O PSDB convocou para esta quinta-feira (29) uma coletiva de imprensa para tratar sobre as eleições de 2022 na Paraíba.
O pronunciamento do partido vai acontecer dias após o início das especulações de uma aliança entre Cassio Cunha Lima e Veneziano Vital do Rêgo (MDB), adversários históricos em Campina Grande.
Afastado da política desde 2019, Cássio Cunha Lima participará da coletiva que deverá reuniões grandes nomes do ninho tucano.
O governador João Azevêdo (Cidadania) descartou qualquer possibilidade de aliança com o ex-governador Ricardo Coutinho (PSB) e eventuais candidatos com identidade bolsonarista para as eleições de 2022, quando deve disputar à reeleição.
No sertão, João afirmou que não há nenhuma intenção de estar coligado com o ex-aliado Ricardo Coutinho.
“Essa reaproximação não será possível, não há essa possibilidade e não há a intenção de ter aliança com o ex-governador [Ricardo]”, disse.
Ainda sobre eleições, João disse que não fará composição na chapa majoritária com quem defenda o presidente Jair Bolsonaro.
“Eu já disse, eu não apoiarei o atual presidente e logicamente não teremos na chapa candidatos que façam a defesa do atual presidente”, afirmou.
Foi presa na manhã desta quarta-feira (28) em uma pousada no bairro das Malvinas, em Campina Grande, a presidiária Maria Isabelle, conhecida como Galega da Asa, principal suspeita de matar a facadas Mikelly Bruna dos Santos, após as duas se esbarrarem em um bar da zona rural de Cajazeiras, Sertão paraibano.
Presa, a suspeita confessou o crime, afirmou estar arrependida e disse não conhecer a vítima. “Eu fui para essa farra, no bar do cabeludo, e acabou que lá eu me encontrei com ela, esbarrei com ela e pedi desculpas. Ela voltou, eu já estava indo embora, e ela veio com uma pedra dar na minha cara”, disse.
O crime ocorreu no último domingo. Maria Isabelle cumpre pena em regime aberto por tráfico de drogas e utilizava uma tornozeleira eletrônica no momento em que golpeou Mikelly três vezes com uma faca.
Ela arrancou o equipamento e fugiu logo após o crime. A vítima ainda foi socorrida para o hospital, mas não resistiu. A prisão foi feita pela equipe da Delegacia de Homicídios de Campina.
“A Polícia Civil conseguiu a sua localização exata na cidade de Campina Grande, o que culminou na sua prisão”, disse o delegado seccional, Ilamilton Simplício.
A partir de segunda-feira (2), o Departamento de Estradas de Rodagem da Paraíba vai interditar as faixas direitas (sentido João Pessoa – Bayeux) da ponte sobre o rio Sanhauá, para execução dos serviços de recuperação estrutural das juntas de dilatação das lajes da superestrutura. Essa é mais uma obra dentro do Programa de Mobilidade Urbana do Governo do Estado, que vai proporcionar mais segurança a quem trafega diariamente pelo local. A obra completa contempla ainda a restauração do viaduto da Rua Índio Piragibe, totalizando investimentos da ordem de R$ 2,7 milhões, com recursos próprios, e beneficiando cerca de 300 mil habitantes de João Pessoa, Bayeux e Santa Rita.
Conforme informações do engenheiro Francisco de Assis Ferreira de Lima, gestor da obra, os serviços na ponte sobre o rio Sanhauá serão realizados em duas etapas: na primeira etapa, cuja duração deverá ser de 45 dias, o tráfego de veículos será efetuado pelas faixas da esquerda e terá um desvio que será iniciado em 120 metros antes e 120 metros depois da ponte, totalizando 400 metros. Com isso, as faixas Bayeux – João Pessoa passarão a funcionar como mão dupla durante a execução dos serviços. Na segunda etapa, haverá interdição das faixas no sentido Bayeux – João Pessoa, cujos serviços terão duração de 60 dias e serão efetuados após a conclusão da primeira etapa, sendo adotado o procedimento simétrico ao anterior.
Mesmo com os transtornos causados durante a realização dos trabalhos, por conta da interdição de um dos lados da ponte, o Governo estadual destaca que, quando de sua conclusão, os benefícios serão de grande importância para o desenvolvimento da região metropolitana, com a modernização da infraestrutura viária regional, a movimentação do tráfego com segurança e, principalmente, proporcionando a melhoria da qualidade de vida da população das três cidades beneficiadas.
Os serviços, que já estão sendo executados, são reparo das estacas de fundação, pilares e vigas, aplicação de microconcreto, tratamento de trincas com injeção de resina epóx, substituição de junta de dilatação em perfil estruturada tipo jeene, substituição de guarda-corpos, limpeza geral de superfície com jato de alta pressão e pintura da superestrutura com tinta base mineral.
