Polícia

PRF apreende quase 200kg de drogas em carro abandonado na BR-101, em Mamanguape

Na manhã deste domingo (8), uma equipe da PRF apreendeu 184,7 kg de maconha em um Jeep Compass no km 38 da BR-101, em Mamanguape (PB). O veiculo estava parado à margem da rodovia, sem nenhum ocupante apresentando problemas mecânicos em uma das rodas.

Durante atendimento à ocorrência, a equipe notou que o porta-malas continha diversos pacotes com odor característico e aparência semelhante ao acondicionamento de drogas.

Os policiais abriram o compartimento e confirmaram que se tratava de pacotes de maconha.

No interior do veiculo foram ainda encontrados documentos pessoais de uma mulher, pertences femininos, além de uma Nota fiscal que poderão auxiliar nas investigações dos responsáveis pelo transporte da droga.

 

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Brasil

Governo Lula teria que investir R$ 61,3 bilhões a mais para garantir padrão mínimo nas escolas, diz estudo

Foto: Avener Prado/Folhapress

Para que todas as escolas públicas do país tivessem condições mínimas de ofertar um ensino de qualidade, o governo Lula (PT) precisaria destinar R$ 61,3 bilhões a mais para a educação básica em 2025.

Em vez de aumentar os recursos para as redes de ensino, a gestão do petista, no entanto, estuda travar e não ampliar o percentual de complementação da União ao Fundeb, o principal mecanismo de financiamento da educação básica.

Neste ano, o governo federal repassou 21% do que arrecada de complemento ao fundo. Pela emenda constitucional, aprovada em 2020, essa fatia deveria aumentar progressivamente, chegando a 23% no ano que vem. É essa ampliação que o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, estuda travar.

Caso aprovada, a medida deixaria as escolas ainda mais longe de ter os recursos financeiros mínimos para seu funcionamento.

Procurados, os ministérios da Fazenda e da Educação não comentaram sobre os recursos insuficientes. Também não responderam sobre o estudo para travar o aumento de repasses para a educação básica.

O complemento necessário de R$ 61,3 bilhões foi calculado por um indicador, chamado CAQi (Custo Aluno Qualidade Inicial). Ele busca traduzir, em valores por aluno, o investimento necessário para o mínimo de qualidade a partir da realidade de cada escola.

O cálculo foi feito pela Fineduca (Associação Nacional de Pesquisa em Financiamento da Educação) e Campanha Nacional pelo Direito à Educação. Parte da pesquisa é financiada pelo próprio MEC (Ministério da Educação).

Caso fosse disponibilizado, o complemento representaria um aumento de 13,9% do que os estados e municípios brasileiros devem ter disponível para investir neste ano, cerca de R$ 441,8 bilhões.

O CAQi é um mecanismo que calcula quanto cada unidade precisa de recursos para garantir, por exemplo, que os alunos tenham todas as aulas previstas, que os professores recebam salários adequados e que as turmas não fiquem lotadas. Ou ainda o quanto seria necessário para que todo estudante esteja matriculado em uma escola com biblioteca, laboratório, quadra e até mesmo energia e água potável.

Por esse cálculo, o indicador aponta qual deve ser a ampliação da União no financiamento da educação pública brasileira. Ou seja, o governo federal seria responsável por complementar o valor por aluno em cidades ou estados que não conseguissem atingir o mínimo de recursos.

Dos 5.570 municípios brasileiros, 4.794 (86% do total) não têm neste ano recursos mínimos suficientes para garantir as condições da oferta de educação, atendendo a esses padrões. Quatro redes estaduais de ensino também não têm —Amazonas, Ceará, Maranhão e Piauí.

O cálculo considera, por exemplo, que para ofertar uma educação com padrões mínimos de qualidade na creche seria preciso investir R$ 1.158 ao mês para cada criança matriculada em uma unidade de tempo parcial e em área urbana.

Esse valor asseguraria, por exemplo, que as turmas tivessem no máximo 10 alunos por professor. Também garantiria que todos os docentes contratados tivessem formação em ensino superior e ganhassem, no mínimo, o piso salarial nacional.

