A deputada Olenka Maranhão deixou o MDB e se filiou ao Republicanos nessa sexta-feira (1). A informação foi divulgada pelo deputado Raniery Paulino nas redes sociais.
Em publicação no Instagram, o deputado Raniery Paulino comemorou a filiação e compartilhou diversas fotos com Olenka e outros correligionários.
“Esta foto é muito significativa para mim, um grande reencontro de antigos companheiros de lutas. “Naquela mesa está faltando ele e saudade deles está doendo em mim”. Minha homenagem meu velho Lider.”, disse o parlamentar.
O Podemos estima ter desembolsado cerca de R$ 3 milhões com a pré-candidatura do ex-ministro Sergio Moro, que decidiu na quinta-feira migrar para o União Brasil. Integrantes da legenda alegam ter sofrido um “prejuízo milionário”, além da perda de correligionários que saíram durante a janela partidária contrariados com a presença de Moro.
Desde dezembro do ano passado, Moro recebeu um salário no valor mensal bruto de R$ 22 mil. No total, considerando o período em que ele ficou no Podemos, o ex-ministro da Justiça ganhou cerca de R$ 80 mil.
Além disso, está no cálculo feito pela sigla gastos como os R$ 210 mil usados no evento filiação de Moro, R$ 248 mil em segurança privada para o ex-ministro, R$ 110 mil em passagens e hospedagens para ele se deslocar pelo país, R$ 600 mil em pesquisas de intenção de voto, R$ 60 mil na equipe jurídica e R$ 70 mil com fotografia.
Termina neste sábado (2) o prazo para que ministros, governadores, prefeitos e secretários de governo que desejam disputar novos cargos nas eleições de 2022 deixem as atuais funções. Pela legislação, eles precisam se afastar das funções a seis meses da eleição.
O afastamento dos ocupantes de cargos públicos é uma forma de evitar abuso de poder econômico ou político nas eleições. Mas políticos que ocupam cadeiras no Legislativo, como deputados federais e estaduais, não precisam abrir mão do mandato para concorrer a um novo mandato.
Ministros
Até esta quinta-feira (31), dez ministros tinham deixado os postos:
Walter Braga Netto (Defesa), cotado para candidato a vice-presidente pelo PL na chapa de Jair Bolsonaro;
Damares Alves (Mulher, Família e Direitos Humanos), filiada ao Republicanos e que ainda não anunciou qual mandato disputará;
Flávia Arruda (Secretaria de Governo), pré-candidata a senadora pelo PL no Distrito Federal;
Gilson Machado (Turismo), pré-candidato a senador pelo PL em Pernambuco;
João Roma (Cidadania), pré-candidato a governador da Bahia pelo PL;
Marcos Pontes (Ciência, Tecnologia e Inovações), pré-candidato a deputado federal pelo PL por São Paulo;
Onyx Lorenzoni (Trabalho e Previdência), pré-candidato a governador do Rio Grande do Sul pelo PL;
Rogério Marinho (Desenvolvimento Regional), pré-candidato a senador pelo PL no Rio Grande do Norte;
Tarcísio Gomes de Freitas (Infraestrutura), pré-candidato a governador de São Paulo pelo PL;
Tereza Cristina (Agricultura), pré-candidata a senadora pelo PP no Mato Grosso do Sul.
Governadores
Entre os governadores, quatro renunciaram ao mandato nesta quinta-feira (31) para disputar a eleição:
João Doria (PSDB-SP), pré-candidato a presidente;
Flávio Dino (PSB-MA), pré-candidato a senador;
Wellington Dias (PT-PI), pré-candidato a senador;
Eduardo Leite (PSDB-RS), que ainda não anunciou qual mandato disputará.
Dois governadores têm previsão de renunciar neste sábado (2):
O ator Will Smith renunciou, nesta sexta-feira (1º), ao cargo de membro da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood. Devido à agressão contra o também ator e humorista Chris Rock durante o Oscar 2022, no domingo (27/3), o artista tomou sua decisão de deixar o posto.
Em declaração à revista Variety, o ator disse ter respondido “diretamente ao aviso de audiência disciplinar da Academia e aceitarei integralmente todas e quaisquer consequências por minha conduta”.
“Minhas ações na apresentação do 94º Oscar foram chocantes, dolorosas e imperdoáveis. A lista daqueles que machuquei é longa e inclui Chris (Rock), sua família, muitos de meus queridos amigos e entes queridos, todos os presentes e o público global em casa”, declarou Smith.