Será realizada, nesta quinta-feira (29/07), das 8h às 16h, a eleição para escolha dos nomes que comporão a lista tríplice para escolha do procurador-geral de Justiça do Ministério Público da Paraíba (MPPB) para o próximo biênio (2021-2023). Conforme explicou o presidente da comissão de acompanhamento da eleição, o procurador de Justiça, Doriel Veloso, a eleição será online, realizada por sistema próprio desenvolvido pela Diretoria de Tecnologia da Informação (Ditec), que estará disponível na Extranet aos 220 membros aptos a votarem nesta eleição.
Quatro promotores de Justiça disputam a eleição: João Geraldo Carneiro Barbosa, Antonio Hortêncio Rocha Neto, Amadeus Lopes Ferreira e Francisco Bergson Gomes Formiga Barros. A apresentação dos nomes segue a ordem de inscrição, cujo prazo foi encerrado no último dia 11 de junho.
Checagem do sistema
Nos dias 16 e 19, a comissão eleitoral formada também pelos promotores de Justiça Cláudio Cavalcante e Francisco Lianza se reuniu, por videoconferência, com a equipe da Ditec para checar o sistema.
Segundo o procurador de Justiça Doriel Veloso, foram realizados testes, simulações da votação e auditoria dos votos que são plurinominais (cada eleitor pode apontar até três candidatos para compor a lista tríplice). “Repetimos o procedimento no dia 19, desta vez, convidando todos os candidatos ao cargo de procurador-geral de Justiça, sendo que apenas um não compareceu. Estamos tranquilos e esperamos que no dia 29 não tenhamos nenhum problema com a internet. Já temos experiência com o sistema, porque já realizamos mais de 10 eleições online e nunca houve nenhum problema”, disse.
Votação
Os membros aptos a participarem da eleição poderão votar de forma remota de qualquer lugar. Para isso, basta entrar no site do MPPB, acessar a Extranet e com o mesmo login e senha, acessar o programa da eleição para PGJ.
Também será disponibilizado um terminal eletrônico no auditório da Procuradoria-Geral de Justiça, em João Pessoa, para quem puder e quiser ir à sede do MPPB. Neste caso, deverão ser cumpridos todos os protocolos sanitários implementados em razão da pandemia da covid-19 (uso de máscaras, higienização de mãos, distanciamento e limite de pessoas no local).
Resultado
Conforme explicou o presidente da comissão eleitoral, os trabalhos serão encerrados às 16h. O resultado com os três nomes mais votados será informado automaticamente pelo sistema. “Verificado o resultado, vamos proclamá-lo durante uma reunião por videoconferência da qual deverão participar além dos integrantes da comissão e servidores da Ditec, os quatro candidatos ao cargo, o atual procurador-geral de Justiça, o corregedor-geral e o ouvidor do MPPB. A comunicação dos integrantes da lista tríplice por ordem de votação será feita através de ofício ao procurador-geral de Justiça e vamos encerrar a participação da comissão nesse processo porque já teremos cumprido o nosso papel”, disse.
A lista tríplice deverá ser encaminhada ao governador do Estado, João Azevedo, pelo procurador-geral de Justiça Francisco Seráphico Ferraz da Nóbrega Filho no prazo de três dias. Após o recebimento dessa lista, o governador tem 15 dias para escolher o novo chefe do MPPB.
O Instituto Butantan liberou hoje mais 1,5 milhão de doses da CoronaVac ao Programa Nacional de Imunizações (PNI) do Ministério da Saúde.
Desse montante, 339 mil doses ficarão no estado de São Paulo.
Com esse lote, o Butantan já soma mais de 61 milhões de doses entregues à pasta. O contrato prevê a liberação de 100 milhões de doses da CoronaVac ao Ministério da Saúde até setembro, mas o governo de São Paulo e o instituto calculam que isso deverá ocorrer no fim de agosto.
O presidente do PTB, Roberto Jefferson, reprovou a escolha do cacique do Centrão Ciro Nogueira para a Casa Civil de Jair Bolsonaro. Em entrevista ao Estadão, Jefferson afirmou que o dono do PP pode trair o presidente. O petebista rasgou o verbo e lembrou que Ciro Nogueira apoiava o PT.
“Tem o general de confiança [Luiz Eduardo Ramos]. Vai botar um civil? E um civil que o tempo todo, nos últimos 20 anos, apoiou o PT lá no Piauí. Serviu demais do lado de lá, não gostaria de ter ao meu lado.”
O presidente do PTB, que foi líder da tropa de choque do ex-presidente Fernando Collor na Câmara, disse que há semelhanças entre aquele período e o atual. Em 1992, para tentar evitar o impeachment, Collor recriou a Secretaria de Governo para abrigar Jorge Bornhausen, do PFL. A estratégia não funcionou.
