Mais votado no 1º turno da corrida para o Palácio da Redenção, o governador João Azevêdo (PSB) afirmou na noite deste domingo (2) que vai buscar o apoio de lideranças políticas. O gestor teve mais de 859 mil votos, o que representa 39,60% da preferência do eleitorado paraibano. João disputará o segundo turno com o deputado federal Pedro Cunha Lima (PSDB).
“Vamos buscar as forças políticas para que possamos agregar, que queiram conversar. A forma de fazer política é essa, buscar. A articulação será feita pelo PSB, o nosso partido, junto com os outros dez partidos que compõe nossa base, que buscar através dos deputados estaduais novos aliados”, disse Azevêdo.
O gestor também fez uma projeção do que espera da nova etapa da campanha estadual. “Nós vamos fazer uma campanha que se discuta projetos e propostas. Isso é que vamos fazer. De mim, vocês não verão ataques à honra de ninguém. Vamos ter um debate de ideia. Comparando que representa cada projeto”, afirmou.
O segundo turno das eleições para governador de Pernambuco será disputado pelas candidatas Marília Arraes (Solidariedade) e Raquel Lyra (PSDB). Esta é a primeira vez na história que uma mulher chega ao segundo turno das eleições estaduais. Com isso, Pernambuco terá, pela primeira vez, uma governadora eleita.
Marília e Raquel disputam pela primeira vez o Executivo estadual, que há 16 anos é governado pelo PSB, nas gestões de Eduardo Campos, por duas vezes, e de Paulo Câmara, por mais duas.
Com 100% das urnas apuradas, Marília Arraes teve 1.175.651 votos, o que equivale a 23,97% dos votos válidos. Raquel Lyra teve 1.009.556 votos, ou 20,58% dos votos válidos. A votação dos candidatos foi a seguinte:
O presidente Jair Bolsonaro (PL) recebeu 1,7 milhão de votos a mais no domingo (2) comparado ao 1º turno das eleições em 2018.
No pleito de domingo, o presidente conquistou o 2º lugar com 43,2% dos votos válidos (sem contar brancos e nulos). O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que ficou em 1º lugar, recebeu 48,3% dos votos válidos. A disputa segue para o 2º turno.
Na disputa em 2018, Bolsonaro liderou no 1º turno contra Fernando Haddad (PT). Conquistou 49.277.010 votos, 43,03% dos votos válidos. Haddad recebeu 31.342.051, 29,28% dos válidos.
2018 X 2022
Eleito no 2º turno em 2018, Bolsonaro recebeu 57.797.466 votos, 55,13% dos votos válidos, contra o petista Fernando Haddad (PT), com 47.040.859 e 44,87%.
Na época candidato do PSL, saiu vitorioso do pleito com a 4ª melhor campanha entre as 6 vitórias de um presidente no 2º turno.
Na sua primeira declaração após o resultado das urnas apontarem sua derrota nas urnas, o candidato à Presidência pelo PDT, Ciro Gomes, afirmou estar “profundamente preocupado com o país”, mas pediu algumas horas antes de se posicionar oficialmente sobre a disputa no segundo turno entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Jair Bolsonaro (PL). Parte do partido tende a aderir ao petista, mas Ciro resiste.
“Estou profundamente preocupado com o que está acontecendo com o Brasil. Eu nunca vi uma situação tão complexa, tão desafiadora”. disse Ciro, que completou “Me deem mais algumas horas para conversar com meus amigos, com meu partido, para que a gente possa achar o melhor caminho.”
Com 96,42% das urnas apuradas, Ciro tem até agora 3,06% dos votos válidos. É o pior resultado do pedetista desde a primeira vez que ele concorreu à Presidência, em 1998. Esta é também a primeira vez que o líder do clã Ferreira Gomes perde em seu próprio estado. No Ceará, ele tem 6,76% dos votos, com 93% das urnas apuradas.
