Polícia

Lei Seca autua 62 condutores por embriaguez durante Operação São João, na Paraíba

A Operação Lei Seca já autuou 130 condutores durante a Operação São João, deflagrada no fim de maio, na Paraíba. De acordo com o Detran, destes, 62 foram flagrados dirigindo sob influência de álcool e 68 motoristas foram enquadrados por outras infrações ao Código de Trânsito Brasileiro (CTB).

Na grande maioria, as blitzen foram realizadas no Parque do Povo, nas principais avenidas de Campina Grande e no Distrito de Galante. As prisões ocorreram nos dias 1º, 8 e 13 de junho, sendo três delas na Serra da Borborema, duas em Santa Rita e uma em João Pessoa.

Crimes

Os motivos das apreensões e conduções à delegacia foram por alcoolemia, dirigir sem CNH, desobediência, desacato, resistência às prisões, porte de substância ilegal e até interferência indevida na ação policial para auxiliar a fuga de um condutor alcoolizado.

Apreensão de veículos

Ainda nesse período, foram realizados 813 testes de etilômetro, que resultaram na remoção de 19 veículos aos pátios do órgão. Os agentes responsáveis pelas ações atuaram nas fiscalizações com o auxílio de etilômetros, talonários eletrônicos, redutores de velocidade móveis, camas de faquir, cones e barreiras de sinalização retrátil.

Blog do BG PB

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Economia

Câmara acerta votar urgência contra IOF e deve ter mais de 300 votos

Como funciona a Câmara Federal? - Brasil de FatoFoto: Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados

Os líderes da Câmara dos Deputados definiram nesta 2ª feira (16.jun.2025) votar o requerimento de urgência do PDL (projeto de decreto legislativo) que derruba o decreto que aumentou o IOF (Imposto sobre Operações Financeiras). O acordo feito foi para que o mérito do texto não seja analisado. Vista como um recado de força ao governo, a votação deve ter mais de 300 votos no plenário.

O dispositivo permite que a proposta seja analisada no plenário sem passar pelas comissões temáticas. O presidente da Casa Baixa, Hugo Motta (Republicanos-PB), já havia optado por pautar a urgência depois da insatisfação com a MP (Medida Provisória) do Executivo editada na 4ª feira (11.jun) que aumentou impostos.

Entre as medidas, o Executivo quer taxar investimentos hoje isentos, como a LCA (Letra de Crédito do Agronegócio) e a LCI (Letra de Crédito Imobiliário).

Na 4ª feira (11.jun), Motta disse que não está no cargo para “servir a projeto político de ninguém”, em referência ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

O acordo foi visto por governistas como um aceno de insatisfação da Câmara sobre liberação de emendas e vetos de Lula. A ideia é pressionar o Planalto.

Segundo apurou o Poder360, o clima da reunião de líderes foi tenso. O líder do Governo na Câmara, José Guimarães (PT-CE), e o líder do PT, Lindbergh Farias (RJ), ficaram exaltados. Pediam mais tempo e mais diálogo. Como a discussão não andava, Motta optou por encerrar a reunião.

Integrantes do PL afirmam ter 310 votos para aprovar a urgência. Governistas consideram ser uma conta segura. Essa votação expressiva dará munição para os deputados pressionarem por outra votação logo em seguida para derrubar o decreto do IOF. Essa possibilidade é remota, entretanto, mantendo o caráter de recado dos deputados.

O governo, por sua vez, se comprometeu a adiantar o que está atrasado, como as emendas, e a voltar a ter diálogo mais próximo com os líderes.

Votar tudo nesta 2ª feira (16.jun) à noite seria quase um milagre. Ocorre que o IOF só cairá se o Senado também aprovar o decreto legislativo. Nada aponta para isso. Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), presidente da Casa Alta, não quer desagradar ao Planalto por querer negociar novos cargos e indicações no Executivo.

Mais cedo, a ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, disse que será “inevitável” um novo contingenciamento com corte em emendas, caso o Congresso derrube o decreto.

Até os deputados da base de apoio a Lula, entretanto, avaliam que o decreto do ministro Fernando Haddad (Fazenda) deveria cair. A solução para compensar os cerca de R$ 20 bilhões pode sair das reservas de dividendos da Petrobras (R$ 10,3 bilhões), BB (R$ 2,5 bilhões) e BNDES (R$ 16,1 bilhões).

Motta passou algumas horas com Lula no sábado (14.jun). O petista disse achar estranho pautar o regime de urgência para derrubar o IOF. Motta rebateu que o sentimento era ruim na Câmara e que foi muito constrangedor ter tomado conhecimento que Haddad o criticou veladamente e elogiou Arthur Lira (PP-AL), ex-presidente da Casa Baixa.

O ministro fez a declaração em jantar de advogados petistas e simpatizantes do governo Lula.

