Foto: Reprodução
Um homem foi baleado após policiais militares do Rio Grande do Norte atirarem contra um táxi da Paraíba no Litoral Sul potiguar, na noite desta quinta-feira (4). Outras duas pessoas estavam no veículo e não ficaram feridas. Segundo a própria PM, o caso aconteceu por volta das 21h. O homem foi atingido na cintura, próximo ao glúteo e foi levado para o hospital de Goianinha, onde passou por estabilização, antes de ser transferido para Hospital Deoclécio Marques, na Grande Natal.
Segundo o major Alan Bruno, comandante do Batalhão da Polícia Militar em Canguaretama, os policiais tinham recebido uma queixa de roubo do veículo e atiraram após o motorista do táxi supostamente não ter atendido a uma ordem de parada. No entanto, ele afirmou que a queixa de roubo tinha sido um equívoco.
Ainda de acordo com o major, o carro é alugado e utilizado pelo taxista para transporte de passageiros na Paraíba. No entanto, o proprietário do carro estranhou a movimentação do automóvel no sentido ao Rio Grande do Norte e comunicou o suposto roubo à polícia paraibana, que acionou a polícia potiguar.
Já o taxista Basílio Neri, que dirigia o carro, contestou a versão da polícia, em entrevista ao g1. De acordo com ele, os policiais atiraram contra o carro sem dar qualquer ordem para parada.
“Ele nem acionou a sirene, nem piscou luz, nem o giroflex. Quando ligueir a seta para entrar para Pipa, atiraram. Mais de 16 tiros e eu não vi que era polícia e achei que era bandido me assaltando. Entrei no posto para pedir socorro e chegou e a polícia encostou com quatro armas na mão. Era para fazer abordagem. Se tivesse dado sinal, eu tinha parado, porque eu sou profissional, mas como ia advinhar que é a polícia que está atrás de mim sem dar sinal de nada?”, relatou
Ainda de acordo com o motorista, que trabalha no ramo há 15 anos, ele pegou o casal em um shopping de João Pessoa, com destino à praia da Pipa. Como não conhecia os clientes, pediu para o patrão acompanhar a viagem, mas o homem teria ficado sem sinal de internet e acionou o seguro para acompanhar o carro via gps. A equipe, no entanto, teria acionado a polícia achando que se tratava de um assalto.
O comando-geral da Polícia Militar do RN informou por meio de sua assessoria de imprensa que está averiguando o fato.
G1




Comente aqui