O pré-candidato à Presidência da República, Romeu Zema, virá à Paraíba no dia 21 de junho para participar de um encontro com lideranças do Partido Novo. A visita foi confirmada pela legenda.
Antes de chegar ao estado, Zema cumprirá agenda no polo de confecções de Caruaru, em Pernambuco. O partido ainda define se a reunião ocorrerá em João Pessoa, em Campina Grande, durante o São João, ou nas duas cidades.
Devem participar da agenda o presidente estadual do partido, José Carneiro, o pré-candidato ao Senado, Major Fábio, além de pré-candidatos e representantes de setores econômicos.
A visita busca fortalecer as pré-candidaturas do partido e ampliar a presença de Zema no Nordeste, região onde o presidente Lula (PT), pré-candidato à reeleição, concentra parte de sua base eleitoral.
Zema não deve ser o único presidenciável a visitar a Paraíba. No dia 4 de julho, o senador Flávio Bolsonaro pretende desembarcar no estado para participar do São João de Campina Grande.
Os trabalhadores da limpeza urbana de João Pessoa suspenderam a greve que estava prevista para esta quarta-feira (10), após acordo firmado entre a categoria e as empresas do setor.
Entre os pontos acordados estão a implantação da escala 5×2 e a redução da jornada semanal para 42 horas, a partir de agosto. Atualmente, os trabalhadores atuam em escala 6×1, com 44 horas semanais.
Também foi definido um reajuste de 8,11% sobre o piso da categoria. As empresas terão entre 5 de agosto e 16 de dezembro para implementar as mudanças previstas no acordo.
Pesquisa Quaest divulgada nesta quarta-feira (10) mostra que 60% dos entrevistados concordam que facções criminosas como o PCC e o Comando Vermelho deveriam ser consideradas organizações terroristas pelo governo brasileiro. Outros 29% discordam da classificação, enquanto 11% não souberam ou preferiram não responder.
O levantamento também perguntou se essas organizações deveriam ser classificadas como terroristas pelo governo dos Estados Unidos. Nesse caso, 45% concordam com a medida, 45% discordam e 10% não souberam ou preferiram não responder.
As facções passaram a ser classificadas como organizações terroristas pelos Estados Unidos em junho. A decisão foi anunciada pelo governo Trump no fim de maio.
O levantamento ouviu 2.004 pessoas com 16 anos ou mais entre os dias 5 e 8 de junho. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. O registro no TSE é BR-07661/2026.
A Polícia Federal deflagrou, nesta quarta-feira (10), a operação Donos da Noite para apurar a atuação de uma rede interestadual suspeita de tráfico de pessoas e redução à condição análoga à escravidão na Paraíba, Pernambuco e Rio Grande do Norte.
Foram cumpridos nove mandados de busca e apreensão, sendo seis na Paraíba, dois no Rio Grande do Norte e um em Pernambuco. A ação contou com a participação do Ministério Público Federal, Ministério Público do Trabalho e Ministério do Trabalho e Emprego.
A investigação teve início após uma representação da Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (DEAM) de Guarabira. Segundo a PF, o objetivo é reunir provas sobre uma estrutura voltada ao tráfico de mulheres em situação de vulnerabilidade para exploração sexual e apurar possíveis casos de trabalho análogo à escravidão.
As investigações apontam que os envolvidos mantinham locais usados para exploração sexual, com indícios de cobrança de dívidas, metas de consumo, multas e outras formas de controle sobre as mulheres. Também há indícios de transferência de vítimas entre unidades dos três estados.
Durante a operação, os agentes buscam apreender documentos, celulares, computadores, registros contábeis, comprovantes de transações financeiras e valores em espécie. O material poderá auxiliar na comprovação dos crimes, identificação de outros envolvidos e rastreamento da movimentação financeira.
Os investigados poderão responder, conforme a participação de cada um, por crimes como tráfico de pessoas, redução à condição análoga à escravidão, manutenção de casa de prostituição e rufianismo, além de outros delitos que possam ser identificados ao longo da investigação.
O Supremo Tribunal Federal (STF) julga nesta quarta-feira (10) recursos apresentados pelas plataformas que operam as redes sociais contra a decisão da Corte que reconheceu a responsabilidade das big techs pelas postagens ilegais feitas por seus usuários. A sessão está prevista para começar às 14h.
