Política

Forças Armadas reagem a Omar Aziz e dizem que não aceitam “ataque leviano”

O Ministério da Defesa e as Forças Armadas emitiram uma nota oficial repudiando as declarações do presidente da CPI da Pandemia, o senador Omar Aziz (PSD-AM), nesta quarta-feira (7). Segundo o comunicado, ele “desrespeitou” os militares e “generalizou esquemas de corrupção”.

Além de menções à ala militar, a oitiva terminou com o pedido de prisão do ex-diretor de Logística do Ministério da Saúde Roberto Dias.

“Essa narrativa, afastada dos fatos, atinge as Forças Armadas de forma vil e leviana, tratando-se de uma acusação grave, infundada e, sobretudo, irresponsável”, diz a nota.

“As Forças Armadas não aceitarão qualquer ataque leviano às instituições que defendem a democracia e a liberdade do povo brasileiro.”

Mais cedo, na CPI, Omar Aziz disse “os bons das Forças Armadas devem estar muito envergonhados com algumas pessoas que hoje estão na mídia, porque fazia muito tempo, fazia muitos anos que o Brasil não via membros do lado podre das Forças Armadas envolvidos com falcatrua dentro do governo”.

Segundo o senador, “eu não tenho nem notícia disso [corrupção] na época da exceção que houve no Brasil, porque o Figueiredo morreu pobre, porque o Geisel morreu pobre, porque a gente conhecia… (…) Uma coisa de que a gente não os acusava era de corrupção, mas, agora, Força Aérea Brasileira, Coronel Guerra, Coronel Elcio, General Pazuello e haja envolvimento de militares…”, declarou.

O repúdio das Forças Armadas veio em nota no início da noite.

Leia a íntegra abaixo:

Foto: reprodução

CNN

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Mundo

Governo do Haiti diz ter prendido ‘supostos assassinos’ do presidente

Foto: HECTOR RETAMAL / AFP/23-5-2018

Autoridades do Haiti anunciaram a prisão dos “supostos assassinos” do presidente do país, Jovenel Moïse, morto a tiros na madrugada desta quarta-feira (7) em sua residência oficial na capital, Porto Príncipe, informam as agências internacionais.

“Os supostos assassinos foram interceptados pela Polícia Nacional em Pelerin [bairro de Porto Príncipe] pouco depois das 18h” locais [19h de Brasília]”, postou nas redes sociais o vice-ministro das Comunicações, Frantz Exantus, prometendo mais detalhes em breve.

O ataque também feriu gravemente a primeira-dama do país, Martine Moïse. Segundo o jornal Miami Herald, os assassinos se fizeram passar por agentes da DEA, a agência antidrogas dos EUA. O governo haitiano negou relação dos criminosos com autoridades americanas.

O Antagonista

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Política

Senado aprova indicação de paraibano para diretoria da ANS

Foto: Reprodução

O Senado aprovou nesta quarta-feira (7), por 43 votos a 10, a indicação do paraibano Paulo Roberto Vanderlei Rebello Filho para o cargo de diretor-presidente da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS).

A ANS é vinculada ao Ministério da Saúde e cabe ao órgão regular temas relacionados ao setor de planos de saúde.

Formado em Direito, Rebello Filho tem 42 anos e foi indicado para o cargo pelo governo Jair Bolsonaro, em dezembro do ano passado.

O novo diretor-presidente da ANS trabalhou como chefe de gabinete de Ricardo Barros(PP-PR) quando o deputado era ministro da Saúde, no governo Michel Temer (2016-2018). Barros é o atual líder do governo Bolsonaro na Câmara e está na mira da CPI da Covid.

Nesta terça (6), o governo chegou a retirar a indicação de Rebello Filho para o cargo. Entretanto, em uma edição extra do “Diário Oficial da União” nesta quarta, o governo voltou atrás e decidiu manter a indicação.

Líder do governo no Senado, Fernando Bezerra (MDB-PE), relatou as mudanças.

G1

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Brasil

Coaf vê ‘movimentação atípica’ de empresa investigada na CPI que intermediou venda da Covaxin

Um relatório do Conselho de Controle de Atividade Financeira (Coaf) apontou que a Precisa Medicamentos movimentou um volume de “recursos incompatível com o patrimônio” entre fevereiro e junho de 2021.

A empresa entrou na mira da CPI da Covid do Senado após um servidor do Ministério da Saúde ter apontado irregularidades no contrato de R$ 1,6 bilhão para compra de 20 milhões de doses da vacina indiana Covaxin, negociação na qual a Precisa atuou como intermediária.

As informações constam de documentos entregues à CPI, aos quais a TV Globo teve acesso com exclusividade.