Haddad ficará fora do trabalho de 16 até 22 de junho. As férias estavam anteriormente marcadas para 11 a 20 de julho.

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Brasil

Número de beneficiários do BPC dispara 33% e pressiona gastos do governo federal

Imagem: Freepik

Uma das despesas do Orçamento federal que mais cresceu nos últimos anos foi do Benefício de Prestação Continuada (BPC). O programa cresce praticamente ininterruptamente há quase três anos. Em 31 meses seguidos de ampliação, o número de beneficiários saltou 33% e 1,6 milhão de pessoas foram adicionadas ao programa.

Dados do Ministério do Desenvolvimento Social (MDS) revelam que mudanças na legislação e a consolidação do atual entendimento da Justiça têm gerado uma verdadeira enxurrada na concessão desse benefício.

Essa explosão do número de beneficiários coincide com as várias mudanças de regras nos últimos anos que ampliou a lista de situações — de saúde ou na família — que dão acesso ao benefício. Também houve a flexibilização dos processos para o diagnóstico médico desses benefícios.

Criado pela Lei Orgânica de Assistência Social em 1993, o programa é destinado aos idosos com 65 anos ou mais (BPC idoso) e pessoas com deficiência em situação de vulnerabilidade (BPC PcD) em qualquer idade, inclusive crianças.

São beneficiários aqueles em famílias de baixa renda — com renda igual ou menor que ¼ do salário-mínimo por pessoa ou R$ 379,50 por mês. Em março de 2025, eram 6,2 milhões de beneficiários no BPC.

A cada pessoa, é pago um salário mínimo (R$ 1.518) mensalmente. O valor é mais que o dobro do Bolsa Família, que tem média de R$ 660 por família. No mesmo mês de março, o número de famílias no Bolsa Família era mais que o triplo do BPC: 20,5 milhões.

Em 2025, o Orçamento federal prevê R$ 158,6 bilhões para o Bolsa Família e outros R$ 112 bilhões para o BPC.

Apesar de a verba total ser menor, a situação tem mudado rapidamente e atualmente 1.167 municípios já recebem mais recursos para o BPC que para o Bolsa Família.

Em apenas dois anos, o número de municípios onde o benefício tem maior peso orçamentário que o Bolsa Família mais que dobrou, saltando de 492 em 2023 para 1.167 em 2025 – um aumento de 137%. O BPC é operado pelo INSS e os valores são pagos integralmente pelo governo federal.

Entre as cidades em que o BPC já é maior que o Bolsa Família, estão desde capitais – como Recife, Campo Grande, Curitiba, Goiânia e Belo Horizonte – a pequenas localidades – como Não-Me-Toque (RS), Agronômica (SC), Vitória Brasil (SP) e Itororó (BA).

As razões, segundo o TCU

A explosão do número de benefícios chamou atenção dos órgãos de fiscalização. O ministro do Tribunal de Contas da União (TCU), Antonio Anastasia, entende que o fenômeno não foi causado por apenas uma razão.

Anastasia lista pelo menos seis motivos para o crescimento do BPC.

O primeiro deles é a mudança da legislação em 2020, que passou a permitir a concessão de mais de um benefício a membros da mesma família. Ainda nas leis, a reforma da Previdência de 2019 também é citada por ter dificultado o acesso à aposentadoria. Isso pode levado mais idosos a buscarem por outra proteção social, como o BPC.

Outro motivo citado por Anastasia é a ampliação do rol de deficiências reconhecidas para o direito ao BPC, notadamente o Transtorno do Espectro Autista (TEA). Nos últimos dois anos, 17% dos benefícios a PcD tinham relato de autismo.

O ministro do TCU cita ainda como razões a adoção de um programa para redução da fila de espera do INSS – que flexibilizou a aprovação das concessões e acelerou processos –, o aumento real do salário-mínimo – que elevou o número de pessoas elegíveis por renda abaixo desse patamar – e a crescente judicialização dos pedidos.

O BPC tem sido um programa crucial para milhões de brasileiros em situação de vulnerabilidade, mas a evolução recente do programa tem levantado discussões sobre o foco do benefício e a sustentabilidade da iniciativa.

O desafio para os gestores públicos será garantir a continuidade e a eficiência do programa, mas também avaliar como o BPC e o Bolsa Família podem se complementar sem prejudicar a necessária rede de proteção aos mais pobres.

CNN Brasil

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Brasil

FARRA DO INSS: Até sogro do ministro da Previdência do governo Lula teve desconto indevido

VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES

Entre os milhares de aposentados do INSS que foram vítimas do esquema de descontos indevidos está o sogro do atual ministro da Previdência, Wolney Queiroz (PDT).