O plenário vai julgar recursos que pedem esclarecimentos sobre a decisão da Corte. Os recursos foram protocolados pelo Facebook e o Google.
Os recursos das plataformas pedem um prazo implantação das regras definidas durante o julgamento, ou que seja garantida a aplicação das regras somente após o trânsito em julgado da decisão do plenário.
Também foi solicitado ao Supremo que seja reconhecida a presunção relativa de culpa das plataformas, ou seja, que seja admitida a possibilidade de apresentação de provas em contrário.
Responsabilização
Em junho do ano passado, o STF decidiu pela inconstitucionalidade parcial do Artigo 19 do Marco Civil da Internet (Lei 12.965/2014), norma que estabeleceu os direitos e deveres para o uso da internet no Brasil.
O dispositivo estabelecia que, “com o intuito de assegurar a liberdade de expressão e impedir a censura”, as plataformas só poderiam ser responsabilizadas pelas postagens de seus usuários se, após ordem judicial, não tomarem providências para retirar o conteúdo ilegal.
Dessa forma, antes da decisão do STF, as big techs não respondiam civilmente pelos conteúdos ilegais, como postagens antidemocráticas, mensagens com discurso de ódio e ofensas pessoais, entre outras.
O texto final da decisão definiu que o Artigo 19 não protege os direitos fundamentais e a democracia. Além disso, enquanto não for aprovada nova lei sobre a questão, os provedores estarão sujeitos à responsabilização civil pelas postagens de usuários
Pela decisão, as plataformas devem retirar os seguintes tipos de conteúdo ilegais após notificação extrajudicial:
atos antidemocráticos;
terrorismo;
induzimento ao suicídio e automutilação;
incitação à discriminação por raça, religião, identidade de gênero, condutas homofóbicas e transfóbicas;
crimes contra a mulher e conteúdos que propagam ódio contra a mulher;
pornografia infantil;
tráfico de pessoas.
Em caso de descumprimento, as plataformas deverão ser responsabilizadas pelos danos morais e materiais causados pelos usuários a terceiros.
A pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quarta-feira (10) aponta que 48% dos brasileiros desaprovam o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), enquanto 47% aprovam a gestão. Outros 5% não souberam ou não responderam.
Os números mostram estabilidade em relação ao início de 2026. Em janeiro, a desaprovação era de 49% e passou para 48% neste mês. Já a aprovação voltou ao índice de 47%, mesmo percentual registrado no começo do ano. O menor nível de aprovação foi observado em abril, quando marcou 43%.
A pesquisa também avaliou o desempenho do governo federal. Para 38% dos entrevistados, a gestão é negativa. Outros 34% a consideram positiva, enquanto 26% a classificam como regular. Já 2% não souberam ou não responderam.
O levantamento ouviu 2.004 pessoas com 16 anos ou mais entre os dias 5 e 8 de junho. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. O registro no TSE é BR-07661/2026.
Uma pesquisa Genial/Quaest, divulgada nesta quarta-feira (10), mostra o presidente Lula (PT) liderando as intenções de voto para a eleição presidencial em cenários de primeiro e segundo turno contra o senador Flávio Bolsonaro (PL).
No primeiro turno, Lula registra 39% das intenções de voto, enquanto Flávio Bolsonaro aparece com 29%. Em seguida, estão Renan Santos (Missão) e Ronaldo Caiado (PSD), com 3% cada, além de Aécio Neves (PSDB) e Romeu Zema (Novo), ambos com 2%.
Em um eventual segundo turno, Lula teria 44% dos votos, contra 38% de Flávio Bolsonaro. A diferença entre os dois, que era de 16 pontos em agosto de 2025 (48% a 32%), passou para seis pontos no levantamento atual. Brancos, nulos e eleitores que não pretendem votar somam 14%, enquanto 4% não souberam responder.
O levantamento ouviu 2.004 pessoas com 16 anos ou mais entre os dias 5 e 8 de junho. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. O registro no TSE é BR-07661/2026.
O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), disse ter solicitado ao governo a retirada da urgência do projeto que prevê o fim da escala 6×1, com o objetivo de destravar a pauta do plenário da Casa.
Segundo Motta, o governo ainda não decidiu se atenderá ao pedido. “Não deram uma resposta firme se vão tirar ou não. A proposta foi votada na Câmara já. Estão avaliando”, afirmou.