O artista também afirmou ter “traído a confiança da Academia”. “Privei outros indicados e vencedores de sua oportunidade de celebrar e ser celebrado por seu trabalho extraordinário. Estou de coração partido. Quero colocar o foco de volta naqueles que merecem atenção por suas realizações e permitir que a Academia volte ao incrível trabalho que faz para apoiar a criatividade e a arte no cinema”, disse.
Levantamento do g1 indica que, até as 18h45 desta sexta-feira (1º), 23% dos deputados federais (119 dos 513 da Câmara) trocaram de partido desde que se iniciou, no último dia 3, o período da chamada “janela partidária” (veja na tabela, mais abaixo, a lista de quem já trocou).
Programada para terminar às 23h59 desta sexta, a janela partidária é o intervalo de 30 dias que, seis meses antes da eleição, a legislação concede a deputados federais, estaduais e vereadores para que troquem de partido — se desejarem — sem o risco de perder o mandato.
O número de trocas de partido vem crescendo progressivamente. Até esta quinta (31), eram 102 — o equivalente a 20%. Desde a manhã desta sexta, último dia do prazo, outros 17 deputados mudaram elevando o total para 119 (23%).
As trocas de partido na janela partidária deste ano vêm sendo confirmadas pelo g1 diariamente, desde 3 de março, por meio de consultas aos registros oficiais da Câmara, da Justiça Eleitoral e em contato com partidos e gabinetes dos deputados. O levantamento considera os deputados atualmente em exercício, o que inclui suplentes de deputados licenciados.
Com o fim do prazo neste sábado (2) para desincompatibilização de ministros, governadores, secretários estaduais e prefeitos, o número de trocas de partido pode sofrer alterações com o retorno de deputados federais que estavam licenciados para exercer outros cargos. O número também pode aumentar em razão do prazo que partidos e parlamentares têm para comunicar as mudanças à Câmara e à Justiça Eleitoral.
BANCADAS QUE MAIS CRESCERAM NA JANELA PARTIDÁRIA
As bancadas que mais perderam parlamentares foram União Brasil (20), PL, (8), PSB (8), PDT (7), PTB (7) e PSD (6).
Neste ano, o maior beneficiário das mudanças é o PL, sigla pela qual o presidente Jair Bolsonaro disputará a reeleição. Desde o primeiro dia da janela partidária, a bancada do partido cresceu 83% (de 42 para 76 deputados — perdeu nove e ganhou outros 43).
A maior parte das migrações vêm de parlamentares eleitos pelo PSL, que neste ano se fundiu com o DEM e formou o União Brasil. O PSL foi o partido pelo qual Bolsonaro disputou a eleição presidencial de 2018. Dos 43 novos integrantes do PL, 26 estavam vinculados ao União Brasil.
Ao se fundir com o PSL, em fevereiro, o União Brasil chegou a somar 81 deputados na bancada. Com a janela partidária perdeu deputados progressivamente e chegou a esta sexta-feira com 46 — foram 42 baixas e nove ingressos.
Depois do PL, Republicanos e PP são os partidos que mais conquistaram deputados.
O Republicanos conseguiu atrair 15 e perdeu cinco. Ligada à Igreja Universal do Reino de Deus, a legenda será a casa de dois ex-ministros do governo Jair Bolsonaro (Tarcísio Gomes de Freitas e Damares Alves) e do vice-presidente Hamilton Mourão. Os três devem concorrer na eleição deste ano. No PP, foram 15 novos integrantes e duas baixas.
A janela partidária também evidenciou o “racha” interno no PTB, partido cuja bancada na Câmara sofreu no último mês a maior redução proporcional.
As disputas internas pelo comando do partido levaram à saída de sete deputados. No início do período de migrações, o partido tinha dez integrantes na Câmara. Neste último dia de janela partidária, está reduzido a cinco.
O advogado Expedito Leite Filho foi nomeado nesta sexta-feira (1º) para comandar a Superintendência de Mobilidade Urbana de João Pessoa (Semob-JP). O cargo estava vago após saída do gestor George Morais, que vai concorrer nas Eleições de 2022.
Até o momento, Expedito Leite já ocupava a Diretoria Administrativa Financeira (DAF) do órgão municipal e agora passa a ser o superintendente da Semob-JP.
A nomeação de Expedito aconteceu com data retroativa da última quinta-feira (30), conforme publicação do Semanário Municipal de João Pessoa.
A Polícia Civil solicitou à Justiça a prisão preventiva do padrasto do bebê de um ano, morto na última quinta-feira (31), vítima de espancamento. Ele foi levado ao Hospital de Trauma, em João Pessoa, mas já chegou com diversas complicações e não resistiu.