A interlocutores, Wolney Queiroz afirmou que o sogro teve desconto de R$ 82 por mês, realizado pela Caixa de Assistência aos Aposentados e Pensionistas (CAAP).

A entidade foi alvo da Operação Sem Desconto, da Polícia Federal, que investiga fraude de até R$ 6,3 bilhões no INSS. O esquema foi revelado pelo Metrópoles.

Segundo a Controladoria-Geral a União (CGU), a CAAP chegou a filiar 1.351 pessoas por hora para terem a aposentadoria descontada.

Wolney Queiroz assumiu o Ministério da Previdência em maio deste ano, após o presidente Lula (PT) demitir Carlos Lupi (PDT) justamente na esteira do escândalo do INSS.

O escândalo do INSS foi revelado pelo Metrópoles em uma série de reportagens publicadas a partir de dezembro de 2023. Três meses depois, o portal mostrou que a arrecadação das entidades com descontos de mensalidade de aposentados havia disparado, chegando a R$ 2 bilhões em um ano, enquanto as associações respondiam a milhares de processos por fraude nas filiações de segurados.

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Mundo

Conflitos entre Israel e Irã deixa 224 mortos desde início de ataques

Fogo e fumaça após ataque de Israel atingir o depósito de petróleo de Shahran, no Irã • Stringer/Getty Images

O número de mortos desde o início dos ataques de Israel contra o Irã na sexta-feira (13) subiu a 224, segundo informações da mídia estatal iraniana divulgadas neste domingo (17). Conforme as informações, 90% das vítimas eram civis.

Neste domingo (15), o Ministério da Saúde do Irã que pelo menos 224 pessoas foram mortas no país desde que Israel lançou uma onda de ataques na sexta-feira (13), de acordo com o meio de comunicação semi-oficial iraniano Mehr News, citando o porta-voz do Ministério da Saúde, Hossein Kermanpour.

Kermanpour disse que 1.277 pessoas ficaram feridas e foram tratadas em hospitais universitários do país. A grande maioria dos mortos e feridos, “mais de 90%”, eram civis, disse ele.

CNN

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Paraíba

Cícero Lucena deve deixar Israel, em direção à Jordânia, até a próxima terça-feira (17)

Prefeitos bolsonaristas em bunker em Israel pedem ajuda a Lula para sair do país

Parte das comitivas de parlamentares brasileiros, que estão em Israel, deve deixar o país, por terra, em direção à Jordânia, até a próxima terça-feira (17). Neste domingo, prefeitos brasileiros, inluindo Cícero Lucena, se reuniram com representantes da embaixada de Israel

Até o momento, a orientação por parte de autoridades israelenses é que as comitivas estrangeiras permaneçam no país, até que as condições permitam qualquer deslocamento em segurança. O Ministério das Relações Exteriores também aguarda o momento mais oportuno para que os brasileiros deixem Israel.

No encontro, o prefeito de João Pessoa reforlou o apelo para deixar o território israelense. “A partir da ponte, cada um seguirá para seu destino, seja Arábia Saudita ou outro país, sem mais depender das autoridades israelenses. O que estamos pedindo ao governo de Israel é que nos proporcione o transporte seguro até a ponte”, afirmou.

Na tarde deste domingo em Israel, por volta de 4 horas, sendo 10 da manhã no horário de Brasília, houve pela primeira vez o acionamento de sirenes à luz do dia. As outras sinalizações, até então, ocorreram durante a noite ou madrugada.

Os representantes de cidades brasileiras estão em uma universidade, a cerca de 20 km de Tel Aviv. Eles viajaram, no último domingo, a convite de Israel, para conhecerem modelos de segurança pública do país. A previsão inicial de retorno seria o próximo dia 20 de junho.

BG com informações da CNN e Maurílio Júnior

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Brasil

Haddad tira férias em meio ao impasse do IOF

Foto: Ton Molina/Fotoarena

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, entra de férias nesta segunda-feira (16), no mesmo dia em que o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, pretende pautar a urgência do Projeto de Decreto Legislativo (PDL) que derruba o aumento do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF).

Haddad fica de férias até 22 de junho, período em que será substituído pelo secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Dario Durigan.

Inicialmente, o ministro iria tirar férias entre 11 a 20 de julho de 2025, mas as datas foram alteradas no início de junho. A informação foi publicada no Diário Oficial da União de 5 de junho.

Articulação no Congresso

Na última quinta-feira (12), Hugo Motta informou que decidiu pautar a urgência do PDL que derruba o aumento do IOF. Na ocasião, o presidente da Câmara justificou que o clima na Casa “não é favorável para o aumento de impostos com objetivo arrecadatório para resolver nossos problemas fiscais”.

Se a urgência for aprovada, o texto poderá ser analisado diretamente no plenário, sem passar pelas comissões da Casa. Na prática, a tramitação da proposta será acelerada.