Segundo o estudo, a complementação de R$ 61,3 bilhões da União representa cerca de 0,52% do PIB (Produto Interno Bruto) do país. “Não estamos falando de um montante astronômico de recursos, é uma parcela pequena do que o país produz e poderia ser usado para garantir uma educação de qualidade”, diz Pellanda.

Os dados também mostram que, se implementado, o CAQi iria beneficiar sobretudo as escolas em regiões mais pobres. Dos R$ 61,3 bilhões de complemento, 55,7% seriam destinados para redes de ensino do Nordeste e 14,3% para as do Norte.

Pela lei do PNE (Plano Nacional de Educação), o Brasil deveria ter definido e iniciado a operacionalização do CAQi para financiar a educação básica até 2015. No entanto, até hoje o mecanismo não foi criado.

A fixação do dispositivo é responsabilidade do MEC. Em nota, a pasta comandada pelo ministro Camilo Santana reconheceu a importância de se instituir o CAQi, mas não informou prazo que isso aconteça.

O ministério disse apenas que acompanha o Projeto de Lei Complementar, que cria o SNE (Sistema Nacional de Educacional) e ao qual está atrelada a criação do mecanismo.

“O texto regulamenta o CAQ, conforme previsto na Constituição Federal. Por determinação constitucional, o CAQ será pactuado em regime de colaboração na forma disposta em lei complementar”, diz a nota.

Folhapress

 

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Política

63% afirmam que Lula não merece novo mandato, diz pesquisa Genial/Quaest

Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

Levantamento da Genial/Quaest apontou que a maioria dos entrevistados acha que o presidente Lula (PT) não merece um novo mandato. Segundo a pesquisa, 63% dizem que o petista não merece continuar mais quatro anos como presidente, ante 33% que acham que ele merece continuar na cadeira da Presidência e 4% que não sabem ou não responderam.

Os números mostram uma leve mudança em relação à pesquisa anterior da empresa, feita em março. Naquele mês, 61% disseram que Lula não merecia continuar, enquanto 35% afirmaram que o petista merecia ser reeleito e 4% não souberam ou não responderam.

A Genial/Quaest fez 2.004 entrevistas em 120 municípios, de quinta-feira (29) até domingo (1º). Entre as mulheres, 62% dizem que Lula não merece continuar, ante 34% favoráveis à permanência do petista. Entre os homens, 64% são contra e 32%, favoráveis.

Folhapress

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Brasil

Hotel de Lula em Nice, na França, tem diárias de até R$ 35.700

Foto: divulgaçã

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) está hospedado no hotel La Negresco, em Nice, na França. As diárias no local na costa francesa têm um valor mínimo de R$ 6.700 e podem chegar a R$ 35.700.

Segundo o site do hotel, o local foi fundado em 1913 e reúne peças artísticas do século 18. Fica próximo a praia e é considerado 5 estrelas.

Esse é o 2º hotel que Lula se hospeda em sua viagem presidencial a França. Antes de chegar a Nice, o petista ficou hospedado em Paris, no hotel InterContinental Paris Le Grand.

As diárias no hotel da capital francesa em uma suíte presidencial custavam cerca de R$ 64.000. As diárias do presidente na França são pagas pelo governo francês, mas esse privilégio não se estende, necessariamente, à comitiva do petista.

Desde que voltou ao Planalto, em 2023, Lula já viajou para 35 países. Quando retornar da França, completará 114 dias fora do país desde a posse. Em 2025, já foram 7 viagens para fora do Brasil.

Poder 360

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Mundo

Trump alerta Musk a não apoiar democratas após rompimento, e ameaça: ‘consequências gravíssimas’

Foto: ROBERTO SCHMIDT / AFP

O presidente americano, Donald Trump, afirmou neste sábado que o homem mais rico do mundo, Elon Musk, pagará “consequências gravíssimas” se financiar candidatos democratas que desafiaram os legisladores que apoiaram o projeto de lei de impostos e gastos dos republicanos. Em entrevista por telefone com Kristen Walker, da NBC News, o presidente também revelou que não deseja restaurar o relacionamento com Musk — com quem rompeu após um embate público na quinta-feira.