“Quando o presidente (Collor) abriu os olhos, toda a liderança junto ao Congresso Nacional era do Bornhausen. Não era dele. Bornhausen não foi um homem correto para o Collor e eu temo que o Ciro possa não ser correto com o presidente Bolsonaro.”
O governo federal utilizou a foto de um homem armado para comemorar o Dia do Agricultor, celebrado nesta quarta-feira. O presidente Jair Bolsonaro é um entusiasta do armamento da população, especialmente em áreas rurais.
A publicação foi feita pela Secretaria Especial de Comunicação Social (Secom) da Presidência em redes socias. “Hoje homenageamos os agricultores brasileiros, trabalhadores que não pararam durante a crise da Covid-19 e garantiram a comida na mesa de milhões de pessoas no Brasil e ao redor do mundo”, diz o texto que acompanha a foto.
Em 2019, Bolsonaro sancionou uma lei que cria a chamada posse rural estendida. A posse é o direito de ter uma arma em casa. A lei ampliou esse conceito em propriedades rurais, permitindo que um fazendeiro ou produtor rural ande com uma arma em toda a sua fazenda, e não apenas na sua casa.
Também no primeiro ano de governo, o presidente defendeu um excludente de ilicitude para produtores rurais em casos de invasão. Com isso, fazendeiros que atirarem contra invasadores poderiam não ser punidos. A proposta, contudo, não foi para frente.
O prefeito de Alhandra, Marcelo Rodrigues (MDB), resolveu demitir o ex-prefeito do município Renato Mendes (DEM) da gestão. De acordo com a portaria, que o Blog teve acesso, a medida leva em consideração o Estatuto dos Funcionários Públicos do Município, aprovado pela Lei 148/1993.
À coluna, Rodrigues informou que Mendes era servidor desde 1998, lotado no cargo de digitador e recebia um salário base de R$ 1,1 mil, mais gratificação.
O prefeito explicou que o ex-gestor estava há sete meses sem trabalhar. Nesse período, Renato chegou a ser convocado, inclusive com portaria no Diário Oficial e por meio de correspondência no endereço que consta na Secretaria de Administração, mas não respondeu.
Questionado pelo Blog se o fato poderia soar como “perseguição política”, já que os dois são adversários na cidade, o prefeito Marcelo Rodrigues disse que não conta com essa hipótese pois se trata de uma questão administrativa.
O presidente Jair Bolsonaro atacou a imprensa ao menos 87 vezes no primeiro semestre de 2021, um aumento de 74% em relação ao segundo semestre de 2020, revela levantamento da organização Repórteres Sem Fronteiras (RSF), divulgado nesta quarta-feira (8).
Bolsonaro foi o campeão de agressões à imprensa entre os agentes públicos monitorados pela entidade.
Ao todo, a RSF registrou 331 ataques contra a imprensa protagonizados por autoridades públicas de alto escalão, aumento de 5,4% em relação aos últimos seis meses do ano passado.
Desses, 293 (88%) vieram da família Bolsonaro —além do presidente da República, com 87, figuram no ranking de ataques o deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), com 85, o vereador Carlos Bolsonaro (Republicanos-RJ), com 83, e o senador Flávio Bolsonaro (Patriota-RJ), com 38.
Procurada, a secretaria de comunicação da Presidência não respondeu até a publicação deste texto.
Em abril, pela primeira vez em 20 anos, o Brasil entrou na “zona vermelha” do Ranking Mundial de Liberdade de Imprensa da Repórteres Sem Fronteiras.
O país está classificado, ao lado de Bolívia, Nicarágua, Rússia, Filipinas, Índia e Turquia, como uma nação na qual a situação para o trabalho da imprensa é considerada difícil. O Brasil ocupa a 111ª colocação no ranking, e, em 2 de julho deste ano, a RSF incluiu o presidente Bolsonaro em sua lista global de predadores da liberdade de imprensa.
O levantamento sobre agentes públicos considera ataque o uso de discursos anti-imprensa de maneira geral, sobretudo agressões morais contra jornalistas, veículos e grupos de comunicação.
As agressões morais são ameaças, xingamentos, exposição de jornalistas e veículos de comunicação de maneira vexatória. Além disso, também são consideradas publicações nas redes sociais e falas públicas com intuito claro de construir uma retórica de desconfiança e falta de credibilidade do trabalho jornalístico.
São analisadas as contas de Twitter e Facebook do presidente Bolsonaro, suas lives semanais e aparições públicas, como coletivas e entrevistas noticiadas pela mídia e pela assessoria de imprensa da Presidência.
Foram monitoradas também falas públicas e publicações em redes sociais do vice-presidente Hamilton Mourão (PRTB); dos três filhos do presidente que ocupam cargos eletivos; e de ministros e ministras de Estado que utilizam as redes sociais como meio institucional de comunicação.
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