Segundo o relatório, em quatro meses, a empresa movimentou R$ 43,7 milhões — o faturamento anual da Precisa, no entanto, é de R$ 17 milhões, de acordo com os dados do Coaf.

Os investigadores do Coaf também apontaram no relatório dificuldades para identificar o destino e a origem dos recursos.

“Os créditos mais expressivos ocorreram por meio de mesma titularidade, dificultando assim a identificação dos ordenantes”, diz o relatório.

Em nota, a Precisa negou irregularidades. “Tratam-se de transações financeiras regulares, lícitas, entre empresas coligadas. Considerar isso ilegal é querer distorcer os fatos, eis que o conceito de transação atípica do Coaf não é necessariamente de operação financeira irregular” disse a assessoria da empresa.

G1

 

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Política

Ex-diretor da Saúde paga fiança de R$ 1,1 mil e deixa Polícia Legislativa, onde estava detido

Foto: Gabriela Biló/Estadão Conteúdo

O ex-diretor do Departamento de Logística do Ministério da Saúde Roberto Ferreira Dias pagou fiança de R$ 1,1 mil e foi liberado na noite desta quarta-feira (7) das dependências da Polícia Legislativa, onde estava preso por determinação do presidente da CPI da Covid, senador Omar Aziz (PSD-AM).

Dias prestou depoimento durante mais de sete horas à comissão parlamentar de inquérito, desde o período da manhã. Foi preso sob a acusação de mentir à CPI, o que caracteriza perjúrio (violação do juramento de falar a verdade). A sessão terminou por volta das 18h.

Roberto Ferreira Dias deixou a sede da Polícia Legislativa do Senado às 23h11, acompanhado pela advogada em um carro preto. Ele permaneceu no local por cerca de cinco horas.

O G1 apurou que Dias ficou em uma sala com mesa, cadeira, café e estava sempre acompanhado da advogada. Ele recebeu a visita dos senadores governistas Marcos Rogério (DEM-RO) e Marcos do Val (Pode-ÉS).

No local, o ex-diretor prestou depoimento sobre falas supostamente falsas que deu durante a participação na CPI. O relatório do depoimento foi encaminhado ao Ministério Público.

Ele foi detido com base em um artigo da lei de 1952, que trata das comissões parlamentares de inquérito. O artigo diz que constitui crime “fazer afirmação falsa” perante a CPI. O valor da fiança foi calculado com base na renda do ex-gestor do Ministério da Saúde.

G1

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Política

ABUSO DE PODER: Ministério Público Eleitoral pede cassação de prefeita de Bayeux

Foto: assessoria

Nessa terça-feira, dia 06, o Ministério Público Eleitoral (MPE) emitiu parecer favorável à cassação da prefeita de Bayeux, Luciene Gomes (PDT) e o seu vice, Capitão Clecitoni (MDB).

A AIJE é de autoria da coligação do candidato a prefeito nas últimas eleições, Diego do Kipreço e aponta condutas vedadas e abuso do poder político e econômico durante as eleições municipais do ano passado.

Para o MPE, há provas incontestes da criação de programas assistencialistas em ano eleitoral e a promoção pessoal da prefeita.

O promotor afirma que Luciene forneceu cestas básicas em troca de votos e teria ludibriado os eleitores afirmando o que programas assistenciais do município não existiam antes da sua gestão.

Além disso, ela teria inaugurado e pintado o Hospital da Mulher com as cores da sua campanha eleitoral, o que se refletiu, inclusive, nas vestimentas dos profissionais que trabalhavam no local.

“Esta situação feriu de morte o art.73, inc. I da Lei nº9.504/971 e configura captação ilícita de sufrágio e abuso de poder político e econômico, o que gerou desequilíbrio na disputa eleitoral e evidente prejuízo potencial à lisura do pleito”, pontuou o promotor.

Confira a ação do MPE no link abaixo:

AIJE LUCIENE

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Paraíba

Ricardo Vital mantém Coriolano Coutinho preso

Foto: Tjpb

O desembargador Ricardo Vital de Almeida, relator da Operação Calvário no Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB), rejeitou um habeas corpus e manteve a prisão preventiva de Coriolano Coutinho, irmão do ex-governador Ricardo Coutinho (PSB).

Segundo o Ministério Público da Paraíba (MPPB), Coriolano integra uma organização criminosa acusada de desvios de recursos públicos.

No pedido, a defesa de Coutinho disse que o réu “apresenta comorbidades e compõe grupo de risco para a Covid-19, fazendo, assim, jus à substituição da prisão preventiva por medidas cautelares diversas”. O argumento, porém, não foi acatado pelo desembargador.

Blog Wallison Bezerra

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Política

CPI encontra mensagens citando Lula em celular de Dominguetti

Foto: reprodução internet

Nas mensagens de celular do policial militar Luiz Paulo Dominguetti, a CPI da Pandemia também encontrou citações ao ex-presidente Lula e ao PT.