— Eu dei a ele algumas folgas no meu primeiro governo e salvei a vida dele no meu primeiro governo. Não tenho intenção de falar com ele — disse Trump na entrevista, chamando Musk de “desrespeitoso” e que tinha assumido que o relacionamento entre eles acabou.

O bilionário apoiou a campanha eleitoral de Trump e do vice-presidente J.D. Vance em 2024 e liderou os esforços de corte de gastos do Departamento de Eficiência Governamental (Doge). Sua aliança com Trump, no entanto, se desfez de forma dramática na quinta-feira, depois que se manifestou contra o projeto de lei de impostos apoiado pelo presidente durante a semana.

Musk argumentou que o projeto de lei aumentaria o déficit americano e prejudicaria seus esforços para cortar gastos do governo. Em resposta, Trump e seus aliados apontaram que o motivo da indignação de Musk seria o plano do governo para eliminar gradualmente créditos tributários para veículos elétricos que beneficiam a Tesla, fabricante de carros elétricos do bilionário.

Vance expressou esperança de que Musk eventualmente “retorne ao grupo” durante uma entrevista no podcast “This Past Weekend w/ Theo Von”, publicado neste sábado. Trump havia encorajado Vance a falar diplomaticamente sobre Musk antes de sua aparição no podcast, de acordo com uma pessoa familiarizada com a situação que compartilhou detalhes sob condição de anonimato.

 

A disputa pública provocou um baque de US$ 34 bilhões (R$ 189 bilhões no câmbio atual) no patrimônio líquido pessoal de Musk em um único dia, enquanto a Tesla perdeu US$ 153 bilhões (R$ 850,7 bilhões) em valor de mercado na quinta-feira.

 

Trump disse que não havia pensado mais em sua sugestão anterior de cancelar os contratos federais das empresas de Musk, de acordo com a NBC.

 

— Eu teria permissão para fazer isso — disse ele. — Não pensei nisso.

O Globo

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Polícia

Justiça libera acusado de agredir bebê de 4 meses achando que era ‘reborn’

Foto: reprodução

A Justiça concedeu liberdade provisória a Filipe Martins Cruz, acusado de agredir uma bebê de quatro meses ao confundi-la com uma boneca reborn. A decisão, tomada após audiência de custódia em Belo Horizonte, neste sábado, estabeleceu o pagamento de fiança e outras medidas cautelares.

Filipe foi liberado porque o crime pelo qual é investigado prevê pena inferior a quatro anos, o que, segundo a juíza Maria Beatriz Fonseca da Costa Biasutti Silva, não justificaria a prisão preventiva. A decisão reforçou a aplicação de medidas alternativas para garantir o andamento do processo.

Além da fiança fixada em R$ 4.554, equivalente a três salários mínimos, Filipe deverá cumprir outras determinações judiciais, como o comparecimento regular à Central de Acompanhamento de Penas e Medidas Alternativas para monitoramento do caso.

Relembre o caso

O caso ocorreu, na fila de um trailer de lanches na Avenida Getúlio Vargas, na Savassi, região Centro-Sul da capital mineira. O suspeito abordou os pais da criança, insinuando que o bebê era falso e que estavam tentando furar a fila.

Mesmo após os pais confirmarem que o bebê era real, o homem não se convenceu e desferiu o golpe contra a criança, causando inchaço na cabeça. Pessoas que presenciaram a agressão contiveram o suspeito até a chegada de uma viatura da Polícia Militar.

A mãe, de 25 anos, levou o bebê ao Hospital João XXIII, onde os médicos constataram que, apesar do trauma, a criança não corre risco de vida. À polícia, o agressor afirmou ter se irritado por supostamente perder a vez na fila e disse ter consumido bebida alcoólica.

A Polícia Civil informou que o suspeito, de 36 anos, foi conduzido e ouvido na Delegacia de Plantão Especializada em Atendimento à Mulher, nesta madrugada (6), em Belo Horizonte.