Em meio ao impasse da votação, Hugo se reuniu com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no Palácio do Alvorada no último sábado (14). O ex-presidente da Câmara dos Deputados Arthur Lira (PP-AL) também participou do encontro. O tema da reunião não foi oficialmente divulgado.

O líder do governo, José Guimarães (PT-CE), negou que haja uma “crise” sobre o tema. Segundo ele, o acordo firmado com Motta e os líderes partidários é para votar apenas a urgência e não o mérito da proposta em si.

O aumento do IOF foi anunciado em maio. Após a repercussão negativa das medidas, o governo recuou em parte das medidas no mesmo dia.

O ministro da Fazenda se reuniu com Motta e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), em 8 de junho para tratar da recalibragem das medidas, que foram apresentadas na última quinta-feira (11).

O Ministério da Fazenda estima arrecadar cerca de R$ 31,4 bilhões até 2026 com a medida provisória (MP) alternativa do decreto que aumentou o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF).

CNN Brasil

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Mundo

Força Aérea de Israel diz que atingiu avião de reabastecimento do Irã a 2.300 km


A Força Aérea Israelense anunciou, neste domingo, (15), que abateu um avião de reabastecimento iraniano no Aeroporto Internacional de Mashhad, na região leste do Irã.

O ataque foi realizado a 2.300 km de distância de seu alvo. Segundo comunicado oficial, este foi o ataque mais distante desde o início da operação de defesa contra Teerã.

Mais cedo, o exército de Israel afirmou ter atingido “mais de 80” alvos em Teerã, capital do Irã. Entre eles, está a sede do Ministério da Defesa iraniano. Este é o terceiro dia de confronto entre os dois países no Oriente Médio.

Israel diz que seus alvos são locais relacionados ao suposto trabalho iraniano com armas nucleares, mas o regime do Irã nega.

Os israelenses ainda mencionam que a sede do SPND, a organização de inovação e pesquisa defensiva do Irã, que segundo autoridades israelenses e ocidentais seria responsável pelo trabalho relacionado a armas nucleares, também foi atingida.

R7

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Paraíba

VÍDEO: Cantor de Brasas do Forró pede desculpas após confusão no Parque do Povo: “Dei um trabalhinho”

O cantor Rafael Bessa, do Brasas do Forró, se pronunciou após uma grande confusão na área vip do Maior São João do Mundo, em Campina Grande.

Ele precisou ser contigo por seguranças e foi expulso do local.

Em um vídeo no Instagram, o artista disse que “se emocionou” com o show A Vontade, com Raí, Zezo e Luan Estilizado. Veja:

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Brasil

ANDREZA MATAIS: Moraes transformou Gilson Machado na nova “Debora do batom”

Foto: Gustavo Moreno/Especial Metrópoles

Por Andreza Matais/Metrópoles

A espetaculosa operação da Polícia Federal, que resultou na prisão do ex-ministro de Jair Bolsonaro e na quase prisão do delator coronel Mauro Cid, só serviu para dar fôlego ao repertório dos bolsonaristas sobre perseguição política, avaliam aliados do ex-presidente.

O ministro Alexandre de Moraes determinou a prisão de Gilson Machado por suspeita de ter procurado a embaixada de Portugal para conseguir acelerar um suposto pedido de cidadania para Mauro Cid – o delator que pode colocar Bolsonaro, a quem o ex-ministro é devoto, na prisão.

A Polícia Federal foi à casa do ex-ministro e o levou para um centro de detenção. Moraes também determinou a prisão de Cid, mas recuou minutos antes de a ordem ser efetivada. O delator passou três horas prestando depoimento na PF. O primeiro disse que os dados eram para renovar o passaporte do pai. Cid afirmou que já possui cidadania e carteira de identidade portuguesas.

No fim do dia, Moraes mandou soltar o ex-ministro, como antecipou o Metrópoles. A alegação: os celulares dele já tinham sido apreendidos. Se a operação tinha apenas esse objetivo, qual era a razão da prisão?

Mais do que um pedido para acelerar o processo de cidadania, se o fato realmente ocorreu, ele demonstra que Cid e Jair Bolsonaro não romperam e que há algo suspeito nessa delação premiada.

Moraes quase conseguiu colocar a opinião pública contra o Supremo ao manter em regime fechado a “Débora do Batom”, mesmo ela tendo direito a cumprir a pena em casa. Os bolsonaristas espalharam vídeos dizendo que ela foi condenada a 14 anos por pichar a estátua da Justiça com um batom — e isso quase levou o Congresso a votar uma anistia.

O ministro recuou e estancou a crise.

Gilson Machado pode agora virar o novo símbolo da direita para descredibilizar todo um trabalho.

Por Andreza Matais/Metrópoles

 

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