Ciro passou o domingo no Ceará, seu berço eleitoral e onde está desde a última sexta-feira fazendo campanha. Mais cedo, ele foi acompanhado da mulher, Giselle Bezerra, e de seu candidato ao governo do estado, Roberto Cláudio (PDT), votar na sede da Secretaria de Saúde de Fortaleza, na praia de Iracema.
Ao longo de toda a campanha, Ciro apostou em uma estratégia belicosa contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), ex-aliado e visto hoje com seu principal adversário. Para tentar furar a polarização entre o petista e o atual chefe do Planalto, Jair Bolsonaro (PL), o pedetista passou a comparar os dois e responsabilizá-los pela crise econômica e social brasileira.
A postura “anti-Lula” adotada por Ciro, principalmente após a contratação do marqueteiro João Santana, se baseava no cálculo político de que seria mais fácil atrair eleitores de Bolsonaro para tirá-lo do segundo turno do que do ex-presidente. A estratégia teve, no entanto, afugentou seus próprios eleitores, além de trazer desconforto entre os aliados do partido. Ciro termina esta eleição abandonado pelos correligionários e por seus próprios irmãos.
Mas cedo, ao votar, Ciro sinalizou que está pode ser a última vez que concorre à Presidência, mas deixou possibilidades abertas ao afirmar que “o futuro a Deus pertence”. Ele também evitou dizer quem apoiará no segundo turno entre Lula e Bolsonaro.
Na eleição passada, em sua primeira declaração após o resultado das urnas indicar que Ciro estava fora do segundo turno, disputado aquele ano entre Bolsonaro e o ex-ministro Fernando Haddad (PT), o pedetista também preferiu não cravar quem apoiaria entre os dois presidenciáveis. Em resposta a jornalistas, disse apenas que estaria “contra o fascismo”.
“Uma coisa eu posso adiantar logo, como vocês já viram: minha história de vida é uma história de vida de defesa da democracia e contra o fascismo”, disse à época.
Dias depois, no entanto, o PDT anunciou apoio crítico a Haddad e Ciro viajou para Paris — postura que foi bastante criticada à época. Neste ano, uma reunião da Executiva do PDT está prevista para acontecer ainda no início da semana para definir os rumos do partido.
Em 2018, o partido também fez uma reunião para discutir se apoiaria ou não o candidato do PT ou se optaria pela neutralidade. Segundo pedetistas presentes no encontro, a decisão de Ciro pelo apoio crítico a Haddad que pesou para a escolha que o PDT fez.
O vice-presidente Hamilton Mourão (Republicanos) foi eleito senador pelo Rio Grande do Sul, segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O candidato do Partido dos Trabalhadores (PT), Olívio Dutra, e a candidata do PSD, Ana Amélia Lemos, ficaram de fora.
Nas eleições deste ano, um terço do Senado será renovado, o que quer dizer que serão eleitos 27 novos parlamentares para a Casa – um por unidade federativa.
O governador João Azevêdo (PSB) e o deputado federal Pedro Cunha Lima (PSDB) vão disputar o segundo turno das eleições para o governo do Estado.
A definição foi feita neste domingo (2), quando a apuração bateu os 74% da totalização e configurou cenário irreversível para os principais adversários de João e Pedro, que foram Nilvan Ferreira (PL) e Veneziano Vital (MDB).
A ex-ministra da Agricultura e Pecuária do governo de Jair Bolsonaro (PL), Tereza Cristina (PP) está matematicamente eleita senadora pelo Mato Grosso do Sul com 61,06% dos votos, de acordo com apuração do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Até o momento, 77,47% das urnas já foram apuradas.
Ela deixou para trás o também ex-ministro de Bolsonaro, Luiz Henrique Mandetta (DEM), que teve 15,46%. Na sequência vêm Tiago Botelho (PT) com 12,34%. O ex-juiz federal Odilon de Oliveira (PSD) conseguiu 10,60%. Na sequência vem Tiago Botelho (PT) com 12,34% e Jefferson Bezerra (AGIR) com 0,008%. Votos brancos e nulos somaram 12,22%.
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