O Globo

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Brasil

‘Todo mundo conhecia o problema do INSS, e o ministro Rui sabe disso’, diz chefe da CGU

Foto: Cristiano Mariz

À frente da Controladoria-geral da União (CGU), que ao lado da Polícia Federal revelou o esquema de fraudes no INSS, o ministro Vinicius Carvalho virou alvo de críticas dentro do governo conforme ficou claro que a investigação havia se transformado numa nova frente de problemas para a gestão de Luiz Inácio Lula da Silva. O ministro da Casa Civil, Rui Costa, disse que o assunto só se tornou uma crise porque avisos não foram feitos ao então ministro da Previdência, Carlos Lupi, que deixou o cargo diante do escândalo. Ao GLOBO, o chefe da CGU disse que seguiu a orientação do presidente de ser “intolerante com fraudes, desvios e corrupção” e que não faltaram alertas sobre o avanço do caso.

A operação contra fraudes no INSS virou uma crise para o governo. Há mea-culpa a ser feita na condução do caso?

O presidente me deu uma tarefa clara quando me convidou para o ministério: ser intolerante com fraudes, desvios e corrupção. Poderíamos fingir que não vimos e rezar para ninguém descobrir. Ou fazer alguma perfumaria, inventando uma Medida Provisória, falando em recadastramento daqui a três anos, como foi feito no governo Bolsonaro. A terceira possibilidade era investigar, punir e ressarcir os aposentados. Esta foi a medida tomada.

Rui Costa disse que não houve alerta sobre o caso “a nível de ministro”. De fato, o senhor não tratou com o ex-ministro Carlos Lupi sobre o assunto. Por quê?

A preocupação do ministro Rui é super legítima: evitar que aposentados e pensionistas fossem lesados. Essa investigação foi feita em menos de um ano, que é um prazo razoável. Houve reuniões com a Previdência, envolvendo secretários. O Tribunal de Contas da União já tinha tomado decisão. Todo mundo sabia do problema e que a CGU estava fazendo auditoria. A informação de que as pessoas não sabiam não procede. O ministro Rui sabe disso. Temos 600 auditorias por ano na CGU. Em algumas situações, detectamos fraude, e a equipe vai à PF. Foram 739 operações feitas com a PF nos últimos 20 anos. Isso não é novidade para ninguém.

O senhor já se entendeu com o Rui Costa?

Nunca tive problema com o ministro. Essa avaliação que ele faz é de quem gostaria que o problema fosse detectado lá atrás. Eu também gostaria. Aliás, os valores obviamente são muito importantes, mas a função precípua do INSS era assinar e avaliar esses acordos de cooperação técnica. Eles foram assinados com entidades que não tinham a menor condição e não prestavam nenhum serviço aos aposentados. Ali é o ovo da serpente. Os acordos com essas entidades vinculadas ao centro do escândalo foram assinados em 2021 e 2022.

Mas o valor explode justamente durante o governo Lula.

Se monto um esquema em 2021 e 2022, em que ano que os descontos iam estourar? Em 2023. Mas não é meu papel defender entidade. Todas que fraudaram o INSS devem ser punidas. Em relação ao núcleo que fez as fraudes, há indícios claros de que foram pagas propinas de diferentes formas para servidores do INSS. Todo mundo está sendo investigado. Só que é importante individualizar a conduta de cada entidade.

A AGU deixou algumas entidades investigadas fora do pedido de bloqueio de recursos, casos da Conafer e da Contag, que tem um irmão de Lula na diretoria. O governo tentou aliviar para elas?

Não. Foram feitos pedidos de bloqueio contra as entidades alvo de processos de responsabilização pela Lei Anticorrupção. Não estou dizendo que outras entidades não possam vir a ter indício de corrupção. Estamos no meio do processo. Não há seletividade. Todas as entidades que tiverem fraudado os descontos ou praticado algum ato de corrupção serão responsabilizadas. Se amanhã aparecer indício, por meio de quebra de sigilo ou relatório de informação financeira, de que a Contag pagou propina, te garanto que o processo será aberto no dia seguinte.