Para o delegado responsável pelo caso, Rodolfo Santa Cruz, da Delegacia de Homicídios, vários indícios apontam que a mulher e o marido estão envolvidos na morte. “Ela e o companheiro são os principais suspeitos da prática de tortura que levou a morte do bebê e o inquérito deve ser concluído no prazo de dez dias”, disse.
A mulher prestou depoimento na última quinta-feira (31). Ela foi presa preventivamente nesta sexta-feira (1) e segue no Presídio Júlia Maranhão.
“Foi feito o pedido de prisão do marido, que também é suspeito da morte do bebê. Estamos aguardando a decisão do judiciário. Se for decretada a prisão, nós iremos efetua-la”, disse o delegado.
O policial militar que foi vítima de tiros disparados pelo próprio filho de 13 anos em Patos, na Paraíba, pediu a desinternação do garoto em depoimento durante uma audiência de instrução.
Essa audiência ocorreu nesta sexta-feira (1º), conforme o advogado de defesa, Aylan da Costa Pereira. O homem de 57 anos saiu ferido e, além dele, foram alvejados a esposa e o filho caçula, que não resistiram aos ferimentos e morreram ainda no local.
No último dia 24 de março, direto do hospital, em recuperação, o pai chegou a mencionar que pediria para que o filho ficasse sob sua custódia. Tudo aconteceu no dia 19 de março, em um sábado, durante a tarde.
Este é o primeiro depoimento do pai, já que ele não foi ouvido pela Polícia Civil, que encerrou as investigações sobre o caso. Ele segue internado na enfermaria do hospital de emergência e trauma de Campina Grande, ainda sem movimentos nos membros inferiores. Há uma expectativa para que ele receba alta no próximo domingo (3). Por envolver um adolescente infrator, o caso segue em segredo de justiça.
O caso
A esposa e o filho de 7 anos de um sargento da Polícia Militar foram encontrados mortos dentro de casa, na tarde do último sábado (19), na cidade de Patos, Sertão da Paraíba. O policial, que foi atingido por tiros, foi socorrido para o hospital regional da cidade e posteriormente transferido para Campina Grande.
O filho mais velho do PM, um menino de 13 anos, confessou ao delegado ter sido o autor dos disparos de arma de fogo contra a própria família. Essa informação, segundo as fontes, teria sido dada também pelo próprio sargento, enquanto era socorrido.
O adolescente, após ser ouvido, foi encaminhado a uma Instituição da Fundação Desenvolvimento da Criança e do Adolescente (Fundac) na cidade de Sousa, também no Sertão do Estado.
A Secretaria de Estado da Saúde (SES) registrou, nesta sexta (01), 699 casos de Covid-19. Entre os casos confirmados neste boletim, 03 (0,42%) são moderados ou graves e 696 (99,58%) são leves. Agora, a Paraíba totaliza 597.101 casos confirmados da doença.
Também foi confirmado 01 novo óbito desde a última atualização. Com isso, o estado totaliza 10.194 mortes. O boletim registra ainda um total de 440.582 pacientes recuperados da doença.
O óbito divulgado neste boletim ocorreu no dia 26 de março, em hospital público. A vítima é uma mulher, de 18 anos, residente do município de João Pessoa, sem comorbidade informada.
Em evento de filiação ao PSDB nesta sexta-feira (1), o ex-presidente da Câmara, Rodrigo Maia, afirmou que “não há terceira via” na disputa política nacional. Segundo ele, o erro do partido foi se posicionar como “centro”.
“Cometemos o erro de aceitar a palavra centro”, disse Maia ao lado do ex-governador de São Paulo, João Doria.
“Não somos o centro. O sistema é binário. Não há terceira via. Infelizmente o presidente Bolsonaro nos tirou da polarização”, afirmou ao alegar que o erro do partido foi não assumir uma posição mais à direita.
Maia também direcionou críticas ao modelo político brasileiro e afirmou que mudanças talvez sejam “para pior”. “A política está mudando muito e talvez esteja mudando para pior […] Só se discute fundo eleitoral”, disse.
Ontem (31), Maia deixou seu antigo partido, Democratas, e assinou a filiação ao PSDB ao lado de sua irmã e de seu pai, César Maia. O objetivo é que o ex-presidente da Câmara organize a legenda para as próximas eleições.
Depois de muitos anos ligado ao DEM, hoje assinei a ficha de filiação ao @PSDBoficial, partido que tem suas origens lá atrás com Franco Montoro, na democracia cristã, hoje democracia de centro, da qual o ex-prefeito Cesar Maia é vice-presidente internacional. pic.twitter.com/qpPgXUkuAJ
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