Apesar disso, o governo tem sinalizado que pretende manter a urgência por considerar o projeto importante.
Enviado em 14 de abril, o texto passou a trancar a pauta da Câmara na semana passada. Com isso, somente PDLs (Projetos de Decreto Legislativo), PECs (Propostas de Emenda Constitucional) e PLs com urgência podem ser votados na Casa Baixa até que o projeto do governo sobre o fim da 6×1 seja deliberado.
O cantor Wesley Safadão foi denunciado pelo Ministério Público Eleitoral da Paraíba (MPE-PB) por suposta propaganda eleitoral antecipada durante um show realizado na sexta-feira (5). Segundo o órgão, o artista fez no palco o gesto de um “foguete” e afirmou ao público: “o foguete, está aqui o foguete”, em referência ao senador Efraim Filho (União Brasil), pré-candidato ao Governo da Paraíba, que acompanhava a apresentação.
De acordo com a ação, ajuizada nesta terça-feira (9), Efraim respondeu ao gesto utilizando a mesma simbologia e depois publicou registros do episódio nas redes sociais.
O MPE sustenta que o “foguete” é um símbolo associado a Efraim Filho em campanhas anteriores e que continua sendo utilizado em sua comunicação pública, o que configuraria promoção eleitoral antecipada.
A representação também cita o prefeito Bruno Cunha Lima (União Brasil), argumentando que o episódio ocorreu em um evento de grande alcance popular realizado com apoio e investimentos públicos, e que ele deveria zelar pelo cumprimento das normas eleitorais durante a realização do São João.
Multa de R$ 25 mil
O órgão pede multa de R$ 25 mil para Wesley Safadão, Efraim Filho e Bruno Cunha Lima. Para o senador e o prefeito, também solicita a aplicação das sanções previstas para casos de conduta vedada a agente público.
Além disso, o Ministério Público requer a remoção dos conteúdos publicados sobre o caso, a preservação dos dados pelas plataformas digitais e a proibição do uso de estruturas públicas para promover pré-candidaturas.
Segundo o órgão, a repetição de episódios semelhantes poderá motivar apuração por eventual abuso de poder político e econômico, com as consequências previstas na legislação eleitoral.
A jornalista paraibana Rachel Sheherazade anunciou, na noite dessa segunda-feira (8), que pretende ingressar na vida política e disputar um mandato nas eleições de 2026. A sinalização foi feita por meio de um vídeo publicado nas redes sociais, no qual ela relembra sua trajetória profissional e afirma estar pronta para iniciar uma “nova caminhada”.
Rachel não informou por qual partido pretende concorrer, mas a tendência é que a filiação ocorra pelo Cidadania, partido federado ao PSDB e que deve integrar o palanque do governador Tarcísio de Freitas, candidato à reeleição.
No vídeo, a paraibana revelou que a pergunta sobre uma eventual candidatura a acompanha há bastante tempo. “Gente, em praticamente todas as redes sociais, em quase todas as entrevistas, em cada encontro que eu tenho com pessoas de diferentes partes do Brasil, alguém sempre me pergunta: por que que você não entra para a política? Olha, durante muito tempo, essa possibilidade me pareceu algo muito distante. Confesso que a política sempre exerceu um interesse, aliás, mais do que um interesse, um verdadeiro fascínio sobre mim.”
Ao justificar a decisão, Rachel afirmou que vê a política como um instrumento da democracia capaz de promover mudanças na sociedade. “Eu acredito, sempre acreditei na boa política como o instrumento mais legítimo da democracia. Um instrumento poderoso, capaz de transformar histórias, vidas e todo o destino de um país. Então, política para mim é o caminho para atender os interesses da coletividade. É a forma de diminuir injustiças sociais, de corrigir erros históricos, de proporcionar bem-estar, prosperidade, paz social.”
Na publicação, ela resumiu a mensagem em uma frase: “Uma nova caminhada. Você andaria ao meu lado?”
Natural de João Pessoa, a jornalista ganhou projeção nacional na TV Tambaú, afiliada do SBT na Paraíba, antes de ser convidada por Silvio Santos para atuar na emissora em São Paulo. Ela comandou o SBT Brasil por vários anos.
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