Em determinado momento das conversas, em março, o interlocutor identificado como “Renato Compra Vacinas” propõe a Dominguetti que o grupo procure o PT e o ex-presidente para tentar oferecer imunizantes.

“O que acha de nos oferecer para o PT (sic) Lula falou que estava organizando compra de vacinas”, escreve Renato ao policial em 16 de março.

Não está claro se os golpistas procuraram de fato o PT ou o ex-presidente.

Veja

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Paraíba

MEDIDA SEVERA: Policiais poderão ser obrigados a tomar a vacina na PB

Foto: Secom/PB

Os 485 agentes de Segurança Pública da Paraíba que recusaram a vacina contra a Covid-19 podem ser obrigados a serem imunizados, de acordo com o secretário de Segurança Pública, o delegado Jean Nunes. O levantamento divulgado com exclusividade pelo Portal T5 revelou números de rejeições da Polícia Militar, Civil e Corpo de Bombeiros.

“É fundamental que a gente regulamente, para que possamos, de maneira compulsória, como está posto na lei, exigir a vacinação de todos”, disse o secretário, em entrevista exibida na TV Cabo Branco.

À Jovem Pan João Pessoa, Jean Nunes disse que, até o sábado (10), devem ser concluídas as vacinações de primeira dose para este grupo. “Independente da motivação das recusas, precisamos diagnosticar o que aconteceu nesses casos. Para tomar medidas e regulamentar alguma norma a nível da Secretaria de Segurança”, disse.

Decisão do STF

Durante a entrevista, o secretário Jean Nunes citou a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), que deu ao Estado poder de determinar aos cidadãos que se submetam, compulsoriamente, à vacinação contra a Covid-19, prevista na Lei 13.979/2020.

De acordo com a decisão, o Estado pode impor aos cidadãos que recusem a vacinação as medidas restritivas previstas em lei (multa, impedimento de frequentar determinados lugares, fazer matrícula em escola), mas não pode fazer a imunização à força. Também ficou definido que os estados, o Distrito Federal e os municípios têm autonomia para realizar campanhas locais de vacinação.

Obrigatoriedade dupla

O ministro Alexandre de Moraes ressaltou que a compulsoriedade da realização de vacinação, de forma a assegurar a proteção à saúde coletiva, é uma obrigação dupla: o Estado tem o dever de fornecer a vacina, e o indivíduo tem de se vacinar. Para o ministro Edson Fachin, nenhuma autoridade ou poder público pode se esquivar de adotar medidas para permitir a vacinação de toda a população e assegurar o direito constitucional à saúde e a uma vida digna. “A imunidade coletiva é um bem público coletivo”, afirmou.

T5

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Paraíba

Guarda Militar da Reserva não têm direito ao pagamento da Bolsa Desempenho

Foto: divulgação/Secom

“Não é cabível o pagamento da bolsa desempenho aos integrantes da Guarda Militar da Reserva, visto que estes devem receber somente os benefícios de caráter pecuniário previstos na Lei Estadual nº 9.353/2011”. Com este entendimento a Quarta Câmara Cível do Tribunal de Justiça da Paraíba negou provimento à Apelação Cível nº 0828627-23.2019.8.15.0001, oriunda da 3ª Vara da Fazenda Pública da Comarca de Campina Grande.

A parte autora alega que o Decreto nº 32.719/12, que regulamenta o pagamento da Bolsa Desempenho, exige como único requisito o exercício das atividades laborais perante o Poder Executivo e que os integrantes da Guarda Remunerada perceberam verba de caráter propter laborem paga somente aos policiais militares da ativa (Prêmio Paraíba Unida pela Paz). Asseverou que, ao ser convocado para retornar da Reserva Remunerada para o serviço ativo, passa a fazer jus às mesmas verbas previstas na estrutura remuneratória da Polícia Militar do Estado da Paraíba.

O relator do processo foi o desembargador Romero Marcelo da Fonseca Oliveira. Em seu voto, ele destacou que a Lei Estadual nº 9.353/2011, que instituiu a Guarda Militar da Reserva  (GMR), estabelece que, durante a permanência na Guarda, o Militar da Reserva fará jus aos seguintes benefícios: Bolsa Especial de Atividade Militar da Reserva, fardamento e equipamentos, armamento e equipamento de proteção individual, alimentação e diárias e transporte, quando em deslocamento para a realização de atividades fora da sede. Já o Decreto Estadual nº 32.299/11, que define normas sobre a Guarda Militar da Reserva, prescreve, em seu artigo 133, que fica vedado ao seu integrante perceber quaisquer vantagens pecuniárias e/ou gratificações percebidas pelo Policial Militar Ativo.

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