmatamento, exploração ilegal de terras da União, associação criminosa, entre outros, na região de Corumbá/MS.

As investigações da polícia apontam que a área atingida pelos incêndios é um alvo comum dos criminosos e que essa mesma área acaba sendo, posteriormente, usada para grilagem, com a realização de fraudes junto aos órgãos governamentais. Há também indícios de uso da área devastada para manejo de gado irregular proveniente da Bolívia.

“A perícia da Polícia Federal identificou que aproximadamente 30 mil hectares do bioma pantanal foram queimados por ação dos investigados. A catástrofe ganhou grande repercussão, tendo em vista que o ápice das queimadas ocorreu no final de semana do Arraial São João, tradicional festa junina de Corumbá, revelando imagens impactantes enquanto a margem do Rio Paraguai ardia em chamas”, informou a PF.

Ainda segundo a polícia, os investigados poderão responder pelos crimes de provocar incêndio em mata ou floresta, desmatar e explorar economicamente área de domínio público, falsidade ideológica, grilagem de terras e associação criminosa.

Agência Brasil

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Brasil

Prazo para sacar dinheiro de ‘bets’ ilegais termina nesta quinta (10); Saiba como resgatar

Bets (Foto: Bruno Peres/Agência Brasil)

Termina nesta quinta-feira (10) o prazo para os apostadores com dinheiro depositado em bets irregulares, retirarem os valores. A partir desta sexta-feira (11), a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) derrubará o acesso a cerca de 600 páginas que não pediram autorização ao Ministério da Fazenda para operarem no Brasil.

Na semana passada o Ministério da Fazenda divulgou uma lista com 199 marcas autorizadas a operar no país. Com isso, o usuário deverá consultar se a empresa está nela. Caso não esteja, o dinheiro está depositado em um site irregular e deverá ser retirado para não provocar prejuízo ao apostador.

Passo a passo

Para sacar o dinheiro, o apostador deverá fazer login no aplicativo ou no site da aposta. Nesse caso, deverá clicar na área em que aparece o saldo e clicar na opção de saque. Em seguida, é necessário confirmar o valor a ser retirado, no caso o saldo total, e informar a conta bancária para onde o dinheiro será enviado.

O usuário terá a opção de receber o dinheiro via Pix ou por transferência eletrônica disponível (TED). O repasse por Pix é mais vantajoso por ser instantâneo e funcionar 24 horas, enquanto as transferências só podem ser feitas em dias úteis e não são executadas à noite e em fins de semana.

Caso o usuário peça a retirada e não receba o dinheiro, deve acionar o suporte do aplicativo, antes do banimento definitivo do país. Se o saldo não for depositado, a primeira opção é registrar queixa em um órgão de defesa do consumidor, como o Procon.

Fraudes

Se não houver resposta, aumentam as chances de o apostador ter sido vítima de fraude. Nesse caso, o processo passa para a esfera criminal. O usuário deverá registrar ocorrência policial e procurar o Ministério Público, que pode identificar pedidos de ressarcimento para um mesmo site e registrar uma ação judicial coletiva.

Mesmo recorrendo à Justiça, o apostador precisa ficar atento ao fato de a maioria das bets serem estrangeiras e não terem representantes legais no Brasil. Isso dificulta a responsabilização da empresa e a punição. De qualquer forma, o conselho é acionar a polícia e a Justiça o mais rápido possível para evitar que as acusações percam a validade e o processo prescreva.

Agência Brasil

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Política

Contra domínio da esquerda, Artur Bolinha apoia reeleição de Bruno Cunha Lima, em CG

Foto: Divulgação
O empresário Artur Bolinha (Novo) anunciou, nesta quinta-feira (10), que vai apoiar Bruno Cunha Lima (União) no segundo turno da disputa pela prefeitura de Campina Grande. A informação foi confirmada durante uma coletiva de imprensa em um hotel, na rainha da Borborema. “Nosso compromisso com Campina Grande não é ficar em cima do muro. Minha decisão se baseia no fato de nunca ter visto tão de perto o domínio da esquerda em Campina Grande.” disse Bolinha. Já Bruno Cunha Lima agradeceu o apoio do empresário. “O foco do nosso compromisso é o bem de Campina Grande. É o bem de Campina que nos une, é o bem de Campina que faz com que nós também tenhamos divergências para que, através da construção de pontos de vista diferentes, a gente possa chegar ao melhor resultado, a gente possa chegar ao melhor resultado de uma cidade que é grande, mas que vai ser cada vez maior.” ressaltou Bruno. No primeiro turno Bolinha obteve 16.282 votos (16,71%) ficando em quarto lugar. Além de Bruno, o candidato Jhony Bezerra (PSB) também disputa o segundo turno das Eleições 2024 em Campina Grande.

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Mundo

Sobe para dez número de mortos após furacão Milton, nos EUA

Subiu para dez o número de mortos pelo furacão Milton. A informação foi confirmada pelo Secretário de Segurança Interna dos EUA, Alejandro Mayorkas.

Pelo menos duas pessoas morreram em São Petersburgo, na Flórida (EUA), após o furacão Milton atingir a costa oeste do estado americano durante a noite de quarta-feira (9), segundo o chefe de polícia do condado, Tony Holloway, durante uma entrevista coletiva nesta quinta-feira (10).

“Um era médico e o outro era alguém que foi encontrado em um parque”, comentou Holloway. “Estamos aguardando o médico legista informar a causa da morte”.

As autoridades estão considerando que ambas as mortes estão relacionadas à tempestade, informou o Tampa Bay Times nesta quinta. A polícia não sabe a causa exata ainda, informou ao Times um porta-voz da Polícia de São Petersburgo, Ken Knight.

CNN

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