Como moralizar o sistema de descontos dos aposentados?

Há duas formas. A primeira é fazer com que o sistema não exista, dizendo que se trata de relação privada. A segunda é desenvolver um sistema imune, com biometria que funcione e mecanismo de fiscalização. O INSS nem recebia a documentação das entidades. Isso tem que ser revisto. Acho, inclusive, que, se for mantida a possibilidade do desconto em folha, isso tem que ser remunerado ao Estado pelas entidades. Não faz sentido ser gratuito. A conclusão do relatório da CGU é que o mais viável seria interromper os descontos. Mas essa é uma decisão política, que envolve inclusive o Congresso Nacional.

Entrevista completa em O Globo

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Paraíba

VIROU MODA: Homem é socorrido com fortes dores após introduzir desodorantes no ânus, em João Pessoa

 

O SAMU socorreu um homem de 44 anos, na a manhã deste sábado (7) após relatar fortes dores abdominais. O caso aconteceu no bairro do Bessa.

Ao chegar no Hospital de Trauma, as equipes encontaram dois frascos de desodorante em spray, introduzidos no reto da vítima..

O homem foi encaminhado diretamente ao bloco cirúrgico, onde passou por procedimento médico para a remoção dos objetos e está internado.

Blog do BG PB

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Paraíba

Motorista de carro funerário morre após grave acidente na BR-230 em Sousa, no sertão

Um grave acidente entre um carro e um caminhão deixou uma pessoa morta e outra ferida, na manhã deste sábado, (7), na BR-230, em Sousa, no Sertão da Paraíba.

O homem, que conduzia um corpo em um carro funerário, não resistiu aos ferimentos e morreu no local, após ficar preso nas ferragens.

Um passageiro que estava no mesmo veículo sofreu ferimentos, porém seu estado de saúde não foi informado.

A Polícia Rodoviária Federal vai investigar as causas do acidente.

Blog do BG PB 

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Sem categoria

Com a popularidade em baixa, governo Lula patina ao tentar reverter rejeição com medidas populares

Foto: KEBEC NOGUEIRA/METRÓPOLES

Com a popularidade em baixa, o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sinalou que deve lançar no segundo semestre um pacote com medidas no campo social, voltadas sobretudo para o eleitorado de baixa renda.

A edição da pesquisa Genial-Quaest, divulgada na quarta-feira (4), mostrou que a impopularidade do presidente cresceu sobre uma das faixas de público mais fiéis ao petista: aqueles que ganham até dois salários-mínimos.

Por isso, o presidente solicitou à Casa Civil medidas de impacto rápido e direto, sobretudo envolvendo oferta de crédito a baixo custo, e pretende anunciá-las ao longo dos próximos meses.

Na lista, figuram o financiamento de motocicletas a entregadores de comida, um programa de crédito para jovens abrirem seu primeiro negócio e para donas de casa reformarem seus imóveis e o acesso à cesta básica a idosos de baixa renda.

Fora isso, há medidas já anunciadas como a tarifa social de energia elétrica, o vale gás e a isenção do imposto de renda para quem ganha até R$ 5 mil.

O petista também pretende participar de caravanas temáticas promovidas pelas pastas ministeriais. Uma delas é o programa de consultas com especialistas promovido pelo Ministério da Saúde.

O presidente manifestou ainda a intenção de acompanhar vistorias de obras públicas e marcar presença em eventos culturais financiados pelo governo federal.

Segundo relatos à CNN, a avaliação é de que, até agora, o governo Lula 3 não conseguiu pautar o debate público. E tem ficado refém de crises políticas ou de críticas da oposição. Nas palavras de um auxiliar, a gestão não pode “continuar a reboque”.

Nos bastidores, assessores palacianos reconhecem que o episódio do IOF ajudou a manter a popularidade do presidente em baixa, um exemplo do que o governo petista não deve fazer: anunciar medidas sem antes discutir com a cúpula do Congresso Nacional.

CNN Brasil

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